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Hospital Santa Cruz realiza procedimento cardiológico inédito no Paraná

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Técnica de crioablação usa baixas temperaturas para tratar arritmias e oferece muito mais segurança ao paciente; método faz parte da nova Linha de Cuidados Cardiológicos implementada pela Rede D'Or São Luiz

A equipe médica do Hospital Santa Cruz realizou, em agosto, a primeira intervenção cardiológica por crioablação no Estado. A técnica é mais segura, pois oferece a possibilidade de reversão da morte celular dependendo da temperatura de congelamento, o que não é possível na técnica tradicional por radiofrequência. O método, que nunca havia sido aplicado em um hospital paranaense, faz parte da nova Linha de Cuidados Cardiológicos implementada pela Rede D’Or São Luiz em Curitiba (PR).

O paciente era um jovem, com menos de 30 anos e com diagnostico de Síndrome de Pré-Excitação ou Wolff Parkinson White. Os portadores dessa doença apresentam um caminho extra de impulsionamento elétrico, o que leva o coração a receber mais estímulo do que o necessário para funcionar. “Isso aumenta as chances de desenvolvimento de arritmias cardíacas graves e pode levar à morte súbita”, explica o cardiologista especialista em eletrofisiologia e estimulação cardíaca artificial do Hospital Santa Cruz, Dr. Maurício Montemezzo (CRM-PR 28.508, RQE 19.281/24.365).

O problema é que a via acessória desse paciente passava muito perto da via de condução normal. “Se para tratar esse tipo de problema temos que cauterizar essa via com o auxílio de um cateter, existe o risco de atingirmos a condução normal e o paciente precisar de um marcapasso”, indica Dr. Mauricio. Com a crioablação, a equipe médica consegue congelar a área a uma temperatura de até 30°C negativos e verificar se o bloqueio foi feito corretamente, para só então promover a intervenção definitiva a -60°C. “Com a possibilidade de reverter a morte celular, reforçamos a segurança do paciente”, completa o médico.

A crioablação é uma técnica bastante nova, disponível no mercado há pouco mais de seis anos. Na região Sul do país, havia sido aplicada somente em Porto Alegre (RS). Além de solucionar arritmias, o método por congelamento pode ser utilizado em casos de fibrilação atrial – doenças que não podem ser tratadas apenas com medicamentos e demandam intervenção precoce, porque além do risco de morte, impactam a qualidade de vida do paciente. “É importante destacar que esse é um tratamento definitivo. Uma vez curado, o paciente não volta a apresentar o problema novamente”, completa Dr. Maurício.