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O impacto da vacinação contra a Covid-19 no mundo do trabalho

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Com o avanço da vacinação as atividades laborais são retomadas, mas medidas sanitárias precisam ser mantidas e equipe da saúde ocupacional precisa se manter alerta

Na medida que cada vez mais jovens são vacinados contra a doença que já matou mais de meio milhão de brasileiros, o mercado de trabalho vai retomando aos poucos suas atividades, o que coloca em alerta as equipes de que operam a saúde ocupacional das empresas.

Com efeito direto, a maior restrição na circulação de pessoas impactou negativamente a atividade econômica, que permaneceu fraca no segundo semestre desse ano. Todavia, o País avançou na imunização, o que já está refletindo de forma muito positiva na economia e levando especialistas a reverem as prospecções sombrias de 2020.

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil tem contratado, com alguns laboratórios, o recebimento de 562 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 até o final desse ano. A entrega de grande parte está prevista para esse semestre e, com a campanha de vacinação avançando, a mobilidade social impulsionará ainda mais a retomada da atividade produtiva.

Vacinação vai abranger cada vez mais trabalhadores

O tema vacinação contra a Covid-19 já é tema recorrente discutido entre gestores de Recursos Humanos e serviços especializados em medicina corporativa; e o assunto tomará ainda mais volume na medida em que o Plano Nacional de Imunização (PNI) ganha mais força e passa a abranger um número cada vez maior da população ativa das empresas.

Para Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde, diretor da OnCare Saúde e presidente da ABRESST (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho), questões relacionadas à vacinação já são abordadas nas empresas. “Esse já é um assunto recorrente nas corporações, seja a partir do momento em que o setor privado estiver apto a efetivamente comprar as vacinas, seja quando passarem a ter cada vez mais empregados abrangidos pelo PNI”.

As empresas precisam estar preparadas

Segundo o gestor em saúde, é esperada que a adesão se dê de forma amplificada. “Nossa expectativa é de grande aderência à vacinação e pouca recusa. Porém, é muito importante que as empresas estejam preparadas, preventivamente, caso tenham empregados que se recusem a tomar a vacina. Isso porque o empregador é responsável por garantir a seus empregados um ambiente saudável e seguro, conforme prevê a legislação trabalhista”, destaca Ricardo Pacheco.

Então fica a pergunta: o empregador poderá ser responsabilizado caso algum empregado se recuse a tomar a vacina? A depender da situação sim.

O médico lembra que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) já se pronunciaram sobre o tema e reconheceram a obrigatoriedade da vacinação, devendo o interesse coletivo prevalecer sobre o individual. “Também foi esclarecido que “vacinação obrigatória” não significa “vacinação forçada”. O Estado não poderá fazer o uso de força para vacinar a população, sendo autorizado, entretanto, a imposição de medidas coercitivas para aqueles que se recusarem de forma injustificada. Quanto ao empregador, é seu papel garantir que seus empregados tomem a vacina, defendendo inclusive a possibilidade de aplicação de demissão por justa causa para aquele que se recusar injustificadamente, conforme destacou o Ministério Público do Trabalho”, ressalta Pacheco.

Conscientização e teletrabalho

Para pacificar a discussão, o empregador pode desde já conscientizar seus empregados quanto à importância da vacinação para a proteção deles próprios e da coletividade, colegas de trabalho e familiares.

O gestor em saúde adverte, que deverá ficar claro para o trabalhador sua condição diante da imunização. “A empresa, até por meio do seu serviço de saúde e RH, pode conscientizar seus colaboradores que a vacinação é um direito-dever do empregado e que sua recusa poderá ocorrer apenas na hipótese de uma justificativa razoável ser formalmente apresentada à empresa, como alergia aos componentes da vacina ou pessoas imunocomprometidas, por exemplo”, recomenda Ricardo Pacheco.

O diretor da OnCare Saúde também lembra que o MPT também orienta o teletrabalho, em alguns casos. “Se empregado apresentar uma justificativa razoável para a recusa da vacina, o empregador deverá, se possível, transferi-lo para o teletrabalho. Caso as atividades desempenhadas não sejam compatíveis com o teletrabalho, o empregador deverá adotar medidas de organização do trabalho, proteção coletiva e proteção individual, de modo a garantir que aquele empregado que não tomou a vacina não prejudicará a saúde e segurança da coletividade”, destaca.

O papel social das empresas

Quando se fala de vacinação contra a Covid-19, ressalta-se o papel social das empresas, que o médico Ricardo Pacheco destaca: “As corporações têm um papel social, em conscientizar seus trabalhadores a colaborarem com o PNI. É muito importante que as empresas iniciem desde já a conscientização de seus empregados quanto à vacinação, além de estudar e iniciar uma política quanto à vacinação e consequências aos empregados não vacinados”, conclui o diretor da OnCare Saúde.

Sugestão 2

A saúde ocupacional e a prevenção às hepatites virais

Médico alerta sobre o papel da medicina ocupacional na prevenção, diagnóstico e tratamento das hepatites virais

No mês em que se reforça o alerta sobre os riscos que as hepatites virais trazem para as pessoas, o serviço médico de saúde das empresas ganha destaque. Isso porque a infecção pelos vírus que causam a doença pode ser evitada e detectada pela medicina ocupacional.

Estima-se que mais de 100 mil pessoas vivam com as hepatites B e C, só na cidade de São Paulo. O número, no entanto, não se aproxima do de casos diagnosticados. Por isso é tão importante falar sobre o Dia Mundial da Luta contra as hepatites virais, instituído pela Organização Mundial da Saúde em 28 de julho.

De 2000 a 2018, foram registradas 74.864 mortes no Brasil por causa da doença. A hepatite C concentra 76% desses óbitos, segundo o último Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais, publicado em julho do ano passado pelo Ministério da Saúde. Felizmente, nos últimos anos o tratamento contra esse tipo da enfermidade evoluiu consideravelmente, já que se seguido à risca, a chance de cura supera os 95%.

Campanhas de conscientização nas empresas

Empresas especializadas fazem campanhas junto aos seus colaboradores, onde realizam testagem, vacinação (para o tipo B, que se estende ao tipo D), encaminhamento para tratamento e, principalmente, a conscientização desses trabalhadores que tem um efeito que vai além dos muros das corporações.

Esse trabalho é de fundamental importância, principalmente em um País onde quase a metade dos domicílios (34,1 milhões) não tem acesso à rede de tratamento de esgoto, 36 milhões de pessoas sequer chegam perto da água tratada, e que apenas 56,6% dos jovens com idade entre 15 e 24 anos usam preservativo. Nesse cenário, eliminar as hepatites virais até 2030, como é a meta do Ministério da Saúde, é uma missão difícil e só não é impossível porque pode contar com a saúde ocupacional, para conscientizar, prevenir e auxiliar no tratamento do trabalhador brasileiro.

Para Letícia Fiorio Baptista, infectologista da OnCare Saúde, o serviço médico que acompanha o trabalhador é determinante para combater a doença já no início. “Responsáveis por 1,3 milhão de mortes por ano no mundo, segundo estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde), as hepatites virais são inflamações que aos poucos matam as células do fígado e as transformam em cicatrizes que enrijecem o tecido, chamadas de fibrose. Sem apresentar sintomas, a evolução é, na maioria dos casos, silenciosa, e muitas vezes é descoberta quando está em estágio avançado, já com o comprometimento da função do fígado, cirrose ou mesmo o câncer. Por isso a realização de exames médicos ocupacionais são tão importantes”, enfatiza.

No ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde, foram notificados 37.773 casos da doença, que pode ser causada por cinco tipos de vírus: A, B, C, D e E. E apesar de em longo prazo destruírem o tecido do órgão, cada uma delas tem sua própria forma de transmissão e tratamento. O tipo A, por exemplo, é transmitido por água e alimentos contaminados. A hepatite B é transmitida pelo sangue e outros líquidos/ secreções corporais contaminados. O tipo D está associado com a presença do vírus B. A hepatite E é transmitida principalmente pela via fecal-oral e pelo consumo de água contaminada, em locais com infraestrutura sanitária deficiente; e o tipo C, pela exposição ao sangue infectado.

Conscientizar para prevenir

As empresas têm um papel fundamental na saúde de seus trabalhadores, que passam mais tempo desenvolvendo suas atividade laborais do que com a própria família. Nesse sentido, realizar campanhas de saúde por meio do serviço médico é uma forma muito eficiente de prover a saúde do trabalhador e de seu entorno.

Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde, diretor da OnCare Saúde e presidente da ABRESST (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho) lembra que no caso das hepatites, campanhas podem ser abordadas contra o etilismo e o uso de drogas, por exemplo. “Sabemos que os vírus são os principais causadores da hepatite, que podem ser adquiridos, por exemplo, pelo uso de drogas e de substâncias tóxicas (como alguns remédios) e exagero no consumo de álcool. Existe um desafio para acabar com casos de hepatites virais no Brasil, especialmente porque elas ainda são subnotificadas e os serviços de saúde têm dificuldade de encontrar as pessoas que estão doentes. Além de questões como acesso a saneamento básico, uso de drogas e sexo desprotegido, uma grande parte da população não tem acesso aos serviços de saúde e nem informação de qualidade. Por isso um serviço médico no trabalho das pessoas pode fazer a diferença para toda a comunidade”, afirma o diretor.

Diagnóstico, vacinação e tratamento

O diagnóstico das hepatites pode ser dar nos exames de rotina aos quais os trabalhadores são submetidos, como testes de função hepática e sorologia, para identificar o vírus.

Detectar o vírus é fundamental alerta a médica. “Considerando os aspectos da saúde do trabalhador, a hepatite B é uma das doenças ocupacionais mais importantes para profissionais das áreas de saúde e de estética e beleza. Exposições percutâneas ou de mucosas ao sangue de indivíduos infectados pelo HBV representam a principal fonte de transmissão ocupacional, uma vez que quantidades mínimas de sangue são suficientes para transmissão devido à alta virulência do micro-organismo”, destaca Dra. Letícia Fiorio.

Por isso é importante que os trabalhadores seja vacinados, já que o imunizante pode prevenir contra as formas A e B (sendo que ao tomar a vacina da hepatite B previne-se também a hepatite D), como explica Ricardo Pacheco. “Com o diagnóstico em mãos, os pacientes podem conviver bem com a hepatite B e se curar da hepatite C, que ainda não conta com vacina para ser prevenida. Muitas empresas estão vacinando seus trabalhadores e a rede pública oferece vacina gratuita para o tipo B, que deve ser tomada em três doses. A vacina é extremamente eficaz e evita que a pessoa adoeça ao ter contato com o vírus”, ressalta o gestor em saúde e diretor da OnCare Saúde.

Quanto ao tratamento, o médico lembra que o Brasil avançou na oferta de tratamento médico para a população diagnosticada com algum tipo de hepatite. “De acordo com relatório do Ministério da Saúde, em 2020 o Brasil zerou a fila de tratamento. Houve um investimento na disponibilização de medicamentos para as hepatites. Alguns tipos é possível curar com repouso, para que o corpo do paciente se cure naturalmente, dando remédios que tratam somente dos sintomas dessa condição, como a dor abdominal. Existem medicamentos para a hepatite A, B e C que são antivirais e conseguem ajudar o corpo a combater o vírus”, completa Ricardo Pacheco.

A OnCare Saúde, que existe para cuidar da saúde do trabalhador brasileiro, integra a campanha do Julho Amarelo, voltada para a conscientização sobre as hepatites virais, doenças que atacam principalmente o fígado e pode provocar consequências graves.

Sobre a OnCare Saúde

A OnCare Saúde é uma plataforma de solução integrada de saúde, que oferece assessoria e consultoria, para empresas e para população em geral. Dentro dessa plataforma, de gerenciamento macro, está a assistência médica que também garante a assistência integral social e à saúde dos beneficiários e seus dependentes, com ações de promoção, proteção, recuperação e reabilitação, de forma a contribuir para o aprimoramento do sistema social e de saúde do Brasil.

Nesse momento de pandemia a OnCare Saúde tem adotado todas as medidas sanitárias recomendadas pelas autoridades em saúde, no Brasil e no mundo. Dessa forma, os atendimentos presenciais continuarão acontecendo por ordem de chegada, como ocorre normalmente. É exigido o uso de máscaras e ofertado álcool em gel para todo usuário que tenha que se deslocar até uma unidade.

A OnCare Saúde ainda adverte que os serviços digitais são amplos e estão disponíveis 24 horas por dia; e que o paciente só se dirija a uma unidade se realmente imprescindível.

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