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O lado B: investidor no Vale do Silicio

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Após o encontro com a Omada Health, conversamos com o seu primeiro investidor-anjo, Shahram Seyedin-Noor, para entender como funciona o processo de investimento no Vale do Silício, as características que tornam uma startup atrativa, suas perspectivas e formação de portfólio.

Em sua primeira rodada, no ano de 2011, a Omada levantou US$ 20k com o investimento-anjo de Shahram. Em seguida, a empresa participou de rodadas de US$ 800k, US$ 4M, e US$ 23M até 2014. US$ 48M em 2015, e finalmente US$ 50M em sua rodada mais recente, há 2 anos, liderada pela Cigna, uma das maiores operadoras americanas, em movimento estratégico no qual se tornou sócia da Omada. “É muito provável que a Omada participe de uma rodada de US$ 100M nos próximos 12 meses, visto a sua crescente tração de mercado”, diz Shahram.

Neste período, a empresa recebeu 6 rodadas de investimento, totalizando US$ 126M, de 21 investidores diferentes. Hoje o valuation da Omada é mantido em sigilo, mas Shahram conta que, quando investiu, no início da empresa, seu valor estava abaixo dos 5M, e agora está na casa das centenas de milhões. Diferentemente de outros modelos de investimento, no Vale do Silício, não há compartilhamento de lucros ou divisão de dividendos entre os investidores até que a empresa se torne pública, na Nasdaq, por exemplo, possibilitando a venda das ações. Outra forma do investidor recuperar o dinheiro investido é quando a startup é comprada por uma empresa maior. O intuito dos investidores é o crescimento das empresas e alcance de uma maior fatia de mercado, normalmente não é um retorno rápido.

Sharam é proprietário do fundo Civilization Ventures, iniciado em 2016. Formado em direito por Harvard, o iraniano iniciou a carreira, na área de investimento de risco, no Wilson Sonsini, escritório que representa empresas como a Apple, Google e a Omada. Essa experiência lhe rendeu um vasto conhecimento sobre o ecossistema das startups e de inovação. Após quatro anos, ele migrou para o Goldman Sachs, reconhecido banco de investimentos. E, agora, em sua jornada de empreendedor/investidor, ele tem o objetivo de unir o mundo por meio da tecnologia. Especificamente através de investimentos em saúde, como biologia sintética, engenharia celular, impressão 3D de biológicos e sequenciamento genético. O foco são healthtechs com tecnologias disruptivas.

Em sua primeira empresa, NextBio, Shahram ainda trabalhou para levantar o montante de US$ 16M antes de ser adquirida pela Illumina. A NextBio é uma empresa de software que promove uma plataforma para estudo e compartilhamento de conhecimento na área de análise genômica.

“Eu entrei nessa empresa com três pessoas, e conseguimos quase 20 milhões de dólares, com uma receita anual de 10 milhões. Eu contratei mais de 50 pessoas, aprendi a negociar, a construir uma empresa de fato. Quando saí, havia cerca de 70 pessoas no time. Vendemos para a Illumina, maior empresa de testes genéticos do mundo. Quase todos os testes vistos por aí são rodados na plataforma deles. A Illumina é o equivalente à Intel ou Nvidia, eles criam chips que fazem o processamento genético.” ele conta.

O fundo da Civilization Ventures apoia startups que visam a transformação do setor de saúde, de um modelo reativo e genérico, para um modelo preventivo e de medicina personalizada. “Vocês já ouviram falar da empresa 23andMe? É uma empresa de serviços de testes genéticos, que permite que você conheça os seus ancestrais ou riscos de doenças. Eles já fizeram testes em mais de 10M de americanos”, questiona o investidor logo antes de revelar os seus planos: Shahram pretende fazer algo semelhante no Brasil e na Índia. “Testes genéticos de baixo custo e com um painel proprietário. Só no Brasil são 200 milhões de pessoas para o mercado!”

Ainda em testes genéticos, participam do portfólio startups como a Billion To One, que cria soluções para grávidas checarem o teste genético dos fetos entre 90% e 99% de confiança, já que 10% do DNA do bebê já circula em seu sangue. “É uma revolução que está acontecendo no mundo todo. Os testes genéticos tiveram um avanço muito mais rápido do que os semicondutores. A lei de Moore diz que a cada 18 meses a capacidade de um chip dobra e seu preço cai pela metade. Estamos vendo isso de forma mais acelerada com os testes genéticos: o primeiro genoma humano foi sequenciado em 2000, e custou entre 1 e 3 milhões de dólares aproximadamente. Atualmente eu posso fazer o sequenciamento de qualquer um por mil dólares, é uma redução de 1 milhão de vezes em 20 anos. É por isso que investimos no setor”

Depois da NextBio, ele iniciou outra empresa, baseada na Rockefeller, uma das principais universidades de Nova Iorque. A Rgenix atua no desenvolvimento, em estágios clínicos, de medicamentos para evitar a progressão do câncer, através de uma plataforma de descoberta que pode ser aplicada praticamente para qualquer tipo de tumor. “Nós levantamos mais de US$ 80M para essa empresa, e atualmente temos dois medicamentos que estão em estudos clínicos em humanos nos Estados Unidos.”

Shahram conta que geralmente faz investimentos em estágios iniciais, e que salvo casos isolados como o progressivo investimento na Omada, atuando majoritariamente em investimento semente. “Quando eu faço investimento em uma empresa no estágio inicial eu me concentro em três pontos: na tecnologia, na equipe e no mercado. Eu quero ter certeza de que o mercado seja bem grande ou que esteja crescendo muito rápido. Além disso, também quero ter certeza de que os fundadores tenham um histórico de tecnologia, com background em biologia, medicina ou inteligência artificial.”, e completa, “O produto também tem que ter uma elevada barreira de entrada para evitar a competição e ser disruptiva o suficiente para se defender. Buscamos empresas que tenham uma vantagem ‘injusta’ para investir, na combinação destes três pontos que citei”, diz ele.

Os investimentos nessa fase giram em torno de 500 mil dólares por 10% da empresa, que tipicamente é avaliada em cinco milhões de dólares. “A questão é que temos que participar das outras rodadas de investimento dessa empresa para mantermos a posse de 10% e não sermos diluídos”, revela. No ano passado, o fundo investiu em cerca de 21 empresas. “Tivemos sorte de que uma das nossas empresas, Rocket Pharma, fez a sua oferta pública cerca de 10 meses após a entrada em nosso portfólio. A empresa passou de US$ 1B em valor, e a Civilization vendeu todas as suas ações, retornando o lucro aos investidores do fundo.

Para fechar a conversa, Shahram diz que não gosta de ser simplesmente um investidor, e que por seu passado empreendedor, trabalha forte no relacionamento entre as startups e as pessoas do mercado, como um intermediador. E prevê: “Acreditamos que ao longo dos próximos 20 anos, as maiores empresas que existem hoje, Apple, Facebook, Google, Microsoft, serão da área da saúde. Empresas baseadas em biologia. Assim como o século passado foi do Silício, esse será o da biologia”

Fanem e Istituto Europeo di Design realizam concurso de design de produtos

A Fanem, empresa brasileira que fabrica produtos inovadores nas áreas de neonatologia e de laboratórios com unidades no Brasil, Índia e México, em parceria com o Istituto Europeo di Design, o IED São Paulo, renomada instituição internacional de ensino, realizou a segunda edição do Concurso de Design de Produtos. O concurso é uma oportunidade para os estudantes do Curso de Design de Produto e Serviços da instituição aplicarem os conhecimentos adquiridos no desenvolvimento de novas soluções e terem uma experiência concreta de aprimoramento técnico e inovação. “Embora os alunos sejam premiados, inclusive com a oportunidade de um estágio, o melhor reconhecimento de todos é ver os projetos aos quais se dedicaram materializados e fabricados por uma indústria como a Fanem, conhecida pelo seu elevado grau de inovação”, explica Felipe Garcia, professor do Curso de Design de Produto e Serviços do IED e um dos idealizadores do concurso.

Simulando o cenário profissional que os alunos irão encontrar, o concurso seguiu o ciclo de desenvolvimento de produtos de um escritório de design, subdividindo-se em três etapas: imersão, desenvolvimento e técnica. 

O concurso foi dividido em duas categorias: o desenvolvimento de um novo produto e ideias de melhorar o aproveitamento das sobras de acrílico. Os 25 alunos participantes foram convidados a desenvolver uma cúpula para o Agitador de Plaquetas 2540, além de novos produtos utilizando retalhos de placas de acrílico para outros segmentos.

“Inovação é sair da zona de conforto, buscar o novo. E é exatamente isso que os alunos do IED proporcionaram nesta experiência: novas e criativas soluções que fogem do padrão tradicional, por estarem propícios à experimentação e implementação de recursos inéditos”, explica Claudio Curvelo, Supervisor de Marketing da Fanem.  

Os critérios de avaliação foram o alinhamento à identidade visual, criatividade, robustez e design atemporal e inovador. Foi considerada também a inspiração em projetos idealizados pelo fundador da Fanem, Arthur Carl Schmidt, respeitando a história e origem da empresa. “Podemos dizer que esses projetos, que estão praticamente 60% concluídos, estão em total consonância com os demais produtos e processos produtivos da Fanem”, ressalta o professor.

Os alunos vencedores do II Concurso de Design de Produtos são: Luiz Fernando Politano Bley Lacerda, Luciana Capuani Masini, Julia Lafetá, Maria Julia Anahia, Leticia Martins Bastos, Julia da Mata e Silva, Bruno Cezar Amorim e Gabrielle Schkolnik.

Grupo Trasmontano já prevê ampliação da segunda unidade do Hospital IGESP, na Praia Grande

O Grupo Trasmontano anunciou um investimento em torno de 150 milhões de reais no primeiro semestre de 2018 para a construção da segunda unidade do Hospital IGESP, na cidade de Praia Grande no litoral paulista. De acordo com cálculos da prefeitura do balneário, a construção do empreendimento irá gerar mais de 4.500 empregos diretos e indiretos.

O IGESP é uma tradicional instituição de saúde com uma história que começou na década de 50, quando foi criado o Instituto de Gastroenterologia de São Paulo. Em 1998 o IGESP foi adquirido pelo Grupo Trasmontano e deu início a uma fase de expansão e modernização. O antigo e pequeno Instituto de Gastroenterologia transformou-se em um dos mais avançados complexos hospitalares do país, preparado para atender às mais diversas áreas da medicina, além de possuir um moderno centro de diagnósticos capaz de oferecer com total segurança e agilidade os mais diversos exames, proporcionando ao corpo clínico do hospital diagnósticos confiáveis e, ao paciente, uma assistência completa e integrada.

E a evolução do IGESP continua. O projeto inicial da nova unidade em Praia Grande sofreu alguns pequenos ajustes, pois foi adquirida uma nova área para ampliação do novo hospital onde será construído um moderno Centro Médico Ambulatorial para atender diversas especialidades. Apesar desse acréscimo no projeto, o andamento da obra está dentro do cronograma previsto e em fase conclusiva. O CEO do Grupo Trasmontano, doutor Júlio Cesar de Machado Lobato, reforça o compromisso que a chegada do Hospital IGESP tem com a região. “Além de gerar mais empregos, temos a responsabilidade de levar para a população do litoral paulista uma medicina de qualidade, com os melhores profissionais do setor”.

A nova unidade do Hospital IGESP será construída no Bairro Aviação e irá acrescentar à cidade de Praia Grande 190 leitos contemplando unidades de internação geral, obstétrica e pediátrica, Unidades de Terapia Intensiva (UTI) adulto, pediátrica e neonatal, Centro Cirúrgico com tecnologia para cirurgias de alta complexidade, amplo Centro de Diagnósticos e, agora, um moderno Centro Médico Ambulatorial. 

Segundo dados do próprio hospital, o cronograma das obras indica o seu início agora, no ano de 2019, e a construção levará cerca de dois anos e meio para ser executada, quando, então, a população da cidade terá mais um ponto de atendimento de saúde.

3 Tendências no setor de Healthcare para 2019

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2018 foi um ano interessante para o setor de saúde e, 2019 prepara-se para ser tão bom quanto. Há um enorme mercado que precisa ser explorado devido ao envelhecimento da população mundial e o anseio de que os idosos vivam sozinhos pelo maior tempo possível. Permitir esse desejo tem sido o foco de reguladores, fabricantes e investidores.

De acordo com dados da Conta-Satélite de Saúde Brasil 2010/2015, divulgados pelo IBGE no fim de 2017, o consumo final de bens e serviços de saúde no Brasil cresceu, atingindo R$ 546 bilhões, valor equivalente a 9,1% do PIB. Deste total, R$ 231 bi (3,9% do PIB) corresponderam a despesas de consumo do governo e R$ 315 bi (5,2% do PIB) a despesas de famílias e instituições sem fins lucrativos.

O novo ano deve ver o impacto contínuo desses fatores, juntamente com o surgimento de novas tendências para apoiar o crescimento e o desejo de reduzir os custos. Três áreas terão grande impacto no mercado da saúde em 2019. Vamos explorar algumas tendências que devem se destacar nos serviços de healthcare este ano:

Internet das Coisas

A Internet das Coisas (IoT) desempenhou um papel proeminente em 2018 e continuará a evoluir em 2019. O principal destaque da IoT e dos dispositivos conectados é a significativa economia de custos na prestação de cuidados. De fato, o atendimento remoto via IoT pode reduzir os custos de assistência médica dos EUA, por exemplo, em até US$ 6 bilhões por ano, de acordo com a consultoria de saúde Willis Towers Watson. Esses dispositivos conectados, incluindo sensores internos e os dados coletados, permitem que os indivíduos mantenham suas vidas independentes com um risco muito menor.

Uma infinidade de dispositivos já utiliza a Internet das Coisas para manter os pacientes conectados remotamente aos provedores e serviços de saúde. As empresas também passaram a usar os dispositivos conectados para rastrear sinais vitais do paciente e vários indicadores de status de saúde. Isso tem melhorado os resultados dos pacientes, permitindo que os provedores realizem mais atendimento, diminuam as visitas hospitalares e reduzam os custos gerais com a saúde.

Outro ponto ainda mais relevante é que esses sensores e dispositivos possibilitam que os idosos tenham uma vida normal em casa. Discretamente, os dispositivos coletam e compartilham leituras com segurança, de modo que qualquer sinal de alerta possa ser descoberto, e qualquer lembrete diário de medicação é enviado proativamente aos pacientes. Por isso, espera-se que tanto o atendimento domiciliar quanto o setor de saúde fiquem cada vez “mais inteligentes”.

Fusões e aquisições

Reguladores, hospitais e seguradoras também já perceberam os benefícios de prestar cuidados remotamente. No entanto, dada a dificuldade do emprego, um mercado de trabalho restrito e uma força de trabalho que se aposenta, a contratação tem sido mais difícil. O mercado de saúde também tem sido tradicionalmente apoiado por um grande número de organizações menores que se concentram em determinadas geografias ou especialidades. No entanto, devido a essa oportunidade de mercado, os investidores têm sido muito ativos com diversos negócios de fusões e aquisições em larga escala para ajudar a construir organizações maiores com mais alcance e escala geográficos. Por exemplo, a ação da M&A no terceiro tri de 2018 registrou o terceiro trimestre consecutivo com mais de 20 aquisições, de acordo com dados da empresa de inteligência de mercado Irving Levin & Associates. No geral, 2018 viu um volume trimestral “muito mais alto” em relação à 2017.

Lisa Phillips, editora do The HealthCare M&A Report, que publicou os dados acima, afirmou: “a consolidação está impulsionando a atividade recente neste mercado, apesar do reembolso e dos obstáculos regulatórios. Como os sistemas de saúde buscam reduzir os custos, esperamos que mais se voltem para as agências de cuidados domiciliares em contextos tradicionais pós-agudos, como instalações de enfermagem especializadas ou instalações de cuidados agudos de longo prazo”.

Como não há líder em participação de mercado e a necessidade de reduzir custos é eminente, espera-se que 2019 seja um ano ativo para os investidores, à medida que as empresas de saúde planejam expandir e ganhar cada vez mais participação no mercado.

Adoção de Tecnologia

Historicamente, o back-office do atendimento ao paciente é arcaico e manual, com o uso do Excel, por exemplo, para agendamento e produção das planilhas de horas. No entanto, por conta de tendências como o aumento da demanda, escassez de talentos para atender o crescente número de pacientes, mudanças na regulamentação e a necessidade de reduzir custos, os provedores de assistência médica domiciliar precisarão apostar em novas tecnologias. Isso inclui o Customer Relationship Management (CRM) para gerenciar vendas e informações de clientes, e o Human Capital Management (HCM) para treinamento e recrutamento de profissionais.

A tecnologia de gerenciamento de serviço em campo também deve ser considerada para ajudar os provedores domésticos a fornecer melhores cuidados, aumentar a participação de mercado e melhorar as operações. À medida que mais recursos e empregados são adicionados ao cronograma, torna-se quase impossível para um humano considerar todos os fatores inerentes à criação do cronograma otimizado. Aqui estão alguns exemplos sobre como a escala aumenta a complexidade:

- Com três funcionários móveis e três empregos, existem seis maneiras possíveis de agendar o trabalho

- Existem 720 maneiras diferentes de despachar seis funcionários para fazer seis trabalhos

- Existem 1.307.674.368.000 maneiras diferentes de despachar 15 funcionários para fazer 15 trabalhos

Como resultado, é quase impossível agendar e monitorar manualmente os profissionais ou usar um software de agendamento que não seja construído especificamente para lidar com esse nível de complexidade - pelo menos sem sacrificar a eficiência e a produtividade. A sofisticação envolvida nesses cenários exige uma tecnologia direcionada para conseguir auxiliar de fato as inúmeras organizações a fornecer melhor atendimento ao paciente, aprimorar operações e reduzir custos.

Diretoria Comercial da MV tem novo executivo

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Triplicar o valor da companhia em cinco anos. Com essa visão de negócio, a MV inicia 2019 com um novo executivo na Diretoria Corporativa Comercial. Jeferson Sadocci, há 15 anos na empresa e responsável pela direção das regionais Rio de Janeiro e São Paulo, assume o novo cargo com o compromisso de dar continuidade ao excelente crescimento registrado pela MV em 2018 e também cumprir o planejamento estratégico da companhia que está entre as maiores empresas de software do Brasil.

Com atuações anteriores em atividades de consultoria, gestão de projetos, gerência e direção regional, Sadocci enfrenta o novo desafio com boas perspectivas diante dos sinais de recuperação da economia. “Como estamos com a expectativa de que o País caminhe em direção ao crescimento, oportunidades surgirão na área da Saúde. Percebemos necessidades de reestruturação nas instituições do segmento, então vamos oferecer novas ofertas de produtos e serviços para aumentar nossa capilaridade no mercado e o nosso market share”, diz.

Para Paulo Magnus, presidente da MV, a experiência do executivo no setor aliada ao seu vasto conhecimento sobre as soluções e o negócio da empresa permitirá a aplicação de diferentes modelos e estratégias. “Quando assumiu Rio de Janeiro e São Paulo, Jeferson teve a competência de formar um time de alta performance e dobrar o tamanho das filiais. Com sua capacidade, também teve grande participação no nosso excelente desempenho em 2018.”

MV cresce 80% em volume de vendas e 21% em receita

Os últimos anos foram marcados por dificuldades em diversos setores no Brasil. Apesar disso, a MV utilizou o momento para investir fortemente em tecnologia com o objetivo de melhorar a performance dos clientes e impulsionar ainda mais o avanço da Saúde Digital no País. Por isso, em 2018 os resultados alcançados foram diferentes. “Embora turbulências econômicas e políticas tenham se estendido ao longo do período, tínhamos em mãos a maior meta já traçada na empresa em 31 anos e a certeza de que não queríamos continuar da mesma forma”, comenta Paulo Magnus.

Com algumas iniciativas de destaque, a MV cresceu 80% em volume de vendas e 21% em receita, o que fez do último ano o melhor em toda a história da empresa. “Durante 12 meses, eu e o nosso diretor administrativo-financeiro, Mark Carvalho, conduzimos juntos a área Comercial e agora, continuaremos apoiando o Jeferson para que os excelentes resultados se repitam e a MV alcance a grande meta de triplicar o tamanho e expandir internacionalmente.”

O entendimento cada vez maior das instituições de Saúde de que o uso da TI pode apoiar na revisão de processos, na redução de custos e, consequentemente, no aumento de eficiência fez com que as dificuldades econômicas no País não se tornassem empecilho para a formalização de mais de 110 novos contratos pela MV no Brasil e na América Latina.

A reviravolta da LGPD

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Nos últimos meses os termos GDPR e LGPD ficaram sob os holofotes. Isto porque são regulamentações que impactam negócios e consumidores. Ou seja, a sociedade como um todo está sob suas diretrizes.

O GDPR, lei de proteção de dados da União Europeia, entrou em vigor em maio de 2018 e serviu de base para inúmeras outras regulações em todo o mundo. Inclusive para a Lei Geral de Proteção de Dados (LGDP) brasileira, a qual adiciona características locais.

Aprovada em agosto do último ano, a LGDP é um avanço. Entretanto, ao se tratar de Brasil e segurança da informação, deve-se ter em mente que apenas a adoção de soluções de ponta não garante a adequação à lei, bem como a proteção das ameaças.

Sendo assim, com a Lei Geral de Proteção de Dados brasileira, todas as empresas de pequeno, médio e grande porte terão que investir em cibersegurança e implementar sistemas de compliance efetivos para prevenir, detectar e remediar violações de dados pessoais, já que a lei prevê que a adoção de política de boas práticas será considerada como critério atenuante das penas, que podem chegar a 50 milhões de reais.

De acordo com o advogado Renato Opice Blum, considerado uma das sumidades em Direito Digital, Proteção de Dados e Educação Digital no Brasil, e que participou de um evento promovido pela NetSafe Corp e a McAfee acerca do tema, “o consentimento do uso de dados deve ocorrer de forma livre, informada e inequívoca do indivíduo, expressando sua concordância com o tratamento de suas informações pessoais para uma finalidade determinada”.

 “Tudo que for mais adequado para se proteger do ponto de vista técnico e contratual será levado em conta em uma situação de vazamento de dados”, elucida Opice Blum. Isto significa que mesmo fazendo tudo que estava ao seu alcance, houve o vazamento.

 Já a utilização do processo de anonimização, técnica que afasta a possibilidade de associação ao indivíduo sem possibilidade de reversão, é uma alternativa prevista na LGPD. Esta pode ser utilizada para dispensar o consentimento do titular dos dados pessoais objeto de tratamento – neste caso, o indivíduo não tem um rosto, o que torna mais fácil proteger sua identidade.

Profissionais e Autoridade Nacional de Proteção de Dados

Dentro dessa nova realidade, caberá as empresas também nomear seu Encarregado de Proteção de Dados (DPO – Data Protection Officer), que terá como principal atividade o monitoramento e disseminação das boas práticas em relação à proteção de dados pessoais perante funcionários e contratados no âmbito da empresa, assim como será a interface com a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), criada em dezembro/2018.

A ANPD é constituída como órgão da administração pública federal integrante da Presidência da República. Dentre suas principais atribuições, destacam-se o estabelecimento de padrões técnicos, a avaliação de cláusulas e jurisdições estrangeiras no que tange a proteção de dados, a determinação para a elaboração de Relatórios de Impacto, a fiscalização e aplicação de sanções, atividades de difusão e educação sobre a lei, e demais atribuições que visam a correta aplicação da lei e os princípios da proteção de dados pessoais como um todo.

Por ter sido anunciada quatro meses após a LGDP, houve adiamento da data de vigência da regulamentação. De um lado é positivo, pois as empresas terão um prazo maior para traçar e implementar um programa eficaz de segurança cibernética.

Hospital Santa Cruz recebe selo ONA II Pleno

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O Hospital Santa Cruz foi acreditado com o selo ONA II Pleno, concedido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). A certificação, válida por dois anos, é conquistada por instituições que atendem aos critérios de segurança do paciente em todas as áreas de atividade, incluindo aspectos estruturais e assistenciais, e apresentam gestão integrada, com processos que ocorrem de maneira fluida e comunicação plena sobre as atividades. Essa metodologia de avaliação atende a padrões internacionais de qualidade e segurança, como a ISQua – Sociedade Internacional pela Qualidade no Cuidado à Saúde, instituição parceira da OMS - Organização Mundial da Saúde.

A assistência segura garante que o paciente receba o tratamento adequado, com minimização de riscos, implementação de protocolos clínicos e de prevenção de doenças, além de acompanhamento multidisciplinar. Já a gestão integrada entre os setores se refere à interação com todos os departamentos para a busca de soluções positivas que ofereçam mais eficácia nos resultados.

Segundo o Presidente do Hospital Santa Cruz, Renato Ishikawa, essa acreditação confirma a dedicação de todos os colaboradores e, principalmente, equipes médicas da Instituição. “Nosso foco sempre foi oferecer com qualidade o suporte assistencial necessário a cada paciente, por isso, este reconhecimento aponta que estamos no caminho certo, contando com a dedicação e determinação dos nossos colaboradores e corpo clínico.”

Fundada por entidades públicas e privadas do setor de saúde, a criação da ONA está ligada às mudanças que ocorreram após a Constituição de 1988, que definiu a saúde como um direito de todo cidadão brasileiro.

De acordo com o presidente da ONA, Cláudio Allgayer, o objetivo é promover a melhoria dos serviços de saúde no Brasil. A metodologia visa que haja em cada tipo de serviço requisitos não prescritivos que enriqueçam a gestão da qualidade e atenção do paciente. “Estimulamos que cada procedimento deva ser pensado e realizado visando à segurança do paciente. Uma forma prática de saber se as organizações se preocupam com essa cultura é verificar se ela possui o selo de acreditação, como o da Organização Nacional de Acreditação (ONA)”, destaca.

A acreditação é um processo voluntário, ou seja, a instituição manifesta o interesse em ser avaliada. Após a certificação, os serviços de saúde continuam sendo analisados para garantir a evolução das melhorias.

Inteligência de dados melhora gestão em hospitais

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Obter informações concretas a partir de um grande volume de dados gerados na rotina hospitalar. Foi essa a proposta que norteou a criação do weKnow BI, primeira ferramenta brasileira de business intelligence voltada para o mercado de saúde. Lançada há três anos, a empresa já atende 87 nomes do setor, sendo 73 hospitais, espalhados pelas cinco regiões do país.

O software alimenta-se de todas as informações geradas pelos ERPs utilizados no setor, como Philips Tasy, MV Sistemas, Pixeon e Senior, entre outros. A partir daí, usa os dados de hospitais, clínicas, operadoras de saúde, laboratórios e órgãos públicos da área para produzir marcadores de desempenho, insights e comparativos que auxiliam na tomada de decisões e formulação de estratégias. “O diferencial do weKnow BI é que nós temos cerca de 3.500 indicadores pré-configurados, que facilitam a utilização do produto”, diz Marcio Biff, diretor de produtos da empresa.

Marcio explica que cada uma dessas métricas traz benefícios que se dividem em quatro categorias. A primeira é o aumento de receita. A segunda, a redução de custos. A terceira, auxílio no controle de processos gerenciais – como criação de um panorama mais fidedigno do uso de uma sala cirúrgica, por exemplo, que leva em consideração a média de tempo que cada um dos médicos da equipe leva para fazer determinado procedimento. Por fim, a quarta é voltada para a acreditação, o levantamento de métricas e indicativos utilizados para certificações diversas da instituição.

“Quando um cliente nos contrata, nós mostramos todos os indicadores possíveis e eles selecionam os que são mais interessantes para visualizarem as métricas e terem o panorama necessário para uma avaliação minuciosa e que propicia uma tomada de decisão mais precisa. Além disso, é possível configurar outros tipos de leituras para atender a necessidades específicas, o que acontece com 99% dos usuários da ferramenta”, conta Marcio.

À época do lançamento do weKnow BI, em 2015, as plataformas semelhantes disponíveis no mercado brasileiro eram de empresas estrangeiras, negociadas num modelo de venda de licenças permanentes e que demandavam um período longo de instalação. “Com as métricas prontas, o período de implantação foi reduzido de meses para, no máximo, duas semanas. Em alguns casos, isso significa uma economia de 90%, além de maior facilidade de uso”, afirma o diretor, que ressalta o caráter de licença de uso do produto, sem necessidade de compra do software.

Com crescimento médio anual de 110% desde 2016, o weKnow BI mira alto. A expectativa da empresa é se tornar líder no mercado de BI para saúde até 2022. Ainda que essa posição seja subjetiva, em termos práticos significa conquistar 30% do mercado potencial. Para 2019, a meta é aumentar o faturamento em 50%.

Empresas do Grupo São Francisco são as primeiras em seus segmentos com certificado de combate à corrupção no Brasil

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Visando a transparência com seus colaboradores, parceiros comerciais, fornecedores, prestadores de serviços e clientes, as empresas São Francisco Saúde, São Francisco Odonto e São Francisco Resgate conquistaram o certificado da DCS 10.000 - Diretrizes para o Sistema de Compliance, que verifica o efetivo compromisso com a manutenção de rigoroso padrão ético por parte da organização.

As empresas que compõem o Grupo São Francisco – um dos maiores grupos de saúde do país - são as primeiras em seus segmentos de atuação, no Brasil, a conquistar certificação da DSC 10.000. O certificado de Compliance rege as companhias que buscam um mecanismo legítimo de prevenção e detecção de atos ilícitos, ou contrários aos princípios da ética e das leis vigentes, como fraudes, atos de corrupção ou que vão contra a Administração Pública. Os princípios da certificação cobrem, além de outros, os requisitos da Lei 12.846/13 (Lei da Empresa Limpa ou Lei Anticorrupção), lei inspirada em exemplos estrangeiros como o FCPA - Foreign Corruption Practice Act, dos Estados Unidos, e o BA - Bribery Act, da Grã-Bretanha.

Para estar no padrão que a certificação exige e passar os princípios aos seus mais de 6 mil colaboradores, o Grupo São Francisco desenvolveu um sistema apoiado pela alta direção, que envolve a implantação de processos internos, incluindo a disseminação do seu código de conduta para os colaboradores, fornecedores e prestadores de serviço, visando orientar como proteger a empresa contra desvios de conduta, práticas ilícitas e atos de corrupção.

“Ao presenciar um possível desvio de conduta, qualquer pessoa pode abrir uma denúncia em um canal próprio, externo e especializado que garante o anonimato e impede que alguém do Grupo, além do Compliance Officer, tenha acesso ao conteúdo da denúncia”, explica Patrícia Gomes, Compliance Officer do Grupo São Francisco.

Criada em outubro de 2016, a área de Compliance do Grupo São Francisco teve como objetivo, desde o início, conquistar a certificação DSC 10.000.

“Por mais de dois anos nos preparamos muito para estar 100% dentro das normas exigidas e transmitir essa mensagem aos nossos colaboradores, que foram fundamentais para essa realização. Esta certificação comprova que temos um setor de Compliance efetivo e que a empresa segue o caminho da ética, que propicia um ambiente de trabalho e de negócios saudável”, afirma Paulo Santini Gabriel – Diretor Regulatório, Riscos e Compliance do Grupo São Francisco.

Também faz parte do processo analisar a fundo os prestadores de serviços de todo o Grupo, que devem seguir cada tópico de um rigoroso Código de Conduta. “Só trabalhamos com empresas idôneas, que conduzem seus negócios de maneira transparente e em plena conformidade com a legislação vigente, assim como nós”, complementa Paulo Santini Gabriel.

Parceria da FIDI com o Vita Care oferece acompanhamento médico gratuito a jovens atletas olímpicos

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Programa incentiva o desenvolvimento do esporte nacional e auxilia esportistas sem apoio financeiro a receber assistência médica especializada em diferentes modalidades

A Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) – responsável pelos exames de imagem em 85 unidades públicas de saúde na capital – firmou uma parceria com o Vita Care, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), idealizada por médicos e fisioterapeutas e que presta atendimento gratuito em ortopedia e aplicado ao esporte. A parceria consiste em prestar assistência a atletas que não têm condições de receber atendimento médico especializado e, desta forma, contribuir com o desenvolvimento do esporte nacional.

O atendimento é destinado exclusivamente a atletas carentes de alta performance ou em desenvolvimento e que estejam participando de competições oficiais. Um dos casos foi o do atleta federado de judô e faixa roxa, Gabriel Nogueira Garcia, de apenas 15 anos. Há sete anos, Gabriel compete regularmente, mas torceu o joelho durante um treino. O atleta fez alguns exames com o apoio da FIDI e, por meio da parceria com o Vita Care, passou por uma cirurgia de reparação do ligamento cruzado anterior e menisco.

“Estava sem convênio médico na época. Se não fosse por esse projeto, não teria realizado a operação. Ainda estou em fase de recuperação e evoluindo muito bem. Não posso treinar, mas compareço às aulas para ajudar o professor e outros alunos. Em breve, devo voltar a competir novamente”, conta o adolescente, que já participou de campeonatos oficiais regionais e nacionais, com mais de 30 medalhas no currículo.

Os médicos que acompanham Gabriel estimam que ele deve voltar a treinar em oito meses. A coordenadora de projetos sociais da FIDI, Cristiane Claro Monzani, ressalta que o programa social, além de recuperar jovens atletas, incentiva cada vez mais sua permanência no esporte a longo prazo. “Esta parceria está alinhada aos valores da FIDI, como humanização e responsabilidade social. Ficamos muito felizes por estimular pessoas como o Gabriel a continuarem em busca dos seus sonhos. Esperamos participar de muitas histórias assim”, afirma.