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A força da nova geração na (r)evolução digital da saúde

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Há cerca de um ano enquanto jantava com um amigo médico, recém-formado, notei que que ele já havia incorporado o uso do Whatsapp e Instagram na sua prática profissional.

 Através desses aplicativos um grupo de colegas discutia diagnósticos e tratamentos antes, durante ou após a realização de uma consulta.

Não demorou muito para que surgisse em minha News Feed alguns aplicativos específicos para atender as necessidades desse grupo de profissionais mais jovens e conectados.

Dentre os bons exemplos que conheci estão o Whatsapp Doc, uma startup que anda fazendo um trabalho muito interessante em Uganda, na África, e o Figure 1, um Instagram para médicos que está agora preparando seu desembarque na Europa. Segundo dados da empresa, 150 mil médicos já baixaram o app – e tudo indica que uma nova geração de profissionais continuará fazendo isso independente de terem aprendido essa técnica de colaboracionismo na faculdade.

Nos fóruns sobre saúde digital que tenho participado há sempre uma discussão sobre a necessidade de melhorar info-estrutura e infra-estrutura, criar novas fontes de investimento, atualizar a mão de obra e promover mudanças na regulamentação para levarmos o setor de saúde para uma realidade mais compatível com os tempos em que vivemos.

Todavia existe um fator que ajuda a impulsionar as mudanças na sociedade e que age de forma mais silenciosa, rápida e irreversível do que nenhuma outra, e que é a mudança de gerações.

Quando o Steve Jobs disse que era preciso que o velho morresse para que o novo aparecesse, não acredito que estivesse se referindo à morte das pessoas, mas sim das visões que as pessoas formam ao longo das suas vidas.

Obviamente todos sabemos que uma pessoa mais velha pode reciclar sua visão, não há nenhum preconceito com relação a isso. Mas nunca uma geração inteira irá fazê-lo da mesma forma e com a mesma energia que uma nova geração que está chegando ao mercado de trabalho.

Existem mudanças que ocorrem movidas pela simples passagem do tempo.

O infográfico dessa semana chamou minha atenção para o fato de que há uma importante mudança em curso nesse aspecto. Ele nos informa que 2014 representa um importante ponto de inflexão para o setor de saúde americano devido à mudança no perfil dos profissionais de saúde daquele país.

Isso porque esse é o primeiro ano em que a maioria dos médicos em atuação nos EUA poderia ser considerada “nativamente digital”.

Segundo a análise detalhada no painel os médicos nascidos a partir de 1968 poderiam ser considerados digitalmente nativos quando observados alguns marcos tecnológicos que ocorreram nos anos que se seguiram ao seu nascimento e trajetória profissional. A mesma lógica poderia ser aplicada de forma retroativa para os profissionais que hoje tem 27 anos de idade.

Com isso ficamos com uma faixa que vai de 27 a 46 anos de idade podendo ser considerada naturalmente apta para o mundo digital - e que já representa 51% dos médicos em atuação naquele país. Em 2020 eles representarão quase 70% do total.

Não é difícil imaginar o impacto natural que essa mudança no mind set da classe médica deverá representar no tocante a adoção de tecnologias de uso pessoal - com ou sem a inclusão formal dessas inovações no curriculum das universidades ou na agenda das tradicionais entidades de classe.

Da mesma forma podemos refletir sobre como os desdobramentos dessa mudança deverão atingir a própria forma como empresas de saúde pensarão na sua sobrevivência durante os próximos 10 anos.

O risco de não fazê-lo é perder o ritmo na orquestração de tendências descartadas e adotadas  de tempos em tempos pelo mercado. E como se vê no infográfico é  realmente só uma questão de tempo.

NOVAS_GERAÇÕES

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