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A saúde mental durante a pandemia: a importância do Departamento de Recursos Humanos

Kátia Calu - Gerente de Recursos Humanos da Inteplayers.png

Passado mais de um ano de isolamento social e medidas restritivas de contenção à covid-19, os desafios continuam. Quando as empresas adotaram da noite para o dia o home office, os departamentos de Recursos Humanos tiveram que se adaptar a essa nova modalidade. Foi um desafio para o setor, que nesse momento precisou se reinventar e ser ainda mais acolhedor e humanizado, além de tomar medidas práticas como fornecer celulares corporativos, computadores e até cadeiras para seus funcionários.

Ao longo desse tempo todo de quarentena, como fica a saúde mental? Mais uma vez o RH entra em ação. Uma das maneiras desse profissional se aproximar dos colaboradores e demonstrar cuidado é realizando pesquisas por telefone. Ligar para perguntar como estão se sentindo, como está a produtividade, a família. Em tempos em que tudo se tornou virtual, esse contato se torna mais humanizado, cria proximidade entre ambas as partes e gera acolhimento.

Uma possibilidade de contribuir para as questões mentais da equipe é a contratação de consultorias especializadas em saúde. Ao menos durante os 15 dias que em média perduram os sintomas da covid-19, a consultoria monitora os sintomas dos pacientes, sendo eles funcionários da empresa ou pertencentes à sua família. A preocupação não é apenas direta com quem a empresa tem vínculo; os parentes também entram na equação, afinal estamos falando de uma grave crise sanitária. Mais um sinal de acolhimento.

Outra ação que pode ser tomada é a adoção de programas semelhantes aos de assistência social, em que o colaborador pode procurar suporte para outros tipos de problemas, não necessariamente relacionados à pandemia. Esse tipo de programa auxilia as pessoas em questões financeiras, pessoais, como divórcio, educação dos filhos, e tantas outras fontes de preocupação que possam vir a ter sem que o colaborador passe pelo RH, evitando assim a exposição desnecessária e deixando a pessoa mais confortável para compartilhar os problemas.

Outra vertente importante em que os departamentos de Recursos Humanos contribuem com a saúde é o mapeamento e monitoramento. Nesse tipo de ação é possível verificar quais são os doentes crônicos (diabéticos, hipertensos, asmáticos etc.), quais são pacientes oncológicos, os de alto risco, e fazer um acompanhamento preventivo. Com a saúde física em dia, os ânimos também se acalmam.

Além do monitoramento de saúde, cabe ao RH fazer a rotina on-line ser o mais semelhante possível à presencial. É um desafio, mas não é impossível. Palestras sobre gestão de tempo, inteligência emocional e produtividade tóxica são atividades que engajam e aproximam as pessoas. Mesmo à distância é uma forma de promover reencontros.

As datas comemorativas como Dia das Mães, festa de Halloween, se já eram da cultura da empresa, devem continuar sendo feitas, assim como os eventos corporativos, palestras, ações periódicas, porém adaptados. É importante manter a agenda em dia, mesmo que on-line. Se a companhia tiver programas de diversidade, inclusão, liderança feminina, eles também devem ser adaptados ao modelo remoto. Isso tudo é acolhimento, humanização.

Nos últimos tempos, a área de recursos humanos se reinventou e organizou todas as equipes para o expediente on-line. Nesse meio-tempo, equilibraram questões de trabalho, pessoais e de saúde mental dos colaboradores. Quando os times voltarem para o presencial, será uma nova reinvenção.

Sobre a autora

Kátia Calu é gerente de Recursos Humanos da InterPlayers, o hub de negócios da saúde e bem-estar.

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