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Antecipação de recebíveis X empréstimo na Saúde: você sabe a diferença entre eles?

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Conheça melhor as soluções que podem ajudar prestadores de serviço a terem um fluxo de caixa saudável, evitando as altas taxas de juros dos grandes bancos

Um empreendedor de qualquer segmento sabe que, mais ou menos dia, poderá precisar de investimentos, seja para levantar capital de giro ou cumprir obrigações financeiras de curto prazo, já que nem sempre a empresa terá o recurso necessário para suprir as necessidades do momento. Contudo, na área da Saúde, a gestão do fluxo de caixa é ainda mais complexa, se comparada a outros tipos de negócio. Um dos motivos é que o recebimento vem de múltiplas fontes, cada uma com uma regra diferente para prazo de pagamento. E essa dinâmica, muitas vezes, dificulta prever quando o caixa da organização terá meios suficientes para pagamentos futuros.

No caso das instituições de saúde, existem basicamente duas modalidades que podem resolver problemas urgentes de fluxo de caixa, como, por exemplo, para reabastecer os estoques de medicamentos e equipamentos básicos de proteção. A primeira, mais conhecida, é o empréstimo; a segunda, ainda pouco praticada no setor, é a antecipação de recebíveis. Mas você sabe qual é a diferença entre os dois modelos?

Empréstimos

A antecipação de recebíveis e o empréstimo possuem conceitos e impactos diferentes no gerenciamento financeiro da instituição. Quando um hospital ou clínica precisa de capital para comprar equipamentos ou pagar dívidas de curto prazo, a primeira opção, em geral, é recorrer a um banco para pedir empréstimo.

Segundo Thiago Aitken, especialista no tema e diretor executivo da plataforma Lever,  o banco, antes de tudo, analisa o balanço do negócio do requerente: “A depender da análise feita, o banco pode simplesmente negar a solicitação do crédito por observar que o balanço da empresa não é forte o suficiente, porque já tem outros endividamentos, porque está iniciando suas atividades e não tem um histórico, ou ainda por ter alguma negativação, por exemplo, devido a um processo trabalhista. Nesses casos, o gestor deve recorrer a outra modalidade”.

Antecipação de recebíveis

A principal diferença é que, na antecipação, o recurso já é do prestador de serviço - a empresa já produziu o serviço ou vendeu o produto e está apenas aguardando o recebimento. Portanto, os valores não figuram como endividamento no balanço. “Esta modalidade permite às instituições receberem valores antes do prazo previsto, utilizando-se legalmente de empresas especializadas nesse tipo de operação”, explica o executivo da Lever, fintech que atua na área. Em contrapartida, no caso do empréstimo, o dinheiro pertence ao banco, que vai cobrar juros, às vezes altos, por essa transação.

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Para que hospitais e clínicas médicas recebam antecipadamente o recurso lhes cabem, é fundamental a intermediação de uma empresa apta a realizar tal operação, a exemplo da plataforma Lever. O motivo? A regulação. Isso porque, quando uma organização de outro segmento fatura para outra empresa, ela emite nota fiscal e um boleto que, caso não seja quitado, permite ao credor cobrar judicialmente a dívida. Mas, como pondera Thiago Aitken, essa operação é diferente para os prestadores de serviço de saúde. Essas instituições não emitem as notas fiscais logo após a prestação do serviço, somente depois que as operadoras indicam o valor a ser pago de cada fatura (excluídas as glosas). Além disso, hospitais e clínicas não emitem boletos de cobrança contra as operadoras, o que torna muito difícil a obtenção de antecipação de recebíveis.

“As instituições de saúde recebem sempre na modalidade crédito em conta, mas têm  valor e prazo de pagamentos incertos devido à figura da glosa e das janelas de faturamento”, conta o diretor executivo. Ele explica, ainda, que a única forma de tentar prever a glosa é olhar para o passado, fazendo uma média dos últimos 12 ou 24 meses. “Quando eu faço o crédito, vem essa porcentagem, que é a expectativa da glosa, e nós abatemos do valor a antecipar. Se a glosa vier menor, devolvemos integralmente para o cliente. Se vier maior, a quitação fica para o mês seguinte, como uma conta corrente”, acrescenta Thiago.

Vantagens e cuidados

Um dos principais benefícios da antecipação é que a empresa tem em seu caixa previamente um dinheiro que já seria dela, mas que teria de esperar, em média, de dois a três meses para receber. A antecipação também ajuda a reduzir os riscos de não receber pelos serviços de saúde prestados, além de gerar um fluxo de caixa imediato para honrar com seus compromissos de curto prazo e cobrir despesas urgentes.

No entanto, essa ferramenta também envolve custos que precisam ser avaliados, afinal, existe um desconto na antecipação referente ao operacional. Muitas vezes, no entanto, essa é a via mais vantajosa, em comparação com arcar com os altos juros dos empréstimos impostos pelas grandes instituições financeiras.

Por fim, é bom saber que antecipar recebíveis sem planejamento ou necessidade de capital pode embaralhar ainda mais o fluxo de caixa. Daí ser fundamental ter especialistas que possam avaliar o cenário e todas as opções que garantam a saúde financeira e a tranquilidade das instituições de assistência médica.

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