faz parte da divisão da Informa PLC

Este site é operado por uma empresa ou empresas de propriedade da Informa PLC e todos os direitos autorais residem com eles. A sede da Informa PLC é 5 Howick Place, Londres SW1P 1WG. Registrado na Inglaterra e no País de Gales. Número 8860726.

Após período de queda durante a pandemia mercado de coworking projeta crescimento até o final de 2020

Após período de queda durante a pandemia mercado de coworking projeta crescimento até o final de 2020

Redução e até mesmo devoluções de salas comerciais aumenta procura por parte de profissionais que não conseguem atuar via home-office

Diminuição de custos, necessidade de um endereço comercial, networking ou até mesmo impossibilidade do trabalho home-office. Os motivos são diversos e apontavam um crescimento constante do mercado de coworking no Brasil entre empresas e profissionais autônomos, desde o ano de 2011, quando os primeiros espaços começaram a surgir. De lá pra cá são mais de 1.497 espaços, espalhados pelo Brasil, com exceção de Roraima, segundo levantamento mais recente do Censo Coworking Brasil 2019 onde São Paulo assume a dianteira com cerca de 388 modelos de escritórios compartilhados.

Durante o confinamento praticamente todas as empresas foram forçadas a adotar algum tipo de trabalho remoto. O sucesso de alguns setores, que conseguiram manter o desempenho ou até mesmo otimizar a produção, aumentaram a desistência na procura desses espaços e até mesmo devolução para adoção do trabalho à distância como alternativa provisória, ao menos até o final do ano, devido ao cenário de completa instabilidade.

No entanto, segundo pesquisa da Capterra, da consultoria Gartner, 55% das pequenas empresas brasileiras não adotavam nenhum tipo de trabalho remoto antes da pandemia. Outro dado relevante menciona que 49% dos equipamentos utilizados para a função home-based por parte dos colaboradores são dos próprios profissionais. Com isso, a procura por espaços compartilhados tornou-se uma alternativa mais viável para empresas e autônomos que necessitam de um espaço para atuarem e nem sempre contam com uma estrutura adequada para a prática.

Mesmo com previsões nada animadoras no começo do isolamento e um forte abalo no faturamento no mercado de coworkings o futuro se mostra animador. Segundo última pesquisa feita pela Coworking Brasil 75% dos empresários do setor estão otimistas em relação ao futuro desse segmento. Como é o caso de Cássia Buratto, fundadora da Buratto Consultórios, rede de franquias de espaços compartilhados para profissionais da saúde. “Percebemos uma procura muito grande, já que o segmento não parou e ele não pode ser operado home-office. Nosso grande diferencial é minimizar ao máximo os gastos, pois, o profissional precisa apenas de seus equipamentos para iniciar, alugamos por hora, oferecemos um sistema completo para agendamento, consultas por telemedicina e controle financeiro”.