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Novas cepas da COVID-19: elas podem impactar no setor de medicina diagnóstica?

TAG: Hospitalar
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As mutações do novo coronavírus sempre foram vistas como uma possibilidade real de acontecer, já que vírus respiratórios, como a gripe, nunca deixam de se transformar. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para a incapacidade de determinados testes detectarem uma variante do novo coronavírus. Ela foi encontrada primeiro no Reino Unido e já está presente no Brasil.

Essa nova cepa descoberta do SARS-CoV-2 no Reino Unido apresenta 14 mutações, sendo que uma delas está relacionada ao gene S (Spike). A Anvisa informou, por meio de nota técnica, que alguns tipos de ensaios podem não identificar essa nova cepa, mas que a maioria dos testes correntes no país usa métodos com alvos múltiplos, capazes de identificar a mutação.

Essas novas cepas acendem um alerta na medicina diagnóstica: como o setor pode ser impactado por essas mutações? Conversamos com representantes da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), do Grupo Fleury e da Sabin Medicina Diagnóstica para esclarecer as dúvidas sobre o assunto, ainda pouco conhecido por todos.

Dr. Wilson Shcolnik, presidente do conselho de administração da Abramed, pontua que este é um assunto novo e é necessário um pouco de tempo para entendê-lo. “Muitos kits, muitos reagentes que estão sendo comercializados se prestam à identificação de anticorpos neutralizantes para identificar a imunidade adquirida com vacinas, mas também à formação de anticorpos que são produzidos depois do contato com as variantes”, afirma. O médico também pontua que laboratórios associados da Abramed já estão oferecendo pesquisa de anticorpos que são identificados depois do contato com algumas dessas variantes.

Celso Granato, médico e diretor clínico do Grupo Fleury, explica que a maioria dessas variantes está na região que codifica para o Spike (Gene S), como comentado acima e, atualmente, não há no mercado teste laboratorial com o gene S. “A gente usa outras regiões exatamente porque já é do conhecimento laboratorial que essa região do Spike sofre muita mudança, então ninguém desenvolve um PCR tendo como base o Spike”, completa Celso. O médico ainda explicou que os testes moleculares não têm nenhum problema de perda de sensibilidade.

Rafael Jácomo, diretor técnico da Sabin Medicina Diagnóstica, completa que durante o PCR, não são procuradas apenas uma região do genoma do vírus, geralmente são duas ou três. “Mas as divergências que acontecem, elas podem servir para identificar se algo está errado naquele teste. Então, por isso, existe quase que um controle de qualidade no próprio processo de testagem”, conclui.

Portanto, apesar da preocupação com as novas cepas, ainda não é possível ter conclusões precisas de qual será o impacto disso na medicina diagnóstica. Mas uma coisa é certa: as variações já estão sendo estudadas e a melhor abordagem quanto a isso já está sendo discutida.

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