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Telessaúde a serviço de todos: destaque no HIS

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Em participação no HIS - Healthcare Innovation Show, o diretor médico de Digital Health da HapVida destaca desafios para o ganho de escala na utilização dos recurso tecnológicos

“Não basta a tecnologia. É preciso uma estrutura tecnológica, social e governamental que viabilize o acesso de toda a população, considerando suas particularidades”. A afirmação é do diretor médico de Digital Health da Hapvida, José Luciano Monteiro Cunha que foi entrevistado no segundo dia do HIS - Healthcare Innovation Show pelo CIO e CDO do Real Hospital Português, Ademir Novais, sobre a necessidade de uma reorganização do sistema de saúde com a telessaúde integrada.   

O Hapvida é um grupo empresarial sediado em Fortaleza (CE), fundado em 1993 pelo médico Cândido Pinheiro, é hoje um dos maiores operadores de planos de saúde do Norte e Nordeste brasileiro e o terceiro maior do país em beneficiários. A companhia possui mais de 66 mil funcionários, cerca de 27 mil médicos e 33 mil dentistas. A empresa comercializa planos de saúde e odontológicos e presta serviços através de rede assistencial própria composta por 84 hospitais, 75 prontos atendimentos, 294 clínicas médicas e 262 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial. 

 Na visão de Monteiro Cunha, a pandemia foi um catalisador da utilização dos recursos tecnológicos. “Neste contexto, os sistemas de saúde evoluem para dar mais qualidade e segurança aos serviços prestados para a população, com a utilização de tecnologias que permitam garantir capilaridade e acesso a todos”, disse.   

Ele fez questão de diferenciar telesaúde de telemedicina. “Falamos em telesaúde nos referindo ao uso da tecnologia em todos os níveis de atendimento do sistema e do acesso a recursos para transformar o atendimento dos pacientes. Telemedicina está ligada ao atendimento e monitoramento médico, propriamente dito”, detalhou.   

A Hapvida conta com sistemas de teleconsulta, telemonitoramento de pacientes e telemedicina hospitalar. “São sistemas com práticas de governança semelhantes, mas com processos totalmente diferentes e que precisam ser geridos por equipes diferentes. Temos hoje mais de 60 unidades da rede conectadas e com recursos de telesaúde e chegaremos a 100% das unidades conectadas ainda este ano. Isto é muito importante para regiões do país que não contam com uma rede de hospitais e que com a telesaúde podem recorrer a tratamentos e atendimentos”, detalhou.   

Desafios a superar   

Indagado por Novais quanto aos desafios a enfrentar no aumento da utilização da telesaúde no país, Monteiro Cunha afirmou que os obstáculos são investimentos em infraestrutura tecnológica, aumento da eficiência operacional, da governança e a estruturação de políticas públicas estruturantes e de acesso de todos. “Não basta apenas dispor de um celular; é preciso contar com uma estrutura de suporte para engajar a população no sistema. O governo também precisa intervir para criar políticas estruturantes para garantir acesso a toda a população e educar usuários e também os profissionais”, finalizou. 

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