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DASA e Iara Health discutem no HIS como a tecnologia da voz muda a percepção de saúde entregue para o paciente

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O Healthcare Innovation Show (HIS) chega ao seu último dia de evento com muito conteúdo de qualidade. No painel de debate desta quinta-feira, 23 de setembro, na trilha de Game Changers, aconteceu a discussão entre Nathália Nunes, Fundadora da Arta, que convidou Victor Gadelha, Head of Health Innovation in Hospital Operations da DASA e Igor Santos, Médico Radiologista, Head B2B e Parcerias da Iara Health e Ionic Health para um papo que abordou como a voz será a próxima fronteira de interação do sistema de saúde.

Começando pela linguagem e a voz, essas formas de expressão foram evoluindo ao longo do tempo, e agora pegamos esse mecanismos para programar computadores e algoritmos para entender e detectar indicadores que nos ajudam na área da saúde. Conseguimos desenvolver tal feito por meio de biomarcadores digitais, que funcionam como biomarcadores para a doença de Parkinson, por exemplo. “Biomarcador digital para a linguagem é uma evolução natural  fantástica, um clássico que podemos usar para medir e pedir ao paciente para falar “aaaaaaa”, e esse pode ser um biomarcador digital para entender se aquele paciente tem alguma tremulação de voz que seja indicativo de Parkinson, por exemplo”, explicou Victor Gadelha.

A tecnologia tem acompanhado essas mudanças ao longo dos anos, e com a implementação de dispositivos de reconhecimento de voz como a Alexa e a Siri, entendemos como essa pode ser uma ferramenta importante para ajudar médicos e especialistas a incluir a tecnologia no dia a dia a fim de facilitar o trabalho e focar ainda mais no paciente. “A Iara foi um reconhecimento de voz desenvolvido do zero, com o objetivo de ser específica para o uso de radiologistas. Ela apresenta uma precisão alta para palavras do vocabulário complexo da radiologia. A Iara pode ser usada para digitar laudos médicos, apenas recebendo informações faladas por eles”, pontuou  Igor Santos.

No entanto, a saúde no Brasil ainda precisa atingir outros patamares de inclusão de tecnologia para que as tecnologias controladas por vozes tenham cada vez mais espaço dentro dos hospitais. No país ainda existem muitas instituições que não tem nem sistema de saúde digitalizado, o que impede a disseminação de tecnologias como as que são controladas por voz, por exemplo. “Hoje eu vejo qualquer tecnologia, seja de voz ou não, tem que nascer de uma maneira que não tenha muita interação com o ecossistema existente, tem que sobreviver meio que por si mesma, sem necessariamente integrar com outros, pois existem muitas barreiras digitais”, completa Santos.

Victor Gadelha completou: “A saúde ainda está engatinhando quando levamos em consideração as tecnologias aplicadas, pois depende de muitas regulamentações, como a LGPD - Lei Geral de Proteção de Dados. Sabemos que essas implementações geram custos, mas quando a tecnologia deslancha ela consegue aumentar em uma progressão geométrica os resultados, que acabam por diminuir o custo de implementação e, somente assim, vamos conseguir entregar mais valor em saúde para os pacientes”, finalizou.

O evento chegou ao fim, mas as apresentações completas de todas as trilhas do HIS estarão disponíveis pelos próximos 3 meses no Swapcard a partir da sexta-feira, 24 de setembro, para aqueles que assinaram o Executive Pass.

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