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O que esperar da relação entre tecnologia e saúde em 2022?

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Estamos em 2022, dois anos completos com a preocupação em torno da pandemia de covid-19 e a presença quase que absoluta das soluções tecnológicas em clínicas, consultórios e hospitais Brasil afora. Falar de transformação digital no setor de saúde, portanto, não significa apontar tendências que acontecerão nos próximos anos, mas identificar novidades que já representam uma questão de sobrevivência para as organizações. A tecnologia tornou-se tão importante quanto os equipamentos médicos.

Porém, escolher as melhores ferramentas não é uma tarefa simples. Diante da diversidade de opções com a evolução das ferramentas de TI, o profissional de saúde precisa estar alinhado com o que há de mais moderno e inovador nessa área, identificando quais soluções podem auxiliar realmente em suas rotinas. Assim, é preciso saber o que o futuro reserva em 2022 para a relação entre tecnologia e medicina. Quais assuntos e serviços estarão em alta nos próximos meses? Confira:

1 – Segurança dos dados digitais

Proteger as informações médicas sempre foi uma das premissas fundamentais da carreira. Afinal, o sigilo na relação entre médico e paciente não deve ser violado. A chegada da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) em 2020, que versa sobre a utilização das informações digitais, apenas reforçou essa preocupação.

Entretanto, é em 2022 que o tema ocupa posição de destaque na estratégia de clínicas e hospitais – principalmente após o ataque cibernético nos servidores do Ministério da Saúde no fim de 2021. Assim, espera-se um investimento contínuo em soluções inovadoras que resolvem essa questão e protejam os dados dos pacientes que estão migrando cada vez mais para a nuvem com a adoção de prontuários eletrônicos que devem ser certificados pela Sociedade Brasileira de Informática em Saúde.

2 – Inteligência de decisão em saúde

O conceito de inteligência de decisão é novidade até mesmo para o ambiente corporativo brasileiro, mas deve ganhar seu espaço no setor de saúde em 2022. Trata-se simplesmente de uma técnica que visa melhorar a tomada de decisão fornecendo não apenas os dados necessários para isso, mas contextualizando quando, como e porquê.

É uma extensão da necessária análise de dados, que também possui um espaço cada vez mais consolidado na medicina. O objetivo é o mesmo – facilitar a tomada de decisão entre os gestores, mas com vias diferentes. A inteligência de decisão possibilita uma maior contextualização e traz uma visão mais completa – algo essencial para médicos na gestão de seus consultórios.

3 – Automação de processos

A automação de processos não é mais novidade entre clínicas e hospitais, principalmente com a popularização dos prontuários eletrônicos. Graças a essa ferramenta, médicos e enfermeiras conseguem otimizar suas rotinas por permitirem que a solução tecnológica cuide de tarefas mais burocráticas, como a organização financeira.

A questão é que em 2022 a automação vai atingir um nível muito mais elevado do que observamos atualmente. A proposta da hiperautomação consiste na automatização mais rápida e com maior volume de diferentes procedimentos. Basicamente todas as tarefas esperadas para a gestão irão passar por soluções tecnológicas.

4 – Adoção maciça da inteligência artificial

Da mesma forma, muito se fala da inteligência artificial no setor de saúde, fazendo com que o tema não seja tão inovador assim. A questão é que o ano de 2022 provavelmente vai ser o mais importante na adoção desta tecnologia entre hospitais, clínicas e consultórios, garantindo maior eficiência na gestão e na própria consulta.

Essa importância, claro, passa pela quantidade cada vez mais elevada de dados que os profissionais precisam lidar em suas rotinas, incluindo diagnósticos, históricos, entre outros. Algoritmos baseados em IA serão utilizados com maior frequência, até mesmo para facilitar a elaboração dos relatórios que irão embasar as decisões futuras.

5 – Integração e centralização de sistemas

Por fim, com a tecnologia presente nos consultórios em diferentes sistemas e ferramentas, surge a necessidade de fazer com que estas soluções conversem entre si. Não adianta ter os melhores recursos e softwares se eles não estiverem conectados. Eles continuariam resolvendo parte do problema e não o todo.

Da mesma forma, o ano de 2022 vai deixar em evidência a importância da centralização de sistemas e dados. Não importa quantos serviços e ferramentas você usa, um dispositivo deve ser o responsável por centralizar as tarefas e principais informações. Hoje esse papel é do prontuário eletrônico, que engloba todas as informações necessárias para o bom andamento das consultas e do trabalho médico.


* Tiago Delgado é sócio-fundador da Medicina Direta, empresa especializada em gestão e serviços digitais para clínicas e consultórios

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