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Ebola: Banco Mundial faz apelo a países asiáticos

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Jim Yong Kim pediu mais médicos treinados para atuarem na África Ocidental. Banco teme reflexos econômicos e humanitários da doença

O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, pediu nesta quinta-feira (4) à Ásia que envie profissionais de saúde treinados para a África Ocidental, atingida pelo ebola. Ele advertiu que colocar o foco em um controle fronteiriço mais rigoroso não é solução.

“Apelei aos países da Ásia para oferecer profissionais de saúde treinados para ajudar a conter o ebola a partir da fonte”, disse Jim Yong Kim aos jornalistas em Seul, agradecendo os esforços feitos pela Coreia do Sul, a China e o Japão no envio de pessoal ou equipamentos médicos para combater o vírus.

A Ásia tem uma riqueza em termos de pessoal médico. Eles podem estar “entre os heróis que são agora necessários na linha de frente”, afirmou, acrescentando que muitos países asiáticos “que poderiam ajudar, simplesmente não o fazem – especialmente no que diz respeito ao envio de profissionais de saúde”.

“Focar apenas no controle fronteiriço não é a resposta adequada. O mundo precisa apagar o fogo porque caso não o faça, o ebola pode propagar-se a qualquer outro país, incluindo a Ásia”, alertou o presidente do Banco Mundial.

O continente tem de enviar “equipes de profissionais de saúde treinadas” para os três países mais afetados – a Guiné-Conacri, a Libéria e Serra Leoa –, disse. Ele lembrou que apenas 30 equipes de todo o mundo foram enviadas até agora para o epicentro da crise.

O Banco Mundial advertiu para perdas econômicas catastróficas como resultado do surto de ebola na África Ocidental, onde o vírus já causou quase 5 mil mortes.
A Organização Mundial da Saúde sinalizou mais de 13 mil casos, mas admitiu que o número real pode ser muito maior.

No início de outubro, o Banco Mundial juntou-se à OMS e à Missão das Nações Unidas para a Resposta de Emergência contra o Ebola (Unmeer, em inglês) na definição do objetivo 70/70/60: isolar e tratar 70% dos casos de ebola na África Ocidental e enterrar com segurança 70% das vítimas em um prazo de 60 dias.

OMS na África
O médico angolano Luís Gomes Sambo deixará a direção regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a África. A informação foi passada durante reunião do comitê, em Cotonu, no Benin.

Ele já confirmou sua saída, após cumprir dois mandatos na liderança da estrutura regional da OMS, funções que assumiu no dia 1º de fevereiro de 2005. Durante a 64ª reunião do comitê africano, que integra 47 países, será feita a eleição do novo diretor regional, assim como o balanço das atividades desenvolvidas na região, entre 2012 e 2013.

Luís Gomes Sambo deixa a organização internacional no momento em que os esforços estão concentrados no combate à febre hemorrágica ebola, na África.

No final de setembro, em Luanda, o médico angolano advertia que a epidemia estava progredindo exponencialmente no continente. "A situação é grave. É considerada atualmente como uma tragédia humana. A epidemia incidiu sobre países com sistemas de saúde muito frágeis", admitiu, na ocasião.

Ele lembrou que a epidemia foi anunciada no dia 21 de março, após confirmação laboratorial, mas que os primeiros casos da doença, numa aldeia da Guiné-Conacri, surgiram em dezembro de 2013.

Contudo, a OMS só foi oficialmente notificada em 13 de março. "Algumas populações na Guiné estavam escondendo os casos das pessoas infectadas com o vírus ebola. Algumas delas negavam a existência da doença, outras não confiavam nos serviços e agentes de saúde. E, assim, as notificações de casos diminuíram. Foi uma falsa informação que tivemos", reconheceu.

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