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Startup lança sistema inteligente de medição e gestão de gases medicinais

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Solução inédita da Sensorweb deve reduzir falhas na gestão de gases, especialmente oxigênio, em hospitais públicos e privados brasileiros

A Sensorweb, referência nacional em soluções de Internet das Coisas (IoT) para a Saúde, anuncia para o segundo semestre de 2021 a produção em massa de um sistema de monitoramento em tempo real do consumo de gases medicinais para uso em leitos hospitalares. A solução da startup de Florianópolis (SC) já está com os primeiros pilotos em operação e será destinada a hospitais de todos os portes, nas redes pública e privada de Saúde. Atualmente, o equipamento está em fase de aprimoramento para a aplicação em projetos customizados, pilotos e provas de conceito, antes de seguir para a escala comercial.

Nomeado de “Medição e Gestão do Consumo de Gás Medicinal Beira Leito”, o sistema é pioneiro no Brasil e terá papel fundamental nas unidades de saúde por possibilitar o enfrentamento de uma crise aguda no setor, desencadeada pelas falhas no fornecimento de gases medicinais durante o combate à Covid-19. Conforme Victor Rocha Pusch, CTO da Sensorweb, a falta de oxigênio para uso em hospitais expôs uma ferida de gestão em alguns estados brasileiros, onde pouco se conhece o consumo e a demanda. A opacidade das informações interfere na gestão da carga, descarga e distribuição do gás entre múltiplas instituições, por isso, a tecnologia vem para suprir essa necessidade.

“Descobriu-se — no pior momento da pandemia — um problema crônico diante da alta taxa de ocupação de leitos de internação, que é preciso combater com a gestão correta dos gases medicinais. Esse projeto inovador desenvolvido pela Sensorweb será um dos ativos importantes para melhorar a administração de gases beira leito e, no futuro, evitar que volte a ocorrer a falta de oxigênio para pacientes como ocorreu desta vez”, afirma Pusch.

Especialistas em gestão de gases medicinais ouvidos pela startup ao longo da concepção do projeto reportam que projetos de eficientização podem trazer reduções típicas na ordem de 20% a 30% e em casos extremos de 60% a 70% no consumo de gases medicinais. Com o uso de tecnologia, a Sensorweb pretende acelerar a obtenção desta redução, com grande visibilidade de dados e priorização de ações para os profissionais técnicos da instituição que utiliza a tecnologia.

Sistema inteligente em duas versões

A nova solução começou a ser concebida em 2016 e, entre os anos de 2017 e 2018 foi testada em um hospital de referência em São Paulo (SP). Desde então, a ferramenta passou por várias atualizações e hoje é capaz de permitir projetos específicos para outras instituições no país. A princípio, o sistema será disponibilizado em duas versões compostas de sensores para medir consumo de gases medicinais e transmitir, sem fio, os dados para ambiente seguro em nuvem (IoT). O software possui módulos de registro, visualização, alarmes, analytics e integração com sistemas externos, tais como o HIS (hospital information systems), uma espécie de ERP utilizado em sistemas de saúde.

A primeira versão é um monitor de gases para uso setorial que permite monitorar o consumo geral da instituição, desde a central de gases até os menores ambientes, como por exemplo as unidades de UTI, centro cirúrgico, ambulatório, e outros. Com a ferramenta será possível melhorar relação e a gestão de contratos entre o hospital e a fornecedora de gases, com opções de auditoria de recarga e consumo, além do mais, possibilita reduzir o desperdício de gases através de avaliações por boas práticas ou padrões inadequados de uso.

“Outros ganhos envolvem a promoção de programas de melhoria contínua na gestão de gases e um comparativo inter-instituições, de especial interesse para o sistema municipal e estadual de saúde, além dos hospitais federais de referência e todo o SUS; bem como, as redes privadas de hospitais e grupos de engenharia clínica que realizam gestão em múltiplas unidades. Um dos fatores que consideramos importante é que o sistema permite alertar situações críticas como nível baixo dos gases medicinais ou perdas abruptas por vazamentos ou erro de operação, trazendo mais segurança para os pacientes”, reforça Pusch.

Já a segunda versão da tecnologia é composta por um monitor de gases para uso em beira-leito que permite monitorar o consumo exato de gases medicinais por paciente. Os dados de cada unidade são disponibilizados em tempo real no computador, tablet ou celular, através de  ambiente virtual seguro acessado apenas por quem está habilitado a operar o sistema.

“Essa evolução do sistema adiciona uma grande quantidade de benefícios como a melhoria da relação entre o hospital e os planos de saúde, minimizando as recusas ou disputas por remuneração de volume consumido; detecção de vazamentos com altíssima precisão, em nível de leito individual; e, com potenciais benefícios clínicos ao paciente, quanto às informações de dosagem de gás prescrito e aplicado. As evoluções em prontuário eletrônico também passam a ser cruzadas dentro da inteligência da instituição”, completa.

O projeto catarinense é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), em R$ 293,3 mil, com contrapartida de R$ 57,6 mil de recursos da própria startup.

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