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Hospital de Niterói cria serviço especializado em cardio-oncologia para tratamento e prevenção de doenças cardíacas no paciente oncológico

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CHN inaugura Centro de Cardio-oncologia, que conta com equipe multidisciplinar, atendimento ambulatorial e para pacientes internados em tratamento de câncer

A estimativa para o Brasil é que, em cada ano do triênio 2020-2022, ocorrerão 625 mil casos novos de câncer, excluindo as ocorrências de câncer de pele não melanoma, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Contudo, os tumores quase nunca estão sozinhos, tendo em vista que o tratamento para a doença pode acarretar consequências, como as doenças cardiovasculares, como explica a cardiologista Katia Luz, do Complexo Hospitalar de Niterói (CHN).

Com o intuito de identificar, tratar e prevenir enfermidades cardiovasculares em pacientes oncológicos, o CHN – que faz parte da Dasa, a maior rede de saúde integrada do país – inaugurou, esta semana, o Centro de Cardio-oncologia, um serviço integral para pacientes externos ou internados no hospital em tratamento oncológico ou que já trataram um câncer.

 A dra. Katia, coordenadora do novo projeto, explica a importância de um serviço especializado como esse: “O tratamento do câncer pode agravar quadros cardiovasculares ou provocar novos problemas cardíacos, já que há risco de cardiotoxicidade, ou seja, efeitos colaterais que podem afetar a função cardíaca. No CHN, conseguimos detectar esse quadro precocemente e, com esse novo serviço, oferecer uma atenção integral ao paciente cardiológico e oncológico”, conta a médica.

O novo setor dispõe de uma estrutura com 20 leitos especializados de UTI cardiológica, 18 leitos privativos de internação cardiológica, acompanhamento de equipe multidisciplinar especializada e atendimento ambulatorial no SER CHN – Soluções Médicas Integradas.

Entre os principais problemas cardiovasculares que podem se desenvolver durante ou após o tratamento do câncer estão doença arterial coronariana, insuficiência cardíaca, arritmias cardíacas e inflamação do pericárdio (pericardite), condições que têm se tornado mais frequentes principalmente por causa do aumento da expectativa de vida dos pacientes, segundo a cardiologista.

A médica explica que o tratamento do câncer deve ser multidisciplinar, incluindo acompanhamento cardiológico. “A especialidade cardio-oncologia tem se desenvolvido muito, uma vez que une conhecimentos tanto de oncologia quanto de doenças cardiovasculares”, afirma Kátia Luz.

A interação entre o cardiologista e o oncologista é essencial para promover um melhor prognóstico e mais qualidade de vida para o paciente, de acordo com o dr. Victor Machado, oncologista do CHN, que explica ainda que muito da cardiotoxicidade se deve ao tipo de tratamento utilizado: “As terapêuticas oncológicas foram aprimoradas para aumentar as chances de cura do câncer e o tempo de vida do paciente, mas alguns medicamentos são potencialmente mais nocivos à saúde cardiovascular, então, surge a necessidade de um acompanhamento constante e em conjunto com a cardiologia”, esclarece o oncologista.

Victor afirma que o principal objetivo da cardio-oncologia é evitar que o coração do paciente oncológico tenha problemas durante ou após o tratamento. Segundo ele, o diagnóstico precoce de qualquer alteração cardiovascular nesse período é muito importante para que os médicos possam agir e evitar que o quadro se agrave e o paciente possa manter o tratamento contra o câncer de forma segura.

“Em tempos de campanha como Outubro Rosa, de conscientização para a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, a atenção para a saúde do coração também se faz necessária. Muitos tratamentos utilizados contra o câncer de mama podem causar ou agravar danos no sistema cardiovascular. É de extrema importância que todo paciente oncológico – com câncer de mama ou não – que comece a apresentar problemas no coração ou tenha alto risco de desenvolvê-los também passe a se consultar com um cardiologista para que ambos os profissionais possam alinhar suas formas de tratamento e promover melhor qualidade de vida para o paciente”, finaliza o especialista Victor Machado.

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