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Instituto de Química da USP desenvolve curativo para queimados

Composto de hidrogel diminui a dor, evita o ressecamento da pele e combate bactérias

O Instituto de Química da Universidade de São Paulo (IQ-USP), está desenvolvendo um curativo de hidrogel reforçado com fibras de polipropileno, um material plástico, ideal para o tratamento de queimados, informa a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Hidrogéis são materiais poliméricos, com consistência similar à de uma gelatina, que retêm água em sua estrutura. Os curativos feitos com esse biomaterial, também chamados de membranas, não são novidade no mercado, mas sua fragilidade mecânica impede o uso de forma generalizada pelos hospitais porque se rompem com facilidade durante o manuseio.
Os médicos também reclamam que o curativo ainda é muito pequeno, não cobrindo áreas grandes do corpo. Com o reforço de polipropileno desenvolvido na USP, os curativos poderão ser fabricados em qualquer dimensão e não apenas no tamanho padrão de 8 por 15 centímetros. O aprimoramento do produto coube ao químico Luiz Henrique Catalani e sua equipe. Eles utilizaram o hidrogel criado pelo pesquisador polonês Janus Rosiak, cuja tecnologia foi transferida no início dos anos de 1990 para o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).
Os curativos de hidrogel são formados por água (92% de sua massa) e polímeros (os 8% restantes), sendo que o polivinilpirrolidona (PVP) é seu principal componente. A maior vantagem em relação aos curativos tradicionais, feitos de gaze, é que ele reduz a dor provocada pela queimadura.

TAG: Hospital
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