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16 startups de saúde para acompanhar em 2016

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Conheça algumas das mais promissoras startups no setor de saúde dos EUA que tiveram enorme destaque ao longo de 2015:

1. Zipnosis

A Startup fornece plataformas de cuidado virtual, já levantou US$ 17 milhões em sua rodada de financiamento da série A.

2. Evariant

Oferece uma plataforma CRM para prestadores de saúde, levantou US$42.3 milhões em sua rodada de financiamento da série C.

3. Flatiron Health

Estabelecida em Nova York, a Flatiron Health abriu recentemente um escritório em São Francisco. Levou sua segunda rodada de financiamento - US$ 130 milhões - e dobrou o risco do investimento usando dados para trabalhar na erradicação do câncer. A companhia também juntou forças com outra empresa de oncologia para trabalhar na próxima geração de registros eletrônicos de saúde, dados analíticos e software de apoio de decisão baseados em nuvem para prestadores de cuidados para câncer ao redor do mundo.

4. Digital Guardian

A empresa de segurança digital Digital Guardian adquiriu US$66 milhões em capital e irá usá-lo para reforçar a sua lista de produtos para proteção de dados , proteção avançada contra ameaças, detecção e resposta de endpoint.

5. WellDoc

O foco da empresa é em adultos com diabetes tipo 2, e levantou US$22 milhões em sua rodada de financiamento da série B. A empresa usará os fundos para continuar a comercialização e aceleração da adoção do BlueStar (tecnologia focada em TI para négocios).

6. MD Revolution

A empresa possui uma plataforma de gestão de cuidado digital, a RevUp, que promove melhorias mensuráveis na saúde e diminuição de custos. A MD Revolution visa empoderar as pessoas com dados personalizados e treinamento que os ajude a fazer mudanças de estilo de vida sustentáveis.

7. HealthMyne

Startup fornece insights e soluções baseadas em análises de imagem em tempo real para médicos que auxiliam significativamente na tomada de decisões para o cuidado optimizado do paciente e na redução de custo de entrega de cuidado.

8. Aledade

A Aledade faz parceria com médicos independentes de cuidados primários para fornecer tudo o que médicos precisam para criar e operar uma Organização de Cuidado Responsável (da sigla em inglês, ACO). A empresa entrega um time de tecnologia em saúde e especialistas em políticas, tecnologia customizada e de ponta, serviços de transformação de negócios e capital aberto próprio - tudo o que um médico independente precisa para ser bem sucedido na saúde.

9. Augmedix

A empresa fornece a tecnologia wearable do Google Glass para que os médicos utilizem durante a consulta com seus pacientes e um time de consultores de saúde treinado documentam automaticamente a visita do paciente e aliviam as dificuldade de trabalhar com registro médico eletrônico.

10. ExamMed

A ExamMed é uma plataforma universal de tecnologia em saúde que oferece aos prestadores o cuidado centrado no paciente ideal, com um modelo tanto virtual quanto no próprio consultório.

11. Health Catalyst

The Health Catalyst desenvolveu um armazém de dados que combina arquitetura com um conjunto de sofisticadas aplicações analíticas para possibilitar que os clientes percebam valores mensuráveis dentro de meses de implantação das soluções fornecidas. A empresa ajuda médicos e técnicos no setor  a melhorar o cuidado e cortar gastos, em mais de 100 hospitais dos EUA.

12. Livongo Health

A empresa desenvolveu um dispositivo celular que vai além do tradicional medidor de glicose no sangue. É uma ferramenta de comunicação que coloca na palma da mão os dados de saúde, tendências e mensagens que fornecem uma maneira simples de ficar em contato com sua rede de saúde.

13. NantHealth

A companhia converge medicina biomolecular e bioinformática com serviços de tecnologia para empoderar médicos, pacientes, contribuintes, farmacêuticos e pesquisadores a transcenderem as barreiras tradicionais do atual sistema de saúde. As soluções da NantHealth estão avançando o diagnóstico para melhor identificar e focar as características específicas da doença, transformando a entrega clínica e operacional com os dados clínicos acionáveis ​​em tempo real, e a promoção de bem-estar.

14. par80

O foco da empresa é a obtenção de dados de registro médico eletrônico, seja por meio de interfaces de aplicativos de programação, através de um "corta e cola", e o respectivo envio de anexos ou versão para imprimir com um recurso que permite extrair dados.

15. Redox

A Redox construiu uma plataforma de software moderno de saúde através da criação de APIs (da sigla em inglês, Interface de Programação de Aplicações) para se conectar sistemas de registro médico eletrônico.

16. Sentrian

O foco da Sentrian é o monitoramento remoto do paciente com foco em doenças crônicas a fim de eliminar internações hospitalares evitáveis.

*Com informações de Healthcare IT News em 29/12/15.

Leia Mais: Demo Day de Startups de Saúde da Berrini Ventures

Startup promete lançar exame de sangue para detecção de câncer

Occlutech obtém aprovação do Ministério da Saúde e Bem-Estar japonês para seu aparelho para o defeito do septo atrial

SCHAFFHAUSEN, Suíça, 12 de janeiro de 2016 /PRNewswire/ -- A Occlutech, uma inovadora líder de implantes para tratar doenças estruturais do coração, hoje anunciou que obteve aprovação do Ministério da Saúde e Bem-Estar (MHW, sigla em inglês)  japonês para seu exclusivo aparelho para fechamento do defeito do septo atrial. O aparelho é um implante especificamente criado, indicado para o fechamento minimamente invasivo dos defeitos do septo atrial, DSA.

Tor Peters, CEO do Occlutech Group, comentou: "Estamos extremamente satisfeitos de estarmos aptos a fornecer esse produto inovador a pacientes e cardiologistas no Japão, e esperamos que nosso oclusor de DSA significativamente acrescente e melhore as opções de terapia para essa população de pacientes. Nossa parceria com a Japan Lifeline tem sido muito produtiva e estamos orgulhosos da sociedade com essa empresa e seus dedicados empregados. Um agradecimento especial vai para a opinião de importantes médicos do Japão que encorajaram e apoiaram esse processo".

Keisuke Suzuki, presidente e CEO da Japan Lifeline, também fez a seguinte declaração: "Em 2005, nós fomos pioneiros na introdução do primeiro oclusor do DSA no Japão e temos contribuído para a disseminação de oclusores do DSA como aparelhos favoráveis aos pacientes e minimamente invasivos. Embora tenhamos suspendido as vendas de oclusores do DSA em 2011, devido à expiração do contrato de distribuição, estamos reentrando no mercado de tratamento das doenças estruturais do coração com a apresentação dos excelentes produtos da Occlutech".

O oclusor de DSA da Occlutech consiste de uma flexível tela metálica de nitinol, com propriedades de "memorização da forma". A tecnologia própria da Occlutech permite a criação de produtos com propriedades únicas quanto à flexibilidade e adaptabilidade. O implante estará disponível em diferentes configurações e tamanhos para acomodar uma larga variedade de defeitos. O implante da Occlutech para o DSA permite o fechamento desses defeitos de maneira rápida, sem trauma e minimamente invasiva. O fechamento do DSA usando aparelhos implantáveis é uma alternativa à cirurgia de coração aberto.

Sobre a Occlutech 

A Occlutech está desenvolvendo e comercializando produtos inovadores para o tratamento de doenças estruturais do coração. A empresa vende e comercializa oclusores dos defeitos do septo atrial (DSA), foramen oval permeável (POF), fosfolípase D (PLD), defeito do septo ventricular (DSV) e persistência do canal arterial (PDA), bem como uma linha de aparelhos de oclusão e acessórios especializados em mais de 80 países de todo o mundo. A Occlutech possui diversos produtos inovadores em desenvolvimento, por exemplo, de oclusão do apêndice atrial esquerdo (AAE), e opera unidades na Alemanha, Turquia e Suécia. Para mais informações, por favor, visite o site da Occlutech em http://www.occlutech.com.

Sobre a Japan Lifeline Co., Ltd. 

A Japan Lifeline possui uma história de 35 anos como uma fabricante, importadora e distribuidora líder de produtos médicos de qualidade para a área cardiovascular. A Japan Lifeline possui um forte histórico de sucessos comprovados na apresentação de produtos únicos de algumas das principais empresas de tecnologia médica do mundo, através de 34 filiais em todo o Japão, e também construiu e expandiu novos mercados com esses produtos de ponta do exterior. A Japan Lifeline é uma empresa publicamente negociada, símbolo 7575 (JASDAQ). Para informações adicionais, por favor, visite o site da Japan Lifeline em: http://www.japanlifeline.com.

FONTE Occlutech International AB

Demo Day de Startups de Saúde da Berrini Ventures

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Hoje temos a alegria de convidá-los para a “formatura” das startups de saúde da Aceleradora Berrini Ventures, a primeira aceleradora de saúde do Brasil, que tem como objetivo acelerar e fortalecer iniciativas de saúde digital, que possam trazer melhoras disruptivas para a saúde do Brasil, que acontecerá no dia 01 de fevereiro de 2016.

Este é um momento a ser celebrado, pois no atual cenário em que tantas aceleradoras já encerraram suas atividades, continuar apoiando a inovação e o empreendedorismo em saúde no Brasil é um privilégio ímpar.

Mas, a presença e o apoio de vocês é fundamental, pois queremos mostrar a força e o dinamismo das startups de saúde brasileiras, bem como seu apoio perante a sociedade. Sem o apoio de vocês, corremos o risco de fechar e nossa missão não será cumprida.

Por isso, a presença de vocês, presencial ou virtual, através da transmissão on-line gratuita, é absolutamente fundamental para a sustentabilidade deste projeto.

Teremos oito startups de saúde apresentando seu pitch: Vitta, Flowing, Avelã, Catálogo Hospitalar, Connect, Oxiot, Epistemic e i-Care. Todas são startups vencedoras que merecem nossa atenção e respeito e o seu apoio pode ajudá-las não somente a sobreviver, mas a crescer e ter um impacto muito positivo na saúde brasileira.

Neste dia, teremos um painel de jurados composto por Romeu Busarello, CMO da Tecnica, Ana Fontes, Fundadora da Rede Mulher Empreenddora, Allan Costa, consultor, investidor-anjo e palestrante, Marcelo Nakagawa, professor de Empreendedorismo do Insper, que irão selecionar os dois melhores pitches para um reconhecimento especial.

O DemoDay da Berrini Ventures irá acontecer dentro do e-Health Summit Brazil 2016, um evento realizado em parceria com o Syte e o INRAD-HCFMUSP, que tem como objetivo discutir o cenário da saúde digital no Brasil e no mundo, que ocorrerá dia 01/02/16. O Syte é uma organização alemã, que trabalha com desenvolvimento do e-health ao redor do globo. O INRAD lidera a iniciativa do Centro de Inovação do HCFMUSP, que tem como objetivo desenvolver novos produtos e serviços em saúde, com base em conhecimento gerado dentro do Complexo HC.

As pré-inscrições podem ser realizadas CLICANDO AQUI. A transmissão on-line é gratuita e o ingresso presencial é pago.

SAMU do DF pode ser o primeiro serviço público acreditado pela JCI

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do Distrito Federal pode vir a ser o primeiro serviço público de remoção do país a ser acreditado pela Joint Commission International (JCI), representada exclusivamente no Brasil pelo Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), que, em 2012, acreditou o Amil Resgate Saúde, primeiro serviço móvel de transporte acreditado pela JCI, no Brasil.

O médico Rafael Vinhal da Costa, coexecutor do Programa de Educação para Melhoria da Segurança e da Qualidade, explica na entrevista abaixo quais os enfrentamentos e os sucessos da equipe no caminho da acreditação internacional JCI/CBA. Ele que também é colaborador dos Protocolos Clínicos de Atenção Pré-Hospitalar do Ministério da Saúde e instrutor em Política Nacional de Urgências, Regulação Médica e Transferências Interhospitalares do Núcleo de Ensino em Urgência (NEU/SAMU/DF), frisa que o “SAMU do Distrito Federal sempre foi uma referência nacional para a Atenção Pré-Hospitalar. Ao longo de dez anos de funcionamento, estivemos à frente de projetos inovadores no país, como o das bikelâncias e do núcleo de saúde mental, com psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais inseridos ao serviço”.

Acompanhe a entrevista na íntegra:

O que motivou o SAMU-DF a buscar a acreditação?

Há aproximadamente três anos criamos um Observatório de Saúde, capaz de monitorar, a tempo e a hora, os indicadores de saúde do sistema. Iniciamos a construção de Protocolos Operacionais Padrão e de Protocolos Clínicos para as urgências pré-hospitalares. Estes últimos, em parceria com a Coordenação Geral de Urgência e Emergência (CGUE), do Ministério da Saúde. Mas faltava algo à nossa instituição. Sentíamos a necessidade de ir além do monitoramento de indicadores e da criação de protocolos.

O serviço estava consolidado e preparado para tonar a segurança e a qualidade princípios do atendimento pré-hospitalar. Começamos, então, as negociações com o Consórcio Brasileiro de Acreditação. E, em agosto de 2015, iniciamos o Programa de Educação para Melhoria da Segurança e da Qualidade.

Como foi a adequação do serviço aos padrões de qualidade e segurança estabelecidos pela Joint Commission International?

Os padrões de qualidade e segurança estabelecidos pela JCI são nossas metas, nossos alvos. Mas, como todos padrões de excelência, são padrões exigentes. Confessamos que os padrões de segurança e de qualidade nos fazem, acima de tudo, refletir muito sobre o planejamento e a gestão do serviço. Embora os padrões sejam claros, coerentes e pareçam óbvios de serem seguidos, adotá-los é um desafio.

A implementação da segurança e da qualidade impõe uma mudança na cultura organizacional. É necessário que todos os atores envolvidos no cenário pré-hospitalar estejam familiarizados com os padrões e que internalizem a sua importância. Nesse diapasão, a adequação do SAMU-DF aos padrões de qualidade e segurança tem sido instigante.

Como motivar a equipe a seguir esses padrões?

A mudança da cultura organizacional e dos processos de trabalho é, a um só tempo, doloroso e instigante. Doloroso, pois cada um dos trabalhadores da instituição deve estar aberto a aprimorar o seu processo de trabalho de forma a abandonar a cultura do “fazer a sua própria maneira” e adotar rotinas de excelência baseadas em evidências. Instigante porque entramos em contato com ferramentas de gestão de excelência, padronizadas internacionalmente.

Motivar a equipe talvez seja o grande segredo para a melhoria da segurança e da qualidade em uma instituição pública de saúde. Como trabalhadores do SAMU, temos a missão de salvar vidas e de garantir a saúde dos usuários do sistema de saúde. Acreditamos que prestamos um bom serviço à população. Mas não basta acreditarmos na excelência de nosso serviço. É preciso que essa excelência seja avaliada. As avaliações, em especial as avaliações externas, guiam o nosso processo de trabalho e aprimoram o nosso serviço. Nos fazem crescer. E a possibilidade de receber um reconhecimento internacional de segurança e qualidade nos move. Não apenas pelo reconhecimento, que, por si só, seria excelente. Mas, acima de tudo, por saber que estamos no caminho certo, que estamos salvando vidas com qualidade e excelência.

É isso que motiva a equipe: a eficiência em salvar vidas.

Houve mudança no processo/estrutura de trabalho por conta da acreditação?

Durante o Programa de Educação para Melhoria da Qualidade e da Segurança do SAMU foi necessário modificar alguns processos de trabalho. Uma das maiores deficiências nacionais na Atenção Pré-Hospitalar é, sem dúvidas, o controle de infecções. Não há portarias e legislação específica de controle de infecções para o ambiente pré-hospitalar. Com isso, impôs-se a criação de uma Comissão de Controle de Infecção no SAMU-DF. Essa comissão tem criado um programa de controle de infecções, mediante construção de protocolos e de cursos de educação permanente.

Outra grande deficiência de nosso serviço está na qualidade de nossas bases descentralizadas. Essas bases necessitam garantir condições dignas de higiene e repouso para nosso trabalhador, bem como assegurar uma logística adequada de armazenamento e dispensação de medicamentos, materiais e insumos.

Durante o processo, tem sido ainda necessário: rever a missão, a visão e os valores da instituição; repensar nossos indicadores de saúde, de qualidade e de resultados; refletir sobre os direitos e os deveres de nossos usuários; e, criar comissões de ética, de revisão de prontuários e de revisão de óbitos.

Quais os benefícios que a acreditação pode trazer para o serviço?

E há algum malefício ao serviço? Não, não há. O SAMU-DF e a população só têm a ganhar. A mudança organizacional trazida pelo Programa de Melhoria da Segurança e da Qualidade é capaz de dar excelência aos processos de trabalho. O Programa nos traz a certeza de que a população está sendo bem atendida, de que estamos prestando um serviço de excelência.

O SAMU passará a controlar os riscos de infecção; poderemos monitorar melhor nossos indicadores de saúde e saber se estamos evoluindo nos processos de trabalho. E haverá maior transparência para o usuário do sistema, que terá seus direitos e deveres bem estabelecidos.

Outra expectativa é com a avaliação externa e com o diagnóstico situacional realizado pelo CBA. Teremos a chance de expor as deficiências de nossas bases descentralizadas. E poderemos colocar como prioridade de nossa agenda: a garantia de condições dignas de higiene e repouso para nosso trabalhador e; um adequado armazenamento e dispensação de medicamentos, materiais e insumos.

Vemos que o Programa de Melhoria da Segurança e da Qualidade é de interesse público. Urge que os gestores se sensibilizem e apoiem os padrões de segurança e qualidade.

Quais as perspectivas futuras?

A vigilância e o monitoramento dos indicadores de saúde deve ser um processo permanente. Nesse sentido, a perspectiva é que o Escritório de Segurança e Qualidade continue vivo, realizando uma vigilância de forma contínua, gerando informações úteis de apoio ao planejamento e à gestão. Teremos, ainda, como prioridade em nossa agenda o armazenamento e a dispensação de medicamentos, materiais e insumos, além da reestruturação de nossas bases descentralizadas. É necessário que o SAMU-DF conte com a presença de farmacêuticos em nosso serviço.

E a qualidade das bases descentralizadas é condição sine qua non para processo de qualificação da instituição no Ministério da Saúde. E, com a qualificação das bases, que hoje estão apenas habilitadas, será possível aumentar consideravelmente o repasse federal do Ministério da Saúde para a Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal.

Também é preciso que cumpramos as resoluções do Conselho Federal de Medicina – CFM – e que criemos as nossas comissões de ética médica, de revisão de prontuários e de revisão de óbitos.

Farmacêutica Shire adquire Baxalta, criando líder global em doenças raras

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A empresa farmacêutica irlandesa Shire, que produz medicamentos para doenças raras, aceitou pagar cerca de 32 bilhões de dólares pela norte-americana Baxalta, que fabrica medicamentos contra o câncer.

Pelo acordo, por cada papel, os acionistas da Baxalta receberão 18 dólares em dinheiro e mais 0,1482 de ações ADS (American depositary shares) da Shire.

Levando em conta o preço das ADS da Shire na última sexta-feira (08/01), o valor pago por cada ação da Baxalta chega a 45,57 dólares – um prêmio de aproximadamente 37,5% frente ao que cada papel valia em 3 de agosto, dia anterior à primeira oferta pública feita pela Shire.

Os investidores da Baxalta terão uma participação de cerca de 34% na empresa combinada ao fim da transação, que deve ser concluída ainda em meados de 2016.

A nova companhia pode alcançar um faturamento anual de mais de 20 bilhões de dólares em 2020, segundo estimativas da Shire.

Seu negócio principal seria a plataforma de doenças raras, que deve ser responsável por 65% das receitas anuais.

"Essa combinação nos permite efetuar nossa visão de construir uma empresa líder em biotecnologia focada em doenças raras", disse Flemming Ornskov, presidente da Shire, em release ao mercado.

*Com informações da Exame em 11/01/2016.

Startup promete lançar exame de sangue para detecção de câncer

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E se apenas um simples exame de sangue pudesse detectar qualquer tipo de câncer, quando ainda fosse fácil de ser tratado?

É exatamente isso que pretende tornar possível a Illumina, companhia de biotecnologia pioneira na sequenciação do DNA de forma barata e eficiente. Ela está lançando uma nova startup, a GRAIL (pois tal teste seria realmente o santo graal para oncologistas) com um financiamento de $100 milhões de dólares. A Illumina terá a maior participação e os outros parceiros incluem Bill Gates, Sutter Hill Ventures, ARCH Ventures e Bezos Expeditions do Jeff Bezos. Se esta tecnologia realmente funcionar, a startup poderia ter um enorme impacto médico, econômico e social.

"Tudo aqui é direcionado para que seja um teste "pan-câncer", um teste que seja universal" disse Jay Flatley, CEO da Illumina há dezesseis anos e que vem melhorando o poder de sequenciação do DNA numa taxa que excede as melhorias realizadas em microchips durante o mesmo período de tempo.

"Este é o nosso maior investimento", afirmou Robert Nelsen, um parceiro na ARCH, sobre o GRAIL. Nelsen ajudou a fundar a Illumina, e, mais recentemente, algumas das startups melhores fundadas de todos os tempos, incluindo a companhia focada em câncer, Juno Therapeutics, que arrecadou $310 milhões de dólares antes de sua oferta pública inicial, e a Denali Therapeutics, focada em doenças cerebrais, que arrecadou $217 milhões no ano passado.

"Ainda precisa ser provado, mas é bastante possível que você poderá ter muitas e aprofundadas informações sobre vários tipos de câncer com apenas um teste", declarou Nelsen à imprensa.

Flatley afirma que a ideia para a GRAIL foi concebida há 18 meses atrás quando os pesquisadores da Illumina  estavam testando os sequenciadores de DNA da empresa em sangue. Eles descobriram uma vez que os sequenciadores da empresa se tornaram cada vez mais poderosos, eles seriam capazes de detectar quantidade de DNA nessas amostras.

*Com informações da Forbes em 10/01/2016.

Sistema de TI torna a criação de cuidados paliativos fácil e acessível

Um novo sistema de TI foi anunciado pelo serviço clínico britânico NHS Coordinate My Care (CMC, que deve tornar a criação de cuidados paliativos personalizados mais fácil e acessível, e aumentar a satisfação com os serviços de saúde e com o atendimento aos pacientes do sistema público de saúde. Desde o seu início em 2012, o programa inovador criou mais de 25 mil iniciativas de cuidados paliativos eletrônicos personalizados em toda Londres com a esperança de que um novo sistema impulsione ainda mais a captação de usuários na capital inglesa e em outras localidades.

Atualmente, o CMC, que é hospedado pelo The Royal Marsden NHS Foundation Trust, compartilha dados dos cuidados paliativos por toda Londres seja durante o expediente ou não, para clínicos-gerais, comunidades de enfermagem, de grupos de cuidados paliativos, hospitais, hospícios, agentes sociais, para o Serviço de Ambulância de Londres, para o serviço telefônico NHS 111 e casas de cuidados, para garantir que todo grupo de profissionais de saúde envolvidos nos cuidados dos pacientes estejam conectados 24 horas por dia, sete dias por semana.

John Middleton, gerente-geral do CMC disse, “25 mil cuidados por toda Londres tem sido uma conquista fantástica e uma prova da necessidade não atendida de cuidados centrados nos pacientes em estado terminal (End-Of-Life - EOL, em inglês). De fato, 79% dos usuários do CMC que morreram desde a criação de seu registro de cuidado paliativo no CMC, morreram em seus locais de escolha. Isto é um atendimento centrado nos pacientes que melhora suas experiências e a de seus familiares em tempos difíceis”. Ele adiciona, “Nós temos investido no novo sistema de TI depois de escutar nossos usuários para garantir ao maior número de pacientes e médicos os benefícios deste serviço vital”.

O sistema de TI criado em parceria com a InterSystems possui funcionalidade e é acompanhada por módulos de treinamento e-learning abrangendo todos os aspectos do serviço, incluindo como criar um registro EOL. A Dra. Caroline Chill, diretora-clínica de Integração e Idosos e Adultos Vulneráveis, do Grupo de Comissionamento Clínico (Clinical Comissioning Group – CCG, em inglês) de Merton e clínica-geral em Merton, disse, “Como uma ocupada clínica-geral, estou perfeitamente ciente da pressão do tempo sobre os médicos. Este novo sistema de TI é muito mais amigável ao usuário e deve reduzir o tempo tomado para a criação e atualização dos registros de EOL do CMC”.

Um relatório recente da Unidade de Inteligência Econômica elogiou o atendimento a pacientes em estado terminal no Reino Unido como o melhor do mundo citando qualidade e disponibilidade dos serviços, graças ao NHS e ao movimento de cuidados paliativos, como “inigualável”. Entretanto, o relatório apontou espaço para melhorias, ecoando constatações feitas pelo Provedor de Justiça Parlamentar e dos Serviços de Saúde na Inglaterra, que criticou os serviços de cuidados a pacientes em estado terminal.

A professora Julia Riley, Clinical Lead para a CMC e Consultora de Cuidados Paliativos nos hospitais The Royal Marsden & Royal Brompton recomenda cautela. “Nós somos bons, mas podemos fazer melhor e eu acredito fortemente que o avanço do planejamento de saúde é o caminho a ser seguido. Serviços de banco on-line e caixas eletrônicos nos dão acesso 24/7 às nossas finanças. Os registros de cuidados paliativos digitais podem ser a resposta para um atendimento flexível, no modelo 24/7 totalmente centrado no paciente, e propiciar reduzir custos para o NHS, tudo ao mesmo tempo”.

A próxima fase de implantação para o Coordinate My Care inclui o aumento da interoperabilidade com clínicos-gerais, serviços comunitários, sistemas de TI para atendimentos agudos e urgentes, resultando na entrega de interoperabilidade completa, permitindo aos usuários utilizar o serviço CMC perfeitamente dentro de seus sistemas de hospedagem quando apropriado.

A diferença entre chefes e "superchefes" na Saúde

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O campo da saúde está passando por uma das mudanças mais radicais já vistas desde a adoção no século XIX da teoria microbiana das doenças e da anestesia cirúrgica. Em meio a este momento turbulento, que tipos de administradores executivos são os mais procurados por hospitais e instituições de saúde?

A principal característica compartilhada pelos chamados "superchefes" é que todos eles -- do designer Ralph Lauren ao diretor e produtor George Lucas até a poderosa das vendas domiciliares de maquiagem Mary Kay Ash -- percorreram suas carreiras procurando novos talentos, de acordo com a Harvard Business Review.

"Eu descobri que superchefes compartilham um número chave de traços de personalidade", escreveu o autor do livro "Superbosses: How Exceptional Leaders Manage the Flow of Talent" e professor da Universidade de Dartmouth, Sydney Finkelstein. "Eles tendem a ser extremamente confiantes, competitivos e imaginativos. Ele também agem com honestidade e não têm medo de deixar seu eu autêntico aparecer".

O livro de Finkeltein afirma que líderes dinâmicos procuram indivíduos superdotados para serem contratados e, em seguida, preparados para o sucesso. "Foco em contratações não convencionais," ressalta o ensaio da Harvard Business Review. "Focar em inteligência, criatividade e flexibilidade".

Esteja preparado para renovações, disse Finkelstein. Chefes e CEOs estão preparando as pessoas que contratam para trabalhar juntamente com a sua organização, mas superchefes entendem que estão definindo seus protegidos para um futuro de sucesso.

CEOs de hospitais e de instituições de saúde estão em uma posição única para promover mudanças. Por isso, líderes de saúde devem estar preparados para contratar indivíduos de outras áreas, como do setor financeiro, firmas de tecnologia e de gestão da informação.

CEOs de saúde de sucesso devem também abraçar a mudança, ter competência clínica, usar estratégias impulsionadas por dados, ser gerentes ágeis de sua equipe  e também focar nas finanças.

"O CEO do futuro será alguém que entende de prestação de continuidade de cuidado, desde internações à consultórios médicos até serviços auxiliares de saúde em casa, farmácia e casas de repouso, e é capaz de unir tudo isso, promovendo um excelente serviço a um custo reduzido", disse Tom Giela, diretor de serviços de saúde para a filial de Chicago da empresa de recrutamento de executivos Korn Ferry, relatou anteriormente a FierceHealthPayer.

*Com informações da FierceHealthcare em 07/01/16.

Pro Mujer nomeia Maria Cavalcanti como nova presidente e CEO

NOVA YORK, 11 de janeiro de 2016 /PRNewswire/ -- A Pro Mujer anuncia que nomeou Maria Cavalcanti como presidente e CEO em 11 de janeiro de 2016. Cavalcanti assume o cargo de Mark McMahon, CEO interino, que ficou à frente da organização após a saída de Rosario Perez por aposentadoria. 

Foto - http://photos.prnewswire.com/prnh/20160106/319900

Maria Cavalcanti traz à Pro Mujer mais de 25 anos de experiência profissional. Mais recentemente, ela foi cofundadora e sócia-diretora do FIRST Impact Investing, fundo de investimento privado no Brasil. Antes de atuar no FIRST, Cavalcanti foi diretora de estratégia da Fundación Avina, onde liderou as iniciativas operacionais e estratégicas em toda a organização. Antes disso, Cavalcanti trabalhou na Dell Inc., onde teve participação direta na expansão da empresa para a América Latina, e foi consultora da A. T. Kearney e da TPI. Cavalcanti é palestrante respeitada sobre temas como investimento de impacto e inclusão financeira na América Latina. Ela é autora de vários artigos acadêmicos e comerciais e atuou em conselhos de administração internacionais, inclusive da Aspen Network of Development Entrepreneurs, PYME Capital Fund, e FUNDES.

A presidente do conselho da Pro Mujer, Gail Landis, comentou: "Estamos entusiasmados em ter a Maria como próxima CEO da Pro Mujer. Ela possui a combinação perfeita de experiência nos setores público e privado, formação e conhecimento excelentes, e o espírito necessário para liderar a Pro Mujer rumo à sua próxima fase. O mais importante é que sua paixão é melhorar a vida das mulheres desfavorecidas em toda a América Latina." 

"A igualdade das mulheres é a base de uma sociedade saudável e no entanto a realidade mostra uma condição diferente para muitas mulheres na América Latina", disse Cavalcanti. "As aspirações das mulheres são frequentemente obstruídas pela pobreza, o abuso e a negação. Imagino um mundo em que mulheres e homens possam ter as mesmas oportunidades, respeito e valor. Estou entusiasmada em criar um legado para a Pro Mujer que permita que as mulheres desamparadas possam concretizar todo seu potencial." 

Sobre a Pro Mujer:

A Pro Mujer é uma organização líder no desenvolvimento das mulheres, com sede na Cidade de Nova York. A Pro Mujer oferece serviços essenciais que ajudam as mulheres a se recuperar das constantes crises de escassez, administrar empresas bem-sucedidas, investir no seu próprio bem-estar e melhorar o nível de vida de suas famílias e comunidades. A Pro Mujer atende mais de 250.000 mulheres anualmente na Argentina, Bolívia, México, Nicarágua e Peru. 

Em mais de 25 anos, a Pro Mujer desembolsou mais de $1 bilhão de dólares em empréstimos de pequeno porte e forneceu treinamento comercial e para empoderamento, e assistência de saúde preventiva, primária e reprodutiva para quase dois milhões de mulheres, transformando sua vida e a vida de sete milhões de crianças e seus familiares. 

Para obter mais informações, visite www.promujer.org ou participe da conversa no Twitter, LinkedIn, e no Facebook.

Contato para a mídia:

Stefan Segadlo
Diretor de comunicações
+1-646-626-7000, ramal134
stefan.segadlo@promujer.org

FONTE Pro Mujer

Saúde Pública: Paralelo entre São Paulo e Rio de Janeiro

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Com a saúde pública cada vez mais sob os holofotes, 2 fatos protagonizam a mídia nas últimas semanas: o profundo caos no Rio de Janeiro e a aparente normalidade em São Paulo.

Primeiro é preciso combinar que não vai aqui nenhum elogio à saúde pública de São Paulo – o que estou comentando é que os problemas em São Paulo não se agravaram com a mesma intensidade da crise financeira, e nem com a mesma amplitude que ocorreu no Rio de Janeiro.

Os fatos mais relevantes discutidos nas últimas semanas (são fatos):

A Rede Estadual de Saúde do Rio de Janeiro chegou ao ponto de depender de empréstimo de recursos do Governo Municipal para não fechar as portas definitivamente;

Os números demonstram que cerca de 40% dos atendimentos de alta complexidade do SUS no Brasil são realizados no Estado de São Paulo. E o Estado de São Paulo não tem 40% da população brasileira, não recebe 40% do repasse total do SUS e nem representa 40% da rede de atenção de alta complexidade do SUS.

Vou comentar alguns fatores que ajudam a explicar a diferença entre o São Paulo e Rio de Janeiro.

1º- Esforço do Governo Paulista em reservar uma parte dos seus recursos para melhorar a gestão e não só destinar recursos para equipamentos e insumos essencialmente assistenciais. Prova disso é o projeto de implantação de um sistema informatizado único que tem como principal objetivo mudar os processos (o S4SP).

Quantas vezes vemos políticos dizendo “quando assumir vou promover um choque de gestão e colocar pessoas mais capacitadas para isso ou aquilo”. Isso não funciona. Qualidade parte da premissa que se deve melhorar os processos, e fazer com que as pessoas se adaptem e/ou se capacitem neles.

Quando os processos são mais transparentes e estão sob controle temos melhor visibilidade do empenho de recursos, dos desperdícios, da produção e da produtividade. Assim é possível planejar de forma mais adequada e fiscalizar de forma mais eficaz. Um professor famoso, que todos admiramos, sempre diz: “sem informação não há gestão”.

Pode ser que exista, mas não tenho conhecimento deste foco de gestão da saúde no Rio de Janeiro.

2º- Em São Paulo existe menos "contratualização" com o SUS do que no Rio de Janeiro.

Este ponto é polêmico e sou pessoalmente muito criticado pelo meu posicionamento a respeito: a "contratualização" funciona na teoria, mas não funciona na prática porque sempre será vulnerável aos “descaminhos políticos”.

Hospitais devem ser remunerados com base no que produzem, e a produção deve ser detalhadamente medida segundo as contas que apresenta. Mesmo que isso dê trabalho (e dá), somente apresentando contas detalhadas e sendo remunerado a partir delas é que se tem controle real dos recursos empenhados. Se você estabelece uma meta de atendimento e remunera o hospital “através de uma mesada”, primeiro elimina a possibilidade de aferir adequadamente se ele está gastando mais do que deveria, e segundo, a discussão do “valor da mesada” em relação à demanda real vai depender da afinidade política do gestor (ou da instituição do governo a que está vinculado) com o comando do SUS. Uma discussão que deve ser estritamente técnica se perde em “interesses partidários”. Neste cenário eu nunca aposto em quem ganha porque nunca se sabe, mas aposto com certeza em quem perde: sempre o hospital.

Na prática a "contratualização" resulta em limitação de atendimento: acabou a mesada... Ela não está refletindo o aumento da inflação... Vai faltar dinheiro para a despesa fixa... Então vamos limitar a despesa variável – não tem mágica!

O Governo de São Paulo tem tanta certeza que é necessário controlar e apresentar o centavo de cada conta apresentada para o SUS que uma das principais metas do projeto de implantação do sistema é a informatização das AIH’s, BPA’s e RAAS’s. Com isso ele passa o recado aos gestores hospitalares que tão importante quanto atender o paciente e o prontuário eletrônico, é o controle do empenho de recursos que financia o sistema.

No Rio a "contratualização" é muito mais frequente que em São Paulo, e é evidente que ele está sofrendo com isso.

3º- O Governo Municipal de São Paulo não inaugurou tantos hospitais quanto havia prometido na campanha – graças a Deus!

Não importa se existe viés na decisão: se faltou recurso, se houve erro de avaliação... O que importa é que ele não despejou no sistema mais “um monte de elefantes brancos bonitinhos” que não contribuem efetivamente para o sistema.

O que importa e que temos que comemorar é que ele acertou ao não inaugurar!

Quando ouvimos um candidato à prefeito, ao governo, ou à presidência discursar que vai inaugurar mais X hospitais para ganhar voto (não o meu) só temos a certeza de uma coisa: ele está errando na essência – errando no atacado e não no varejo.

Saúde Pública só é efetiva quando os equipamentos públicos municipais, estaduais e federais funcionam de forma integrada e hierarquizada: atenção primária no município, e terciária no estado.

Saúde Pública não é Saúde Privada, onde um investidor monta um hospital e corre atrás de pacientes para aumentar sua receita, e se tiver “over book” melhor. Tive a oportunidade de participar de alguns projetos de aumento de receita em hospitais privados e aprendi o quanto o hospital privado necessita “ser predador para não virar caça”.

A lógica do sistema público é diferente: “over book” significa gente desassistida, agonizando, morrendo – o gestor hospitalar público tende a correr do paciente “como o diabo foge da cruz”.

Por pior que possa ser o relacionamento entre os partidos do Governo e Município de São Paulo, sou testemunha de diversos casos de cooperação e integração de efetivo sucesso. Sou testemunha desta integração entre Governo e outros Municípios do Estado também – não ouvi falar: conheço pessoalmente, estive neles e “vi com meus próprios olhos”.

Por exemplo: o maior ambulatório de especialidades da América Latina (em São Paulo) compartilha no mesmo gigantesco espaço físico serviços municipais, estaduais e federais em convênios com centros de excelência – o paciente inicia o atendimento em um serviço e vai sendo encaminhado para outros sem mesmo perceber o que está acontecendo. Infelizmente ele não é o que se pode chamar de “caso de sucesso de gestão interna”, mas é um equipamento vital para a saúde pública e integra “faunas e floras de naturezas muito diferentes”.

Pode ser que exista, mas não conheço casos de sucesso deste tipo no Rio. As instituições municipais, estaduais e federais no Rio são muito herméticas.

Gostaria de finalizar reforçando que não passa pela minha mente dizer que a saúde pública em São Paulo é maravilhosa – nem digo que é boa, quanto mais maravilhosa!

O que me permito afirmar é que o foco na gestão é benéfico e imprescindível, e que a "contratualização" é maléfica, a ponto de dificultar a gestão.

E me permito afirmar também que nenhum “candidato a coisa alguma” parece ter aprendido com os meus professores que saúde não se resolve por decreto – enquanto não houver integração efetiva entre as instâncias de governo o SUS vai continuar “ao Deus dará”.