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Tecnologia pretende integrar médicos e pacientes

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A empresa de tecnologia da informação Sollis criou plataformas colaborativas e gratuitas de prescrição eletrônica, que colaboram para a integração de três importantes atores do segmento de medicamentos: médicos, estabelecimentos de saúde e pacientes. A tecnologia desenvolvida pela empresa pretende melhorar a relação médico-paciente, além de colaborar para a redução de danos para a saúde, como interações medicamentosas.

O Brasil é o 5º país em consumo de medicamentos, onde 20% do orçamento dos hospitais é destinado a processos envolvendo esses produtos como compra, prescrição e dispensação. Além disso, sabe-se que 70% das despesas do SUS são para atendimento de pacientes que poderiam ser tratados com mudança de comportamento.

A principal preocupação dos idealizadores do sistema é com a segurança do paciente. No Brasil, há uma estatística de que cada receita tem em média 2,4 medicamentos, o que indica alto risco de interações. Essa combinação não é facilmente percebida sem estudo aprofundado ou um software que faça o cruzamento das substâncias prescritas.

CEO da empresa, Carlos Eli, lembra que a segurança do paciente é confirmada ao se incorporar alguns princípios. “São vários os itens que garantem uma prescrição assertiva, entre elas, a elegibilidade do médico, a base de dados de medicamentos, com a expressão de doses e o uso indicado de abreviaturas. Todos esses quesitos são atendidos com o uso da tecnologia da informação na prescrição eletrônica”.

Ele também afirma que a tecnologia de armazenamento na nuvem utilizada garante que as informações estarão disponíveis somente para profissionais de saúde autorizados.

A Plataforma de Prescrição Eletrônica criada pela empresa é gratuita e está disponível para médicos, estabelecimentos de saúde e pacientes e tem a possibilidade de integração com prontuários eletrônicos já existentes no mercado.

Quais os benefícios da cirurgia robótica?

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Quando comparada à cirurgia convencional, a cirurgia robótica mostra-se muito mais segura, tanto para o paciente, quanto para o médico. O Brasil já conta com esse robôs que são usados para os mais diversos tipos de cirurgia: próstata, bexiga, rim, coração, ortopedia, neurologia, aparelho reprodutor e digestivo. Eles também operam na área de dermatologia, em procedimentos de implante capilar, e apneia do sono.

Leia Mais: Cirurgia robótica: “não é um procedimento perfeito e depende do cirurgião”

Além da precisão na hora da operação, o robô transmite uma imagem em alta definição, que chega de 10 a 15 vezes amplificada para o médico, facilitando a preservação de órgão e estruturas importantes. “A tecnologia utilizada no braço do robô faz com que ele se movimente como uma mão dentro do paciente, replicando o movimento do médico. Conta ainda com liberdade de movimento de 7 graus, isso significa que se  rodarmos a mão, o robô roda mais lá dentro. Ele tem mais movimento que o nosso punho”, explica Dr. Carlo Passerotti, urologista, pós-doutorado em Cirurgia Robótica pela Harvard Medical School (EUA), e precursor da cirurgia robótica no Brasil, com mais de 700 cirurgias entre crianças, adultos e idosos.

A cirurgia robótica também apresenta muitos benefícios no pós-operatório. Sangra menos do que uma cirurgia aberta e a taxa de sobrevivência também é maior. Para próstata, por exemplo, sangra cerca de um terço do que uma cirurgia aberta. “O tempo de internação cai de 5 para 2 dias, com a vantagem de o paciente voltar à sua rotina mais rápido. Isso ocorre por conta das cicatrizes que são pequenas, entre 5 a 8 milímetros. O risco de infecção também diminui, pois o médico não põe a mão na ferida”, comenta Dr. Carlo, que é coordenador do Núcleo de Cirurgia Robótica, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, e professor livre-docente da disciplina de Urologia, no Hospital das Clínicas (SP).

No entanto, um fator que dificulta o treinamento de médicos para a utilização da tecnologia é a quantidade de equipamentos distribuídos pelo país, sendo apenas 15, localizados apenas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

4 inovações tecnológicas para a Saúde em 2016

Doctor hand touching number 2016 on the tablet
Closeup of doctor hand using a tablet screen to write number 2016 near the stethoscope

Exercícios de prever o futuro são sempre bem complicados e muitas vezes é mais fácil prever o futuro distante do que o próximo. Mas aqui vão as minhas apostas para os temas que devem ser os mais falados neste ano quando o assunto for saúde e tecnologia.

  1. Edição genética através do CRISP. Essa é uma tecnologia que está permitindo aos cientistas editar genes de maneira fácil e precisa. A ferramenta hoje possibilita não apenas cortar os genes, retirando parcelas potencialmente defeituosas do DNA, mas também pode ser utilizada para estimular ou adormecer a expressão desses genes. Pode parecer meio complicado de entender, mas resumidamente, com essa técnica será possível, por exemplo, estimular o crescimento de células cardíacas pós infarto ou desligar a reprodução de células cancerígenas. É realmente fascinante o que seremos capazes de fazer com essa tecnologia então vale a pena ficar de olho.
  2. Realidade Virtual: Com o lançamento do Oculus Rift para o público ainda no primeiro semestre de 2016 em breve começarão a aparecer muitas aplicações médica para essa tecnologia. Quando amplamente difundida a realidade virtual irá mudar completamente a experiência do paciente durante a internação hospitalar e também terá enorme potencial no diagnóstico e tratamento de doenças mentais.
  3. Integração entre wearables, big data e inteligência artificial: Cada vez mais vamos usar dispositivos como relógios, pulseiras e roupas que irão captar informações sobre o nosso corpo e os nossos hábitos. Essa enormidade de dados passará a ser analisada por algorítimos inteligentes e tudo isso irá favorecer pesquisas na área médica e também nos ajudará, como indivíduos, a continuar motivados para cuidar melhor da nossa saúde.
  4. Hora do veredito para a Theranos. A empresa de análise laboratoriais criada aqui no Vale do Silício terá em 2016 o seu momento de “julgamento final” : ou a empresa consegue provar que a sua tecnologia funciona e é confiável e com isso calar aqueles que a acusam de fraude ou provavelmente não conseguirá sobreviver a escalada de críticas. Todo mundo sabe que reputação e confiança são a base de qualquer ação na saúde e não há meio-termo nesse assunto.

Essas são as minhas apostas para os temas mais quentes para tecnologia e saúde em 2016. E vocês tem alguma previsão diferente? Adoraria ler nos comentários.

Conselheiros da Fundação IDI lançam livro sobre Diagnóstico por Imagem

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Atualmente, cerca de 17 a 18 mil médicos se formam no Brasil por ano, devendo esse número chegar a 20 mil em 2020. As últimas ações do governo federal foram no sentido de aumentar a quantidade de médicos, inclusive com a ampliação no número de vagas para graduação em medicina, além do foco no médico generalista. Portanto, a formação durante os 6 anos de graduação deve ser a mais completa possível, buscando um profissional capaz de fazer a propedêutica correta do paciente, incluindo, nessa análise, a habilidade de requisitar e interpretar os exames de diagnóstico por imagem.

Nesse cenário, os renomados radiologistas Jacob Szejnfeld, Nitamar Abdala e Sergio Ajzen, todos conselheiros da Fundação IDI - Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem, maior provedora de exames de diagnósticos por imagem do país para a área pública, organizaram o livro “Diagnóstico por Imagem”, da editora Manole, que, em sua segunda edição, aborda de maneira ampla e didática todo o segmento. Nesta nova edição foram acrescentados vários capítulos relacionados à ginecologia, bem como foram revistos e atualizados os temas já publicados na edição anterior.

Para facilitar a busca por assuntos as 728 páginas que compõem o livro foram divididas em 97 temas, que estão organizados em 7 capítulos: cabeça e pescoço, neurologia, mama, tórax, abdome, musculoesquelético e ginecologia.

“Diagnóstico por Imagem” representa um material que oferece tanto ao estudante de medicina quanto ao médico não radiologista o conteúdo teórico necessário, bem como exemplos de caos típicos das principais doenças com os achados mais relevantes, que auxiliam o dia a dia do médico radiologista.

Existe uma variada gama de exames e diagnósticos possíveis e o profissional médico deve saber orientar o paciente a realizar o exame radiológico mais eficaz para seu diagnóstico, bem como conhecer os principais achados para as doenças mais comuns.

Informações técnicas

Livro: Diagnóstico por Imagens – 2ª edição

Editora: Manole

Autores: Jacob Szejnfeld, Nitamar Abdala e Sergio Ajzen

Páginas: 728, divididas em 7 capítulos

Informações: www.manole.com.br

Sobre os Autores

Jacob Szejnfeld Professor livre-docente associado do Departamento de Diagnóstico por Imagem da EPM-Unifesp – Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo; chefe da disciplina diagnóstico por imagem em adultos; diretor médico do CURA – Imagem e Diagnóstico.

Nitamar Abdala Professor adjunto doutor e chefe do Departamento de Diagnóstico por Imagem da EPM-Unifesp – Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo; chefe do setor de neurorradiologia da UMDI Medicina Diagnóstica.

Sergio Ajzen Professor titular e livre-docente do Departamento de Diagnóstico por Imagem da EPM-Unifesp – Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo.

Sobre a Fundação IDI

A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem atua há 14 anos na saúde pública de São Paulo. Mantém convênio para operar a área de diagnóstico por imagem de diversos hospitais das Secretarias de Saúde do Estado e Município de São Paulo, prefeituras próximas à capital (São Caetano do Sul e Diadema), além dos Estados de Goiás e da Bahia.

Possui cerca de 2 mil funcionários e 500 médicos especialistas, que atendem em mais de 70 unidades de saúde realizando mais de 4 milhões de exames por ano, sendo o maior provedor de exames de diagnósticos por imagem do país para a área pública.

O papel da TI na agilidade no atendimento à emergência

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Em um ambiente assistencial, a tomada de decisão é importante não só para a administração da instituição, mas também para atendimentos de emergência. Quando chega ao hospital cabe ao enfermeiro, no momento da triagem, encaminhar a pessoa ao local exato, conforme a sua necessidade. Embora pareça fácil, a decisão deve ser tomada com muita segurança. Ter suporte de Tecnologia da Informação (TI) nesta etapa contribui muito para a eficiência no cuidado com o paciente.

Ter a TI como apoio na emergência possibilita implantar um processo de gestão totalmente centrado no paciente. Basicamente, trata-se de integrar todas as diversas soluções e tecnologias à disposição da equipe médica e assistencial sempre em prol de um atendimento certeiro e rápido. Criar uma base de dados centralizada, com informações clínicas e assistenciais com acesso mais rápido e prático permite que ele seja visto por diversos ângulos. Essa inteligência auxilia o enfermeiro no momento da triagem no atendimento na emergência.

Na prática, na medida em que um paciente relata seu estado de saúde, o profissional vai informando seus dados ao equipamento. Por meio do prontuário eletrônico e de uma classificação de risco, as ferramentas de tecnologia organizam o fluxo de atendimento no setor de emergência e, através de um protocolo de classificação de risco, determinam a gravidade de cada caso. Assim, é possível priorizar o atendimento, o que diminui o tempo de espera nas unidades.

O uso de sistemas para a gestão da informação traz mais agilidade, conforto e segurança e, além de auxiliar o trabalho dos profissionais de saúde, melhora a eficiência dos processos dos hospitais, diminuindo as filas e reduzindo tempo de espera. Com a TI, é possível avaliar e controlar o trabalho dos enfermeiros, afinal todas as etapas do atendimento ficam registradas. Com esses comentários, o processo fica automaticamente auditado, o que permite o monitoramento da eficiência da equipe e o diagnóstico da necessidade de treinamento, por exemplo.

Rede Mater Dei amplia o Serviço de Densitometria

A Rede Mater Dei de Saúde ampliou o Serviço de Densitometria e inaugurou, no início de janeiro deste ano, uma nova sala de exames no Mater Dei Contorno, equipada com o densitômetro projetado para avaliar, além da massa óssea, a composição corporal dos pacientes.

A tecnologia permite discriminar a quantidade de gordura dentro do abdome e subcutânea, respectivamente, a gordura visceral e a periférica. Outra novidade é a avaliação da massa muscular, que pode ser medida e monitorada ao longo do tempo. "Estes recursos permitem avaliar pacientes submetidos a condicionamento físico e atletas. O excesso de treinamento, conhecido como overtrainning, causa perda de massa muscular. Portanto, pessoas que iniciam treinamento físico e dieta para perda de peso, podem ter os resultados reais do trabalho desenvolvido, além de prevenir a perda de massa muscular. Idosos e portadores de doenças crônicas, HIV e câncer também podem sofrer com a perda de massa muscular. Nestes casos, o exame, considerado padrão-ouro na avaliação da composição corporal, supera a bioimpedância na determinação regionalizada de músculo e gordura” explica o coordenador do Serviço de Densitometria Óssea da Rede Mater Dei de Saúde, Bruno Muzzi Camargos.

Desde outubro de 2015, o Serviço tem oferecido a tecnologia de avaliação da qualidade óssea chamada Trabecular Bone Score - TBS. De acordo com o médico, “trata-se de um software incorporado ao aparelho de densitometria convencional que o torna capaz de medir, além da quantidade de massa óssea, a qualidade óssea do tecido do paciente Na prática, o exame permite a identificação de pessoas em risco para fraturas mesmo na ausência de osteoporose. Quando o TBS está alterado, o médico está autorizado a iniciar tratamento, mesmo em osteopenia, uma condição de perda óssea que antecede a osteoporose”.

Dessa forma, a Rede Mater Dei de Saúde inicia o ano de 2016 colocando à disposição dos pacientes dois aparelhos capazes de avaliar massa óssea, qualidade óssea e composição corporal de adultos e crianças para ambos os sexos, operados por médicos certificados em densitometria clínica.

O Serviço de Densitometria do Mater Dei, atualmente, é coordenado por Bruno Muzzi Camargos, único brasileiro membro do Comitê Científico da International Osteoporosis Foundation - IOF e conta ainda conta com Maria Letícia Leone Rocha, habilitada em densitometria há mais de quinze anos.

A densitometria além dos ossos

Bruno Muzzi Camargos informa que ”atletas e não-atletas têm recorrido a esse método como forma de investigar o efeito que a balança pode causar quando uma pessoa perde gordura e adquire músculo. Nessa situação, o peso do paciente pode aumentar, mas o percentual de gordura pode ter sido reduzido. Este achado sinaliza uma condição mais favorável do risco cardiovascular e de outras doenças associadas à obesidade como o diabetes”.

O médico conta que o “Densimater participou da preparação de um montanhista de Belo Horizonte que tem escalado os sete picos mais altos do mundo. Durante a escalada, muita massa muscular é perdida em função das condições extenuantes que o ambiente de montanha propicia. Antes de após cada escalada aos montes Aconcágua, Kilimandjaro e Elbrus, o montanhista avaliou sua composição corporal e ajustes na preparação física foram realizados”.

“A avaliação da composição corporal é capaz de regionalizar a análise por meio de uma avaliação direta (sem fórmulas matemáticas) da gordura visceral e subcutânea”, fala Bruno Muzzi Camargos.

Pesquisa inédita patrocinada pela Medecell mostra que a automedicação é uma prática comum em mais de 90% da população

SÃO PAULO, 27 de janeiro de 2016 /PRNewswire/ -- A pesquisa mostra que as dores que mais afetam os paulistanos são dores de cabeça (42%), lombar (41%), cervical (28%) e pernas (26%), responsáveis por grande parcela do consumo indiscriminado de analgésicos orais.

A pesquisa foi realizada com 1216 moradores do estado de São Paulo e mesmo tendo consciência dos malefícios da ingestão excessiva ou inadequada, 45 % da população acredita que automedicar-se só é prejudicial no caso de remédios identificados com tarja vermelha ou preta.

Os medicamentos são o principal agente causador de intoxicação em seres humanos no Brasil desde 1994, segundo dados do Sistema Nacional de Informações Toxico-Farmacológicas, que em 2012 registrou cerca de 8 mil mortes.

Para 56% dos entrevistados, o uso de uma opção não medicamentosa segura para o alívio da dor seria a solução ideal, pois eles acreditam que o uso de medicamentos tem um efeito nocivo à saúde, impactando na qualidade de vida no futuro.

Dessa amostragem, 39% faz o uso de medicamentos orais para o alívio da dor, mas apenas em últimos casos, 24% utiliza medicamentos conforme o tipo de dor, 20% não toma medicamento de forma alguma e outros 17% prefere recorrer inicialmente a terapias alternativas e receitas caseiras antes de usar um analgésico.

De uma forma geral, os dados mostram que 74% da população paulista tem em mente que a automedicação é prejudicial à saúde e que evitar o consumo de medicamentos pode ser benéfico para a boa saúde no futuro.

Outro dado curioso da pesquisa é que 87% dos paulistas estão abertos a novas soluções de tratamentos que possam ser eficientes para o alívio da dor, enquanto uma outra parcela, 16%, afirma não acreditar em métodos alternativos, quando questionados sobre a eficácia de métodos não medicamentosos.

A pesquisa também revelou que a dor é feminina, com 55% do total da amostragem. Segundo a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, mulheres são mais acometidas pelas dores crônicas, enfrentando variações de ciclo hormonal e dores decorrentes do processo reprodutivo. O sexo feminino também sofre mais com as dores de cabeça e dores na coluna.

Uma boa novidade amplia o uso da neuroestimulação, levando seu uso para além dos consultórios e clínicas médicas. A técnica comprovadamente eficaz para o alívio de dores, o Transcutaneous Electrical Nerve Stimulation (TENS) ganhou uma versão inovadora, autoaplicável, portátil e descartável: Tanyx®.

Disponível nas farmácias brasileiras, Tanyx® vem regulado para o alívio da dor e pode ser uma excelente alternativa com eficácia comprovada para evitar a automedicação e todas as consequências perigosas que podem acompanhar esta prática tão comum.

G3 Comunicação (11) 4654-2701
andrea.guardabassi@girafa3.com.br
https://www.tanyx.com.br/imprensa/

FONTE Medecell do Brasil

Com capital estrangeiro, como será a Saúde daqui 10 anos? [Pesquisa]

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Esta indagação ronda a mídia e as mesas de negociação do setor de Saúde desde que foi permitida, em janeiro de 2015 (alterada lei 8.080/90 art. 23), a entrada de Investimento de Capital Estrangeiro em Assistência à Saúde. A mudança contempla a participação direta ou indireta, inclusive controle de hospital geral, filantrópico, especializado, policlínica, clínica geral e clínica especializada.

Diante deste cenário, a mestranda Diana Jardim dedica sua tese em responder a pergunta “como será o mercado hospitalar nos próximos dez anos anos?”. A pesquisa está sendo orientada pelo Prof. Dr. Marcelo André Machado, da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Porto Alegre - RS), em parceria com a Universidade de Poitiers (França).

“Com a intenção de mapear o cenário para os próximos dez anos, iniciei a pesquisa de mestrado. Foram ouvidos treze especialistas, de projeção nacional, que representavam grupos ou entidades de investidores, hospitais, operadoras de planos de saúde, trabalhadores da área de saúde e, inclusive, o governo. A partir destas entrevistas, foram mapeados cenários variáveis possíveis e pouco prováveis”, explica Diana.

Questionário colaborativo

A próxima etapa da pesquisa consiste na aplicação do questionário abaixo, voltado para profissionais que atuam no mercado hospitalar, com o intuito de suportar ainda mais a projeção sobre o que pode acontecer na

próxima década, influenciada por esta mudança de lei.

São 21 perguntas que levam em torno de 15 minutos para serem respondidas. O público alvo são todos profissionais que atuam no mercado hospitalar brasileiro. Se você deixar o seu contato no final da pesquisa, receberá a íntegra da análise a partir de abril.

RESPONDA AQUI

*O questionário que segue faz parte da dissertação do Mestrado Profissional em Gestão e Negócios, realizado pela Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Porto Alegre - RS) em parceria com a Universidade de Poitiers (França).

Contato:

Diana Indiara Ferreira Jardim é a mestranda responsável por esta pesquisa.

E-mail indiara@yahoo.com / http://lattes.cnpq.br/9313523636799086

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Especial Capital Estrangeiro na Saúde

Os 10 segredos de Albert Einstein para os negócios

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O físico alemão Albert Einstein marcou a história humana, e é muito referenciado até hoje, não só por suas teorias e descobertas no campo da física, mas pelo seu modo de pensar, que permanece à frente mesmo nos tempos atuais.

Arrisco a dizer que ainda temos muito a aprender com a mentalidade aberta de Einstein. Este infográfico abaixo resume um pouco de como ele encarava e lidava com as circunstâncias da vida – um verdadeiro aprendizado inclusive no âmbito dos negócios e da gestão.

1 – O 1° quadro fala da insanidade de fazer as mesmas coisas, com as mesmas abordagens, e ficar esperando resultados diferentes.

2- Se os problemas que você enfrenta são criados por você mesmo, é hora de mudar o jeito de pensar. “Não podemos resolver os problemas a partir do mesmo jeito de pensar que os criou”.

3 – O terceiro quadro cita a frase “a imaginação é mais importante que o conhecimento”

4-“Um homem deve olhar para o que é e não para o que ele pensa que deve ser”.

5- Menciona sobre a importância de não buscar ser um homem de sucesso, mas de valor. O que importa é o que você é e não o que você faz e o quanto faz bem. “Se você atingir sucesso financeiro, use esse sucesso para ajudar os outros”.

6- Aprenda a descrever seu negócio de maneira simples, caso contrário, você ainda não o compreendeu bem.

7-Não se preocupe com os erros, apenas siga tentando. “Alguém que nunca errou, nunca tentou algo novo”.

8- Desenvolva persistência.

9- Tenha mais preocupação com os outros do que consigo mesmo. Ser altruísta é mandatório para o sucesso dos negócios. “Somente uma vida vivida para os outros é uma vida que vale à pena”.

10- Aprenda as regras e trabalhe duro.

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*Infográfico produzido por Michael R. H. Stewart

https://br.pinterest.com/pin/348747564869617423/

“Hospitalista enxerga entraves no fluxo de atendimento hospitalar”

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O médico hospitalista é um profissional que têm os pacientes internados como seu principal foco. Esse tipo de modelo de trabalho vem crescendo muito nos EUA, e também apresenta um crescimento de demanda no Brasil, ainda que em menor escala. Em entrevista, o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Hospitalar, Fernando Starosta, esclarece as principais funções deste profissional e apresenta as melhorias que este pode trazer para o cuidado do paciente e para o hospital.

*Leia coluna de Guilherme Barcellos, especial sobre Medicina Hospitalar (Hospitalista)

Como é a rotina de um hospitalista? Quais são suas principais funções?

Fernando Starosta: O hospitalista é o médico que tem como foco principal os pacientes internados. A sua rotina é ir ao hospital todos os dias, trabalhando entre 6 e 12 horas, onde ele cuida destes pacientes, na maioria das vezes pacientes clínicos (patologias não cirúrgicas) de várias áreas como cardiológica, pulmonar, renal, gastrointestinal e assim por diante. Quando os pacientes adultos que têm essas doenças precisam ser internados, eles o serão aos cuidados do médico hospitalista que tem a capacidade de cuidar desses pacientes com múltiplas equipes. A ideia principal é que este médico compareça todos os dias, cuidando dos mesmos pacientes, dando continuidade no cuidado para que a recuperação aconteça da forma mais eficiente e adequada possível, para que o paciente possa se recuperar e ir para casa.

Através dessas atividades, o hospitalista começa a aprender como ele pode contribuir para que o hospital tenha um melhor funcionamento. Ele tem conhecimento de onde estão os entraves de fluxo de atendimento do hospital e como ele pode ajudar. Aquele que na emergência já se observa a necessidade de internar, ele pode trabalhar em parceria com a equipe médica da emergência para antecipar a ida desse paciente para o leito da enfermaria. A mesma coisa se aplica à UTI, ele vira um parceiro administrativo da gestão do hospital, porque quando o fluxo de funcionamento do hospital tranca isto prejudica o paciente, então ele consegue ter essa atuação técnica de uma forma um pouco mais ampliada, não simplesmente resolvendo o problema do paciente e o hospital tendo que funcionar sozinho, ele ajuda o hospital a funcionar melhor. Por isso esse tipo de atuação médica cresceu exponencialmente nos EUA, desde o final da década de 90 até hoje, onde atualmente devem haver mais de 40 mil médicos que trabalham dessa forma, que se tornou a maior especialidade médica no país.

Como é a adoção desse modelo no Brasil?

Fernando Starosta: No Brasil existem muitas semelhanças no formato do atendimento hospitalar com os EUA, mas ainda é incipiente a prática médica desta forma. Existem vários projetos pilotos em vários locais do Brasil que começaram nos últimos anos, mas ainda vêm caminhando de forma lenta e com muitas barreiras que impedem que essa modalidade de atuação cresça da maneira que cresceu nos EUA. Porém, no Rio Grande do Sul vários hospitais começaram a adotar esse modelo e o médico que tem essa melhor formação com a residência médica de clínica médica é o pré requisito mais adequado para a partir daí aprender as outras habilidades e conhecimentos que são importantes para o hospitalista. Há uma demanda bem aquecida por médicos com formação em clínica médica que possam trabalhar dessa forma no Rio Grande do Sul, porque os hospitais que foram pioneiros têm bons indicadores tanto para pacientes atendidos pelo SUS (que foi onde o movimento começou no RS) quanto em alguns pilotos em hospitais privados.

Quais são as vantagens de adotar o modelo hospitalista em termos financeiros?

Fernando Starosta: A maior vantagem, a que mais motivou a primeira onda de expansão dessa forma de atuação do médico hospitalista nos EUA foi o fato de que com essa forma de trabalho, os hospitais com o mesmo número de leitos e o mesmo número de pessoas trabalhando nesses leitos conseguissem atender um número expressivamente maior de pessoas, com a mesma qualidade ou qualidade superior.

Existe uma relação entre o número de hospitalistas e o porte do hospital?

Fernando Starosta: São múltiplas variáveis. Quando discutimos com hospitais sobre esse modelo de trabalho, sempre ressaltamos que cada caso deve ser analisado individualmente, pois depende do tipo de paciente, do tipo de procedimento pelo qual ele foi submetido, do tratamento que ele recebe, por isso, deve-se conhecer a instituição, saber seus indicadores, que tipo de paciente ela precisa que o hospitalista trabalhe junto, para assim definir um número.

Como você o futuro desta especialidade?

Fernando Starosta: Tenho convicção de que a procura por estes profissionais está acontecendo e que haverá um aumento na velocidade com que isso vai crescer, pois este modelo de trabalho atende as principais premissas que os hospitais e pacientes estão procurando. Ter um médico disponível que tenha a atenção e o tempo dedicado a cuidar dessas pessoas, que têm doenças de grande complexidade e várias comorbidades ao mesmo tempo, e que está treinado, que faz parte do seu DNA trabalhar em equipe multiprofissional - com enfermeira, com fisioterapeuta, com toda a parte da nutrição que são fundamentais para o tratamento do paciente hospitalizado -, que faz  projetos de melhoria de qualidade assistencial junto com a gestão hospitalar e a administração e que enxerga mais rápido onde estão os problemas.

O hospitalista alinha uma série de circunstâncias fundamentais para o bom funcionamento do cuidado do paciente hospitalizado e atende a todas essas demandas, ou seja, ele tem muitas vantagens em relação ao modelo tradicional, aonde o médico “passa visita” em algum horário cedo da manhã e no final da tarde, e no resto do tempo não está disponível para acompanhar o paciente internado. Os hospitais precisam investir nesse modelo para que, a médio e longo prazo, possam obter os retornos que trazem os médicos hospitalistas ao atendimento hospitalar.