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Primeiro hospital de transição de Pernambuco completa um ano de operação

Crédito: Divulgação Clínica Florence.png
A Clínica Florence, especializada em Reabilitação e Cuidados Paliativos, apresenta números expressivos no primeiro ano, trazendo um novo modelo de assistência em saúde e fortalecendo Recife como segundo maior polo médico do Brasil

O diálogo sobre transição de cuidados segue amadurecendo a ideia de atentar o olhar para novos modelos de assistência em saúde. A Clínica Florence, primeiro hospital de transição do Norte e Nordeste, comemora, em dezembro, um ano de chegada em Recife com números expressivos, fortalecendo a capital de Pernambuco como o segundo maior polo médico do Brasil.

Fundada em Salvador, na Bahia, a Florence deu continuidade ao plano de expansão para outras capitais do Nordeste inaugurando uma unidade no bairro das Graças, no Recife, em dezembro de 2021. O início da atuação na capital pernambucana trouxe uma nova proposta de cuidado com inédito modelo assistencial e já impactou a vida de cerca de 500 pessoas, considerando familiares e redes de apoio. Foram mais de 110 pacientes atendidos, 80% em programa de Reabilitação Intensiva e 20% em Cuidados Paliativos, com 85% das altas realizadas na data prevista.

“Nessa jornada, destacamos a credibilidade e confiança na Clínica Florence dentro da avaliação dos nossos pacientes e familiares. A classificação Net Promoter Score (NPS), que reflete a satisfação dos mesmos com a experiência de internação foi de 95%. Um indicador que ressalta a nossa busca em proporcionar uma experiência com excelência e cuidado centrado no paciente”, comenta Dr. Lucas Andrade, cardiologista, idealizador e CEO da Clínica Florence.

Destaques na reabilitação

Entre os pacientes internados para reabilitação, foi verificado ganhos expressivos, com incremento de mais de 50% de nas escalas objetivas que aferem funcionalidade, tal como a Medida de Independência Funcional – MIF. Observa-se que aproximadamente metade dos pacientes saíram de dependência completa ou grave para dependência leve ou independência. Mesmo os que não migraram de categoria, ganharam pontos de funcionalidade. Neste primeiro ano de operação, foram realizadas mais de 4 mil horas de atendimentos de reabilitação, por equipe interdisciplinar capacitada.

Após oito meses se recuperando de um acidente vascular cerebral (AVC), Gustavo Cisneyros, de 28 anos, pôde retornar gradativamente suas atividades com mais independência. “Após o meu AVC em fevereiro, fiquei sem sentar, falar e deglutir os alimentos de forma segura. Passados os períodos de internação em unidade de terapia intensiva (UTI) e em uma clínica em São Paulo, onde iniciei o processo de reabilitação com fonoaudiólogo e fisioterapeuta, retornei a Pernambuco, e fui encaminhado para internação na Florence”, conta. “Em dois meses, eu já fazia determinadas tarefas sozinho, como higiene pessoal e comer alguns alimentos. Saí treinando uma marcha mais independente, além de uma fala mais compreensiva”, acrescenta Gustavo, que comemora o retorno da capacidade de realizar atividades da vida diária e continua em processo de reabilitação em regime ambulatorial.

Crédito: DivulgaçãoFlorence_Reabilitação_Foto divulgação.jpg

Renata Beltrão, médica intensivista com atuação em cuidados pós-intensivos, ressalta a importância do cuidado pós-UTI e a eficiência de uma abordagem precoce com o acompanhamento de uma equipe interdisciplinar especializada. “É de fundamental importância que nesse período após a alta hospitalar, uma equipe capacitada possa dar continuidade ao cuidado interdisciplinar especializado. A Clínica Florence, em Recife, entrega este serviço capacitado e individualizado, que faz a diferença no segmento do paciente pós-crítico”, afirma a médica.

Cuidados de fim de vida

Outro perfil de pacientes atendidos pela Clínica são aqueles para cuidados paliativos de fim de vida. Segundo a OMS, mais de 40 milhões de pessoas necessitarão de Cuidados Paliativos ao final da vida a cada ano. As pessoas querem viver com qualidade, mesmo portando uma doença que ameaça a continuidade da vida. É isso que os Cuidados Paliativos ofertam aos pacientes e familiares. Para esse tipo de abordagem, uma equipe interdisciplinar é recomendada, atuando em diferentes áreas, de acordo com suas especialidades, entre elas médicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais, nutricionistas, farmacêuticos entre outros. O objetivo é de controlar os sintomas em todas as suas dimensões: física, psicológica, espiritual e social.

Os irmãos Bruno e Marcella Simões, filhos da Sra. Odalea Simões, que foi paciente na Unidade Recife para Cuidados Paliativos, enfatizam que a estrutura da Clínica Florence e a atenção do time tornam a unidade hospitalar um ambiente acolhedor. Além de destacar o papel de abordagem paliativa para o alívio da dor e do sofrimento.

“A Florence foi uma extensão da nossa casa. Foi fundamental e nos deu muita força para passar o final da vida da nossa mãe com ela. Tudo na clínica é muito bem projetado e detalhado. Estão todos de parabéns. Não tem coisa melhor para uma família do que ser recebida da forma que fomos”, comenta Bruno. “Sou grata a toda a equipe Florence. Todos os colaboradores sabiam meu nome, o do meu filho, sobrinho, e de todo mundo que arrodeava a minha mãe. A equipe é diferenciada. Realmente, nos sentimos acolhidos”, acrescenta Marcella.

Hospital de transição

O hospital de transição tem a proposta de promover uma assistência interdisciplinar especializada e está dedicado ao cuidado de pacientes, quase sempre procedentes de hospitais gerais, que possuem um diagnóstico definido e ainda requerem uma intensidade alta de cuidado. A Clínica Florence atende dois perfis de pacientes. Um deles é o perfil é de pacientes que precisam de Reabilitação Intensiva, caso daqueles que sofreram AVC, fratura de fêmur ou pós-sepse, pós-operatório de cirurgia de grande porte, após longas internações em UTI, entre outros. Estes pacientes seguem um plano de cuidados customizado e intensivo, que pode chegar até 15 horas semanais de terapias, elaborado por uma equipe interdisciplinar, com objetivo de recuperação da independência ou adequação de cuidados.

O segundo perfil é o de pacientes para Cuidados Paliativos de fim de vida (modelo Hospice), com foco no controle de sintomas, alívio da dor e do sofrimento. A abordagem buscar acolher e promover melhora na qualidade de vida para paciente e familiares, em ambiente com mais flexibilidade e acompanhamento médico feito 24h por dia, 7 dias por semana. Durante a internação em hospital de transição, um familiar pode, por exemplo, acompanhar o paciente na cozinha para preparar uma refeição especial, ou o paciente pode receber a visita de um animal de estimação ou criança recém-nascida, ter comemoração de datas especiais, usufruir de uma área de jardim amplo, refeitório compartilhado, entre outros diferenciais focados na humanização e interação.

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