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Hospital Santa Rosa utiliza Einstein para fidelizar corpo clínico

Hospital Santa Rosa, em Cuiabá, alcança a ONA nível 3 e tem na nova parceria com o Instituto de Consultoria e Gestão do Hospital Israelita Albert Einstein

Conhecido por suas belezas naturais e também pelo agronegócio, o estado do Mato Grosso tem atraído novos olhares. Sua capital, Cuiabá, passou a chamar atenção dos brasileiros após a divulgação dos locais que receberão os jogos do Mundial de 2014. ?Isso gera curiosidade e investimento, as pessoas falam da sua cidade?, diz o presidente e um dos fundadores do Hospital Santa Rosa, José Ricardo de Mello.
Mas quando o assunto é o impacto que isso pode trazer para instituição, o executivo separa bem o que investimento de expectativa. ?Existe um clima de Copa e isso traz investimentos na área de infraestrutura da cidade. Mas não estamos reestruturando a instituição com nada especifico, estamos investindo porque a cidade precisa?. Segundo ele, o movimento mais comum tem sido os cursos de inglês nos hospitais da região.
Cenário este que destoa totalmente do que foi encontrado por ele há cerca de 20 anos quando chegou na cidade. Mello é natural da região do Triângulo Mineiro e optou pela capital mato-grossense, após concluir o curso de medicina. Ele identificou a carência de leitos e junto com um grupo de profissionais tanto de Cuiabá quando de fora do estado, fundaram o Hospital Santa Rosa cinco anos depois.
?Começamos com 40 leitos, hoje temos 157 leitos na cidade e montamos um complexo médico com radioterapia ressonância magnética. Tivemos oportunidade de crescer junto com a sociedade?, conta o executivo.
Mais de 15 anos depois de sua fundação, a entidade puramente privada e composta por cinco sócios incluindo Mello, se tornou referência da região. Isso se deve pela recém- conquistada certificação ONA nível 3, o que a torna única do estado com tal reconhecimento. ?O reconhecimento, na verdade, é da instituição, no estado não existe entendimento quando à acreditação. Sabemos que todos os hospitais vão caminhar para isso, no Mato Grosso é novidade, mas acho que tem de ser obrigação,?.
O hospital também faz parte do seleto grupo de hospitais membros da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), onde o executivo é membro do Conselho Deliberativo.
Engajamento e parcerias
Carregando tais singularidades em uma região afastada dos grandes e badalados centros médicos é natural que não haja conhecimento sobre os certificados de boas práticas na região. Por isso, desde a implantação do primeiro nível da ONA, há cerca de cinco anos, o hospital tem realizado uma verdadeira transformação cultural com seus funcionários e corpo-clínico.
Para engajar as pessoas em prol da acreditação foram feitas diversas ações, entre elas palestras, prêmios de incentivo e a criação de uma barraca da qualidade, local onde as pessoas poderiam tirar dúvidas sobre o processo de acreditação. ?Não é do dia para noite. Quando se consegue o objetivo há uma vibração para toda equipe?, lembra.
No processo sempre há a questão do corpo-clínico, que precisa ser envolvido ao máximo para que o objetivo seja alcançado, mas, ao mesmo tempo, não possui um vínculo único com a instituição, por conta do modelo aberto. Mello conta que o processo é trabalhoso:  ?trabalhamos para que o corpo-clínico entenda, mas o processo é lento?, conta.
Mas como Mello frisa: ?o hospital é feito de pessoas, macas compramos em qualquer lugar?. Assim, os profissionais são uma preocupação recorrente e quando se trata do corpo-clínico do Hospital Santa Rosa há um investimento direcionado.Há cerca de quatro meses, o Hospital Santa Rosa contratou o Instituto de Consultoria e Gestão do Hospital Israelita Albert Einstein com o objetivo de desenvolver programas de qualidade com o corpo-clínico. No projeto são abordadas as seguintes ações: o paciente em primeiro lugar ; incentivo ao trabalho em equipe e busca do resultado clínicos por meio da mensuração estruturada de resultados assistenciais.
O projeto também conta com um software específico para o cadastro dos médicos onde os dados são arquivados e analisados. O sistema garante o acesso restrito aos usuários que registram dados pessoais, profissionais, como número de internações e cirurgias, por exemplo.
?Na verdade, queríamos criar e retribuir o que ele (o corpo-clínico) faz pela constituição. Foi apresentado o projeto para nós, estamos há quatro meses com eles e estamos satisfeitos, ?20% do nosso corpo corresponde por quase 80% do faturamento e temos de fidelizá-lo?, afirma Mello, sem revelar mais detalhes sobre o lucro da instituição.
NÚMEROS:
Hospital Santa Rosa
Fundação: outubro de 1997
Membro da Anahp
ONA nível 3
Receita bruta: R$ 40 milhões em 2011, de acordo com o Observatório Anahp de 2012

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