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O futuro dos planos de saúde no Brasil depende de gestão e emprego

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Ter um plano de saúde continua sendo uma prioridade para as famílias brasileiras e, à medida que a taxa de empregabilidade dá sinais de retomada, o cenário para as operadoras de planos de saúde também se torna auspicioso. Prova disso e, na contramão de um cenário adverso do ano passado, o país acaba de registrar mais de 49,5 milhões de pessoas com planos de saúde em maio. É um aumento de 1,5 milhão (3,14%) de beneficiários em relação ao mesmo mês no ano passado, segundo dados da Agência Nacional de Saúde (ANS).

Nesse universo, mais de 34 milhões correspondem aos planos empresariais, reflexo da diminuição da taxa de desemprego no País, que ficou em 9,8% no trimestre encerrado em maio, a menor para o período desde 2015, conforme estatística do IBGE.

O momento, contudo, ainda é delicado para a saúde suplementar. Exige tomada de decisões importantes e celeridade nos processos de gestão das operadoras, principalmente com a elevação expressiva dos custos assistenciais em decorrência da pandemia de Covid-19, significativo aumento dos insumos para atenção à saúde e da frequência na utilização dos clientes, reajuste negativo nos últimos doze meses para contratos de pessoa física, incerteza a respeito do rol taxativo, aprovação da PEC do Piso Salarial da Enfermagem e tantos outros pontos que estão  impactando a sustentabilidade dos negócios.

Assim, é preciso definir estratégias de otimização de desempenho para elevar a eficiência, ter bons resultados e garantir assistência de qualidade. Reduzir desperdícios, ampliar o acesso à saúde e ao cuidado por meio da simplicidade, agilidade e eficiência operacional, além da diversificação dos serviços oferecidos aos clientes.

A guinada digital trazida pela pandemia também poderá transformar a operação de empresas de planos de saúde nos próximos anos. Uma tendência mundial é a desintermediação. Entre o cliente e o prestador de serviço existe uma intermediação feita pelas operadoras, administradoras e corretoras. A tecnologia pode facilitar essa interação e facilitar um pouco o processo. A ideia é tornar o fluxo mais simples e reduzir custos. 

Outro ponto de atenção é a verticalização do setor de saúde. Nos últimos seis anos, por exemplo, a verticalização do Sistema Unimed cresceu, em média, 205%. A iniciativa é importante e muito necessária para manter a competitividade no mercado, assegurar que o serviço prestado levará a qualidade e o cuidado necessário aos pacientes e conquistar benefícios assistenciais, operacionais e financeiros.

Expandir portfólio e variedade nos produtos oferecidos, estabelecer novas parcerias estratégicas, acompanhar possibilidades de investimentos e propor uma atuação diversificada dentro do mercado de saúde também poderá garantir que no futuro o sistema de saúde suplementar seja cada vez mais pulsante.  

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*Luiz Paulo Tostes Coimbra é presidente da Unimed Nacional, responsável pela operação nacional da marca Unimed, que cuida de mais de 2 milhões de beneficiários Unimeds.