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Digitalização da cadeia de suprimentos na área da saúde: um caminho sem volta

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Especialistas avaliam os impactos e os benefícios da transformação digital no setor. Debate aconteceu durante o Intermodal Digital Series - Saúde desta terça-feira (27/07), evento virtual que abordou as inovações e tendências sobre este mercado.

Encerrando a programação do Intermodal Digital Series - Saúde, evento online promovido pela Intermodal (plataforma de negócios para os setores logístico, de transporte de cargas e comércio exterior) e pela Hospitalar (maior evento de saúde do Brasil e da América Latina), o debate sobre a digitalização das cadeias de suprimentos e de compras na área da saúde, e sobre os impactos e benefícios deste movimento no setor, ganhou destaque, ainda mais por ser um assunto em voga no momento em que vivemos.

Foi o que disse o diretor de customer experience da Vyttra Diagnósticos, uma das maiores empresas brasileiras na fabricação e distribuição de equipamentos e reagentes para o mercado de diagnósticos in vitro, Fábio Marins. Para ele, a transformação digital da área da saúde como um todo é um caminho sem volta, mas que precisa ser traçado de forma estruturada e escalada, não de qualquer jeito.

"Vejo que este, de fato, é um caminho sem volta, o mundo todo está nesta direção, até porque, todos os dias, vemos novas soluções digitais chegando ao mercado. Entretanto, acredito que, por mais que a pandemia tenha acelerado este processo, é necessário executá-lo com cautela. O primeiro ponto a ser considerado sempre é o cliente/paciente. Ele sempre deve estar no centro das discussões e, aí sim, empregarmos a tecnologia de uma forma eficiente para que a companhia consiga alavancar os benefícios em prol dele. Tem que ter tecnologia com um propósito, não apenas tecnologia por si só. E há muitas oportunidades neste mercado de agora em diante, só é necessário escolher com critério", afirmou.

O gerente executivo de planejamento logístico da Dasa, a maior rede de saúde integrada do país, Abel José Júnior, concordou e acrescentou. "Nós não somos a linha de frente no atendimento aos pacientes, mas temos que garantir que os profissionais de saúde que realmente são estejam aptos para exercer o seu papel da melhor forma possível, com todo o suporte necessário em termos de equipamentos, inovações e soluções adequadas. Até porque a tecnologia é um mundo sem volta, não retornaremos mais ao que éramos antes da pandemia, tanto na vida pessoal quanto profissional".

Quem também corroborou com esta análise foi o moderador do debate e CEO da Agility, empresa especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas, Fábio Soto. "Todas as empresas estão preocupadas com os seus clientes/pacientes e seguem pensando em como melhor atendê-los. Isso é muito bacana, pois o mercado passou e continua passando por uma grande transformação digital. Ainda tem muita coisa a ser feita", pontuou.

Desafios - Antes dos benefícios, no entanto, vêm os desafios. O diretor de operações da Zambon no Brasil (laboratório dedicado à produção de medicamentos voltados a problemas respiratórios, neurológicos, gástricos, entre outros), Alexandre Brasil, lembrou das adversidades que este tipo de movimento impõe ao mercado e às companhias que nele atuam, como a mudança de cultura das empresas e dos profissionais, que é algo complexo.

"Para cada transformação que se tenta implantar é preciso uma gestão criteriosa de mudanças, é necessário investir no sentido de fazer com que os colaboradores e clientes entendam a importância da mesma, pois, caso contrário, põe-se em xeque toda a modificação que se espera fazer no negócio. É muito importante que cada tipo de melhoria seja acompanhada de uma análise de risco para que toda essa parte de preparo, de investimentos e de captação seja feita de forma correta. É um desafio, claro, porque às vezes há muita resistência, mas o papel dos líderes é realmente fazer com que as transformações aconteçam e que todos entendam. Isso porque ou a empresa muda ou morre e sai do mercado", ressaltou.

Outro cuidado que é preciso ter em meio a esse boom de digitalização, segundo o gerente executivo de planejamento logístico da Dasa, é a questão da segurança das informações e da privacidade dos clientes/pacientes, que é um ponto que exige extrema cautela. "Aqui na Dasa, criamos uma forte estrutura de LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), pois sabemos o quanto é sensível essa questão de dados e de privacidade dos nossos pacientes, e nada é mais importante para nós neste sentido do que garantir a segurança dessas informações", finalizou.

Transporte e Distribuição de Vacinas - O ponto final do Intermodal Digital Series - Saúde, foi a palestra da gerente de qualidade da RV Ímola, uma das principais operadoras logísticas dedicadas à indústria farmacêutica do país, Adriana Oliveira, sobre o transporte e a distribuição de vacinas e medicamentos na pandemia.

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