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Uso de inteligência artificial em saúde corporativa diminui em quase 30% uso do plano de saúde nas empresas

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Com quatro anos de atuação iniciativa da 3778, voltada ao conceito de Atenção Primária à Saúde, usa I.A para mapear quem tem predisposição a certas doenças e iniciar a jornada do cuidado dos usuários/beneficiários

O mercado de saúde tem passado por transformações significativas, e isso não é novidade. A chegada da crise mundial de Covid-19, acelerou diversas oportunidades de evolução nos serviços oferecidos à comunidade. Uma delas foi o crescimento exponencial das healthtechs, startups tecnológicas responsáveis por criarem soluções inovadoras que resolvam as dores do setor médico, e humanizem ainda mais o cuidado, proporcionando conforto aos pacientes e otimização da rotina clínica, eliminando o desperdício e favorecendo a redução de custos.

O Brasil conta com pouco mais de 540 healthtechs espalhadas pelos estados do país. É o que aponta a terceira edição do Distrito Healthtech Report. Elas foram mapeadas e classificadas em nove categorias distintas, conforme atuação desempenhada por cada uma. Um desses grupos foi de Inteligência Artificial (I.A). A plataforma de inovação ainda apontou que as startups de saúde que apostaram neste mecanismo movimentaram, só em 2021, US$ 41 milhões em investimentos no Brasil, seis vezes mais que em 2018, quando o volume de capital aplicado foi de US$ 6,6 milhões.

3778, maior healthtech independente focada em saúde corporativa do país, é uma das que utilizam a I.A para melhorar a precisão do bem-estar humano. A empresa, que neste mês comemora quatro anos de existência, nasceu com o objetivo de auxiliar as instituições a gerenciarem o cuidado com seus colaboradores, e para isso contam com esse recurso tecnológico para ajudar na jornada do paciente.

“Infelizmente, aqui no país, nós não temos o costume de uma medicina preventiva. O sistema de saúde, tanto privado quanto público, é caro e complexo, resultando em um acompanhamento clínico que na maioria das vezes não acontece. Quando a pessoa busca ajuda médica a situação já é grave e, consequentemente, também é custosa. Logo, percebemos que precisamos navegar a jornada do cuidado para resolver essa dor, e que a I.A é fundamental para isso acontecer”, explica Guilherme Salgado, CEO e fundador da healthtech.

Prevenir é o melhor remédio

E como muita gente diz: prevenir é melhor que remediar. Para a 3778, a prevenção é o melhor caminho. Unindo a inteligência humana com a inteligência das máquinas, a partir da predição de dados, eles conseguem dizer quem são os pacientes que fazem parte de algum grupo de risco e encaminhá-los para os cuidados necessários, diminuindo os custos para a fonte pagadora (empresa), para a própria pessoa e para as operadoras dos planos de saúde, visto que, com a jornada de navegação eles reduzem a quantidade de exames desnecessários. Isso tudo por meio da Atenção Primária à Saúde (APS).

“Mais de um milhão de histórias de indivíduos únicos foram usadas no treinamento da nossa I.A, para que ela nos diga quem tem mais inclinação a ter problemas futuros de saúde. Quando colocamos os dados do paciente no nosso algoritmo, é como se, basicamente, ele falasse ‘tudo bem, sinal verde, esse está com a saúde em dia’ ou então ‘opa, esse tem tendência a desenvolver x doença daqui a y anos, precisa de um alerta’. No segundo caso, já fazemos o encaminhamento para o especialista necessário, para não deixar o caso evoluir”, esclarece Salgado.

Essa é a essência da APS: cuidar das pessoas ao invés de tratar apenas a enfermidade ou as condições específicas. Dos quase 400 mil exames ocupacionais realizados anualmente e analisados pela healthtech, mais de 20% dos pacientes precisavam/precisaram seguir uma linha de cuidado com nutricionista, por exemplo. Desses, cerca de ⅓ poderiam desenvolver alguma comorbidade por conta do sedentarismo, enquanto outros ⅓ devido à obesidade.

Com a jornada de Atenção Primária à Saúde, 40% dos pacientes da 3778 — que são os colaboradores das empresas atendidas pela healthtech — deixaram o sedentarismo e iniciaram uma atividade física. Além disso, mais de 70% mudaram seus hábitos alimentares. Logo, eles conseguiram reduzir em quase 30% o uso do plano de saúde nessas companhias nas quais os trabalhadores se engajaram.

Atualmente, a startup atende mais de 1.700 clientes (instituições) ativamente, resultando em mais de 1 milhão de vidas acompanhadas ao longo desses quatro anos de atividade.

A Lojas Renner é um deles, e segundo Osmar Bonacina, gerente de Saúde da rede de varejo, ter esse olhar corporativo para o cuidado integral do colaborador é muito importante. “Nós, da Lojas Renner S.A, entendemos que acolher e tomar conta do bem-estar dos nossos profissionais é fazer com que eles se sintam mais felizes, e isso gerar outra série de vantagens. Contamos com a 3778 nessa caminhada para oportunizar essa percepção de prevenção, que é algo tão importante dentro da nossa companhia”, comenta o gerente.

Fora isso, com a chegada da pandemia, a 3778 realizou  mais de 200 mil atendimentos via telemedicina, reduzindo em mais de 60% a ida dos trabalhadores ao pronto-socorro.

“É uma nova era. Nós acreditamos em um novo jeito de fazer a gestão da saúde ocupacional, usando a tecnologia para isso. Nós entendemos que é preciso colocar o colaborador no centro do cuidado por meio de um acompanhamento contínuo e personalizado. E é isso o que sabemos fazer de melhor”, acrescenta o CEO.

 

A startup foi, no último ano, reconhecida pelo Distrito Awards como a melhor healthtech e a melhor aposta de 2022.

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