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Vacinas, prevenção e imunidade: os remédios para a pandemia

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*Por Fabio Moruzzi, CCO da NL Diagnóstica – [email protected]

Após dois anos da maior crise sanitária desde a gripe espanhola de 1918, a covid-19 ainda é um desafio para pesquisadores e profissionais de saúde. No entanto, avançamos em seu combate a passos largos.

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O Our World in Data aponta que 60% da população no mundo foi vacinada, e mais de 67% no Brasil, considerando dados de janeiro de 2022. É válido ressaltar que o esquema vacinal está sendo atualizado e adaptado conforme surgem novas pesquisas.

As vacinas aplicadas aqui no Brasil, em sua maioria (CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer) são de doses duplas. A Jansen, inicialmente de dose única, passou a ter como regra uma segunda aplicação. Com os avanços em estudos clínicos, surgiu a necessidade de uma dose de reforço, diferente das duas anteriormente aplicadas.

Essa mescla de imunizantes tem sido colocada em prática com o objetivo de ampliar a imunidade da população, visto que é uma doença viral e sofre mutações (vide Delta, Ômicron), que podem escapar das cepas aplicadas.

É o que vem acontecendo com o vírus influenza, causador da gripe, que sofreu uma modificação e circula agora como H3N2. A rigor, existem três variações dele, divididos em A, B e C, sendo a nova cepa do tipo A, o mais comum.

Anualmente o país realiza campanhas de vacinação contra o influenza, porém, o imunizante aplicado ainda não tem especificação para o H3N2. Pesquisadores do Instituto Butantan já estão trabalhando para incorporar a nova cepa às vacinas da gripe, com previsão de ficarem prontas em março deste ano.

Uma questão importante: as vacinas, embora sejam eficazes, não nos impedem de contrair o vírus, seja ele o SARS-COV-2, causador da covid-19, o novo H3N2 da influenza ou os demais. Os imunizantes nos previnem de ter um quadro grave em caso de contágio. Uma pessoa vacinada não está impossibilitada de se contaminar.

A prevenção, informação, cuidados básicos e vacinas são remédios eficientes ao combate de muitas doenças e falácias sobre elas. Clinicamente, não há comprovação quanto a medicamentos que possam prevenir efetivamente a população de contrair o SARS-COV-2 (embora estejam em fase de testes), mas os cuidados como o uso correto de máscara, evitar aglomerações, lavar as mãos com frequência, usar álcool em gel e manter o distanciamento social, se possível, são protocolos a serem seguidos.

A imunidade contra as doenças pode ser adquirida com a infecção natural ou passivamente por vacinas, no entanto, devemos frisar que ambas ainda não foram definidas como definitivas ou 100% eficazes. A vacinação é importante, mas leva um tempo até fazer efeito, e após determinado período, que varia de acordo com o imunizante e o organismo, a eficácia diminui. Exames para testar neutralizantes em laboratórios de diagnóstico também podem ser aliados nos cuidados.

Mesmo com vacinas, a pandemia e as endemias ainda não acabaram. É preciso fazer o possível para criarmos imunidade através das vacinas ou nos prevenirmos das doenças, para vencer mais este desafio.


*Fabio Moruzzi CCO da NL Diagnóstica, pioneira em oferecer testes rápidos para a covid-19 e no lançamento da tecnologia cPass no Brasil, capaz de identificar e quantificar anticorpos neutralizantes. [email protected].

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