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Pesquisa aponta tendências para sistemas de gestão de dados laboratoriais

A InterSystems, empresa de tecnologia de informação para saúde e desenvolvedora do InterSystems TrakCare®, sistema de informação unificado para atendimento à saúde, anunciou os resultados da pesquisa Laboratory Management Systems Market Survey 2015, realizada de forma separada no Reino Unido e na Austrália. O estudo concluiu que os sistemas de informação não estão preparados para suportar as mudanças clínicas laboratoriais a que estão submetidos.

“A natureza dos negócios laboratoriais está mudando drasticamente”, disse Martin Wilkinson, líder de Soluções para o Mercado Laboratorial da InterSystems. “A consolidação da indústria, os avanços em automação, os testes genômicos, bem como o aumento do uso de testes no ponto de cuidado, estão guiando grandes mudanças em onde, quando e como os testes são efetuados”.

Abaixo, os resultados obtidos com as pesquisas realizadas no Reino Unido e na Austrália.

Reino Unido

A pesquisa realizada no IBMS Biomedical Science Congress em Birmingham,com um grupo de 81 profissionais de laboratório, constatou que a demanda por serviços de laboratório está crescendo, ao mesmo tempo em que há uma pressão para atender este crescimento usando poucos recursos, aumentando a eficiência e reduzindo custos. Quando perguntados o que está guiando as mudanças em seus laboratórios, 88% dos entrevistados citaram redução de custos e eficiência, 59% indicaram aumento do volume de trabalho e 52% apontaram a automação.

Quando perguntados como seus laboratórios estavam mudando, 72% dos entrevistados afirmaram que terão de avaliar continuamente os custos e serviços prestados para otimizar o mix de serviços. Este é um requisito fundamental no modelo de aprendizagem, Hub-and-Spoke, do NHS, serviço público de saúde do Reino Unido, para formação de rede de laboratórios.

Outras principais conclusões incluem:

• 67% dos entrevistados responderam que a completa visibilidade, o controle e a prestação de contas sobre o processo de testes serão importantes para o sucesso de seus laboratórios no futuro.

• 58% disseram que a habilidade para prever os fluxos de trabalho laboratoriais e identificar gargalos será importante para o sucesso futuro dos laboratórios.

• Apenas 26% dos entrevistados concordam que seus sistemas de gestão de informação laboratoriais estão habilitados para suportar as mudanças que seus laboratórios estão submetidos.

• 65% disseram que seus sistemas de gestão de informação laboratoriais não podem fornecer análises se os testes estão sendo realizados com lucros e ou com perdas.

• 62% dos entrevistados indicaram que seus sistemas atuais não têm a capacidade de predizer os fluxos de trabalho laboratoriais e identificar gargalos.

Buscando obter insights de mercado para as novas exigências para sistemas de gestão de laboratório, a InterSystems entrevistou 81 profissionais de 60 laboratórios de patologia da rede pública NHS, 10 laboratórios de patologia independentes ou privados e 11 organizações relacionadas, incluindo o governo. Aproximadamente 66% destes entrevistados eram cientistas biomédicos ou clínicos e 21% eram gerentes de laboratório ou líderes de departamentos. A pesquisa foi realizada no IBMS Biomedical Science Congress, em Birmingham (Reino Unido), do dia 28 a 30 de setembro de 2015. Para ver a pesquisa completa acesse o site: http://goo.gl/dikhft.

Austrália

Realizada na 53ª conferência Annual Australian Association of Clinical Biochemists, em Sidney (AUS), a pesquisa ouviu 60 profissionais clínicos laboratoriais, apurando que a pressão para atender as demandas utilizando poucos recursos – para aumentar a eficiência e reduzir custos – e o uso da automação está crescendo. Quando perguntados o que está guiando as mudanças em seus laboratórios, 75% dos entrevistados citaram redução de custos e eficiência, 63% destacaram a automação e 33% os cuidados centrados nos pacientes.

Quando questionados sobre como seus laboratórios estavam mudando, 65% dos entrevistados disseram que seus laboratórios devem operar como parte de uma rede de laboratórios multi-site, e 60% que o os laboratórios analisarão e melhorarão seus processos continuamente. Uma percentagem bastante alta de laboratórios públicos apontaram estes fatores (83% e 66%), comparados com laboratórios privados (50% e 56%).

Outros pontos de destaque do estudo revelam:

• 75% dos entrevistados citaram que a completa visibilidade, o controle e a prestação de contas sobre os processos de testes serão importantes para o sucesso de seus laboratórios no futuro.

• 62% apontaram a habilidade para prever os fluxos de trabalho laboratoriais e identificar gargalos será importante para o sucesso de suas organizações. Nos laboratórios públicos, a percentual foi de 88%.

• Apenas 29% dos laboratórios públicos entrevistados concordaram que seus sistemas de gestão de informações laboratoriais são capazes de suportar as mudanças que seus laboratórios estão passando.

• 65% de todos os pesquisados responderam que seus sistemas de gestão de informações laboratoriais não podem fornecer análises se os testes estão sendo realizados com lucros e ou com perdas.

• 59% dos laboratórios públicos entrevistados indicaram que seus sistemas atuais não tem a habilidade de prever os fluxos de trabalho laboratoriais e identificar gargalos.

Para a pesquisa foram entrevistados 60 profissionais representando 29 laboratórios públicos de patologia, 18 laboratório privados de patologia e 13 organizações relacionadas, entre elas o governo da Austrália. Mais da metade (53%) dos entrevistados eram cientistas biomédicos ou clínicos e 19% eram gerentes de laboratório ou líderes de departamentos. A pesquisa foi realizada do dia 25 a 27 de setembro de 2015, durante a 53ª conferência Annual Australasian Association of Clinical Biochemists, em Sidney. Para ver a pesquisa completa, acesse o site da InterSystems do Brasil: http://goo.gl/e9gGgN.

Conclusão

“De acordo com as pesquisas, os atuais sistemas de gestão de informações laboratoriais (LIMS em inglês), ficam aquém do que os laboratórios precisam”, disse Martin Wilkinson. “Para sobreviverem e prosperarem, os laboratórios precisam de uma nova geração de soluções de TI, desenhadas para gerir o laboratório de maneira ágil e baseada no conhecimento, em um mundo cada vez mais interligado. E é por isso que estamos elevando o nível ao lançar o primeiro Sistemas de Gerenciamento de Negócios Laboratoriais (Laboratory Business Management System – LBMS, em inglês), que ajudará os clientes a transformar um serviço reativo de teste e resultados para um parceiro de saúde pró-ativo”.

Sobre a InterSystems

A InterSystems fornece os motores da informação que alimentam algumas das mais importantes aplicações do mundo. Em Saúde, Serviços Financeiros, Governo e outros setores onde vidas e meios de subsistência estão em jogo, a InterSystems tem sido um fornecedor estratégico de tecnologia desde 1978. A InterSystems é uma empresa privada com sede em Cambridge, Massachusetts (EUA), com escritórios pelo mundo inteiro, e seus produtos são usados diariamente por milhares de pessoas em mais de 100 países. Para mais informações, visite: InterSystems.com.br.

Qual a diferença entre DRG e Pagamento por Performance?

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Dúvidas que têm aparecido durante as minhas palestras e eventos que participo, têm me chamado a atenção: Pagamento por Performance (P4P) e DRG são a mesma coisa? Nos projetos de avaliação de desempenho do corpo clínico que implantam, conflitam com a implantação do DRG?

No meu livro: Pagamento por Performance. O desafio de avaliar o desempenho no Brasil (Editora DOC.Content, 2015) explorei muito as questões conceituais destas siglas. Mas de antemão já deixo claro que são coisas diferentes, mas podem e devem ser complementares. O DRG poderá contribuir para gerar métricas para avaliação de desempenho e assim implantar modelos de P4P.

Desenvolvido por Fetter et al. e adotado pelo governo americano na década 80, o DRG (Diagnosis Related Groups) constitui um sistema de classificação de pacientes internados em hospitais que atendem casos agudos, ou seja, aqueles em que a média de permanência do paciente não ultrapassa 30 dias (PALMER, 1989).

Este sistema de classificação, relaciona os tipos de pacientes atendidos no hospital com os recursos consumidos durante o período de internação, categorizando pacientes semelhantes em suas características clínicas e no consumo de recursos (NORONHA, 1991).

O conceito de Pagamento por Performance que proponho no meu livro é o uso de incentivos para melhoria da qualidade da assistência nas suas principais dimensões: eficiência (processo e custo), efetividade (resultado), e centralidade no paciente (experiência do paciente com o cuidado recebido).

Para se ter uma ideia da complementariedade entre o DRG e o P4P é só acompanhar a mudança no modelo de remuneração nos Estados Unidos, país precursor do DRG. O P4P é a estratégica central do modelo implantado pelo Presidente Obama no Affordable Care Act iniciado em 2010. A Dra. Maureen Lewis, CEO da Aceso Global nos EUA, apresentou no III Simpósio sobre Pagamento por Performance no Brasil, no ano passado, as grandes tendências no modelo americano com relação a remuneração dos serviços de saúde. Neste ano de 2016, 85% do pagamento com base nos DRGs nos Estados Unidos serão vinculados às metas de qualidade ou valor e este percentual chegará a 90% a partir de 2018.

Ou seja, DRG é uma metodologia de organização das contas hospitalares em torno de um diagnóstico, algo como as AIHs no SUS, só que de forma mais bem estruturadas, já o P4P é algo complementar onde vincula a remuneração a melhoria de indicadores de qualidade. Nos nossos projetos de avaliação de desempenho do Corpo Clínico, utilizamos conceitos mais abrangentes na análise de indicadores e o DRG pode ser um gerador de alguns indicadores para um processo mais robusto de avaliação deste corpo clínico.

Vejam que o DRG não muda o conceito de remuneração por procedimento, ou seja, ainda se continua compensando a complexidade e o volume, só que de forma mais organizada reduzindo custos administrativos, minimizando o risco e focando a organização da conta em torno de um diagnóstico e não de uma conta aberta onde o processamento e análise tanto por parte de quem fatura como de quem paga é algo que beira a insanidade.

Mesmo nos EUA o DRG tem evoluído para modelos mais complexos de remuneração, como o pagamento por episódios ou, como vimos, a modelos híbridos associados à performance.

No entanto, o fenômeno que está acontecendo no Brasil é algo contramão do que ocorreu no mundo durante às implantações do DRG. No Brasil, os hospitais estão investindo para construírem os "seus" DRGs, mas sem “combinar com os russos”. Ou seja, num mercado normal, quem define a forma de pagamento é quem paga e não quem cobra! Esta iniciativa não é de todo ruim, pois permite organizar as contas hospitalares de forma mais inteligente e evoluir para novos modelos de remuneração. No entanto, se isso não for alinhado com o pagador e a própria ANS, o hospital terá dois trabalhos, o de gerar suas contas com base nos DRGs e ainda faturar as contas abertas como  tradicionalmente faz.

O ideal seria que esta ação fosse feita em conjunto: pagador e prestador. Mais uma vez é de se lamentar a dissolução daquele Grupo de Trabalho na ANS onde se trabalhou duro entre 2010 e início de 2013 para rever o modelo de remuneração entre hospitais e operadoras. Na minha visão, se a discussão sobre o DRG tivesse começado com este GT, o caminho seria mais lógico, mais rápido e de mais baixo custo.

Mas independente disso, reitero a importância da inclusão de métricas de qualidade (não apenas o tempo de permanência, medida chave nos DRGs), mas outras métricas centradas no paciente. E que estas métricas sejam usadas para vincular incentivos, financeiros ou não, aos prestadores que entregarem uma saúde de mais valor ao paciente.

Como a Dinamarca vem eliminando a negligência médica?

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Países como Dinamarca e Nova Zelândia têm uma abordagem radicalmente diferente em relação à erros médicos, e um modelo similar poderia melhorar a segurança do paciente em outros países.

Ao invés de negligência médica, a Dinamarca tem um programa nacional que compensa os pacientes por danos sofridos devido à erros médicos e compartilha seus dados com hospitais e pesquisadores para que tal dano seja evitado em uma situação futura.

Sob tal sistema, a ênfase está em ajudar os pacientes, e o compartilhamento de dados também ajuda a identificar prestadores de alto-risco. Isso entra em contraste gritante com a aferição de culpa à outros que é comum como resposta à erros médicos, principalmente nos EUA, onde tais erros são a terceira maior causa de morte. Na maior parte das vezes, a natureza do sistema de más práticas não fornece incentivos para desculpas e impõe um nível proibitivo elevado para pacientes que procuram provar que têm direito à indenização, de acordo com a Pro Publica.

Os dados recolhidos de reivindicações não são utilizados para avaliar publicamente médicos e hospitais ou procurar sistematicamente por maus atores, mas eles podem ajudar a sinalizar provedores que causam erros repetidamente e podem representar um risco.

O segredo para o sucesso de tais programa, independentemente do tipo de sistema de saúde ao qual eles são aplicados, é manter as vítimas de danos ao paciente no ciclo, seja o hospital culpado ou não, o que faz com que os prestadores vejam a si mesmos e os pacientes como lados opostos nessas situações.

"Não é fácil discutir um erro, mas deve haver um relacionamento seguro entre médico e paciente", afirmou especialista em fígado no Rigshospitalet, hospital nacional da Dinamarca, ao Pro Publica. "A coisa mais importante sobre segurança do paciente é falar sobre isso".

*Com informações de Fierce Healthcare em 11/01/16.

Como elevar os padrões de eficiência na aplicação dos recursos públicos?

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Nas últimas décadas, a incorporação progressiva de direitos sociais, como parte dos atributos de cidadania, somada ao envelhecimento da população tem mudado esse retrato. Como pano de fundo para um conjunto de políticas sociais que incorporam direitos de acesso à saúde, países como o Brasil têm declarado que o acesso deve ser universal e garantido pelo Estado. O SUS cumpre esse papel.

Em economia, o termo eficiência diz respeito à otimização dos recursos e ausência de desperdícios, ou seja, é a capacidade de melhor utilizar as entradas para maximizar as saídas. No contexto de análise da gestão da saúde pública, o conceito deve ser visto como a capacidade dos municípios de transformarem recurso financeiro em bens e serviços voltados  à população.

Elevar o padrão de eficiência na oferta de serviços na saúde pública está diretamente ligado a ter um sistema que possa fornecer dados para subsidiar a tomada de decisões e assim realizar o planejamento e o gerenciamento efetivo dos serviços, o controle sobre os recursos e o monitoramento e avaliação do desempenho dos hospitais. Significa também que é preciso implantar um novo modelo organizacional que garanta autonomia de gestão como base para a eficiência dos serviços.

No entanto, a quantidade insuficiente de profissionais, falta de materiais, de medicamentos e de insumos comprometem a oferta dos serviços para a população. E, na saúde pública, a eficiência está associada a um conjunto de fatores, entre os quais a alocação do recurso e a qualidade da governança, tanto do hospital como municipal.

A governança passa a ser necessária no setor justamente pela falta de acesso aos serviços por parte da população, mas é a falta de um novo modelo organizacional que garanta autonomia de gestão como base para a eficiência dos serviços o principal gap que precisa ser resolvido para se chegar à eficiência almejada. Além disso, é imperativo melhorar a capacidade de tomada de decisão governamental através de processos de monitoramento e avaliação sistemática dos programas de saúde e integrar os sistemas de informação do Ministério da Saúde (DATASUS) com os sistemas de informação orçamentária e financeira (SIAFI) e com os sistemas de informação de saúde suplementar.

Nesse sentido, no atual retrato da saúde pública brasileira, aumentar a eficiência significa estabelecer processos contínuos para avaliar, investigar, detectar e punir, seja a corrupção, seja o uso inapropriado dos recursos que financiam o SUS.

Como a tecnologia contribui para evitar a superlotação nos hospitais públicos

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Imagine que em tempos em que soluções como o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), que unifica as informações clínicas e assistenciais de todos os atendimentos dos pacientes de uma rede municipal ou estadual, ainda existem locais que tenham todo o sistema assistencial baseado em uma dinâmica que funciona basicamente com papel, telefone e fax. Pode parecer coisa do passado, mas ainda existe. Na esfera de atendimento à saúde pública, por incrível que pareça, o investimento ainda é escasso.

Devido à capacidade reduzida em todos os níveis do sistema de prestação de serviço, resultante das crescentes pressões por gerenciamento financeiro mais controlado e por eficiência, os hospitais enfrentam uma redução da flexibilidade e da habilidade de acomodar as variações de demanda que ocorrem nos prontos-socorros.

Além disso, fatores como custos institucionais crescentes resultantes de remunerações dos médicos (bem como a falta de especialistas em certas áreas), avanço tecnológico e farmacêutico, associados a um reembolso menor por parte das seguradoras e também das agências estaduais e federais também influenciam na superlotação hospitalar.

A eficiência exigida dos hospitais faz com que a operação aconteça próximo à sua capacidade máxima de atendimento, o que provoca uma carência de recursos, incluindo pessoal e equipamento, no pronto-socorro. O que antes eram incidentes isolados, por exemplo, associados à temporada de gripe, tornaram-se uma experiência cotidiana.

Para garantir a eficiência na gestão e no atendimento à população é preciso conhecer a demanda gerada para então alocar a solicitação no menor tempo possível. Para isso, a tecnologia é a principal aliada. O primeiro passo é migrar do atendimento baseado em fax e papel para um sistema computadorizado que permita fazer a gestão de uso de leitos, contemplando emergências, inclusive. O ideal é um sistema capaz de regular as ofertas de serviço em tempo real, gerenciar internações hospitalares, marcação de consultas e exames especializados e controlar a produção ambulatorial, hospitalar e dos fluxos assistenciais.

Com ferramentas voltadas a gestão da oferta de serviços, gerenciamento de programas e unidades de saúde, o acompanhamento da situação e histórico de saúde dos cidadãos e, sobretudo, controle efetivo da aplicação dos recursos públicos, será possível não só alocar o paciente no menor tempo possível, mas também evitar a superlotação nos hospitais.

Saúde na adoção de tecnologias [Infográfico]

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O cenário de aprimoramento e maior adoção de tecnologias em nosso dia a dia também reflete no setor da Saúde. Ainda que no contexto brasileiro o uso de tecnologias seja menos massivo - levando em consideração o fato de que apenas 23% dos estabelecimentos de saúde do país fazem o prontuário eletrônico do paciente (PEP), enquanto 45% ainda fazem o registro totalmente em papel - é inegável a tendência da digitalização, que afeta também a saúde.

Leia Mais: Perfil e engajamento do paciente digital [Infográfico]

Cenário da TI nas instituições de saúde [Infográfico]

O infográfico mostra dados sobre a atual situação da saúde nos EUA em direção à adoção de tecnologias. O enorme uso de tablets por médicos - que são 250% mais propensos a terem o produto do que outros consumidores; a adoção de dispositivos móveis por mais de 70% de organizações prestadoras de saúde para acessar registro médico eletrônico; uso de BYOD (da sigla em inglês, Bring Your Own Device) por 85% dos hospitais; e o aumento do uso de aplicativos para coleta e monitoramento de dados.

Confira o infográfico sobre a adoção de tecnologias no setor da Saúde:

infografico-tech-health Fonte: mHealthWatch

Renovado, www.excemed.org é um portal on-line de excelência em CME

ROMA, 13 de janeiro de 2016 /PRNewswire/ -- Design elegante e acessível, conteúdos adaptados a especialidades médicas, bem como livre acesso a uma extensa e crescente galeria de recursos gratuitos de aprendizado: é isso que profissionais de saúde ao redor do mundo podem esperar do novo website da EXCEMED.

(Logo: http://photos.prnewswire.com/prnh/20140509/685679 )

"A nossa missão principal é ajudar os médicos a atingirem os melhores resultados possíveis para os seus pacientes", afirma a diretora de estratégia educacional da EXCEMED, Roberta Cenci. "Como o nosso nome simboliza um impulso pela excelência, queríamos que o nosso novo site refletisse essa mesma paixão por fornecer o que há de melhor em educação médica."

A EXCEMED - Excellence in Medical Education é uma fornecedora de educação médica líder, com especialidades como neurologia, medicina reprodutiva, oncologia, endocrinologia e metabolismo, e clínica geral.

"O novo site é um portal para experiências educacionais on-line - como e-learning credenciado de CME - e acompanha os nossos eventos educacionais ao vivo: nesta plataforma renovada, os profissionais de saúde podem facilmente localizar todos os recursos valiosos que emergem dos nossos programas ao vivo", diz Cenci.

Acompanhe o calendário 2016 de programas científicos ao vivo da EXCEMED, que já está on-line e sendo atualizado frequentemente com novos detalhes.

Sobre a EXCEMED  

A EXCEMED - Excellence in Medical Education é uma fornecedora independente e sem fins lucrativos de educação médica contínua (CME, na sigla em inglês). A fundação oferece programas educacionais em todo o mundo há mais de quatro décadas, organizando mais de 2.000 conferências científicas internacionais, com mais de 500 atas publicadas. A EXCEMED foi pioneira em CME on-line na Europa e hoje em dia oferece uma ampla gama de oportunidades de e-learning com alcance global. http://www.excemed.org

info@excemed.org

FONTE EXCEMED

Hospital 9 de Julho alcança marca de mil cirurgias robóticas

Em dezembro de 2015, o Hospital 9 de Julho (H9J) alcançou em a marca de 1 mil cirurgias robóticas em três anos, número alto especialmente se considerarmos que a técnica, a mais moderna da atualidade, está presente em poucos centros de inovação do País. Com foco em alta complexidade, a instituição foi a primeira não filantrópica a realizar o procedimento no Brasil.

Coordenador da Robótica e especialista em Cirurgia Bariátrica do H9J, Carlos Domene, explica que o crescimento constante do número de cirurgias robóticas no hospital é resultado de um processo complexo que envolveu a escolha de médicos que já eram bons cirurgiões em técnicas convencionais, que passaram por uma bateria de simulações e treinamentos, inclusive internacionais, até tornarem-se especialistas em robótica. Além disso, o hospital conta também com enfermeiros especializados na tecnologia.

“Esse número de cirurgias em três anos demonstra que há espaço para a inovação tecnológica em Medicina no Brasil e que o hospital está na vanguarda desse movimento”, salienta. “Tão importante quanto isso, temos visto a qualidade dos resultados sendo percebida pelos pacientes e isso é muito gratificante para nós, médicos”, afirma ao lembrar que a tecnologia agrega recursos que potencializam a inteligência e destreza do cirurgião, como altíssima resolução e visualização em três dimensões.

Histórico

O Hospital 9 de Julho adquiriu o Sistema Robótico Da Vinci em 2012, quando foram realizadas 14 cirurgias. Já no ano seguinte, foram 245; em 2014, realizou 316 cirurgias e, em 2015, 425 procedimentos, o que mostrou crescimento da cirurgia robótica. “O Hospital 9 de Julho tem investido no treinamento de profissionais e está alinhado aos pilares da inovação tecnológica e científica da área de saúde, como é o caso da robótica”, afirma o Dr. Alfonso.

“As pessoas estão conhecendo essa abordagem cirúrgica e seus benefícios pelos meios de comunicação e pela comunidade médica e já procuram os especialistas que operam o sistema robótico quando têm indicação”, completa o Dr. Domene.

No Hospital 9 de Julho, os procedimentos mais comuns realizados são a retirada de tumores de próstata, rins, ovários, colón, reto, além de tratamento de hérnias. “A maior procura tem sido nas áreas de urologia, cirurgia geral e ginecologia, nesses três anos”, destaca o Dr. Domene.

Formação

As ações do H9J na área vão além da formação de seus profissionais. Nos dias 11 e 12 de dezembro, a instituição promoveu o II Curso de Cirurgia Robótica que discutiu a implantação da técnica em hospitais, a instrumentação em cirurgia robótica, a anestesia especializada, entre outros temas. “Consideramos o evento um sucesso, tivemos lotação máxima da sala e debates extremamente ricos entre os colegas médicos”, salienta o Dr. Domene, que também foi um dos organizadores do encontro.

O procedimento

As cirurgias por robótica são opções terapêuticas menos invasivas do que em cirurgias abertas, e ainda mais sensíveis do que na laparoscópica. O sistema Da Vinci oferece recursos de última geração como a visualização do campo cirúrgico em três dimensões, uma programação para a eventual filtragem de tremores, opção importante nos casos de cirurgias mais longas e cansativas, entre outros recursos. Em comum com a Laparoscopia está o acesso ao local a ser tratado, com pequenos furos por onde passam a câmera e os equipamentos cirúrgicos.

Ao contar com uma técnica de maior precisão, o paciente pode ter alta hospitalar em menos tempo, dependendo do procedimento, recuperação mais rápida, além de menor risco de sangramento e intercorrências pós-operatórias.

Weber Shandwick amplia atuação em saúde com aquisição da ReviveHealth

A Weber Shandwick anunciou nesta semana a aquisição da ReviveHealth, agência especializada em comunicação integrada e marketing para serviços de saúde, com sede no Estados Unidos. A aquisição fortalece a atuação da Weber Shandwick no segmento de saúde, que passa a contar com o amplo expertise da ReviveHealth voltado para sistemas e serviços de saúde, empresas de tecnologias médicas e de diagnóstico e grupos médicos. Esse conhecimento se soma à experiência da Weber Shandwick em comunicação para o setor de saúde, um dos que mais crescem na agência, com ênfase nos setores farmacêutico e científico e campanhas direcionadas a pacientes.

“Combinar a experiência global da Weber Shandwick em comunicação farmacêutica com o conhecimento da ReviveHealth em business-to-business dentro do universo da saúde nos posiciona no mercado com uma oferta completa para atingir consumidores e os demais players do segmento, influenciando todo o ecossistema”, destaca Laura Schoen, presidente da prática de healthcare e chair para a América Latina na Weber Shandwick.

No Brasil, a S2Publicom Weber Shandwick atua no segmento de saúde com clientes do setor farmacêutico e de saúde suplementar.

Sobre a Weber Shandwick

A Weber Shandwick é líder global no mercado de Relações Públicas e Engajamento com operações em 124 cidades em 81 países. Entre suas principais áreas de atuação estão marketing de consumo, reputação corporativa, saúde, tecnologia, assuntos públicos, finanças, responsabilidade social corporativa, gestão de crises, usando sempre metodologias próprias. A Weber Shandwick é parte do Interpublic Group (NYSE: IPG).

Sobre a S2Publicom Weber Shandwick

A S2Publicom Weber Shandwick está posicionada entre as cinco maiores agências de Relações Públicas e Engajamento do Brasil, com operações em São Paulo, Alphaville, Rio de Janeiro e Brasília, além de uma completa rede de 24 afiliadas no país. Suas principais soluções oferecidas são Consultoria e Planejamento, Relações com a Mídia, Comunicação Digital, Gerenciamento de Crise, Engajamento de Funcionários, Relações Governamentais, Publicações, Eventos, Vídeos e Ativações.

83% das organizações obtêm benefícios com PEP, segundo HIMSS

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Pesquisa feita a partir do HIMSS Health Information Technology (IT) 2016 constatou que 88% das organizações com utilização de prontuário eletrônico do paciente (PEP) avançado tem ao menos um resultado positivo deste seu uso, com 83% relatando ter benefícios na performance de qualidade da equipe clínica.

Leia Mais: Como chegar aos estágios 6 e 7 do EMRAM?

HIMSS lança método internacional de avaliação de TI em Saúde

5 hospitais são premiados por atingirem estágio 6 do EMRAM

Limitado exclusivamente à hospitais com ambientes com PEP altamente sofisticados (hospitais que atingiram o estágio 6 ou 7 no modelo HIMSS Analytics EMRAM e ganhadores do HIMSS Davies) a pesquisa identificou e traçou um perfil de padrões de TI em saúde com experiências de valor que alavancaram o modelo HIMSS STEPS. O modelo HIMSS STEPS, um dos diversos componentes no  Health IT Value Suite, é uma estrutura que categoriza experiências de valor em TI em cinco categorias: Satisfação, Tratamento/Clínica, Informação Eletrônica/Dados, Engajamento do Paciente, Gestão Populacional e Economias. Enquanto expressões de valor foram registrados em todas as cinco áreas do modelo STEPS, as constatações desse estudo revelam que os benefícios em tratamento/clínica foram os mais comuns em organizações de saúde líderes no uso do PEP.

Segundo vice-presidente da HIMSS, Pat Wise, "essa pesquisa avalia o progresso que a indústria da saúde fez em derivar valor de seu investimentos em TI em saúde. As descobertas feitas a partir da pesquisa ilustram que ainda que existam vários desafios, mensurar o impacto do PEP no tratamento e em áreas clínicas está acontecendo entre os inovadores da saúde. Essa pesquisa demonstra qye TI em saúde está criando uma mudança positiva dentro das organizações de saúde, que é decorrente do cuidado de qualidade e de melhores resultados".

Os resultados da pesquisa refletem o feedback de 52 líderes seniores em TI representando hospitais no estágio 6 ou 7 da HIMSS Analytics EMRAM e ganhadores da HIMSS Davies, entre Junho e Novembro de 2015.

*Com informações da HIMSS em 11/o1/16.