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Casos de ebola diminuem na Libéria, mas é cedo para comemorar

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- Shutterstock
País é um dos mais afetados na África Ocidental. Enquanto isso, EUA vai colaborar com Cuba no combate ao vírus nas Américas

O número de infectados com o vírus ebola parece estar caindo na Libéria, mas a crise está longe de acabar, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). "Parece que a tendência é real no país e pode haver um abrandamento da epidemia", disse o diretor-geral adjunto da OMS, Bruce Aylward. "Há sinais crescentes de que vão conseguir vencer", acrescentou.

Bruce Aylward lembrou, no entanto, que se preocupa "com a possibilidade de a informação ser mal interpretada e as pessoas começarem a pensar que o ebola está sob controle". "É como pensar que um tigre de estimação está sob controle", advertiu, destacando que a epidemia já deu sinais de abrandamento anteriormente, mas acabou por voltar com mais intensidade.

O surto de ebola que tem atingido a África Ocidental já causou a morte de 4.922 pessoas, de acordo com a última atualização da OMS, a maioria da Libéria, Guiné-Conacri e de Serra Leoa.

Combate nas Américas
A reunião técnica que visa elaborar medidas de combate ao ebola nas Américas, e convocada pelos líderes dos países da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba) - formado por nove países da América Latina, inclusive Bolívia, Cuba, Venezuela e Equador -, contará com um representante dos EUA. Trata-se de uma cooperação entre dois inimigos remanescentes da Guerra Fria – até hoje Cuba, onde a reunião acontece, sofre embargos econômicos dos Estados Unidos.

Durante dois dias, as autoridades dos países das Américas (incluindo o Brasil) se reunirão em Havana. Roberto Morales, ministro da Saúde de Cuba, disse que o objetivo é permitir um intercâmbio de critérios para enfrentar a doença, evitando o contágio caso ela chegue a algum dos países das Américas.

Na semana passada, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) elogiou a iniciativa da Aliança Bolivariana para os Povos da América (Alba) no combate ao ebola. Cuba, por exemplo, enviou recentemente 256 médicos e enfermeiros aos países africanos mais afetados pelo vírus.

Nelson Arboleda, representante dos EUA, mostrou boa vontade e disse que o país vai cooperar com todos os que trabalham para dar uma resposta ao vírus na região.

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