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Conheça os protocolos de segurança contra o ebola

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Simulação de protocolos de atendimento a pacientes com ebola - Tânia Rêgo | Agência Brasil
Medidas funcionam, diz Ministério da Saúde. Notificação, manejo dos doentes e cuidados dos profissionais estão disponíveis na internet. Confira!

No Brasil, o primeiro paciente com suspeita de infecção do vírus teve diagnóstico negativo. Segundo o Ministério da Saúde, que aguarda uma contraprova do primeiro exame para conceder alta ao cidadão de Guiné internado no Rio de Janeiro e desmobilizar os protocolos de controle da doença no País, que foram bem executados, na avaliação do ministro da Saúde, Arthur Chioro.

O caso do paciente com suspeita de infecção por ebola foi notificado em Cascavel (PR) na última quinta-feira (9). Souleymane Bah, de 47 anos, veio da Guiné para o Brasil, passando pelo Marrocos. Assim que o caso foi notificado no Paraná, o paciente foi transferido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro (RJ), onde permanece em isolamento.

O resultado do primeiro exame de sangue foi divulgado sábado (11) pelo Ministério da Saúde, e foi negativo. A contraprova que vai confirmar ou descartar em definitivo a suspeita deve ser divulgado nesta segunda-feira (13). A segunda amostra de sangue do paciente está sendo analisada no Instituto Evandro Chagas, em Belém, que pertence à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

Sessenta e quatro pessoas que tiveram contato com Bah também continuarão sendo monitoradas pelas autoridades de saúde, com medição periódica de temperatura.


SAIBA MAIS: Transmissão do ebola entre profissionais de saúde preocupa

Segundo a presidente da Associação Nacional de Biossegurança, Leila Macedo, não existe risco zero de contaminação, mas que os profissionais do Instituto de Infectologia Evandro Chagas, tanto na parte hospitalar (Rio), quanto na laboratorial (Belém), foram treinados para atender casos de ebola. O instituto faz a análise laboratorial do primeiro caso suspeito de ebola no País.

“Se os procedimentos preconizados pela Organização Mundial da Saúde forem seguidos não haverá problemas”, disse Leila, que também é pesquisadora da Fiocruz.

Ela explicou que o vírus pode ser transmitido pelos fluidos corporais, como lágrimas, sangue, suor. “Se um indivíduo com ebola espirrar, o espirro vai longe e pode haver o vírus”, explicou a pesquisadora, acrescentando que o vírus pode penetrar através da pele.

Protocolos? Que protocolos?
Segundo informe técnico e de orientações do Ministério da Saúde disponíveis na internet, o ebola é uma doença de notificação compulsória imediata, ou seja, deve ser realizada pelo profissional de saúde ou pelo serviço que prestar o primeiro atendimento o mais rápido possível.

Autoridades de saúde das secretarias municipais, estaduais e à Secretaria de Vigilância em Saúde podem ser notificadas por telefone (0800.644.6645), preferencialmente, mas também por e-mail (notifica@saude.gov.br) ou formulário eletrônico no site da SVS. Essas autoridades, por sua vez, notificam o caso suspeito pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) utilizando o Código Internacional de Doenças (CID) A98.4. A ficha de registro está acessível no site do Ministério.

Os profissionais envolvidos na atenção a pacientes suspeitos de infecção pelo vírus devem seguir uma série de medidas de precaução para evitar contatos com gotículas, associadas a outras medidas, como uso de roupas especiais para manejo (EPI), restrições de circulação do paciente, contato com superfícies e outras pessoas, limpeza etc.

O Ministério da Saúde disponibilizou em seu site da internet um guia completo e detalhado com todos os procedimentos para casos suspeitos de ebola.

Abaixo, veja dois vídeos demonstrativos feitos pelo Ministério da Saúde para orientar profissionais de assistência e de transporte de doentes sobre o uso correto dos equipamentos de proteção individual (EPI).




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