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Confira dicas para digitalizar os negócios e resistir às fases mais restritivas da pandemia

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Um ano em quarentena: digitalização foi fundamental para os negócios em 2020 e serão ainda mais essenciais para acompanhar as instabilidades do mercado

Mais do que nunca a tecnologia tem sido essencial para o nosso dia a dia. Um relatório da Ebit/Nielsen mostrou que o Brasil atingiu a marca de 41 milhões de usuários ativos no e-commerce apenas no primeiro semestre de 2020, um aumento de 40% em relação ao mesmo período de 2019. O grande impulsionador deste movimento foi, com certeza, a pandemia, que elevou a demanda a partir da primeira semana de abril, com picos de pedidos em datas especiais, como a Páscoa (77%) e Dia das Mães (69%), além do aumento de faturamento de até 103% na primeira semana de junho. 

Os dados acima deixam claro que o futuro já é e será online e quem não estava na internet precisou correr para se digitalizar. “Ao empreender, é preciso ter em mente que o mercado corresponde a demanda e oferta e se existe uma demanda digital forte, é muito difícil que uma empresa se sustente sem se adequar. O primeiro passo, então, é não resistir às mudanças, pois elas são importantes para o amadurecimento da organização”, explica Melina Alves, CEO e fundadora da DUXcoworkers, empresa pioneira no Brasil a fazer das boas práticas de UX uma cultura de trabalho. A profissional separou algumas dicas para investir nesse processo de maneira tranquila e segura.

Departamento administrativo/financeiro: é comum, numa pequena operação, o gestor se preocupar apenas com o fluxo de caixa e ignorar que é preciso, na verdade, ter uma visão dos recursos de forma mais estratégica. Vale investir, então, em plataformas de gestão e controle financeiro que possibilitem esta visão mais geral de todo o processo ao longo da atividade. Se não for possível a contratação de ferramentas de terceiros, os bancos que oferecem conta jurídica também tem a opção deste tipo de serviço 

Etapa de produção: se for um serviço de produção intelectual, pode-se apostar em softwares que tornam mais visual e fácil de compreender cada processo ou etapa da produção, a fim de tornar cada etapa produtiva mais fácil de ser compreendida para todos os integrantes da equipe. Por sua vez, se a empresa tem como produção bens de consumo, vale aqui programas que padronizam a produção, de forma a manter os produtos sempre nas mesmas medidas e tamanho.

Ponto de venda: neste caso, não tem como não falar do e-commerce. O ideal é não depender exclusivamente de um único ponto de venda, ainda que ele seja importante para a operação e um diferencial nos negócios. A ideia é sair dessa dependência do espaço físico e orquestrar mais canais, seja por meio de redes sociais e marketplaces. Vale também se fazer ser visto no Google Maps, com informações bem básicas, como o telefone para contato. 

Gestão interna: não adianta a empresa se esforçar para digitalizar uma entrega se, ‘dentro de casa’, a operação não flui. É preciso, portanto, como ponto de partida, compreender e identificar as tarefas e funções de acordo com as habilidades dos funcionários para investir em ferramentas que correspondam à cultura e maturidade digital da equipe, para que todos possam usar de forma confortável a tecnologia e saibam extrair números e resultados que, de fato, auxiliem no crescimento da empresa. 

A executiva da DUXcoworkers explica, ainda, que traçar o caminho ou opções de forma determinista está longe de ser o ideal, pois cada empresa tem uma característica exclusiva sobre si. “Para mensurar o nível de digitalização, é preciso ponderar a proposta de valor, qual tipo de produto desenvolve, qual é o consumidor que quer impactar e entender que diversificar canais de venda não significa necessariamente em se digitalizar totalmente. A dica é investigar, mapear e fazer um diagnóstico dos valores da empresa, do produto ou do serviço, de forma a entender toda essa operação para que ela possa fluir de maneira harmoniosa com a jornada de compra do cliente”.