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Quais os Hábitos Digitais dos Pacientes?

Infomonday
Assim como já ocorre em outros segmentos, na área da saúde o apelo da internet também produz expectativas de acesso mais fácil, processos mais racionais e experiências compartilhadas entre pacientes do mundo inteiro.

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16 de Junho de 2014 - Uma nova análise

O impacto que a internet vem produzindo no setor de saúde já é um fato conhecido por você que acompanha essa coluna e é leitor habitual do Empreender Saúde. Mas sempre é possível aprofundar o conhecimento sobre essa tendência.

O infográfico que escolhi para essa semana traz dados curiosos sobre as preferências de médicos e pacientes em relação a alguns recursos online bem conhecidos. Ele foi elaborado a pedido da Cisco pela Insight Express, uma conceituada empresa de pesquisas de mercado dos Estados Unidos, que ouviu 1547 pacientes e 403 profissionais de saúde daquele país.

Uma primeira leitura do gráfico revela uma interessante discrepância na credibilidade atribuída a diversas fontes de informação pelos dois grupos. Não deixa de chamar a atenção o fato de que os profissionais de saúde americanos confiam mais nos canais digitais do que os próprios pacientes. Pelo menos é o que mostram os números. Enquanto apenas 5% dos pacientes dizem confiar em blogs, nada menos do que 35% dos profissionais de saúde afirmam ter grande confiança nessa mídia social.

Isso é particularmente curioso quando sabemos do alto apelo que blogueiros de saúde mantem especificamente junto a grupos de pessoas que convivem com uma ou mais doenças crônicas, um fenômeno que nasceu na América do Norte e depois se espalhou pelo mundo.

A mesma lógica vale para o Facebook como fonte de informação sobre saúde. 23% dos profissionais de saúde ouvidos disseram confiar no seu conteúdo contra apenas 7% dos pacientes. O YouTube, o Twitter e os Podcasts também mostraram maior credibilidade junto aos médicos, muito embora com menor diferença em termos absolutos (não deixa de ser surpreendente, todavia, que os médicos gostem 4 vezes mais desse último canal do que os pacientes entrevistados!).

Outras diferenças marcantes dizem respeito aos sentimentos em relação às fontes tradicionais. Profissionais acham a indústria farmacêutica mais confiável que os pacientes (18% contra 8%), o mesmo valendo para Governo (35% contra 15%), Seguradoras (50% contra 30%) e Hospitais (55% contra 18%).

Como já foi falado aqui nessa coluna, isso demonstra o quanto essas organizações ainda precisam melhorar suas estratégias de comunicação com seus usuários finais, o que por sua vez parece que já está ocorrendo junto à classe médica.

Mas nem tudo são diferenças entre os dois públicos. Ambos atribuem praticamente o mesmo grau de confiança a amigos, parentes, televisão e varejo farmacêutico (que aparece mais confiável que os próprios laboratórios!).

No ranking geral os profissionais revelaram acreditar acima de tudo em informações divulgadas por hospitais e por outros agentes do sistema de saúde, num empate técnico com a confiança que eles depositam nos seus colegas de profissão.

Ironicamente os pacientes parecem confiar nos profissionais de saúde mais do que eles próprios entre si (71% contra 55%!) e assim garantem a esse grupo a preferência disparada como fonte confiável de informação.

Como não podia deixar de ser a pesquisa também analisou o aspecto social da informação. Nessa era de redes sociais é impossível falar de informação online sem pensar em questões de privacidade e compartilhamento.

63% dos pacientes estão confiáveis em armazenar seus registros médicos em nuvem e 61% confiam em sites para manter suas informações de saúde longe do risco de violações.

Já com relação à intenção de compartilhar esses dados, os números são um pouco mais tímidos. 28% pretendem fazê-lo com seu peso, 26% com seus dados de sono, 25% com sua atividade física e sintomas. Sinais vitais ainda parecem sofrer certa resistência quando o assunto é compartilhamento.

Para finalizar os usuários finais foram questionados sobre quais serviços distribuídos pela internet que consideram mais valiosos para seu bem estar. No rol de preferências foram citados lembretes de consulta e tratamentos, informações sobre efeitos adversos de medicamentos, descontos e avaliações sobre produtos e serviços de saúde, além do apoio obtido nas comunidades online de pacientes.

As formas como essas mudanças de comportamento serão absorvidas pelo sistema de saúde ainda não são totalmente conhecidas. Como dito no início deste post esse tema deverá continuar sendo fruto de muitas novas investigações ao longo dos próximos anos.


13 de Janeiro de 2014

Assim como já ocorre em outros segmentos, na área da saúde o apelo da internet também produz expectativas de acesso mais fácil, processos mais racionais e experiências compartilhadas entre pacientes do mundo inteiro.

O infográfico dessa semana foi produzido pela Cisco e reflete alguns desses anseios após escutar mais de 1.500 pacientes dentro dos EUA.

Dentre as muitas informações disponíveis no quadro, destacam-se:

- Utilização de canais como chat, messenger e vídeo para se comunicar com provedores;

- Troca de informações com outros usuários sobre avaliação de serviços assistenciais, experiências no trato com a doença e dados clínicos pessoais;

- Utilização de ferramentas para lembrete de consultas e tratamentos, informações sobre participação em triagens de medicamentos e armazenamento de dados em nuvem;

Como é possível perceber, no diversificado universo da saúde digital o hábito dos cidadãos comuns continua avançando rápido - e abrindo o caminho para mudanças no modelo de atuação de todos os demais atores da complexa cadeia de saúde.

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