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Mídias sociais e o conteúdo sobre saúde

Em tempos de marketing digital a produção de conteúdo para pacientes é um desafio que, cedo ou tarde, estará no centro das discussões de toda empresa de saúde que se preocupa efetivamente em engajar sua população nos cuidados com a saúde.

Pode parecer algo trivial, mas na verdade é um desafio que exigirá grande concentração de esforços e responsabilidade. Afinal, como ser relevante para grupos diferentes de pacientes realizando intervenções digitais contínuas e suplementares aos velhos canais tradicionais?

Uma coisa é certa: o interesse do paciente em se relacionar com conteúdo de saúde através da internet é realmente muito grande e não há sinais de que isso vá diminuir daqui pra frente.

Por esse motivo uma série de estudos tem sido realizados ao redor do mundo a fim de se obter um detalhamento sobre o que quer esse paciente. O infográfico dessa semana foi elaborado a partir de algumas dessas pesquisas realizadas por empresas americanas como Mayo Clinic, Google e HubSpot.

Uma primeira constatação que se obtém a partir dele é a de que os pacientes realizam suas navegações de saúde interessados, em primeiro lugar, na obtenção de informações sobre uma doença ou problema médico específico e que suas buscas se iniciam a partir dos termos genéricos associados a essas doenças. São poucos os pacientes que começam suas buscas a partir do nome de seus provedores de saúde e isso demonstra, como já citei aqui na coluna , o quanto empresas tradicionais da área de saúde precisam se esforçar se quiserem ser relevantes para seus pacientes também na internet.

Na minha experiência pessoal tenho percebido algumas dificuldades para se atingir esse objetivo.  Uma empresa de saúde, via de regra, não tem foco e competência em temas como elaboração de roteiros, edição de vídeo, sonorização etc. Some-se a isso a necessidade de um corpo técnico disponível para chancelar todo o conteúdo publicado na velocidade exigida pelos canais sociais. Visando ajudar a preencher essa lacuna, já começaram a surgir nos EUA provedores de conteúdo especializado em saúde como a Nucleus Medical Media.

Outra revelação importante dos estudos diz respeito ao fato de que pacientes preferem interagir entre si utilizando suas próprias experiências como fonte gratuita, contínua e relevante sobre temas ligados à saúde.

Assim temas como reviews sobre hospitais e profissionais de saúde, compartilhamento de experiências pessoais com tratamentos médicos e medicamentos, relatos de saúde dos amigos e familiares acabam assumindo um papel de extrema relevância para essa fatia da população.

Empresas como Kaiser Permanente tem tirado proveito dessa tendência através de iniciativas como Kaiser Permanente Care Stories onde os próprios membros do plano de saúde encontram um espaço para contar suas experiências no trato com a saúde, com suas próprias palavras e de forma espontânea. É um bom exemplo de como grandes provedores podem gerar audiência a partir do conteúdo gerado pelos seus próprios beneficiários.

Outra empresa de saúde que vem caminhando de maneira muito consistente nesse terreno é a Mayo Clinic através de sua rede social Mayo Clinic Connect onde pacientes podem encontrar grupos formados em torno de patologias como Diabetes e trocar experiências entre si de forma privada e moderada.

Como pode se notar, às vezes o conteúdo de saúde pode estar mais disponível que se imagina. Basta pensar fora da caixa e notar as mudanças nos hábitos das pessoas ao seu redor.

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