Hospitais filantrópicos e públicos criam o Saúde São Paulo para atrair recursos financeiros

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Os hospitais filantrópicos e públicos de São Paulo querem maior proximidade com os parlamentares eleitos pelo Estado para a criação de um espaço de discussão sobre a política pública em saúde e para apresentar as necessidades, demandas e desafios dessas instituições para a gestão do atendimento eficiente do Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto, batizado de Saúde São Paulo, foi idealizado pelas relações institucionais Sandra Sula e Vanessa Pavan, do Hospital Maternidade de Campinas, em parceria com os hospitais filantrópicos e públicos de Campinas A ideia é envolver as demais instituições de todo o Estado com o objetivo de angariar recursos financeiros disponíveis, por meio das emendas parlamentares, para investimentos em parques tecnológicos e para o desenvolvimento de projetos institucionais. Os 94 deputados estaduais, os três senadores e 70 deputados federais que representam São Paulo, juntos, dispõem de um montante de R$ 3,3 bilhões para serem distribuídos à saúde por meio dessas emendas.

Sobre o Saúde São Paulo

O projeto Saúde São Paulo realizou seu primeiro encontro na última quarta-feira, dia 13 de janeiro, do auditório do Hospital Maternidade de Campinas. Neste primeiro momento, além da Maternidade de Campinas, integram o Saúde São Paulo o Hospital e Maternidade Celso Pierro (PUCC), o Complexo Hospitalar da Unicamp, a Real Sociedade Portuguesa de Beneficência, a Irmandade Misericórdia de Campinas (Irmãos Penteado), Hospital Amaral Carvalho (Jaú) e a Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus que faz a gestão de 17 unidades hospitalares do Estado. A proposta é que as reuniões sejam mensais e sediadas nas instituições participantes.

“Os hospitais filantrópicos e públicos padecem com a gestão de seus orçamentos devido a tabela deficitária de pagamentos do SUS. As emendas parlamentares servem de incremento nas receitas dessas unidades hospitalares que prestam atendimento ao serviço público de saúde”, explica o Dr. Carlos Eduardo Ferraz, presidente do Hospital Maternidade de Campinas. “O projeto Saúde São Paulo foi criado justamente para que possamos estreitar o relacionamento com os parlamentares, abrindo um espaço de discussão de políticas públicas para a saúde, além de ser uma oportunidade de apresentarmos o trabalho que realizamos, a representatividade dos nossos atendimentos e os desafios encontrados para a prestação do serviço para as pessoas que dependem do SUS. Nosso foco será sempre a excelência e a qualidade em saúde ofertada para a população”, explica Sandra Sula.

“Esse trabalho é de extrema importância, principalmente nesse momento que estamos atravessando as consequências da pandemia da Covid-19, sem precedentes na história. Muitos municípios contam exclusivamente com o atendimento dos hospitais filantrópicos, o que torna fundamental a destinação de recursos provenientes dessas emendas”, destaca Vanessa Pavan.

Verbas

De acordo com levantamento feito pelos integrantes do projeto Saúde São Paulo, cerca de R$ 15 milhões são disponibilizados para cada deputado que compõe a bancada paulista no Congresso Nacional. Na Assembleia Legislativa, 50% das emendas impositivas são destinadas para a Saúde, cabendo a cada um dos 94 deputados estaduais um valor aproximado de R$ 2,5 milhões. “Por meio dessas rodadas de conversas entre os parlamentares estaduais e federais e os hospitais filantrópicos e públicos do Estado pretendemos apresenta-lhes o atendimento que realizamos e as nossas demandas para que eles possam destinar os recursos das emendas para as reais necessidades dessas instituições”, complementa o Dr. Ferraz.

Embora algumas das instituições hospitalares já contem com a atuação efetiva de profissionais de captação de recursos que, rotineiramente, visitam os gabinetes dos parlamentares, a proposta é promover a interação para a busca da melhor destinação dos recursos financeiros e para o fomento das políticas públicas no segmento de saúde. A ideia é que reuniões sejam mensais, com o revezamento dos hospitais e dos parlamentares que desejam engajar-se a este projeto de saúde pública.

                 

Primeiro encontro

Da primeira reunião realizada na quarta-feira, dia 13 de janeiro no Hospital Maternidade de Campinas, participaram o deputado federal Guiga Peixoto e o assessor Dr. Fernando Coelho, do deputado estadual Sargento Neri. As instituições hospitalares foram representadas pelo Dr. Carlos Eduardo Ferraz, presidente do Hospital Maternidade de Campinas, Dr. Murillo Antonio Moraes de Almeida, provedor, e Cassia Bueno, superintendente, da Irmandade Misericórdia de Campinas, Claudete Aparecida Nogueira, gerente geral da Real Sociedade Portuguesa de Beneficência, William Alexandre de Oliveira, relações governamentais do Complexo Hospitalar da Unicamp, Júlio Cesar Costa, assessor da direção do Hospital e Maternidade Celso Pierro (PUC), Joaquim Nogales, do Hospital Amaral Carvalho e Erickson Blun gestor voluntário da Associação e Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, que faz a administração de 17 unidades hospitalares no estado. Estiveram presentes, também, o Dr. Edson Rogatti, presidente da FEHOSP- Federação das Santas Casas – e a Dra. Cecília Piovesan, assessora de Convênios SUS (Sistema Único de Saúde), RSPB (Real Sociedade Portuguesa de Beneficência) e IMC (Irmandade de Misericórdia de Campinas).

 

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