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Não se surpreenda: o futuro da Saúde será diferente

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Se existe um hábito curioso que acompanha as pessoas é a tendência de fazer projeções de longo prazo utilizando como base o passado.

Se essa é uma prática útil para séries numéricas e estatísticas em geral, ela é completamente furada quando se trata de comportamento.

Apenas para ilustrar, lembro que no começo do século 20 as pessoas projetavam o futuro industrial de uma forma inusitada: imaginavam robozinhos trabalhando em fábricas no lugar de seres humanos. Hoje parece piada.

O erro comum desse tipo de previsão é desconsiderar que no meio do caminho haverá uma grande “mudança de padrão”. No começo do século 20 os futuristas não imaginavam que passaríamos de uma sociedade industrial para uma sociedade do conhecimento.

Na área da saúde esse hábito inusitado está começando a se repetir com muita frequência. Alguns gestores bem intencionados tem enxergado nas novas tecnologias uma forma diferente para continuar fazendo a mesma coisa.

Diz um velho ditado que quando a única solução que temos é um martelo, todo problema é transformado num prego. Mas nem sempre as marteladas funcionam.

Foi por esse motivo que na última semana o presidente mundial da Cisco fez uma previsão (essa sim!) sem nenhum gosto de piada: declarou que em 10 anos, nada menos do que 40% da empresas da Fortune 500 irão desaparecer. Simples assim.

O motivo? A falta de capacidade para acompanhar a tal “mudança de padrão”.

Isso me levou a pensar sobre o futuro das empresas de saúde. Como será ele afinal?

Na busca por uma resposta cheguei à conclusão de que um bom começo seria começar tentando entender como serão os pacientes e médicos que hoje são apenas crianças (sou um observador atento do comportamento digital das crianças. Como pai de meus filhos Filipe e Beatriz, gosto de observá-los também nesse quesito).

Não demorou para que encontrasse esse belo infográfico que trouxe para compartilhar com vocês. Ele mapeou a opinião de crianças com menos de 12 anos acerca da tecnologia – lembre-se esses são nossos médicos e pacientes do amanhã.

Em primeiro lugar essa geração entende a tecnologia, não como uma ferramenta, mas como uma extensão deles próprios. Isso significa que ela deverá fluir como se fosse um ser humano. 77% das crianças entrevistadas esperam uma experiência mais dinâmica e interativa com as máquinas.

Para 40% delas a internet terá um papel muito relevante nesse contexto, já que deverá integrar o espaço físico, os objetos e nossas experiências pessoais.

Para 1/3 desses pequenos médicos do futuro a tecnologia deverá “dar asas” às pessoas ajudando-as a obter novas experiências, desenvolver novas habilidades e criar conhecimentos extraordinários.

Com base nessas pequenas revelações é possível fazer grandes exercícios de imaginação.

O que será que um médico recém-formado irá pensar – dentro de 10 anos – sobre a forma atual de fazermos promoção de saúde, gerenciamento de crônicos, pesquisas clínicas e uma simples consulta presencial?

Se tiver algum palpite, escreva abaixo. Essa é uma conversa muito bacana!

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