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Saúde emocional: as empresas como corresponsáveis

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De maneira geral, as pessoas tendem a dar atenção a determinados sintomas e situações quando passam, de alguma forma, a afetar seu cotidiano, sua vida profissional e suas relações pessoais, principalmente de maneira negativa. Assim acontece com a saúde mental ou, melhor dizendo, a ausência dela.

Segundo levantamento da International Stress Management Association (ISMA), o Brasil ocupava, antes da pandemia, o segundo lugar no ranking das populações mais estressadas ao redor do mundo, atrás apenas do Japão.  A mesma instituição afirmou, ainda, que o custo do estresse no país representava 4% do PIB nacional ou, o valor equivalente a cerca de R$ 80 bilhões.

Já em uma pesquisa recentemente divulgada pela Universidade do Rio de Janeiro (UERJ), o distanciamento social provocou aumento de 80% nos casos de estresse e ansiedade entre os brasileiros.

Mesmo com tantos números evidentes e com percentuais negativos em crescimento constante, muitas empresas ainda ignoram o fato de que a saúde emocional de seus colaboradores deve estar entre suas prioridades. Até o momento em que seus níveis de produtividade e resultados começam a despencar.

Vale chamar atenção aqui, no entanto, que não é apenas o aspecto empresarial, focado em desempenho e receita. Isso é, sem dúvida, um fator de suma relevância. Mas a pergunta que cabe neste momento é: o que as companhias têm feito, independentemente de qualquer crise, para que seus funcionários contem com o suporte necessário para a manutenção de sua saúde?

Quando falamos em “marcas empregadoras”, por exemplo, estamos falando sobre empresas consideradas referência no quesito ambiente profissional, em que há vários atrativos para seu time. Espera-se que entre os principais esteja a preocupação com a saúde física e emocional de suas equipes. São organizações que se destacam pela performance no mercado, mas, também, por sua reputação, pelo seu posicionamento frente às questões consideradas como problemas pessoais, que, portanto, devem ser resolvidos no âmbito individual.

Porém, essa divisão não existe. Quaisquer que sejam as doenças emocionais, elas irão impactar diretamente o dia a dia profissional. Alguns sinais a serem observados: absenteísmo, mudança brusca de comportamento, baixa autoestima, irritação excessiva, falta de iniciativa, entre vários outros aspectos.

Voltando ao pensamento inicial, se tais sintomas forem identificados já em estágio evoluído, os prejuízos virão, inevitavelmente: para a empresa e para o colaborador.

Acompanhamento das equipes de maneira bem próxima, abertura ao diálogo por parte das lideranças, apoios das demais áreas – sobretudo de Recursos Humanos – e a oferta de soluções preventivas no combate aos distúrbios emocionais formam uma combinação perfeita rumo ao comprometimento com a saúde das pessoas e dos negócios.

Sobre o autor

Eduardo Haidar é CCO da Vee Benefícios

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