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Entidades médicas alertam para a importância do planejamento na imunização contra a COVID-19

Entidades médicas alertam para a importância do planejamento na imunização contra a COVID-19
Especialistas temem escassez de agulhas e seringas como aconteceu com respiradores e álcool em gel no início da pandemia.

Com a vacina mais próxima do que nunca, entidades médicas temem uma onda de desabastecimento de agulhas e seringas para a campanha de vacinação contra a covid-19, da mesma forma como aconteceu com os respiradores no início da pandemia. A corrida pela imunização contra a COVID-19 mobiliza grandes potencias, mas, além da vacina, serão necessários insumos para imunizar as populações.

Em meados de agosto, uma rede de cientistas europeus já tinha alertado a União Europeia para a necessidade dos 27 países membros adquirirem seringas. A Unicef mantém um estoque de 520 milhões de agulhas e seringas, a meta é chegar a 1 bilhão de unidades para garantir a imunização quando as vacinas forem aprovadas. A BD Company, maior fornecedor de insumos hospitalares dos Estados Unidos está se preparando para fornecer agulhas e seringas para campanhas de vacinação do governo americano, que já teria encomendado 286 milhões de unidades.

Para imunizar todos os brasileiros contra a Covid-19, seriam necessárias mais de 230 milhões de seringas e agulhas. No Brasil existem três fábricas com capacidade para produzir 1 bilhão e meio de seringas por ano. O setor tem, portanto, condições de atender a demanda da campanha nacional de imunização contra a Covid-19, mas a produção extra exige planejamento.  Gonzalo Vecina, médico sanitarista e professor da Faculdade de Saúde Pública da USP afirma que a demanda por seringas vai ser enorme. “Então se nós não nos planejarmos para esse aumento de seringas, nós vamos ter problemas. ”

A preocupação é que, a exemplo do que aconteceu com os respiradores, álcool gel e máscaras, o país se depare com a falta do insumo. Em um primeiro momento, em nota, o Ministério da Saúde afirmou que há havia dado início ao processo de compra de cerca de 300 milhões de seringas e agulhas como iniciativa de apoio a estados e municípios – uma vez que o fornecimento destes insumos cabe às secretarias estaduais e municipais de saúde. Depois, em um segundo momento, disse que o edital de licitação para compra dos insumos está em fase interna de análise e deve ser publicado em breve.

No entanto a indústria de insumos garante que ainda não recebeu nenhuma sinalização de compra.

Fernando Silveira Filho, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde (ABIMED) afirma que ainda não houve manifestação formal para a compra dos insumos e que o tempo para produzir e começar a entregar as seringas e agulhas seria de aproximadamente 90 dias. “O Brasil tem capacidade suficiente para atender a demanda de seringas e agulhas, para a campanha de vacinação. Mas isso precisa ser feito de uma forma coordenada, planejada e com definições muito claras a respeito das quantidades necessárias e do prazo em que essas quantidades passarão a ser necessárias, visando o início da campanha de vacinação” completou Fernando.

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