faz parte da divisão da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Pilar Hospital é o primeiro de Curitiba a ter Torres de Videocirurgias 4K

Pilar Hospital é o primeiro de Curitiba a ter Torres de Videocirurgias 4K

O método pode ser utilizado para várias cirurgias abdominais como apêndice, vesícula, bariátrica, pâncreas, câncer de estômago, intestino, hérnia, entre outras

Os investimentos em novas tecnologias também fazem parte do plano de ampliação e crescimento do Pilar Hospital. Entre as aquisições estão as Torres de Videocirurgia com tecnologia 4K – que tornam a instituição a primeira de Curitiba a oferecer esse que é considerado o que há de mais moderno no segmento.

As cirurgias videolaparoscópicas começaram a se desenvolver nas décadas de 70 e 80. O objetivo do procedimento é ser menos invasivo e, consequentemente, não fazer um grande corte no abdômen do paciente.

Para realizar a videolaparoscopia é feito um pequeno corte na barriga onde será inserido o trocater, que é um cano que possui uma válvula por onde passarão os equipamentos. “Ele é um portal. Através dele eu coloco a câmera e as pinças de vídeo. Ele tem uma válvula para evitar que saia ar”, explica o cirurgião do aparelho digestivo e gastroenterologista, Gastão José Camorim Fatuch.

Além disso, é colocado CO₂ medicinal (dióxido de carbono) no abdômen do paciente para inchar a barriga. Com isso, os médicos conseguem visualizar todo o interior da barriga e realizar a cirurgia com nitidez. “Quando eu coloco a câmera e não tem CO₂ dentro eu não consigo ver nada, porque não tem espaço, um órgão fica em cima do outro. Quando entramos no abdômen temos que inflar ar para conseguir ver”, pontua.

O especialista conta que geralmente as cirurgias que utilizam esse equipamento são mais rápidas. Ao finalizar o procedimento, o que restou de CO₂ no corpo do paciente é aspirado. Segundo o cirurgião, com esse método o paciente tem mais benefícios estéticos, tem menor possibilidade de dor no pós-operatório e pode voltar às atividades normais com mais rapidez. “Uma cirurgia convencional, que fazemos por meio de um corte, às vezes o paciente leva um a dois meses para voltar ao trabalho. Por vídeo, eventualmente, ele consegue voltar em 15 dias”, diz.

O método pode ser utilizado para várias cirurgias abdominais como apêndice, vesícula, bariátrica, pâncreas, câncer de estômago, intestino, hérnia, entre outras. O equipamento também pode ser utilizado em procedimentos torácicos. Por ser menos invasiva, o tempo de recuperação da cirurgia é mais rápido.

Fatuch diz que anteriormente as cirurgias de videolaparoscopia eram realizadas com equipamentos com qualidade de imagem inferior. Com a tecnologia 4K, os médicos têm melhor nitidez do local onde será realizado o procedimento. “Esse equipamento possibilita melhor visualização, conforto e segurança para médicos e pacientes, pois o cirurgião consegue enxergar coisas que não veríamos por magnificação de imagem ou efeito de zoom, temos mais nitidez, e uma visualização melhor de cada vaso sanguinho e órgão”, conclui.