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COVID-19: Ano inicia com alta na ocupação de leitos

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O ano de 2021 iniciou com situação preocupante, em razão da alta de internações por Covid-19 em todo o Brasil, principalmente de casos mais graves, que demandam leitos de UTI, conforme aponta amostra da CMB (Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas) em alguns estados.

Na região Nordeste, por exemplo, no estado do Piauí, a ocupação de leitos chegou a 100% na última semana. Diante do cenário, o Comitê de Enfretamento autorizou mais 22 leitos de UTI no serviço público.

Em Pernambuco, também na última semana, 82% de leitos de UTI e 66% nas enfermarias estão ocupados por pacientes acometidos com SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), portanto, incluindo casos suspeitos e confirmados de Covid.

Na região Norte, no Pará, a ocupação nas UTIs está em 71,86% e em 36,82% nas enfermarias. Em Tocantins, no Hospital Dom Orione, há 75% de internações graves e 44% nos leitos clínicos.

No Centro Oeste, em Mato Grosso do Sul, conforme o Boletim Epidemiológico do último dia 5, a taxa de ocupação global está em 90% na macrorregião de Campo Grande, sendo 44% para leitos de UTIs Covid e 41% para leitos não Covid. Os dados apontam que três hospitais de Campo Grande registram taxa de ocupação em 100% de leitos de UTI Covid: Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, Hospital Adventista do Pênfigo e a Clínica Campo Grande. Com 90%, está a Santa Casa de Campo Grande, onde com 30 vagas disponíveis, 27 leitos de UTI Covid estão ocupados por pacientes. Já o Hospital Universitário da UFMS registra taxa de ocupação de leitos Covid em 50% e do Hospital El Kadri com 40% de ocupação.

No Hospital Evangélico Dr. E Sra. Goldsby King, em Dourados, a administração do hospital ressalta que os 13 leitos de UTI estão sempre tomados. No Hospital São Mateus, em Caarapó, onde há seis leitos de enfermaria, no mês de dezembro ficaram praticamente lotados todos os dias.

Na região Sudeste, o Rio de Janeiro está com 73% de ocupação leitos de UTI e 59% enfermaria. No Espírito Santo, 79,7% de leitos de UTI e 73,6% de enfermaria estão ocupados. Em Minas Gerais, a taxa de ocupação está em 68,64% na UTI e em 30,06% na enfermaria.

No Sul do País, no Paraná, a taxa média de ocupação de leitos SUS exclusivos para atendimento à Covid-19 está em 82% nos leitos de UTI e 52% nos de enfermaria. A Secretaria estadual de Saúde suspendeu, sem previsão de data final, as cirurgias eletivas em todo o estado. A resolução anterior tinha validade até o dia 31 de dezembro de 2020.

O presidente da CMB, Mirocles Véras, ressalta a preocupação com a pressão sobre os leitos dos hospitais filantrópicos, assim como com a demanda reprimida das demais patologias e comorbidades, com os recursos humanos e com o impacto dos custos sobre as rotinas hospitalares, que desafiam as instituições na busca do equilíbrio econômico e financeiro. “O aumento de casos a cada dia nos preocupa muito, pois não temos leitos suficientes para atender a todos, porque as portas dos nossos hospitais vão ser pressionadas pelo atendimento à outras patologias, nossos profissionais da assistência demonstram cansaço e porque, com o fim dos efeitos do estado de calamidade pública, tudo isso implica às nossas instituições uma preocupação ainda maior com os custos de medicamentos, insumos e de pessoal, uma situação que nos deixa muito apreensivos.”

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