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Medicina defensiva é vista por médicos como forma de proteção

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Estudos indicam que a maioria dos médicos costumam exercer em alguma medida a chamada medicina defensiva. O termo refere-se às solicitações de exames e procedimentos, muitas vezes, desnecessários por parte dos médicos com o intuito de se resguardarem, evitando possíveis responsabilizações e/ou processos por algum erro.

Essa lógica é bastante perversa ao pensarmos na oneração do setor, uma vez que os modelos que prometem maior sustentabilidade fogem dessa prática clínica baseada em quanto mais exames, medicamentos, testes, melhor.

A Harvard Medical School está estudando essa relação entre negligência e mais solicitações de exames. Para o professor de políticas de saúde da Harvard Medical School, Anupam B. Jena, a medicina defensiva não previne más práticas clínicas, mas pode representar algum tipo de proteção.

Um estudo coordenado por Jena e seu time, publicado no British Medical Journal (BMJ) em novembro, analisou as admissões entre 2000 e 2009 no Florida Hospital e o histórico de más práticas e a relação com os custos hospitalares.

Os resultados demonstraram que os médicos que passaram mais solicitações, ou seja, que representaram maiores gastos para a instituição foram menos autuados. Entre os internistas, os que gastaram menos (cerca de US $ 19.000 por internação) houve um risco de 1,5% de serem processados em comparação com um risco de 0,3% para aqueles com gastos mais altos (média de $ 39.000 por internação).

De acordo com o professor de Harvard, investir mais tempo no relacionamento com o paciente ao invés de se preocupar em pedir mais testes, pode ajudar nessa desejada “proteção”.

Conheça as mentes científicas mais influentes do mundo em 2016

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Uma análise de citações que identificou os cientistas com impacto global mais significativo em seus respectivos campos de estudo (de acordo com pesquisadores colaboradores) o "The World's Most Influential Scientific Minds" (Mentes Científicas mais Influentes do Mundo), teve seu lançamento anunciado pela Thomson Reuters, por meio de sua Unidade de negócios de  Intellectual Property and Science.

Realizado em duas partes, o estudo incluiu uma avaliação de 11 anos de citações em papers acadêmicos para determinar os líderes em 21 campos da ciência e um ranking dos principais cientistas de 2016, ou os pesquisadores mais populares, o que revelou um considerável crescimento em genômica do câncer e aprimoramentos na conversão de células solares em energia renovável.

O relatório foi produzido com base em dados e análises realizadas pelos especialistas em bibliometria da Unidade de Negócios de  Intellectual Property and Science da Thomson Reuters por meio do  InCitesTM Essential Science IndicatorsSM, plataforma online de lógica analítica em pesquisa, e de uma compilação de métricas de desempenho científico e dados emergentes baseados nas contagens e nos dados de citações de publicações acadêmicas da Web of ScienceTM, ambiente online para pesquisas científicas e acadêmicas.

O estudo Highly Cited Researchers reconhece aproximadamente 3.000 cientistas que publicaram o maior número de artigos, classificados entre os 1% mais citados em seus relativos campos, para cada ano de publicação de seu paper. Os analistas avaliaram mais de 120.000 papers, indexados entre 2003 e 2013, em cada área de estudo.

O ranking dos pesquisadores mais prestigiados de 2015 destaca as novas tendências na comunidade científica e 19 inovadores que publicaram pelo menos 14 papers altamente citados por pares. A lista foi desenvolvida com base na identificação das citações existentes na Web of Science, registradas durante o ano de 2014 para papers publicados entre 2012 e 2014.

Stacey B. Gabriel, do Broad Institute of MIT e de Harvard, encabeça a lista pelo segundo ano consecutivo devido às suas contribuições ao projeto Atlas do Genoma do Câncer, que trabalha na criação de perfis moleculares de tumores nas mamas, no pulmão e em outros órgãos. Seus papers mais recentes examinam as bases genéticas da esquizofrenia e do Alzheimer. O segundo colocado figura na lista pela primeira vez: Henry J. Snaith, físico e cientista material da Universidade de Oxford, aparece devido ao seu trabalho sobre o uso células solares de perovskita no avanço da tecnologia da energia solar.

Veja a lista dos pesquisadores mais populares no mundo:

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Mater Dei investe em farmácia clínica

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A fim de garantir a segurança medicamentosa dentro do hospital e prestar educação continuada aos pacientes e acompanhantes durante a internação, a Rede Mater Dei de Saúde tem investido em equipe de Farmácia Clínica. O serviço atua com foco na garantia da segurança por meio da prescrição avaliada pelo farmacêutico antes da dispensação dos medicamentos e implantação de barreiras de segurança.

“O Mater Dei possui uma equipe específica de farmacêuticos que atuam na Farmácia Clínica avaliando a prescrição médica antes da dispensação, que se tornou possível com a implantação de um Sistema de Avaliação”, conta a coordenadora da Farmácia Clínica da Rede Mater Dei de Saúde, Érika Amaral, em comunicado ao mercado.

De acordo com a Érika, a farmácia conta com oito farmacêuticos e dez acadêmicos de nível superior, além da coordenadora. A equipe é responsável por ações de segurança medicamentosa que consistem em auditoria da área e do preparo de medicamentos, com check-list semanal, em todos os turnos; o acompanhamento presencial ao paciente em uso dos medicamentos de insulina e varfarina e, também, daqueles que trazem seus medicamentos de casa (garantindo a continuidade no tratamento durante a internação e a segurança medicamentosa); o atendimento telefônico do Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM), que esclarece dúvidas de profissionais da saúde, colaboradores, pacientes e acompanhantes (mesmo após a alta hospitalar) e acompanhamento diário do site da Anvisa sobre descontinuação de medicamentos no mercado, suspensão, recolhimento de lotes, análise de reações apresentadas pelo paciente em instituições hospitalares, para verificação de se é uma reações adversas a medicamentos – Farmacovigilância; além de sinalização de alergias por meio de avisos no sistema e sinalização de interações medicamentosas potenciais para o corpo médico durante a prescrição.

Dessa forma, os colaboradores podem contar com a farmácia clínica como consultora na orientação de todas as demandas referentes ao uso seguro de medicamentos. Érika acrescenta que “constantemente temos atualização de atividades, envio de profissionais a eventos, seminários, congressos e realização de benchmarking em hospitais de referência para verificar o que há de mais novo e eficiente no mercado”.

Para o paciente, as ações da farmácia buscam garantir a eficácia do tratamento pelo qual está passando sem a interrupção de outros que possam ter sido iniciados anteriormente. “Se no ato da admissão, o paciente fala que utiliza medicamentos, durante as primeiras horas da internação a equipe da farmácia clínica vai até o quarto desse paciente para realizar a reconciliação medicamentosa, uma conferência das medicações utilizadas em domicílio. A partir daí, é feita uma análise do quadro clínico do paciente que verifica a necessidade de intervenção junto ao corpo médico para incluir algum medicamento ou sugerir outro medicamento padronizado e substituir o que ele já faz uso", esclarece a farmacêutica.

7 dicas para elaborar estratégia nas redes sociais [Infográfico]

scyther5 / Shutterstock.com
scyther5 / Shutterstock.com

As redes sociais são atualmente imprescindíveis para grande parte da população. A partir disso, muitas empresas desejam aproveitar esse cenário para interagir com o seu público e divulgar sua marca. Para as instituições de saúde não é diferente, porém, embarcar em uma rede social sem uma estratégia adequada, pode não ser efetivo e, além disso, até perigoso para a imagem da empresa.

Antes de se jogar de cabeça em várias redes sociais, é preciso considerar alguns tópicos, de maneira a atingir seu público alvo com conteúdo relevante. Por isso, conhecer seu público é fundamental, saber quais plataformas utilizam, quais são seus influenciadores e os assuntos que mais os interessam. Saber o que se pretende obter ao utilizar uma rede social e a forma como medirá seus resultados também deve estar no planejamento, assim como o conteúdo das mensagens que serão transmitidas.

No caso do uso das redes sociais por médicos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) permite que os profissionais divulguem sua especialidade, CRM, RQE, endereço e telefone do local onde atendem, além de fornecer informações, entrevistas e publicação de artigos de saúde com objetivo estritamente educativo. Porém, fotos com pacientes durante o atendimento, como em consultas ou cirurgias, fotos de "antes" e "depois", e oferta e prestação de serviços à distância, são proibidas pelo CFM.

Veja o infográfico detalhado com dicas para a utilização das redes sociais por instituições de saúde:

Social-Media-Cheat-Sheet-Poster-sm Fonte: Healthcare Communication

8 elementos importantes para o marketing em saúde [Infográfico]

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O marketing na área da saúde ainda é pouco explorado pelas instituições ou, muitas vezes, quando aplicado, não é feito de maneira satisfatória. No entanto, o marketing é um mecanismo fundamental para garantir o seu local no mercado, assim como conquistar novos mercados.

Uma falha comum nos programas de marketing de saúde é a de não dar voz aos pacientes, que deveriam ser a base para todas as ações de comunicação em Saúde. Além disso, uma aproximação entre profissionais de marketing e médicos é primordial para que encontrem novas formas de engajar a audiência, como através da integração de mídias sociais e vídeos online.

Confira o gráfico com os 8 elementos mais importantes em programas de marketing em saúde:

n8elements_healthcare_marketing Fonte: Healthcare Communication

80% dos hospitais não divulgam seu código de conduta ética

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O Brasil está passando por um dos momentos mais importantes de sua história, no qual a sociedade discute de forma contundente, em todos os níveis e setores, a importância do combate à corrupção como forma de garantir instituições públicas e privadas mais sustentáveis e éticas, no entendimento mais amplo destes termos.

E se em um passado recente, estas discussões pareciam alheias à área da saúde, de certa forma protegido pela incredulidade de que seus representantes poderiam colocar interesses financeiros acima das vidas de pacientes, as denúncias envolvendo o mercado de OPME expuseram uma série de vícios e práticas tão vergonhosas, quanto livres de qualquer movimento prévio significativo que as impedissem de acontecer.

Infelizmente, foi somente a partir dos escândalos que uma fatia importante de médicos, fornecedores, operadoras de saúde e hospitais compreendeu a necessidade  não só de se manter uma conduta ética nas suas relações comerciais (o que, cá entre nós, é obrigação de qualquer profissional, em qualquer setor), mas também de tornar pública a preocupação com a transparência dos negócios que realiza.

Mas, parece que entre a compreensão e a ação efetiva ainda há uma grande lacuna.

O blog pesquisou as homepages dos 50 hospitais privados mais importantes do país buscando identificar as instituições que, de forma clara e aberta, apresentavam em seu site o acesso ao código de conduta que rege o comportamento de seus colaboradores e parceiros na execução de atividades ligadas ao seu negócio.

O intuito do levantamento era medir o grau de atenção que a nata do setor hospitalar brasileiro vem concedendo à transparência das ações de seus representantes e à propagação de práticas éticas e sustentáveis, alheias às questões médicas e assistenciais. Além disso, a pesquisa quis apurar o nível de acesso da sociedade ao entendimento dos hospitais sobre temas relevantes como o conflito de interesses ou o recebimento de suborno.

O resultado surpreendeu. Do total de hospitais pesquisados, somente 20% disponibiliza seu manual de conduta à sua comunidade de relacionamento, em uma atitude que demonstra iniciativa positiva, preventiva e sensível ao atual cenário eticamente delicado na área da saúde.

Por outro lado, o fato de 4/5 dos hospitais de referência no país não manifestarem publicamente um documento que cite regras para o recebimento de brindes por seus funcionários ou, ainda, que formalize um canal anônimo para denúncias, faz surgir na  sociedade uma dúvida bastante pertinente em tempos de combate à corrupção:  as diretrizes de conduta dos profissionais dos hospitais não estão divulgadas ou, simplesmente, não existem?

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de melanoma metastático

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou hoje o uso do medicamento Tafinlar™ (dabrafenibe), mais novo tratamento oral para pacientes com melanoma metastático ou irressecável e oriundo de mutação positiva dos genes BRAF V600E.

O câncer de pele é o mais incidente na população mundial e responsável por cerca de 25% dos tumores (1). Somente no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima 181mil novos casos da doença em 2016. O melanoma, que corresponde ao redor de 6000 casos novos ao ano, é um tipo mais raro, porém o mais agressivo da doença (2).

Aproximadamente 50% dos casos de melanoma ocorrem em função de mutações oncogênicas de BRAF. Essa alteração anormal de genes leva à ativação peculiar da via RAS / RAF / MEK / ERK (3). O melanoma, além de agressivo, pode migrar para outros órgãos. Cerca de 40% dos pacientes evoluem para metástase cerebral. (4)

Os pacientes que apresentam melanoma avançado se deparam com baixa taxa de sobrevida em 5 anos, com relativa qualidade de vida. (5) No entanto, os recentes avanços na terapia do melanoma avançado estão mudando o panorama do tratamento.

A aprovação pela Anvisa baseou-se nos resultados de eficácia e segurança de BREAK-3, um estudo clínico multicêntrico, randomizado, aberto, de fase III e que envolveu 250 pacientes com melanoma metastático. Comparou-se o dabrafenibe com a dacarbazina, um quimioterápico.(6)

Entre as constatações, ficou evidenciado que Tafinlar™ promoveu o aumento da mediana de Sobrevida Livre de Progressão (PFS) versus a dacarbazina. Tafinlar™ prolongou significativamente a sobrevida avaliada pelo investigador para 5,1 meses em comparação com 2,7 meses da dacarbazina. O Hazard Ratio (HR, ou taxa de risco) para esta análise foi de 0,30, indicando uma redução de 70% no risco de progressão ou morte em comparação com dacarbazina. Este benefício de PFS do Tafinlar™ permaneceu consistente numa análise após seis meses de tratamento, alcançando 6,9 contra 2,7 meses.(6)

No braço Tafinlar™, 92% dos pacientes tiveram resposta completa, resposta parcial ou estabilização da doença, contra apenas 55% com dacarbazina após revisão independente. No momento da análise primária, Tafinlar™ foi associado com uma redução de 39% no risco de morte em comparação com dacarbazina, embora quase metade dos pacientes no braço de quimioterapia passou a receber Tafinlar™ em algum momento.(6)

De acordo com a avaliação do investigador, a Taxa de Resposta Global foi de 53% no braço Tafinlar™ vs 19% no braço de dacarbazina. A duração média de resposta para os pacientes tratados com Tafinlar™ foi de 5,6 meses.(6)

Tafinlar™ tem um perfil distinto de eventos adversos dos outros inibidores BRAF aprovados. Nos ensaios clínicos de Tafinlar™, o carcinoma de células escamosas cutâneo (cuSCCs), evento adverso esperado nessa classe terapêutica foi relatado em somente 9% dos pacientes.(6) Os autores acreditam que o perfil dos eventos adversos de Tafinlar™ pode estar relacionado às propriedades moleculares ou farmacológicas da droga.

Sobre o Melanoma

Para compreender o melanoma, é importante primeiro entender a anatomia da pele, o maior órgão do corpo. A camada externa da pele, denominada epiderme, contém células que produzem a melanina, que são chamadas de melanócitos e são responsáveis pela cor da pele (7). Elevada exposição a raios ultravioleta (naturais ou artificiais), ter a pele clara, histórico familiar, muitas manchas iguais e aparentemente comuns e múltiplas alterações genéticas, são associados com a transformação dos melanócitos em células do melanoma (8).

O melanoma é quase sempre tratável quando diagnosticada no início, mas a doença avançada ou metastática é de difícil tratamento. Melanoma muitas vezes pode afetar órgãos distantes, a exemplo do cérebro, pulmões, ossos ou fígado, podendo causar sérios danos à saúde(7). Portanto, são necessárias opções de tratamento para pacientes que apresentam essas progressões da doença.

Novartis e outras companhias farmacêuticas têm desenvolvido medicamentos que atuam com foco de atuação na via celular específica e conhecida por desempenhar um papel no crescimento de diversos tumores de melanoma. BRAF, um gene nesta via, é frequentemente mutado e envia sinais que aumentam a produção celular do câncer. Usando uma pequena amostra do tecido do tumor, um teste genético pode detectar mutações BRAF e dar aos médicos mais informações sobre o tumor (7).

Cerca de metade de todos os pacientes com melanoma metastático apresentam mutação no gene BRAF (3), mas mesmo quando medicamentos ajudam a inibir a sinalização de BRAF, há a possibilidade da doença progredir através da via MEK(9). Por esta razão, existem pesquisas em curso para descobrir novas estratégias de tratamento para o melanoma que podem ajudar os pacientes e profissionais da saúde.

Disclaimer

As informações contidas neste texto têm caráter informativo, não devendo ser usadas para incentivar a automedicação ou substituir as orientações médicas. O médico deve sempre ser consultado a fim de prescrever o tratamento adequado.

Sobre a Novartis

A Novartis oferece soluções de saúde inovadoras que atendem às necessidades em constante mudança de pacientes e da população. Com sede em Basileia, na Suíça, a Novartis oferece um diversificado portfólio de medicamentos inovadores, cuidados com os olhos e medicamentos genéricos. A Novartis é a única empresa global com posição de liderança em todas essas áreas.

(1) GlobalCan, 2012.

(2) INCA, 2016.

(3) Jang S, Atkins MB. Which drug, and when, for patients with BRAF-mutant melanoma? Lancet Oncol. 2013;14(2):e60-e69

(4) Davies MA, Liu P, McIntyre S, et al. Prognostic factors for survival in melanoma patients with brain metastases. Cancer 2011; 117: 1687–96.

(5) Surveillance, Epidemiology, and End Results Program. SEER Stat Fact Sheets: Melanoma of the Skin.

(6) Hauschild A, Grob JJ, Demidov LV, et al. Dabrafenib in BRAF-mutated Metastatic melanoma: a multicentre, open-label, phase 3 randomised controlled trial. Lancet. 2012;380(9839):358-365.

(7) Melanoma Skin Cancer. American Cancer Society. Available at: http://www.cancer.org/acs/groups/cid/documents/webcontent/003120-pdf.pdf

(8) http://www.melanoma.org/understand-melanoma

(9) Johannessen CM, Boehm JS, Kim SY et al. COT drives resistance to RAF inhibition through MAP kinase pathway reactivation. Nature. 2010; 468(7326): 968–972.

Clínica São Vicente adquire Tomógrafo de Impedância Elétrica

A Clínica São Vicente adquiriu um Tomógrafo para monitorização de impedância elétrica. Trata-se de um equipamento que monitora em tempo real o funcionamento dos pulmões e tem conseguido melhorar o tratamento de pacientes submetidos à respiração artificial nas UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).

A tecnologia de impedância elétrica é uma tecnologia não invasiva e livre de radiação para monitorização à beira do leito da ventilação pulmonar. O seu funcionamento é através de uma cinta de eletrodos aplicadas ao redor do tórax do paciente, emitindo apenas uma corrente elétrica e fazendo a leitura da mesma.

Os objetivos da tomografia de impedância elétrica são: monitorar a ventilação pulmonar em pacientes entubados e em respiração espontânea com comprometimento pulmonar; auxiliar durante a ventilação mecânica, a fim de proteger o pulmão e prevenir complicações em pacientes com lesão pulmonar aguda e auxiliar na escolha dos parâmetros da ventilação mecânica em pacientes com comprometimento pulmonar.

Entre as indicações para o uso da Tomografia de Impedância Elétrica, conforme as Diretrizes Brasileiras de Ventilação Mecânica, estão:

. Avaliação da ventilação e sua distribuição no pulmão

. Avaliação da hiperdistensão pulmonar

. Avaliação de recrutamento e colapso pulmonar

. Ferramenta para garantir estratégia ventilatória protetora e minimizar complicações decorrentes da ventilação mecânica

. Detecção de pneumotórax

Segundo o Diretor Médico, Sérgio Siqueira, a Tomografia de Impedância Elétrica já está funcionando no CTI, desde dezembro de 2015, e possibilita ao médico acompanhar, em tempo real, as condições do pulmão enquanto ele é submetido à respiração artificial, permitindo um controle adequado do volume, da pressão e do fluxo de ar injetado pelo ventilador mecânico.

Primeiro DemoDay de startups de saúde do Brasil

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A Berrini Ventures, aceleradora de empresas focada no mercado de Saúde, anuncia o DemoDay da sua primeira turma de empresas aceleradas. O DemoDay marca o final de um processo de seis meses de aceleração. É a primeira vez que um ocorre uma formatura de startups de saúde no Brasil.

O evento será no dia 1o de fevereiro de 2016, dentro do Syte eHealth Summit Brazil, conferência global dedicada a fomentar a conexão entre players do mercado de saúde, investidores e startups. Sua realização no Brasil é fruto de uma parceria entre a Berrini Ventures, o InRad do Hospital das Clínicas e o Strategy Institute for Telemedicine (Syte); contando com o apoio da Qualicorp, T-Systems, Intensicare e Laboratórios Sabin.     

A startups que se apresentarão são:

Avelã: sistema para clínicas de saúde e estética focado em gestão de relacionamento com os pacientes. O Elo automatiza a jornada do paciente e melhora sua experiência nos contatos com a clínica.

Catálogo Hospitalar: é o maior Market Place Online de Produtos Hospitalares da América Latina onde mais de 50 mil pequenos e médios hospitais realizam pedidos de cotações para mais de 6 mil Distribuidores de Produtos Hospitalares.

ConnectHealth: Plataforma Web/Mobile para otimizar e automatizar a gestão e o acompanhamento de pacientes em HomeCare. Utilizando tecnologia de ponta em Mobile, Cloud e Big Data com uma solução escalável, segura e customizável.

Epistemic: Um dos grandes desafios para o paciente com epilepsia é prever quando uma crise vai acontecer. A Epistemic está desenvolvendo um dispositivo que faz justamente isso: o método já foi testado e envia um alerta com 25 minutos de antecedência ao surto. É um aparelho portátil que poderá ser utilizado no dia-a-dia do paciente.

Flowing: Plataforma mobile para levar programas de bem estar para o ecossistema B2B, chancelados por profissionais e especialistas do mercado, os quais devem influenciar na redução de custos evitáveis de saúde das empresas. 4 programas: coaching de atividade física, nutrição, gerenciamento de estresse e plano de treinos de caminhada e corrida, evoluindo depois para outros programas e temas.

iCare: Empresa com foco em trazer mais tranquilidade e qualidade de vida para os idosos através uma plataforma de monitoramento de saúde para os idosos que moram ou passam parte do tempo sozinhos e outro produto, o Medicine, que os auxilia no controle da medicação. Foram finalistas do Lemonade/MG, ganhadores do Desafio Pfizer como melhor startup de saúde do Brasil

Oxiot: dispositivo para monitoramento de consumo de oxigênio medicinal por paciente utilizando Internet das Coisas, permitindo previsibilidade logística, controle de dispensação, e redução de desperdício e paperwork. Protótipo foi um dos vencedores do Hack4Health 2015 promovido pela GE Healthcare e Live.

Vitta: Solução completa e integrada, resolvendo problemas cotidianos dos consultórios com o uso da tecnologia, os tornando mais produtivos e organizados. O Vitta Perfil, possibilita que  médico seja encontrado por milhares de pacientes todos os dias na internet e agendem suas consultas online. Já o Vitta Gestão é um sistema de gestão de consultórios na nuvem trazendo aumento de produtividade no dia a dia.

Para se inscrever no evento basta clicar nesse link. O valor dos ingressos será revertido para iniciativas de inovação das empresas parceiras. A transmissão online do evento será gratuita e também será possível acessar o vídeo da conferência posteriormente.

TI melhora o acesso da população aos medicamentos

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Muitos são os casos de abandono do tratamento, com piora no estado do paciente e aumento do número de retornos ou, até mesmo, um maior comprometimento da renda familiar com gastos por conta do acesso insuficiente aos remédios.

Um dos principais fatores que pode injetar eficiência na distribuição e acesso aos remédios é a tecnologia, seja em sistemas de gestão ou no planejamento voltado às farmácias populares, locais que concentram grande parte da oferta de medicamentos populares. Para isso, um sistema de gestão é essencial, já que ajudaria a diminuir os desperdícios e minimizaria o tempo de espera, um dos fatores que mais prejudica no atendimento à demanda de remédios. E, para ser eficiente, a gestão deve ter como principal alicerce a tecnologia.

Além da rastreabilidade, que em breve será implantada no país, a tecnologia atua como facilitador ao passo que unifica todo o sistema de distribuição de medicamento, possibilitando inclusive a avaliação de efeitos dos remédios administrados em cada tipo de tratamento. Com os relatórios gerados também é possível diminuir o índice de internações por intoxicação medicamentosa. Com os dados disponíveis e tratados se tem a verdadeira dimensão dos hábitos da população, o que possibilita o uso racional de remédios.

A tecnologia aliada à gestão de suprimentos médicos permite, portanto, gerenciar os medicamentos desde o momento em que eles são enviados para a unidade de saúde até o uso pelo paciente. Além disso, se faz possível com o sistema o acompanhamento detalhado do histórico do paciente, com a oferta de dados importantes como a dose e a frequência do uso do medicamento e a duração do tratamento. A TI também permite que sejam agendadas a entrega, inclusive disponibilizando o melhor local para o paciente retirar a medicação. Ou seja, ela atua de forma a facilitar e dar comodidade ao paciente, o que contribuirá com a qualificação e a ampliação do acesso da população aos medicamentos.