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Hospital 9 de julho treina simulação de catástrofe para funcionários

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- Ricardo Benichio
Foram implantas melhorias nos protocolos de atendimento, de forma a aprimorar os fluxos intrassetoriais

Um prédio comercial em chamas na Avenida Paulista, endereço mais famoso da cidade de São Paulo, faz dez vítimas entre mortos, feridos gravemente e outros com lesões leves. Ambulâncias e veículos particulares transportando os acidentados chegam ao mesmo tempo no hospital, que precisa tratar a ocorrência com prioridade e coordenar as ações de todos os colaboradores envolvidos para que não ocorram falhas no atendimento. Este cenário fictício, porém próximo da realidade de grandes centros urbanos, foi criado pelo Hospital 9 de Julho para melhorar as habilidades de seus colaboradores em eventuais atendimentos simultâneos com múltiplas vítimas.






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A simulação ocorreu na primeira semana de janeiro de 2013 e envolveu 350 funcionários de diversos setores do hospital, como o departamento de emergência, centro cirúrgico, unidade de tratamento intensivo (UTI), internação, recepção, portaria e farmácia. O processo demandou que as equipes participassem de reuniões multissetoriais para definição do plano de atendimento, o qual envolvia vídeos de sensibilização antes do início das atividades, nomeação de agentes de crise e definição de procedimentos, criando um plano de contingência. Os colaboradores envolvidos desconheciam quantas “vítimas” chegariam para ser atendidas e não sabiam a gravidade dos ferimentos, para que as ações ocorressem da forma mais próxima à realidade de um acidente.

“O plano surgiu a partir da possibilidade de acontecimento de desastres externos ou eventos epidêmicos. Com o chamado atendido, a instituição se reorganiza internamente de acordo com uma definição estruturada de papéis, em que representantes de cada área assumem a função de coordenar os serviços que compõem a operação”, explica o diretor geral da instituição, Paulo Curi. “Somos referência para atendimentos de alta complexidade e contamos com um centro especializado em trauma. Dessa forma, investimos na melhoria contínua de todos os processos”, completa o executivo. Foram investidos no treinamento R$ 20 mil.

O maior desafio de um atendimento deste porte, segundo Curi, é a coordenação da comunicação entre os setores envolvidos em um atendimento que envolva diversas vítimas. Para detectar onde a equipe deveria melhorar os protocolos de atendimento, toda a atividade foi filmada e, depois, discutida entre os profissionais que participaram do treinamento. Posteriormente, foram implantadas melhorias nos protocolos de atendimento como, por exemplo, uma cascata de comunicação de forma a aprimorar ainda mais os fluxos de informações intrassetoriais.

Para os próximos anos, a instituição pretende manter os resultados obtidos de forma que as habilidades adquiridas pelos colaboradores não se percam em meio à rotina do hospital. São feitas revisões periódicas do fluxo de comunicação interna e funcionários recém-contratados também são instruídos a seguir os protocolos que tiveram origem no treinamento realizado pela instituição em 2013.

“O plano é revisado anualmente, assim como toda a cadeia de comunicação. Nesse momento, são reunidas as equipes envolvidas e solicitadas as atualizações sobre os membros e suplentes do comitê de crise e das escalas de colaboradores que residem próximo ao hospital, e que podem ser acionados imediatamente na ocorrência de uma situação de catástrofe”, diz Curi.


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