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COVID-19 impulsiona a criação de centros de reabilitação

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Mais da metade dos 236 milhões de pessoas diagnosticadas em todo o mundo deverão ter sintomas pós-covid.

Mais da metade dos 236 milhões de pessoas diagnosticadas com covid-19 em todo o mundo deverão ter sintomas pós-covid, de acordo com pesquisadores da Penn State College of Medicine.

O estudo foi publicado no periódico The Journal of the American Medical Association (JAMA) e o grupo de pesquisadores reforçou que as organizações e profissionais da área da saúde devem estar preparados para o grande número de pessoas que precisarão de reforços e cuidados.

Pacientes que foram infectados pela covid-19 apresentaram diversos sintomas como dor no peito, cansaço, dores nas articulações, dificuldade em respirar, perda de olfato ou paladar. Por conta disso, muitos hospitais privados do Brasil e do mundo têm criado novos serviços para auxiliar na reabilitação de pessoas que continuam com sintomas meses depois da infecção pelo coronavírus.

Segundo dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho publicados em uma matéria divulgada pela Folha de São Paulo, “nos primeiros seis meses de 2021, foram 64.861 afastamentos por mais de 15 dias relacionados à covid-19, contra 37.045 de abril a dezembro de 2020, um aumento de 75%”.

Reabilitação precoce: tendência forte

A ideia da reabilitação precoce é superar essas pequenas incapacidades.

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, inaugurou em agosto um centro totalmente especializado em tratamento pós-covid. O serviço oferece para os pacientes equipes compostas por médicos das mais diversas áreas de saúde como pneumologia, cardiologia, neurologia, infectologia e fisioterapia, entre outros. Além disso, o hospital está estudando o serviço de telerreabilitação, para que o paciente consiga também realizar os tratamentos de forma virtual.

O Sírio-Libanês, por sua vez, desenvolveu um projeto em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-Sus) para a  reabilitação de pacientes pós-covid em hospitais públicos. O principal objetivo do projeto é reduzir o tempo de permanência de pacientes nas UTIs do Sistema Único de Saúde (SUS).

No patamar das instituições públicas, a Rede de Reabilitação Lucy Montoro, ligada ao Hospital das Clínicas de São Paulo, tem sido uma das referências. Pacientes com sequelas físicas e neurológicas deixadas pelo coronavírus têm acesso a um tratamento completo, conduzido por uma equipe multidisciplinar, composta por médicos fisiatras, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, fonoaudiólogos, educadores físicos, nutricionistas, enfermeiros e assistentes sociais.

Muitos pacientes costumam ficar depressivos, com medo, ansiosos e apresentam questões motoras que os impedem de realizar atividades cotidianas, por isso a reabilitação é extremamente importante para auxiliar a pessoa a retomar a sua rotina do dia a dia com autonomia e independência.

Especialistas do HCor destacam importância do acompanhamento de pacientes que tiveram Covid-19

De acordo com Marisa Regenga, gerente de reabilitação do HCor, pacientes que foram submetidos à internação costumam ter mais comprometimento ou alguma limitação funcional e, por isso, devem procurar ajuda especializada em casos nos quais permaneçam com sintomas a longo prazo. “É preciso que esses pacientes tenham em mente que, apesar de se tratar de uma doença nova, já existem programas montados em algumas instituições para reabilitá-los no ambiente ambulatorial hospitalar”, comenta.

Marisa ressalta que as queixas observadas depois da alta costumam ser direcionadas especificamente aos sintomas e complicações que o paciente manifestou durante o quadro de infecção pela Covid-19.  “Um paciente que teve muita dor muscular, mas nenhuma manifestação respiratória, seguirá com o quadro de dor, ele dificilmente desenvolverá um sintoma de fôlego curto, por exemplo”, explica.

Programa de Reabilitação pós-Covid - HCor

O Programa de Reabilitação pós-Covid do HCor deu início às atividades em setembro de 2020, estruturado com base em um período de acompanhamento de até três meses (tempo estimado na literatura para recuperação completa dos sintomas).

Pacientes com queixas de fraqueza, dor muscular, fadiga e sensação de desconforto para respirar, o chamado fôlego curto, podem procurar a ajuda dos especialistas, assim que voltarem a testar negativo para Covid-19. Aqueles que foram diagnosticados com comprometimento do pulmão e fibrose pulmonar também devem estar atentos e buscar suporte clínico para sua recuperação.

Avaliação cardiológica também é recomendada

Um estudo publicado pelos membros do Conselho de Cardiologia do Esporte Americano, na revista médica JAMA mostrou que até 22% dos pacientes hospitalizados com a Covid-19 apresentam lesão cardíaca aguda, o que é significativamente maior se comparado à taxa de apenas 1% registrada em pacientes de outras doenças virais graves.

Os especialistas reforçam que pessoas que tenham sido infectadas pelo novo coronavírus devam realizar uma avaliação cardiológica, sobretudo antes de iniciar novas atividades físicas ou mesmo de retomar exercícios e esportes que já executavam, sejam eles recreativos ou competitivos. O ideal é que sejam feitos anamnese, exame físico e eletrocardiograma, bem como exames complementares, a depender da gravidade do quadro clínico prévio da Covid-19.

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