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Mais Médicos: 86% da população diz que qualidade de atendimento melhorou

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Com base em 4 mil entrevistas em 200 municípios, o Ministério da Saúde informou que quase a totalidade dos entrevistados (95%) disse estar satisfeita com a atuação dos médicos e deu notas acima de 8 a eles

A pesquisa de opinião apresentada pelo Ministério da Saúde traz as primeiras avaliações da população sobre o desempenho dos profissionais que atuam pelo programa Mais Médicos, dentro do eixo voltado ao provimento imediato de médicos. A pesquisa foi feita pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em parceria com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe). Foram realizadas cerca de 4 mil entrevistas em 200 municípios de todos os estados do País que contavam com médicos do programa, no período de 4 de junho a 6 de julho de 2014.

Questões relacionadas ao atendimento foram as que mais evoluíram na opinião dos entrevistados: 86% dizem que a qualidade da assistência melhorou após a chegada dos profissionais do Mais Médicos. Quase a totalidade dos entrevistados (95%) disse estar satisfeita com a atuação dos médicos e deu notas acima de 8 à atuação dos profissionais. Para 86% da população ouvida, a qualidade do atendimento melhorou muito após a chegada dos profissionais.

Um total de 84% dos entrevistados apontou estar satisfeito em relação à duração da consulta médica. Para 83%, houve melhoria nos esclarecimentos sobre problemas de saúde e 80% revelaram satisfação em relação ao acompanhamento sendo feito sempre pelo mesmo profissional. Os usuários ressaltaram que durante o atendimento também tiveram informações sobre prevenção e ações para melhorar a saúde: 67% das pessoas ouvidas receberam recomendações sobre alimentação e 56% tiveram orientações sobre práticas de atividades físicas.

Segundo comunicado do Ministério, a população ouvida também destacou, em pergunta espontânea, os pontos fortes do programa: a ampliação do atendimento e o aumento no número de consultas (58%), a presença dos médicos todos os dias nas unidades básicas (33%) e médicos atenciosos com os pacientes (37%). A pesquisa abordou ainda a conduta do médico do programa, sendo que 96% dos usuários concordaram que os profissionais são competentes e 90% aprovaram a forma como foram tratados durante o atendimento.

A pesquisa revelou que 74% dos entrevistados acreditam que o Mais Médicos está melhor do que o esperado, contra 19% que acham que está como se esperava e 2% consideram que o programa está pior do que o objetivo traçado.


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O eixo de provimento do programa Mais Médicos atendeu 100% da demanda apontada pelas prefeituras, disponibilizando 14.462 profissionais para 3.785 municípios e para os 34 distritos indígenas, expandindo o atendimento em saúde para 50 milhões de brasileiros.

No eixo de infraestrutura, o governo federal informa estar investindo na expansão da rede de saúde. São R$ 5,6 bilhões para o financiamento de construções, ampliações e reformas de Unidades Básicas de Saúde (UBS) e R$ 1,9 bilhão para construções e ampliações de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Das 26 mil UBS que tiveram recursos aprovados para construção ou melhoria em todo o País, 20,6 mil (79,2%) estão em obras ou já foram concluídas. No estado de São Paulo, das 2.648 propostas com recursos aprovados, 1.893 estão em obras ou já foram concluídas. Em relação às UPAs, 363 já foram concluídas de um total de 943 propostas aprovadas em todo o País.

Já as medidas relativas à expansão e reestruturação da formação médica no País, que compõem o terceiro eixo do programa, preveem a criação, até 2017, de 11,5 mil novas vagas de graduação em medicina e 12,4 mil de residência médica, com o foco na valorização da Atenção Básica e outras áreas prioritárias para o SUS. Em relação à residência, um total de 2.822 novas vagas já foram criadas.

“A abertura de novos cursos e vagas de graduação leva em conta a necessidade da população e a infraestrutura dos serviços – com isso, mais faculdades surgirão em localidades com escassez de profissionais, como no Nordeste e no Norte do País, e em cidades do interior de todas as regiões brasileiras”, afirmou o Ministério em nota ao mercado.


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