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Combinando disponibilidade e segurança nos dados de paciente

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O alto nível de disponibilidade é um atributo especialmente importante para sistemas voltados à área da saúde, que é extremante critica e necessita manter suas operações funcionando mesmo em situações adversas. Por isso, disponibilidade e segurança são pilares fundamentais para a sua operação. Um incidente de desvio ou má uso da informação em uma instituição de saúde pode comprometer a efetividade do atendimento médico e por em risco a vida de um paciente.

É certo que, embora os dados pertençam ao paciente; hospitais, clínicas, laboratórios e as demais instituições de saúde são responsáveis pela custódia deles. Além disso, devem também manter uma estrutura física e tecnológica capaz de analisar e tratar os riscos.

Com a crescente inserção de tecnologia no meio é preciso, sobretudo, que os processos antes manuais tenham, em sua versão automatizada, a garantia de que essa migração não traga prejuízos à integridade, confidencialidade e disponibilidade dos serviços e informações. Para isso, padrões nacionais e internacionais estão sendo desenvolvidos e aos poucos ganham o mercado, regulamentando a prática de segurança da informação na área de saúde.

No Brasil, órgãos reguladores já incluem requisitos de segurança da informação em normas e padrões obrigatórios. É o caso da resolução CFM nº 1639/2002, que dispõe sobre o período de retenção dos prontuários, estabelece critérios para certificação dos sistemas de informação e ressalta a importância da integridade dos dados. Já as resoluções nº 153, de 28 de maio de 2007 e a nº 221, de junho de 2010 da ANS, definem requisitos obrigatórios para a troca de informações em saúde.

Na medida em que instituições de saúde tornam-se cada vez mais dependentes de sistemas de informação atuando como suporte na entrega dos serviços de saúde, é preciso prezar pela governança da informação. Torna-se cada vez mais evidente que eventos nos quais exista perda de integridade, disponibilidade e confidencialidade podem causar um impacto clinico significativo na atenção ao paciente.

CES 2016 na Saúde: O que esperar?

CES 2016 na Saúde: O que esperar?

Quando se trata de eventos de tecnologia, a CES (Consumer Electronics Show) é considerada a feira mais importante do mundo, onde grandes marcas aproveitam para lançar novas tecnologias e produtos para os próximos anos. Neste ano, a feira ocorrerá entre os dias 6 e 9 de janeiro, sendo tradicionalmente na cidade de Las Vegas.

Para acompanhar as tendências em tecnologias para o mercado de saúde, o evento contará com um setor destinado apenas a Saúde, e um Digital Health Summit, para discutir as próximas inovações do segmento.

Neste ano, o Summit terá enfoque em genômica, diagnósticos e wearables, porém quando se fala em diagnósticos e dispositivos vestíveis, 2016 mostrará ao setor as transformações que o BigData poderão trazer a Saúde através de análises preditivas, e em conjunto com os Wearables, trarão uma nova geração de tecnologias, que mais do que colher dados, irão fornecer análises personalizadas para cada indivíduo, melhorando a experiência de saúde das pessoas.

Segundo dados do International Data Corp., mais de 110 milhões de wearables serão vendidos em 2016, um aumento de mais de 40% em relação ao ano passado.

As próximas gerações de wearables abordarão diversas deficiências e preocupações dos usuários que os wearables atuais possuem. Dessa forma, embora esteja previsto que as principais categorias de wearables para 2016 ainda serão smartwatches (como o Apple Watch) e fitness trackers (como a Fitbit), ainda assim teremos no mercado uma diversidade maior de dispositivos, desde roupas inteligentes, até óculos e fones de ouvido.

Market share - Wearables Tipos de wearables: 2014 - 2019

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Um dos momentos mais aguardados do evento é a coletiva de imprensa com James Park, CEO da Fitbit. A expectativa é que James revele os mais novos dispositivos da empresa. A Fitbit é líder mundial em Fitness trackers, com 24% de market share.

A tendência é que dispositivos como os da Fitbit e Jawbone passem de meros contadores de passos e horas de sono e se tornem, associados a novos Apps, ferramentas que fornecem análises completas de atividades físicas  e saúde para as pessoas. Além disso, como já apontado por James, em breve é possível que wearables, como os da Fitbit, permitam que Apps de terceiros possam se conectar a esses dispositivos, o que também estimulará o surgimento de novos Apps para atender as necessidades dos consumidores.

SpeechAid

Outro ponto que poderá ser visto na CES 2016 é o surgimento de dispositivos focados em necessidades específicas de saúde, como obesidade, distúrbio do sono, diabetes e problemas cardiovasculares, dessa forma, tais dispositivos poderão atender nichos pouco explorados por grandes empresas do setor.

Bons exemplos desse tipo de wearables voltados a mercados mais específicos são o SpeechAid (imagem acima), da Aural Analytics e o Atmotube, da NotAnotherOne. O primeiro é voltado a ajudar fonoaudiólogos a fornecer orientações a pacientes quando a fala diverge dos padrões normais, sendo que atualmente estão concentrados em atender pessoas que tenham sido diagnosticadas com Parkinson e que tenham dificuldade em controlar o ritmo e o volume de sua fala. Já o segundo wearable é destinado a pessoas que tenham asma ou outras doenças respiratórias, e tem o objetivo de minimizar a exposição a condições de ar prejudiciais. O dispositivo pode ser preso a um cinto ou colocado dentro de uma bolsa, e fornece informações em tempo real sobre a qualidade do ar por meio de um aplicativo para smartphone.

Em resumo, a tendência é encontrarmos dispositivos vestíveis cada vez mais inteligentes e integrados com Apps, de modo a fornecer informações cada vez mais personalizadas e relevantes as pessoas. Além disso, teremos no mercado uma diversidade maior de dispositivos, em diferentes formatos e com propostas para atender nichos de clientes cada vez mais específicos e que até então eram deixados de lado pelas grandes empresas de wearables.

Funfarme inaugura 9 novas áreas com investimento de R$10 milhões

Funfarme inaugura 9 novas áreas com investimento de R$10 milhões

A Funfarme deu início oficialmente a novos 9 setores na instituição, nos últimos dias do mês de dezembro, quatro setores foram entregues para benefício dos colaboradores e atendimento à população. Foram eles: o Novo Núcleo de Faturamento, a Unidade de Internação de Trauma e Infectologia, com 49 leitos e 900 m², a Central de Material e Esterilização, que utiliza equipamentos robotizados resultando na economia de água e energia e o novo Lactário, que conta com área de 340m², e prepara em média cerca de 30 mil mamadeiras mensalmente. Ainda nesta semana, foram inaugurados outros cinco setores, o Novo espaço para a UTI Pediátrica, o Serviço de Oncologia Pediátrica, a Unidade de Internação Cirúrgica, a Câmara Hiperbárica e Setor de Métodos Gráficos em Cardiologia, resultando um investimento de mais de 10 milhões de reais.

Conheça os setores inaugurados:

Central de Material e Esterilização

O complexo Funfarme passa a ter uma das mais modernas centrais de materiais e esterilização do Brasil, dotada de equipamentos automatizados e que centralizará todas as atividades de esterilização de instrumentos médicos e hospitalares da instituição. Assim, a Central atenderá os centros cirúrgicos do HB e HCM, onde são realizadas mais de 36.000 cirurgias por ano.

A fundação investiu R$ 7,5 milhões na adequação da área e equipamentos, como 7 autoclaves, sendo 2 híbridas, para esterilização a altas e baixas temperaturas, 2 lavadoras termodesinfectoras, sistemas automatizados para carga e descarga 2 lavadoras de carros cirúrgicos. Estes equipamentos geram economia energia e água, quando comparados com os modelos antigos, contribuindo para a sustentabilidade do meio ambiente.

“O investimento nesta Central é fundamental para a segurança de pacientes e profissionais. Quanto melhor e mais adequado o sistema de limpeza de instrumentos cirúrgicos, como pinças, bisturis e tesouras, menores são os riscos de infecção hospitalar”, ressalta o diretor-executivo da Funfarme, Dr. Horácio José Ramalho.

A Central possui três compartimentos estanques, sem contato entre si. A primeira área destina-se somente a receber os materiais, que passam pela termodesinfecção na ‘área limpa’. A segunda destina-se ao preparo dos materiais e a terceira, à esterilização, seguindo um fluxo unidirecional e em que uma área é totalmente separada das demais.

Serviço de Oncologia Pediátrica

O Hospital da Criança e Maternidade de Rio Preto tem agora uma nova ala de tratamento para quimioterapia pediátrica, de 400 metros quadrados, com 9 leitos, 2 consultórios médicos, 1 consultório multidisciplinar, 1 sala de pequenos procedimentos brinquedoteca e a própria sala de quimioterapia com 8 lugares para o procedimento. Tudo é amparado por equipamentos de ponta e alta tecnologia.

O grande diferencial é que agora a ala oferece atendimento oncológico pediátrico ainda mais humanizado e integrado, com acompanhamento de profissionais da saúde e multidisciplinares (Psicologia e Terapia Ocupacional) especializados. Desta maneira, o novo ambiente traz mais conforto e segurança aos pacientes e colaboradores.

O espaço disponibiliza televisores e tablets para as crianças que passam pela quimioterapia se distraírem de maneira lúdica. Mensalmente, são realizados cerca de 160 procedimentos, entre pacientes ambulatoriais e internados no HCM. No total, dois médicos, três residentes e três enfermeiros trabalham diretamente no setor.

UTI Pediátrica do HCM

A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Pediátrica ganhou novo e amplo espaço, com 520 metros quadrados e capacidade para 16 leitos, oferecendo mais conforto a pacientes e funcionários, estes para executar o atendimento com mais qualidade.

Unidade de Internação Cirúrgica do 8º andar do Hospital de Base

Os pacientes do SUS que passaram por cirurgia dispõem agora desta Unidade, com 26 leitos em área de 1.000 metros quadrados. Como em todos os novos setores inaugurados no complexo hospitalar nos últimos anos, a nova enfermaria prima por oferecer ao paciente do SUS ambiente humanizado, com leitos confortáveis em quartos com TV, ar condicionado e frigobar.

Unidade de Internação, Infectologia e Trauma - 2º andar do Hospital de Base

A unidade foi totalmente remodelada, reunindo 49 leitos, além do posto de enfermagem, copa e serviços de apoio, proporcionando mais conforto aos pacientes e funcionários, em área de 900 metros quadrados.

Investimento: R$ 950 mil.

Nova câmara hiperbárica: uma das mais modernas e maiores do interior paulista

Para atender à grande demanda de pacientes do SUS, de planos de saúde e até particulares, o Hospital de Base adquiriu uma das maiores e mais modernas câmaras hiperbáricas do interior do Estado, única da região. Nela, é realizado o tratamento de oxigenoterapia, essencial para acelerar a cicatrização de tecidos, sendo importante aliada no tratamento de quadros infecciosos.

Com 5 metros de comprimento e 2 metros de altura, a câmara comporta até oito pacientes, sendo sete sentados e um deitado, mais o técnico que permanece no interior para dar assistência a eles. O equipamento antigo comportava apenas um paciente, assim o HB aumentou em 10 vezes a capacidade de atendimento deste setor.

Além do amplo espaço, pacientes contam com televisão e som ambiente no interior, importantes entretenimentos durante as duas horas de sessão. Não bastasse a alta tecnologia e conforto oferecidos pelo novo equipamento, em toda a sua superfície externa foi aplicado adesivo com imagem de ambiente marinho, conferindo beleza ao ambiente.

“Detalhes como este são tão importantes quanto o conforto e a tecnologia que oferecemos agora aos pacientes para que sintam o melhor possível durante o tratamento”, afirma o médico intensivista Antonio Carlos Cristiano Junior, responsável pelo setor.

Investimento: R$ 1,3 milhão

Métodos Gráficos em Cardiologia – Hospital de Base

Este novo setor conta com quatro novas esteiras, sendo três para teste ergométrico e uma para o exame ergoespirometria, em área de 140 metros quadrados, o que permite maior fluxo de pessoas e conforto a elas para realizar os testes. O novo setor irá atender, sobretudo, pacientes do SUS e convênios atendidos pelas Áreas da Cardiologia e Pneumologia.

Os testes nas esteiras auxiliam os médicos a avaliarem, por exemplo, a capacidade cardiorrespiratória e a condição pulmonar de pacientes com problemas respiratórios. São importantes também em situações bem específicas como, por exemplo, para avaliar se um paciente com insuficiência cardíaca ou pós-infarto ou que passou por cirurgia está em condições de realizar atividade física.

Lactário

Passa a funcionar no prédio do refeitório, inaugurado este ano, em amplo espaço com 340 metros quadrados, mais adequados à grande produção de alimentos para os bebês e crianças do HCM e até para alguns pacientes adultos do HB. O espaço mais amplo permite a separação do Lactário em três áreas: higiene dos utensílios, manipulação dos alimentos e estoque. Os números de “refeições” condizem com o tamanho do complexo Funfarme. Por mês, os 13 funcionários do Lactário preparam 27.000 mamadeiras e seringas com leite especial, 3.300 dietas para pacientes adultos, além de papas de fruta.

Lei que fornece medicamento contra câncer por plano de saúde faz 2 anos

No dia 2 de janeiro de 2016, completou dois anos da entrada em vigor da Resolução Normativa (RN) 338, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que obrigou os planos de saúde individuais e coletivos a fornecer 37 medicamentos orais para o tratamento domiciliar de diferentes tipos de câncer. A nova demanda ampliou a entrega desses produtos para atender aos planos e operadoras de saúde, beneficiando mais de 10 mil pacientes.

Segundo a resolução da ANS, os medicamentos assegurados aos clientes das operadoras de saúde servem para 54 indicações de tratamentos contra a doença. A legislação estabelece ainda que os pacientes que já recebem o remédio ou tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) podem escolher em continuar com o governo ou optar a ser coberto pelo plano.

Luiz Carlos Silveira Monteiro, presidente da ePharma, explica que a entrega está sob responsabilidade da Flex Special Products. Segundo ele, a companhia criou um sistema especial para responder às novas exigências do mercado. “Nossa estrutura é capaz de atender a demanda em qualquer parte do país”, afirma.

A ePharma

Consolidada como principal player no recente mercado brasileiro de assistência farmacêutica, a ePharma dispõe de tecnologia que conecta, em tempo real, aproximadamente 23 mil farmácias e drogarias de todo o país a um sistema autorizador ancorado em um potente banco de dados, dando acesso a medicamento a mais de 23 milhões de pessoas.

Empreendedorismo em Saúde: Quais as oportunidades para 2016?

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Uau! Que 2015 difícil, hein? Inflação em alta, crescimento negativo, explosão da dívida pública, diminuição dos recursos ao SUS e muita, mas muita coisa errada na política fizeram de 2015, um grande desafio para os empreendedores em saúde.

Leia Mais: 2015: Um ano desafiador para os empreendedores em saúde!

10 tendências da Saúde para 2016

Este ano tive o desprazer de desligar meu primeiro colaborador e, na sequência, já vieram outros, comprovando o difícil momento que vivemos. Acho que nunca fiquei tão bravo, transtornado ou enraivecido com o nosso governo! Quanto descaso com o futuro do nosso país! Quantas oportunidades perdidas! Quanta gente inepta na gestão do nosso país!

Mas, para os empreendedores em saúde, o atual descaso do governo com a saúde está abrindo grandes oportunidades, porque o acesso ao SUS que antes era difícil, agora está praticamente impossível. Com isso, muitas clínicas populares têm sido abertas e se multiplicado, como o Dr. Consulta, Clínica SIM e Clínica Fares, e mesmo as clínicas que atendem convênios têm visto o seu volume de pacientes particulares aumentar. Contudo, para se beneficiar plenamente deste movimento é necessário ter preços especiais para consultas e exames, de modo que os seus clientes possam ter acesso a estes serviços.

Na Clínica Ana Rosa em Santo André, foi criado o Cartão Fidelidade, que visa fornecer preços mais acessíveis para consultas e exames para seus clientes. Através de um cadastro rápido, o paciente já passa a usufruir deste serviço e o cadastro destes pacientes permite a realização de ações de marketing específicas para este público.

A outra palavra de ordem neste cenário é eficiência. As soluções que trouxeram redução de perdas e aumento da eficiência tem ganhado destaque em todos os segmentos. Na Berrini Ventures, uma das empresas aceleradas é a Vitta, sendo que uma de suas soluções é um software de gestão de clínicas aliado à agenda on-line. Por trazer mais eficiência na gestão de consultórios, esta solução encontra amplo espaço para crescer, mesmo num cenário extremamente competitivo.

Convido vocês para assistirem um vídeo abaixo, sobre este tema, que fiz especialmente para vocês!

E que 2016 seja ótimo, para todos os EMPREENDEDORES DE SAÚDE!

Comentários ou sugestões? Mande um e-mail para fernando@livehcm.com.

Por que histórias de fracasso em empreendedorismo são importantes?

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Você ouve história daquela palestrante com currículo perfeito, daquele guru de tecnologia com projetos fora-do-padrão ou fotos dos seus amigos mais bonitos que você tendo a vida dos sonhos, mas raramente as pessoas compartilham histórias dos seus fracassos. O emblema da perfeição parece muito mais atraente do que se mostrar susceptível a erros.

E na verdade, fracassos fazem parte da nossa vida. No mundo de empreendedorismo então é regra, e compartilhar histórias pode não só beneficiar a si mesmo, ao admitir que você teve derrotas mas que conseguiu seguir de pé, quanto os outros, que podem se encorajar ao saber que vivemos ao redor de Homo sapiens como nós.

Foi assim que um engenheiro de software do Twitter chamado Jonathan Kuperman criou o rejected.us e permite que usuários compartilhem acontecimentos que os abalaram mas que, de um modo ou outro deram a volta por cima. O site foca especialmente em startups/empresas de tecnologia.

Por exemplo, Chris Wanstrath, co-fundador do GitHub disse "antes de cofundar o GitHub eu me candidatei para uma posição de engenheiro no Yahoo mas não consegui. Não deixe outros te desencorajarem". Mike MacCana, fundador do CertSimple escreve "fui rejeitado por Google e em alguns meses estava trabalhando para eles com contrato independente. Logo depois, um dos meus projetos foi usado por eles como 'coisas legais que você pode fazer no Google' para recrutamento". Abad Federico, fundador do Popcorn Time, diz que "fui rejeitado por Twitter, fiquei deprimido mas criei o Popcorn Time. Não perca esperanças e mantenha a cabeça erguida, aventuras estão esperando por você logo ali".

Adicione suas histórias e/ou leia as histórias e se surpreenda como nesse mundo de perfeição ainda todos nós ainda temos o mesmo gênero e espécie.

O cenário do zika vírus no Brasil

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Pensei nessa matéria motivado por neologismos populares [1] da nossa história e o primeiro deles que veio a minha mente foi o do sindicalista Antônio Rogério Magri que chegou a ser Ministro do Trabalho do Governo Collor e criou a famosa frase: “O salário do trabalhador é imexível” [2]. Esse sindicalista-ministro sucumbiu em 1992 a um escândalo de corrupção e escafedeu-se da vida pública. A nossa história mais recente nos mostra bons exemplos de sindicalistas com baixa instrução educacional e bastante pródigos com o “assassinato” do vernáculo, não é mesmo?!

Agora ligado a Saúde temos um novo neologismo popular bem recente que vem de um outro Ministro de Estado que é o atual Ministro da Saúde Marcelo Castro que disse para a gestantes brasileiras: “Sexo é para amadores, gravidez é para profissionais”!!! [3] Esta pérola fui “cunhada” pelo titular da saúde brasileira em 18/11/2015 quando questionado sobre a epidemia de microcefalia provocada pela propagação do Zika Vírus através do mosquito Aedes Aegypti. A colocação é no mínimo “inapropriada” para um assunto tão sério quanto ao que está afligindo a saúde da população brasileira.

Neologismos a parte, a situação do Zika Vírus no Brasil é muito séria pois o Brasil foi pego de surpresa e NÃO TEM uma infraestrutura laboratorial adequada para realizar os exames necessários com rapidez e volume que a crise exige. Os especialistas já estão avisando: “Sem teste rápido para zika, é difícil combater surto”, dizem médicos. "Eu diria que é a urgência número zero que temos agora", disse o presidente da SBDA (Sociedade Brasileira de Dengue e Arbovirose), Artur Timerman [4]. Ele cita que o Brasil precisa de um teste menos limitado que o atual PCR - que é um teste molecular disponível apenas por dois laboratórios públicos. O exame detecta o zika vírus apenas nos primeiros cinco dias dos sintomas [5]. Mas o teste é feito em pequena escala. Para o Norte e Nordeste, por exemplo, o teste é feito no Instituto Evandro Chagas, em Belém, e cada Estado das duas regiões têm direito a apenas uma cota de dez exames por mês. Além disso, os resultados dos exames levam até três meses para serem entregues. Estamos em “maus lençóis”! O Governo Federal está trabalhando para melhorar a infraestrutura de exames laboratoriais do Zika Vírus no Brasil [6].

Com a limitação da infraestrutura adequada para os exames do Zika Vírus, os Governos Federal, Estaduais e Municipais estão de mãos atadas. E para piorar a situação da epidemia, alguns estados estão falidos (17 deles nem mesmo tiveram com pagar o 13º salário dos servidores) como é o caso do Rio de Janeiro cuja situação da saúde está cambaleante [7].

De acordo com os Boletins de Epidemiologia do Ministério da Saúde, os casos de microcefalia não param de crescer. Em 08/12/2015 foram registrados 1.761 casos suspeitos de microcefalia, em 422 municípios de 14 unidades da Federação.  Em 15/12/2015 foram registrados 2.401 casos da doença e 29 óbitos em 549 municípios de 20 Unidades da Federação. Um aumento de 36,3% em uma semana! Em 22/12/2015 esse número passou para 2.782 casos suspeitos da doença com a região Nordeste ainda concentrando o maior número de casos. Aqui o aumento foi de 15,9% em uma semana [10].

O fenômeno do Zika Vírus está transformando o país e, as autoridades não têm muita coisa a dizer para a população brasileira – pois os efeitos do Zika Vírus não são ainda conhecidos - como também pegou a saúde pública em uma situação de penúria pois as finanças federais e estaduais não estão bem. Vários estados e cidades brasileiras estão decretando estado de emergência [11]. A cidade mais recente a levantar o “cartão vermelho” do Zika Vírus foi a importante cidade de Belo Horizonte [12] que mesmo sem estar no “eixo nordestino” da confusão sinalizou seu pedido de emergência em decorrência da "gravidade da situação entomológica (método que quantifica a infestação do mosquito no município)" em Belo Horizonte, além da "gravidade da situação epidemiológica (medida que atesta que a incidência das doenças transmitidas pelo mosquito superou o esperado) do país". Vale lembrar que Belo Horizonte é a sexta maior cidade brasileira com 2,38 milhões de habitantes!

A despeito de muita gente não estar valorizando ainda o estrago que o Zika Vírus pode causar no Brasil, um grupo de cientistas paulistas cancelaram as suas férias de fim de ano para enfrentar o “noviço” vírus. Os cientistas da rede de pesquisa montada em São Paulo para pesquisa do vírus vão passar o recesso de Natal e Ano Novo trabalhando para estudar a doença. Pelo menos 160 pesquisadores, distribuídos por 31 laboratórios pelo estado, estão com projetos em andamento [14].

Em termos de saúde suplementar ainda não notamos nenhum movimento no mercado das operadoras de saúde em relação a criar programas especiais de acompanhamento das gestantes em função do “fenômeno Zika”. Vai chegar a hora que as operadoras de saúde vão ter que se movimentar ... anote no seu caderninho!

Para piorar, o Zika Vírus já ultrapassou as nossas fronteiras e já está presente em vários países da América do Sul e, já bate na porta dos EUA via México [15], [16] e [17]. Segundo a OMS, o Zika Vírus já está presente em 12 países da América [18]. O famoso CDC (“Centers for Disease Control and Prevention”) já sinaliza em uma das suas páginas os cuidados para os viajantes que vão para a América do Sul [19].

Está posto então… além dos trabalhos dos biólogos e pesquisadores brasileiros na luta contra o Zika Vírus, o Brasil precisa muito - mas muito mais - para enfrentar o Zika Vírus e futuras epidemias. Em termos de tecnologia de big data, o Brasil não tem nada para rastreamento de epidemias! [20]. O CDC americano usou big data para monitorar a terrível epidemia de Ebola em 2014. Em termos de genômica, o nosso país ainda precisa evoluir muito! Além da própria genômica ainda precisamos de um processo difundido de sequenciamento de DNA e tecnologias mais avançadas no rastreamento de epidemias. O dispositivo portátil da britânica Nanopore para sequenciamento de DNA pode ser uma das tecnologias a ser considerada por aqui [21] entre outras, para atender a dispersão geográfica no nosso país quando sofrem grandes ataques epidêmicos.

Enquanto não evoluímos no rastreamento de epidemias como a do Zika Vírus, nos resta ficar apostando em neologismos populares como os citados acima.  Considerando a criatividade popular brasileira, as mulheres poderiam afrontar o Ministro Marcelo Castro e dizer-lhe: “A nossa gravidez é imexível”!

E enquanto esperamos que as coisas melhorem, o “Verão Zica” bate à nossa porta!

Referências:

[1] Exemplos de Neologismos

https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070618145937AAvPNH3

[2] Antônio José Magri, Wikipedia

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B4nio_Rog%C3%A9rio_Magri

[3] Referências do Google sobre “Gravidez é para profissionais sexo para amadores Ministro da Saúde”

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=Gravidez+%C3%A9+para+profissionais+sexo+para+amadores+Ministro+da+Sa%C3%BAde

[4] Sem teste rápido para zika, é difícil combater surto, dizem médicos, UOL Notícias, 22.dez.2015

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/12/21/ter-teste-rapido-para-zika-e-urgencia-zero-defendem-sociedades-medicas.htm

[5] Teste de zika tem eficácia só até 5º dia de sintomas, UOL Notícias, 07.dez.2015

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/estado/2015/12/07/teste-de-zika-tem-eficacia-so-ate-5-dia-de-sintomas.htm

[6] Ministério da Saúde capacita mais 11 laboratórios para diagnosticar zika, Globo, 18.dez.2015

http://oglobo.globo.com/sociedade/2015/12/18/582327-ministerio-da-saude-capacita-mais-11-laboratorios-para-diagnosticar-zika

[7] Pezão decreta situação de emergência na saúde do RJ, Globo, 23.dez.2015

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/12/pezao-diz-que-vai-decretar-situacao-de-emergencia-na-saude-do-rj.html

[8] Boletim Epidemiológico: Ministério da Saúde divulga novos casos de microcefalia, Portal da Saúde SUS, 08.dez.2015

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/21164-ministerio-da-saude-divulga-novos-casos-de-microcefalia

[9] Boletim Epidemiológico: Ministério da Saúde atualiza números de microcefalia relacionados ao Zika, Portal da Saúde SUS, 15.dez.2015

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/21254-ministerio-da-saude-atualiza-numeros-de-microcefalia-relacionados-ao-zika

[10] Combate ao Aedes: Ministério da Saúde alerta viajantes para eliminação dos criadouros, Portal da Saúde SUS, 22.dez.2014

http://portalsaude.saude.gov.br/index.php/cidadao/principal/agencia-saude/21365-ministerio-da-saude-alerta-viajantes-para-eliminacao-dos-criadouros

[11] Seis Estados decretaram estado de emergência por zika, UOL, 11.dez.2015

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/12/11/seis-estados-decretaram-estado-de-emergencia-por-zika-veja-o-que-muda.htm

[12] Belo Horizonte decreta situação de emergência por causa do zika, UOL, 23.dez.2015

http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/12/23/belo-horizonte-decreta-situacao-de-emergencia-por-causa-do-zika.htm

[13] Maiores Cidades do Brasil

http://www.suapesquisa.com/geografia/maiores_cidades_do_brasil.htm

[14] Cientistas cancelam folgas de fim de ano para estudar o vírus zika em SP, Globo, 25.dez.2015

http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2015/12/cientistas-cancelam-folgas-de-fim-de-ano-para-estudar-o-virus-zika-em-sp.html

[15] The Zika virus is spreading across Latin America. Here's what we know, Vox Science & Health, 04.dec.2015

http://www.vox.com/2015/12/4/9850026/what-is-zika-virus

[16] Zika Virus is causing birth deffects and could spread to America soon, Inquisitr, 17.dec.2015

http://www.inquisitr.com/2640372/zika-virus-is-causing-birth-defects-and-could-spread-to-america-soon/

[17] Referências do Google sobre “zika virus america microcephaly”

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=zika+virus+america+microcephaly+

[18] Zika Virus Infection, PAHO (Pan American Health Organization) of OMS

http://www.paho.org/hq/index.php?option=com_topics&view=article&id=427&Itemid=41484&lang=en

[19] Zika Virus in South America, CDC

http://wwwnc.cdc.gov/travel/notices/watch/zika-virus-south-america

[20] Microcefalia: oportunidade de usar big data para rastrear epidemias no Brasil, Convergência Digital, 01.dez.2015

http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=41265&sid=15

[21] Nanopore sequencing could aid outbreak efforts in remote areas, BioPrepWatch, 23.dec.2015

http://bioprepwatch.com/stories/510654324-nanopore-sequencing-could-aid-outbreak-efforts-in-remote-areas

*Eduardo Prado é consultor de mercado em novos negócios, inovação e tendências em Mobilidade e “Big Data” em Saúde.

Assistência integral como solução para a saúde

O Brasil tem posto em prática um modelo de assistência à saúde centrado prioritariamente no binômio diagnóstico e tratamento de doenças, a chamada medicina curativa. Este modelo tem se mostrado bastante oneroso e incapaz de anteder de forma adequada e eficiente as demandas de saúde da população, exigindo mudanças urgentes.

Precisamos mudar os nossos conceitos sobre assistência à saúde, a exemplo de outras nações desenvolvidas, principalmente as europeias, que já seguem um modelo de atenção integral à saúde focado também e principalmente na prevenção de doenças, no diagnóstico precoce de enfermidades, na promoção do bem-estar e da qualidade de vida das pessoas.

Precisamos além do tratamento das doenças, voltar os olhos e ações para a promoção da saúde. O modelo atual, centrado nas enfermidades, na incorporação de tecnologias diagnósticas e de intervenções terapêuticas de forma acrítica, hospitalocêntrica e com remuneração dos serviços assistenciais por procedimentos realizados, está com os dias contados e qualquer tentativa de mantê-lo vivo tende a esvaziar ainda mais os cofres do setor público, onerar os gastos do segmento privado e, principalmente, penalizar os pacientes com uma baixa relação custo/benefício.

Não é preciso fazer muitas contas para constatar que para o poder público e para as operadoras de planos de saúde o tratamento de um câncer avançado, por exemplo, é bem mais caro do que sua prevenção.

Imaginem agora, as perdas causadas pelas doenças e que não podem ser traduzidas apenas em números: as dores e sofrimentos dos pacientes e de seus familiares, os sonhos adiados, o trabalho interrompido, enfim, problemas que, muitas vezes, poderiam ter sido evitados ou minimizados com uma rotina de cuidados básicos dentro da proposta do modelo de Atenção Integral à Saúde.

É isso que precisamos fazer: cuidar da saúde, zelar pelo bem-estar de todos. No final de novembro, durante o VI Simpósio da Unimed Cerrado, realizado em Goiânia, seguindo as diretrizes da Unimed do Brasil, lançamos um desafio ao Sistema Unimed, que foi pioneiro na implantação do cooperativismo de trabalho médico no País , para que seja também pioneiro na adoção desta forma de organização das ações e serviços de atenção à saúde em nossa área de atuação.

Já temos importantes exemplos de sucesso em cooperativas, como as Unimeds Vitória (ES) e Belo Horizonte (MG), que já começaram a adotar essa assistência integral, que resgata a figura do médico de família, aquele profissional que conhece o histórico de vida e de saúde e acompanha seus pacientes de perto. No setor público, temos a proposta dos programas e estratégias de saúde da família sendo implementada pelo SUS, mas, lamentavelmente, nem sempre dispondo dos recursos necessários nem executada de forma plena.

Mas, esses passos ainda tímidos precisam se transformar em passos largos e firmes na longa caminhada rumo à melhoria da assistência integral à saúde de nossa população. E a adoção deste novo modelo assistencial requer também uma profunda e importante mudança cultural para que a saúde seja entendida como um direito e um dever de todos.

As políticas do setor devem contemplar a educação da população, o monitoramento de riscos, a orientação e incentivo para mudanças de hábitos de vida. Desde cedo, o cidadão deve ser conscientizado que também é responsável por cuidados com sua própria saúde e corresponsável pelos cuidados com o outro. O combate aos focos do mosquito Aedes aegypti e da grave ameaça que ele representa é um exemplo claro da importância desta corresponsabilidade.

Conclamamos o Sistema Unimed a mudar e agora convidamos toda a sociedade a fazer parte desta mudança que queremos e precisamos. O tratamento de doenças, a recuperação, a reabilitação e reintegração dos pacientes na sociedade deve ser uma, mas não a única, parte das políticas de saúde.

*José Abel Ximenes é médico, professor da Faculdade de Medicina da UFG, presidente da Federação das Unimeds dos Estados de Goiás e Tocantins e do Distrito Federal (Unimed Cerrado) e superintendente Político-Institucional da Unimed do Brasil

Programas de qualidade em hospitais: Como incentivar?

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O governo poderia ter adotado uma política mais adequada para incentivar os programas de qualidade em hospitais. A possibilidade de um reajuste maior nos preços dos contratos não é viável na vida prática, e “meio que rotula” qualidade como uma coisa que não se sustenta.

Qualquer pessoa que tenha participado de programa de certificação de qualidade em qualquer tipo de empresa, ou que conheça os conceitos fundamentais da qualidade, sabe que “a vida antes e depois da certificação” é muito diferente, e a chance do retorno do investimento em redução de custos e aumento de receita é de 100%.

E qualquer pessoa que tenha minimamente atuado em gestão comercial na saúde suplementar sabe que o reajuste de preço contratual não se define por decreto: se existe um tabelamento, certamente será destruído por algum artifício de negociação. Se você define em lei que haverá 5% de acréscimo para quem é acreditado, na negociação a base será depreciada de modo que os 5% acabem sendo compensados!

Nunca conheci algum gestor hospitalar que julgue o investimento em acreditação bobagem – mas conheço inúmeros que passam por momentos em que é necessário “vender o almoço para pagar o jantar”, ou seja, não dispõem de caixa para investir no programa porque o foco é “tirar o hospital da UTI” antes de pensar em “colocar ele em pé para andar”.

A iniciativa do governo, através das leis 9.656 e 13.003 não é condenável ... Só não é adequada, porque na prática não trará resultado algum!

O ideal seria o governo repensar o programa de incentivo à saúde. Ele costuma definir incentivos para pessoas físicas e empresas que doam recursos para programas. Por exemplo: programas nacionais de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD), etc.

Quando ele faz desta forma erra três vezes.

1.Primeiro, limita a iniciativa de quem quer doar. Se eu não sou sensibilizado pelo programa que ele definiu e gostaria de doar para outro, que o governo pode nem ter sensibilidade que necessita mais, me desinteresso em fazer. Se ele definisse, por exemplo, que o incentivo seria para financiamento de programas de qualidade hospitalar, poderia atingir qualquer tipo de programa assistencial, e deixaria que a própria sociedade definisse onde aplicaria sua doação. O “sonho de consumo” é que a doação pudesse ser feita para entidades públicas ou privadas – tão simples assim: se eu quisesse doar para ajudar o programa de certificação da qualidade da Santa Casa da minha pequena cidade, poderia estar viabilizando um programa de acreditação que poderá não ocorrer nunca, uma vez que ela não tem recursos para investir nisso: precisa “rolar a dívida”.

2.Segundo, mistura no mesmo bolo a doação de uma empresa para a saúde, com a doação da mesma empresa em marketing esportivo, ou artístico, ou cultural, e ela vai preferir “aparecer” do que “colaborar”. O incentivo à saúde deveria ser prioritário, e não ter o mesmo impacto financeiro para a empresa do que financiar um atleta ou um artista, por exemplo. Nada contra incentivar atletas e artistas – a questão é: se eu vou colocar R$ 1,00 em saúde, abater do imposto e ninguém vai ficar sabendo da minha “boa ação”, ou vou colocar R$ 1,00 no esporte, abater do imposto, e meu logo vai aparecer em horário nobre se o atleta que eu escolhi se transformar “no cara”, é evidente que eu vou arriscar apostar no atleta do que “no doente”!

O modelo de incentivo ao esporte, arte, cultura, etc. não pode ser o mesmo na saúde. O retorno que a empresa terá em financiar a saúde é filantrópico – pode ser utilizado como marketing, mas o resultado será muito menor, sob este aspecto. A concorrência da doação para ampliar um pronto socorro, ou para financiar a carreira de um artista é desleal.

3.Terceiro, atua nos limítrofes entre o que é saúde e o que é educação. Se você define uma linha de crédito para pesquisa de algo relacionado à medicina, não está atuando na saúde e sim na educação. A saúde agoniza por falta de recurso para coisas básicas e “não tem tempo” de organizar projetos para captar recursos. Doar para a aquisição de insumos ou equipamentos nunca estará no escopo do incentivo à saúde, e é isso que ela mais necessita. Os projetos de pesquisa e desenvolvimento são fundamentais, mas estão na linha de financiamento porque é possível obter retorno financeiro ao final – é um investimento – enquanto na saúde a lógica não pode ser esta.

Em resumo, a sugestão é que o incentivo para os hospitais aderirem à certificação da qualidade deixe de ser uma contrapartida de reajuste de preços que na prática “não vai rolar”.

A proposta é que o governo defina uma linha de incentivo específico para que qualquer pessoa ou empresa possa doar para projetos de certificação da qualidade hospitalar, e que ele (o governo) efetivamente defina os mecanismos que garantam o controle da aplicação dos recursos exclusivamente para isso.

E que esta linha de incentivo seja mais interessante para a empresa do que seria se destinasse sua doação para outras áreas de maior apelo de marketing.

Este pequeno investimento do governo, aliado ao controle e fiscalização, trará como retorno uma queda global e real nos custos hospitalares, e vai ajudar muitos hospitais, especialmente os públicos, a preservar sua receita.

Tirando o aspecto assistencial de segurança do paciente, humanização, etc., é fundamentalmente para reduzir custos e preservar a receita que a qualidade existe em qualquer empresa !

Colaboração: A palavra-chave de 2016!

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Se 2015 não foi um ano fácil, 2016 será um ano ainda mais difícil. Quem não tem amigos ou parentes que perderam o emprego neste ano? Infelizmente, em 2016, esta situação deve se repetir com frequência ainda maior.

Para enfrentar e superar este cenário, só há uma atitude capaz de diminuir a dor que está por vir. A palavra é colaboração, que tem como sentido colaborar, ajudar o próximo, pôr-se à disposição para que o outro possa atingir seu objetivo.

Como muitos de vocês sabem, sou médico de formação e médico de startups de saúde por vocação. Como médico, sempre fui treinado a saber dar o diagnóstico corretamente e, de preferência, sem contar com ajuda externa.

Contudo, como empreendedor e mentor de startups de saúde, aprendi que sem colaboração, o trabalho não frutifica e fica extremamente limitado. Sem colaboração, não atuamos em rede e não conseguimos aproveitar o melhor das pessoas que estão à nossa volta e daquelas que compõe a nossa rede. Se usássemos todas as nossas conexões para resolver os nossos problemas, seríamos muito mais fortes e nossos problemas seriam muito mais simples.

A colaboração entende que não somos artistas sozinhos, mas estamos cercados por uma grande trupe  para complementar nosso show. Tal qual o Cirque du Soleil não há um artista de destaque, todos se respeitam, trabalham em harmonia e sabem que a soma é muito maior do que a performance individual.

Para manter a Aceleradora Berrini Ventures viva e próspera em 2016, passaremos por muitos desafios, nenhum dois quais poderemos superar sem colaboração e trabalho em equipe. Para falar bem a verdade, para a grande maioria dos desafios que irão nos desafiar no futuro, eu não tenho uma resposta pronta, mas conto com uma rede de apoio cada vez mais forte e próspera, com pessoas de diferentes formações, experiências, objetivos, mas todas dispostas a nos ajudar a fortalecer o ecosistema em saúde. Faça parte da nossa rede, nos ajude a frutificar este sonho!

Nos ajude a transformar a saúda no Brasil! Mande um e-mail para fernando@livehcm.com