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Omada: A digitalização do cuidado das doenças crônicas

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Atualmente, 100 milhões de americanos vivem com diabetes ou pré diabetes, 90 milhões com hipertensão e/ou níveis altos de colesterol. E 40% da população, nos Estados Unidos, está acima do peso. “Estamos vivendo uma crise de doenças crônicas relacionadas à obesidade. O custo médico está aumentando e não estamos alcançando a meta utilizando abordagens tradicionais”, disse Michael Turken, Diretor Médico da Omada Health.

Ele ainda cita outra questão: a epidemia de não-aderência medicamentosa. “Cerca de 60% das pessoas com doenças crônicas não tem tomado os seus medicamentos como prescritos. Se olharmos especificamente para a hipertensão, somente 20% dos usuários tomam a medicação com frequência suficiente para enxergar os resultados descritos nos testes clínicos”

Infelizmente, pacientes passam cada vez menos tempo em suas consultas, fruto do modelo de fee for service que incentiva a rotatividade, da falta de interesse do próprio paciente com a sua saúde e da ausência de ligação entre o médico e o paciente. Nos EUA este tempo é de aproximadamente 15 min. Imaginem explicar, para alguém que está começando a tomar alguma medicação, todos os efeitos colaterais, porque esta foi a escolha adequada, quais foram as possíveis razões que o levaram a essa condição ou mesmo discutir o valor da aderência a esse tratamento como recomendado?

Michael diz que não o surpreende que um terço das pessoas que têm remédios prescritos, nem cheguem a farmácia para pegá-los. Sempre quando há retirada de medicamentos nas farmácias americanas, os farmacêuticos questionam se a pessoa deseja saber mais sobre a droga que ela está levando: poucos aceitam a explicação.

Existem diversas barreiras para os pacientes deixarem de tomar seus medicamentos de forma correta. A primeira é a complexidade de medicamentos: quanto mais medicamentos você tem em sua rotina, menor a probabilidade de tomá-los como foi inicialmente descrito pelo médico. Depois há algumas crenças de saúde, como medo da composição química ou o julgamento de que os medicamentos não são necessário. E ainda há o custo associado ao tratamento, como nos co-pagamentos nas farmácias.

Toda a experiência de saúde precisa ser modificada. Michael, que é médico de formação, conta que antes de trabalhar na Omada, trabalhou na Forward, uma clínica americana conhecida por suas iniciativas tecnológicas. “Do lado do médico, se você comparar o prontuário eletrônico líder nos EUA, o Epic, e o layout de um sistema operacional do Windows 95, mais de 20 anos atrás, você perceberá que eles são muito parecidos! Logo no início da minha carreira eu já decidi que tomaria uma abordagem mais tecnológica. Nessa minha experiência na Forward, eu tinha quanto tempo eu precisasse para conversar com os meus pacientes, explicar tudo o que eu queria. Todos os meus pacientes crônicos saiam do meu consultório com um medidor de conexão bluetooth, seja para diabetes, hipertensão… Nós desenhamos um sistema de prontuário eletrônico que pegava esses dados de forma automática”, conta.

O insight para a importância do business da Omada, veio para Michael através de uma história de um de seus pacientes. Harry estava com seus níveis de pressão, açúcares no sangue e colesterol alterados, uma situação muito complicada. Após uma consulta com um médico que o prescreveu 6 tipos de medicamentos diferentes para controlar a sua situação e alertou que se não o fizesse, ele morreria, Harry se assustou e nunca foi atrás dos remédios. Ele então conheceu Michael que, com tempo, conseguiu explicar o que eram cada uma daquelas doenças e a importância de se tomar os medicamentos. Os dois se encontraram 3 vezes por semana durante 6 meses. Harry, aberto à prática médica suportada pela tecnologia recebeu IOTs para o auxiliar em sua missão. Depois de 3 meses os níveis de Harry estavam ótimos e todos no consultório celebraram a sua conquista. “Nesse momento entendemos que o conhecimento do paciente sobre a sua condição realmente faz a diferença”, conta Michael.

Alguns meses se passaram e Harry voltou ao consultório com os níveis alterados novamente. A equipe que o acompanhava ficou devastada. “Harry me explicou que, nesse meio tempo, ele tinha visto esse ‘médico’ na televisão que dizia que uma dieta baseada em plantas era uma alternativa, e que se ele trocasse sua alimentação para totalmente vegetariana, sua diabetes iria desaparecer, e consequentemente ele não precisaria mais dos seus medicamentos. Então ele parou com todos os seus remédios.”, e continuou, “Eu me perguntei: Como isso foi acontecer? Foi um indício muito claro, para mim, que o cuidado primário como fazemos hoje é um fracasso. E, além disso, a forma ‘tecnológica’ que eu achei que era excelente, era um fracasso. A verdade é que a nossa capacidade de estar em contato com o paciente é realmente muito limitada”, revelou.

Ele percebeu que toda a tecnologia do mundo não iria funcionar se não fosse possível mudar, de fato, o comportamento do paciente: dieta, exercícios, aderência medicamentosa ou frequência de visitas, por exemplo. O Instituto Nacional de Saúde (NIH) americano lançou há algumas décadas o Programa de Prevenção a Diabetes (DPP). Em resumo, este programa de mudança comportamental, um marco para a área, analisou os efeitos do aconselhamento intenso para mudança de comportamento, comparando-o com placebos e drogas como a metformina. A ideia era: o mundo está recomendando mudanças de estilo de vida, mas isso realmente faz sentido?

O estudo convocou um time de cientistas comportamentais, que descobriram melhor performance na mudança comportamental do que no placebo e na metformina, tanto para perda de peso quanto para melhora da condição diabética. É claro, também foram otimizados biomarcadores associados com a obesidade, como índice de colesterol. Dado o sucesso desse programa, muitos outros foram criados utilizando a ciência comportamental combinada com a medicina.

Michael percebeu, no entanto que somente uma parcela da população tinha acesso a isso. “Estamos falhando novamente! Sabemos do benefício e não estamos conseguindo endereçar à população, por razões que vão desde a infraestrutura do sistema de saúde até a distribuição da população, uma vez que o aconselhamento oferecido era presencial.”

A Omada revolucionou o setor quando digitalizou, cerca de 5 anos atrás, o programa de prevenção de diabetes. “Havia uma urgência enorme para essas pessoas conseguirem esses aconselhamentos, e aumentamos o acesso virtualizando-o.”

De modo geral, a Omada funciona como um programa de mudança de comportamento para promoção de saúde, que combina ciência comportamental e ciência de dados. Eles se definem como um provendor em seu modelo de negócios, ou seja, eles são um provedor no auxílio a doenças crônicas e um vendor (fornecedor) de economia para as empresas e sistema, através da tecnologia.

O business é apoiado em quatro pilares: monitoramento, conteúdo, sessões de coach e peer group – como grupos de WhatsApp motivacional. O monitoramento realizado é sobre alimentação, sono, estresse e exercícios, além dos parâmetros individuais focados na condição de saúde do usuário. Atualmente é um programa de até três anos focado na perda de peso para auxílio em diabetes 2 e doenças cardíacas. Com a melhora do usuário, ele vai evoluindo e trocando suas metas e grupos de suporte.

Logo que são aprovados para a participação no programa, os usuários recebem uma balança que já é automaticamente conectada à rede e a sua conta pessoal. Os quatro primeiros meses são bem focados na explicação dos conceitos de estilo de vida saudável e em fazer escolhas melhores. É o tempo para criar novos hábitos e começar a solidificá-los. Após esse período, espera-se que os usuários tenham mais independência, ainda mantendo a nova rotina e o contato com o coach.

Em uma entrevista, Sean Duffy, co-fundador e CEO da Omada Health, disse que, pela primeira vez na história, as doenças crônicas preveníveis mataram mais pessoas do que doenças infecciosas. E ainda, se olharmos para as dez doenças mais custosas para o sistema de saúde, quatro delas estão relacionadas com a obesidade.

Existem outras aplicações no mercado similares, como lembretes de medicação, mas a questão da aderência é muito mais do que somente esquecer de tomar a medicação. “Acreditamos que o coach digital é parte fundamental da solução”, disse o CMO. O coach entra em contato adicional com o usuário caso ele esteja fazendo upload de dados muito discrepantes, preocupantes ou até mesmo a falta deles.

Para entender porque alguém não está tomando a sua medicação, é preciso engajar em um relacionamento com ela e ter algumas conversas difíceis sobre crenças de saúde, tentando entender o quanto eles compreendem sobre a sua condição, suas preocupações...

A Omada possui um time grande de cientistas de dados que focam em ferramentas que facilitem o trabalho dos coaches para verificação de tendências ou a própria evolução, por exemplo. Michael diz que através do grande número de dados, eles conseguem realizar predições importantes: quando as pessoas começam a se desengajar, por quais motivo - e montam estratégias para fazer com que as pessoas se mantenham no programa. “Estamos constantemente estudando o comportamento dos nossos usuários. Qual é a melhor forma de contato? Quando? Com qual frequência? Tanto para reforçar um comportamento bom, quanto para alguém que precise de um relacionamento maior. Temos que ser inteligentes e eficientes, de forma que gastemos a quantidade certa de tempo com cada pessoa. Algumas demandam mais, outras menos.”, ele disse.

E cita o seguinte caso, se a Omada sabe que o usuário tem férias nos próximos dias, período geralmente sensível para sustentar hábitos, desde medicamento até dietas, um coach entra em ação e pergunta: Qual é o seu plano para essa viagem? Ou, se o usuário for diabético: Você está levando um estoque suficiente de insulina? "É uma mentalidade totalmente centrada no usuário", diz Michael.

Em 2014, eles passaram do modelo de fee for service para pay for performance, cobrando baseado em quanto peso os usuários perderam. “foi um movimento para provar que o que estávamos fazendo era sério e funcionava. Precisávamos tomar a responsabilidade, o risco... e é uma das coisas que eu sou mais orgulhoso da Omada, porque é bem difícil de fazer. Perseguimos os nossos resultados todos os dias, e se algo não está bom, logo corrigimos.”, conta o executivo. Ele confessa que alguns dos seus clientes ainda não estão acostumados com a ideia de pagamento por performance, e acham um pouco esquisito.

A empresa é o maior programa deste tipo nos EUA, reconhecida pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC), com mais de 200k pacientes no programa. Muitos deles são funcionários de grandes empregadores que contratam a Omada como parte de seus benefícios corporativos.

Em relação à barreiras na adoção de terapias digitais no mercado, Michael diz que não se recorda de nenhum grande desafio em específico, até porque ele diz que seus consumidores já se familiarizaram com o conceito. “Talvez”, ele diz, “a diferenciação da concorrência perante aos compradores dos serviços possa ser considerado um desafio. Os programas podem parecer iguais a primeira vista, mas são diferentes. Muitos deles não tem comprovação científica, não especificam se são resultados observacionais, randomizados… e os clientes não tem proximidade com esses termos acadêmicos.”

No total a empresa já levantou cerca de $130 milhões, e planeja como próximos passos a expansão do programa para outras condições, como a hipertensão, além de melhorar o currículo dos coaches, com mais certificações obrigatórias, e desenvolver mais o software para suportar novas aplicações IOTs

Como fazer a melhor escolha em tecnologia para instituições de saúde?

A todo momento surgem novas tecnologias que prometem executar diferentes tarefas: automação de trabalhos repetitivos, aperfeiçoamento de processos por meio de Inteligência Artificial ou novidades relacionadas à Gestão de Pessoas e insumos hospitalares como forma de controlar melhor estes recursos. Em meio a esta profusão de ofertas, como fazer a escolha mais assertiva na hora de adotar alguma ferramenta nova?

Antes de tudo é necessário compreender o panorama externo, para entender o que o mercado deseja e o que realmente será um diferencial competitivo. Uma das tendências apontadas pelo estudo TIC Saúde 2017, do Comitê Gestor da Internet no Brasil, os setores público e privado caminham para a digitalização, mas ainda encontram com grandes desafios pela frente.

Profissionais de TI são indícios de evolução

Um dos obstáculos a serem vencidos é a estruturação de um departamento dedicado à Tecnologia da Informação nas unidades de saúde. Segundo o estudo mencionado acima, a presença dele é importante para melhorar a gestão e aproveitamento de dados, tornando a instituição ágil nas tomadas de decisões.

Ainda segundo a análise, ter profissionais dedicados a esta área é um indício de que a instituição está caminhando rumo à transformação digital e pode vislumbrar potenciais oportunidades para o estabelecimento. Das instituições que participaram do estudo, 22.600 declararam ter uma área dedicada à TI. Contudo, a presença de uma departamento foi encontrada apenas em unidades com internação disponível e mais de 50 leitos (78% delas), enquanto nos demais estabelecimentos, menos de um terço declara possuir um departamento de TI propriamente dito.

Influenciadores

Uma vez compreendido esse cenário, é preciso identificar quem são os influenciadores nas decisões - profissionais que não necessariamente farão a escolha de uma ferramenta, mas podem indicar os prós e contras da adoção de um determinado software ou equipamento.

Segundo um estudo análítico desenvolvido pela HIMSS Media, as equipes responsáveis pela avaliação e adoção de novas tecnologias estão se tornando cada vez mais complexas e multidisciplinares. De acordo com o levantamento, em instituições de grande porte é possível lidar com até nove profissionais, entre líderes da área clínica, Gestão e Finanças, consultores e os próprios colaboradores da área de Tecnologia da Informação.

Outro dado importante dessa pesquisa aponta que 86% dos responsáveis pela compra de novos equipamentos e tecnologias apreciam discutir com os colegas de trabalho as possibilidades que uma ferramenta pode trazer para a gestão hospitalar. Por isso, é muito importante ouvir constantemente o feedback da equipe, que pode trazer insights sobre quais são os obstáculos que podem impedir o crescimento e evolução de instituição de saúde rumo à transformação digital e otimização de sua atuação.

O conteúdo também é parte fundamental desse processo. Também de acordo com o estudo do HIMSS Media, 86% dos tomadores de decisão em tecnologia para a saúde têm no conteúdo a melhor forma de se manter atualizado sobre as novidades da indústria e do setor. Para 77% deles, o conteúdo é a forma como conhecem tecnologias emergentes e seus fornecedores.

A Hospitalar desenvolveu um ebook gratuito que apresenta as principais figuras envolvidas nesse processo - médicos, enfermeiros, profissionais de Tecnologia da Informação, entre outros. Você pode fazer o download dele e conhecer mais sobre esses perfis para saber como cada um pode contribuir para uma melhor gestão das unidades de saúde.

Sírio-Libanês recebe inscrições para pós em Medicina de Família

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O Sírio-Libanês Ensino e Pesquisa abriu inscrições para o curso de pós-graduação Aperfeiçoamento em Medicina de Família e Comunidade, voltado para médicos e graduandos que querem se especializar nesta área. “A Medicina de Família e Comunidade é uma área que vem crescendo bastante e ganhando cada vez mais destaque, pois é importante que o médico acompanhe o paciente em todas as etapas da vida”, explica Dr. José Valladão Junior, coordenador do curso.

De acordo com Valladão, o curso é voltado para médicos e estudantes de Medicina com interesse em trabalhar na área de atenção primária à saúde e como médico de família. “É um campo bastante promissor”, explica.

Serão oferecidas 30 vagas, sendo que os 20 alunos que apresentarem melhor desempenho ganharão o direito de fazer estágio de 20 horas no próprio Hospital Sírio-Libanês. “Com isso queremos propiciar o contato e experiência do aluno com as unidades ambulatoriais de atenção primária à saúde do Hospital Sírio-Libanês e com a prática de excelência em Medicina de Família e Comunidade desempenhada nestes serviços, favorecendo a compreensão e integração dos conhecimentos desenvolvido no curso de pós-graduação para a prática clínica.”

Esta será a segunda edição do curso, que tem por objetivo, entre outros, transmitir as particularidades da atuação no ambiente de atenção primária à saúde com ênfase na atuação do especialista em medicina de família e comunidade; destacar e fornecer conhecimentos acerca de temas centrais essenciais para a prática clínica destes profissionais, como gestão da clínica, habilidades de comunicação, registro clínico ambulatorial e epidemiologia clínica; e guiar profissionais na aquisição das competências almejadas à atuação de excelência em atenção primária à saúde.

A médica Natalia Fernandes Coelho Francatto Boaventura participou da primeira edição do curso e só tem elogios. “Eu sempre quis ser médica de família e, por isso, optei por não fazer residência, mas sim trabalhar quatro anos na área e fazer prova para obter o título na Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Conselho Federal de Medicina”, conta. “Depois de trabalhar na rede pública, me inscrevi no curso do Sírio-Libanês e, no final do ano passado, prestei a prova e consegui meu título”, explica. “As aulas me ajudaram bastante, pois o conteúdo sempre foi muito proveitoso.”

Falta de humanização em saúde faz crescer número de ações por erro médico

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Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por dia são abertas 70 novas ações por erro médico no Brasil; cerca de três por hora. Só em 2017, 26 mil foram registrados somando os de todos os Estados. Contudo, apesar destes números expressivos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) conta com somente 944 processos para punição ou cassação do registro médico, somando os casos de 2011 a 2018.

A judicialização da saúde é uma das principais causas para tais dados: em busca de acesso por tratamento, muitos esbarram nas limitações da saúde pública e privada e encontram no poder judiciário a única alternativa para ter assistência médica. Além disso, a carente humanização hospitalar abre espaço para condutas que ferem o paciente, física e/ou psicologicamente, em seu momento de maior fragilidade.

“Contudo, pouco é feito para ampliar a assistência plena aos pacientes – tanto no âmbito público quando no privado. Tal fato é constatado pela recente pesquisa do CFM, na qual foi registrado que 55% dos brasileiros avaliam a saúde do país como ruim ou péssima; somente 10% considera boa”, afirma o advogado Raul Canal, presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem).

Ainda no período eleitoral, o Datafolha realizou um levantamento que concluiu que 23% da população considera a saúde como o principal problema nacional. Resolver essa questão deveria ser a prioridade presidenciável para 40% dos entrevistados. Canal avalia que é fundamental ampliar o investimento no setor, além de “sensibilizar gestores hospitalares, profissionais de saúde e população geral para a necessidade do cuidado especial aos pacientes, respeitando as necessidades individuais e coletivas de cada ator para alcançar o bem-estar físico e psíquico”.

Neste sentido, o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta já declarou que tudo o que for economizado pela pasta será aplicado na assistência à população. Para reduzir os números citados de ações judiciais, sua gestão pretende ampliar o debate sobre equidade em saúde, pautando-se no respeito pelo coletivo.

“Estamos otimistas e acompanharemos de perto todas as decisões do novo governo – principalmente no que tange a administração em saúde. A atenção à população é um dos tópicos mais sensíveis no Brasil e, por isso, precisamos garantir que todos os pacientes sejam assistidos e respeitados, em um processo humanizado e digno, nunca esquecendo do apoio que o profissional de Saúde precisa receber neste sentido”, conclui Raul Canal.

Hospital Dom Alvarenga: 87 anos cuidando da saúde de seus pacientes

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O Hospital Dom Alvarenga acaba de completar 87 anos com conquistas que refletem o compromisso no cuidado com o paciente. No final de 2018 recebeu o título de Acreditado Pleno pela ONA (Organização Nacional de Acreditação) como uma Instituição que, além de atender aos critérios de segurança, apresenta gestão integrada, com processos ocorrendo de maneira fluida e plena comunicação entre as atividades.

Fundado em 1932 e localizado no bairro Ipiranga, o Hospital Dom Alvarenga promove a saúde de forma humanizada, com profissionais qualificados e tecnologia atualizada, praticando filantropia e buscando excelência no atendimento. Dispõe de uma completa estrutura médico-hospitalar e ambulatorial, além de amplos serviços diagnósticos. Como entidade filantrópica, realiza um grande número de atendimentos gratuitos por meio do Termo de Parceria com a Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de São Paulo.

Os pacientes usufruem do excelente nível de atendimento com segurança e conforto. A Instituição possui 157 leitos, sendo 30 de UTI, e um Centro Cirúrgico equipado com sete amplas salas e salas de RPA (recuperação pós anestésica), além de um corpo clínico qualificado. O hospital conta com ampla carteira de convênios credenciados, Day Clinic com cinco leitos, Ambulatório, Pronto Atendimento adulto 24 horas e um Centro de Diagnóstico.

Com foco na saúde e segurança do paciente, os processos de enfermagem nas unidades de internação e UTI’s como evolução, anotação, histórico, aprazamento, escalas, SAE (sistematização da assistência de enfermagem) e checagem são informatizados e, ao longo do ano, a instituição promove ações de conscientização sobre a importância da segurança do paciente, a fim de compartilhar conhecimento e engajar os colaboradores no conceito de Segurança do Paciente visando, assim, uma assistência segura com qualidade e de forma humanizada para todos.

Localizado na Av. Nazaré, 1361, o Hospital Dom Alvarenga apresenta aumento na oferta de recursos terapêuticos disponíveis e reforça cada vez mais seu comprometimento com o avanço da tecnologia e modernização das instalações.

Amil credencia Amparo Saúde para ampliar atendimento em atenção primária

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A Amparo Saúde, primeiro centro de saúde por assinatura do Brasil, acaba de ser credenciada pela Amil para atendimento aos clientes da operadora. Os beneficiários poderão desfrutar das clínicas Amparo e todos os seus serviços de atenção primária e medicina da família, sem nenhum custo adicional.

O objetivo da Amil é ampliar os pontos de acesso às consultas com médicos de família em rede credenciada. Hoje, a operadora possui 34 clínicas próprias que atendem nesse modelo: o Amil Espaço Saúde, com unidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná e Pernambuco, alcançando 240 mil pacientes. Inicialmente, o credenciamento da Amparo Saúde levará o modelo de atendimento a mais 16 mil clientes da Amil, mas a expectativa é que esse número aumente conforme a inauguração de outras unidades previstas no plano de negócios da rede de clínicas.

“O principal objetivo dessa parceria é proporcionar o acesso a um atendimento de qualidade alinhado com o serviço prestado no Amil Espaço Saúde, com o apoio de prestadores que mantêm a mesma proposta de valor do nosso grupo: oferecer a nossos clientes o cuidado certo por meio da coordenação do cuidado”, comenta Giselle Diniz, diretora de Engajamento e Experiência da Amil.

De acordo com Emílio Puschmann, fundador da Amparo Saúde, a união marca uma nova fase da empresa, com ainda mais credibilidade no mercado. “O contrato com a Amil nos permite demonstrar, em grande escala, a efetividade de nosso atendimento de assistência primária”. De acordo com o executivo, a parceria também reafirma o modelo de negócio da empresa, focado em excelência em: indicadores clínicos, experiência do paciente e redução de custos. A Amparo prevê a inauguração de mais clínicas na Região Metropolitana de São Paulo ainda no primeiro semestre de 2019, chegando a mais cidades do Brasil até o fim do ano.

O contrato entre as partes prevê um modelo de remuneração alternativo ao pagamento por serviço (fee for service), hoje considerado um dos principais motivadores de desperdício na saúde suplementar. Na prática, em vez de a Amil remunerar a Amparo por cada insumo utilizado, consulta ou procedimento realizado, é combinado um valor fixo de remuneração para a clínica de acordo com o número de beneficiários sob sua responsabilidade, agregando incentivos financeiros pelo alcance de bons resultados clínicos e de atendimento ao paciente.

O credenciamento de prestadores do segmento de atenção primária faz parte de uma série de investimentos da Amil em coordenação do cuidado. Hoje, 89% dos beneficiários atendidos por médicos de família em unidades do Amil Espaço Saúde têm seus problemas de saúde solucionados sem necessidade de encaminhamento para outros especialistas. Além disso, há um registro de queda de 30% na hospitalização dos pacientes engajados. Recentemente, a empresa contratou 400 profissionais para compor suas equipes de atenção primária, entre médicos, enfermeiros e técnicos. Também fez uma parceria inédita com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein para treinamento de 80 médicos em técnicas de atendimento em medicina de família. Para 2019, a previsão é a inauguração de mais unidades do Amil Espaço Saúde, sendo a próxima em São Bernardo do Campo, em São Paulo.

Solenidade marca inauguração do Mater Dei Betim-Contagem

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Cerca de mil pessoas estiveram presentes na solenidade de inauguração do Mater Dei Betim-Contagem, que aconteceu no dia 18 de janeiro. Representantes das esferas públicas e privadas participaram da solenidade, como o Governador de Minas Gerais, Romeu Zema, o Prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, o Prefeito de Betim, Vittório Mediolli, o Prefeito de Contagem, Alex de Freitas e o Presidente do Conselho de Administração da MRV, Banco Inter, Log e da CNN Brasil, e representando os empresários do Brasil, o Sr. Rubens Menin. E representando a Rede Mater Dei de Saúde, o presidente do Conselho de Administração, Dr. José Salvador Silva, o presidente da Rede, Dr. Henrique Salvador, a presidente do Conselho de Família, Dra. Norma Salvador, além das vice-presidentes Maria Norma Salvador Ligório e Márcia Salvador Géo e do conselheiro da Rede, Renato Salvador.

Entre os convidados os representantes dos poderes públicos, associações, entidades de classe, empresas, colaboradores, corpo clínico e operadoras de planos de saúde parceiras. O evento simbolizou o início das atividades do novo Hospital da Rede, que terá início de suas operações amanhã, 19 de janeiro, às 7h. “Há pouco mais de 4 anos resolvemos investir nesta região, com o objetivo de expandir as nossas operações. Identificamos uma grande carência de leitos hospitalares em uma área que abrange dois municípios que representam o segundo e o terceiro PIB de Minas Gerais e que se comunica através de excelente acesso a três outras importantes regiões do nosso Estado: O Oeste, o Sul e o Triângulo Mineiro”, disse o presidente da Rede Mater Dei de Saúde, Henrique Salvador, durante seu discurso.

A nova Unidade da Rede, se integra às demais unidades da Rede, Mater Dei Santo Agostinho e Mater Dei Contorno, com a mesma filosofia, o jeito de servir e a cultura de atendimento diferenciado, personalizado e humanizado aos pacientes, seus familiares e toda a comunidade. Representa também a cultura Mater Dei de respeito, relacionamento e parceria com colaboradores, médicos, empresas e operadoras de planos de saúde. “Sempre acreditei que o sonho que se sonha só é apenas um sonho que sonha só. Mas o sonho compartilhado estimula, entusiasma, energiza, fortalece, revigora, potencializa. Tem grande força catalizadora", destaca o presidente do Conselho de Administração e fundador do Hospital, José Salvador Silva.

Foram 20 meses de obra, com início em 11 de abril de 2017. No total, a capacidade de atendimento será de 1.500 pacientes/dia no pronto-socorro, 13 salas cirúrgicas, incluindo obstetrícia, 367 leitos de internação, incluindo CTI adulto, pediátrico e neonatal, e outros serviços.

Serviços oferecidos

O Mater Dei Betim-Contagem conta com estrutura moderna e inovadora. Serão oferecidos atendimentos em diversas especialidades clínicas, inaugurados a partir da demanda e necessidade da população.

o Pronto-socorro adulto e pediátrico em funcionamento 24h para atendimento de urgência e emergência

o Ambulatório para consultas eletivas com especialistas: cirurgia bariátrica, cirurgia geral, cirurgia plástica, cirurgia torácica, cirurgia vascular, cardiologia, cirurgia pediátrica, endocrinologia, endoscopia, ginecologista e obstetrícia, mastologia, medicina intervencionista da dor, nutrologia, neurocirurgia, otorrinolaringologia, oncologia, ortopedia, pediatria, psiquiatria, reprodução humana e urologista

o Laboratório de Análises Clínicas

o Unidade de Internação

o Salas cirúrgicas e bloco obstétrico

o Maternidade com estrutura completa para mãe e bebê. As gestantes têm a possibilidade de conhecer o espaço previamente, por meio de visita agendada pelo site do Mater Dei.

o Hemodinâmica

o Oncologia

o Central de Material Esterilizado

o Laboratório de Anatomia Patológica

o Heliponto

o Estacionamento

o Lactário (para pacientes internados)

o CTI adulto, pediátrico e neonatal

o Hemodiálise

o Endoscopia e Colonoscopia

o Medicina Diagnóstica com um parque tecnológico completo para a realização dos mais variados exames, com diagnósticos precisos para o melhor tratamento. Entre os exames oferecidos estão Ressonância Magnética, Tomografia, PET-CT, Ultrassonografia, Medicina Nuclear. Todos esses serviços, bem como os resultados dos exames, podem ser agendados pela internet, de modo rápido e fácil.

 Referência para os mineiros!

O Mater Dei Betim-Contagem está inserido na mesma filosofia de atendimento e cuidado que a Rede Mater Dei propicia aos seus clientes. Foi concebido seguindo as mesmas premissas das demais unidades. “O novo Hospital foi construído com os melhores fluxos hospitalares, reforçando o nosso compromisso com a criação de novas possibilidades de acesso a uma região tão carente em leitos hospitalares de qualidade. Para operar essa nova unidade de maneira segura, com foco na qualidade assistencial, nos comprometemos com a elaboração de processos e com a formação de um corpo médico e assistencial, permitindo uma perfeita integração entre a nova unidade e as já existentes, reforça Henrique Salvador.

Perfil das Empresas de Saúde em 2018

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Esta época do ano costuma ser de muito trabalho para quem lida com consultoria e cursos, porque tabulamos os dados das bases de dados públicas (SUS, ANS, CNES, Receita Federal ...) e privadas (dados de faturamento e epidemiológicas de empresas públicas e privadas)

Quem faz isso algumas vezes costuma dizer que andar de Bug na areia não dá emoção nenhuma ... emoção é entender todos os vieses que existem nas informações e produzir bons indicadores ... sem isso os números são imbatíveis: nada bate com nada !

Os estudos são fundamentais não só para consultorias privadas – estou acostumado a ver números que produzimos para o ambiente acadêmico serem publicados em materiais institucionais de empresas, serem utilizados em projetos na área pública e, evidentemente, serem apresentados em congressos e seminários. Também são utilizados, e isso na verdade é uma grande honra, em TCCs e aulas ... é gratificante saber que ainda existem pessoas que se interessam por alguma coisa diferente de novelas, noticiários policiais ...

Nas primeiras tabulações os números que mais chamam a atenção são os que demonstram que existem tendências no segmento, que com crise ou sem crise, vão se consolidando cada vez mais – indicadores que apontam firmes sempre para a mesma direção.

Enquanto o SUS tenta (mas, não consegue) equalizar o atendimento de acordo com a distribuição populacional, a saúde suplementar vai a aproveitando as oportunidades geradas pela ausência do SUS, e vai ocupando espaço onde existe dinheiro, e onde o SUS é mais carente.

Por isso os estudos são tão úteis ... oportunidade de negócios !

Se contarmos todos os estabelecimentos de saúde existentes (hospitais, centros de diagnósticos, clínicas, unidades de atendimento de urgência, consultórios ...) contabilizamos: 584.482, sendo 435.717 Privados e 148.765 Públicos.

(*) Pouca gente, mesmo do segmento da saúde, tem alguma ideia destes números – mais de meio milhão de estabelecimentos de saúde. Morro de rir quando escuto alguém dizendo que o sistema de saúde do país das maravilhas é bom e que o Brasil deveria adotar os mesmos princípios ... quero ver este milagroso sistema tabajara atender um país do nosso tamanho (geográfico e populacional) e com tantas diferenças étnicas !!!

Quando dizemos que não existe sistema de saúde no Brasil, porque não existe atenção assistencial real planejada para quem não seja milionário, mas sim 2 sistemas de financiamento que se regem apenas pelas implicações financeiras, muita gente critica.

Mas, tanto no sistema de financiamento SUS, como na saúde suplementar, os estabelecimentos não se distribuem proporcionalmente em relação à população, mas sim de acordo com a renda da população.

Em SP se concentram 29 % dos estabelecimentos, para uma população que representa 21 % do total (~ 7% a mais), mas em SE se concentram apenas 1 % dos estabelecimentos, enquanto a população representa 5 % (~ 4 % a menos) !

Quem não lida com epidemiologia pode achar 1 ou 2 % coisa pouca ... quem lida com epidemiologia sabe o quanto representa 0,1 % de milhões de habitantes, ou 0,1 % da arrecadação de tributos no Brasil !!!

Esta tendência de concentração onde está o dinheiro tem se acentuado ano a ano. Outras tendências também têm ficado cada vez mais evidente ano a ano:

  1. Os estabelecimentos que ofertam leitos, são na maioria cada vez menores. E os grandes estabelecimentos que ofertam leitos, estão cada vez maiores

Percebe-se, por exemplo, que apenas 7,8 % dos estabelecimentos SUS têm mais que 150 leitos, mas estes estabelecimentos respondem por 37,2 % dos leitos.

E na Saúde Suplementar 3,5 % dos estabelecimentos têm mais que 150 leitos, mas respondem por 24,1 % do total dos leitos !

2. Os leitos, tanto no SUS como na saúde suplementar, estão distribuídos cada vez mais em função da renda do local do que em função da população que necessita deles.

No SUS, por exemplo, a relação número de habitantes por leito, é 777 em Sergipe, e 576,5 no Rio de Janeiro, ou seja, cada leito no RJ atende em média 576,5 pacientes, enquanto no SE tem que atender 777 pacientes – uma diferença de quase 35 %.

Na SS a tendência fica ainda mais evidente nesta relação – por exemplo: no RJ 599,1 e em SC 1.325, ou seja, cada leito no Rio deve atender 600 pacientes, enquanto em Santa Catarina 1.300 ... se estiver pensando em investir no “negócio leitos”, qual Estado você escolheria ?

Em breve os estudos, que estão na fase de formatação, estarão espalhando diversas análises como estas – a cada ano vamos aprimorando.

Neste ano já conseguimos consistir os dados para descer ao nível de algumas especialidades: cardio, onco, psico e mais algumas ... e tirando a emoção que dá trabalhar os dados brutos, o resultado é muito prazeroso !!!

Casa de Saúde São José anuncia parceria com Fleury Medicina e Saúde

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A Casa de Saúde São José, hospital referência no Rio de Janeiro e que faz parte da Associação Congregação de Santa Catarina (ACSC), acaba de fechar parceria com o Fleury Medicina e Saúde, referência em medicina diagnóstica no Brasil. A parceria tem como objetivo oferecer soluções diagnósticas integradas aos pacientes.

Por meio da iniciativa, a Casa de Saúde São José contará com toda a tecnologia e a capacidade técnica do Fleury, que interpreta exames com a mesma excelência em todo o país. Os médicos do Hospital terão acesso a soluções diagnósticas integradas, auxiliando na melhor conduta clínica para cada caso. Trata-se de um portfólio de exames de medicina de precisão moderno e de alta complexidade, que atende prontamente aos maiores desafios de um serviço hospitalar em termos de análises clínicas.

As operações diagnósticas em hospitais do Grupo Fleury reúnem importante contexto para a prática clínica: a assessoria médica, análise de dados e inteligência artificial na interpretação de resultados. O serviço inclui discussão de casos in loco; equipe dedicada para auxiliar em casos complexos, além de relatórios integrados e discussões clínicas, com sugestão de conduta e sistemas de apoio à decisão médica.

Hospital Santa Izabel da Bahia aumenta a eficiência do processo de agendamento cirúrgico em 22% com o MEDT ONE

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A MTM Tecnologia, uma das empresas líderes na oferta de soluções inovadoras para tecnologias móveis do Brasil, anuncia que o Hospital Santa Izabel, da Santa Casa de Misericórdia da Bahia, está usando com sucesso o novo sistema MEDT One. Desenvolvido pela MTM em parceria com a Magma Lab, o sistema faz a gestão estratégica de informações cirúrgicas e agiliza todas as fases do processo de agendamento de cirurgias eletivas.

Implementado com o objetivo de simplificar a gestão dos processos de agendamento cirúrgicos do hospital, o sistema tem permitido realizar as cirurgias de forma mais rápida e eficiente. Segundo análise feita no último trimestre de 2018, por exemplo, as cirurgias eletivas realizadas pelos médicos que utilizaram o MEDT One foram concluídas 22% mais rápido do que as cirurgias conduzidas pelos profissionais que não utilizaram a ferramenta. Se observado apenas o período de dezembro de 2018, os cirurgiões que utilizaram o MEDT One tiveram aprovações das suas cirurgias 68% mais rápidas. Esse resultado se reflete no índice de satisfação de 85% dos cirurgiões com o uso da solução.

“O controle dos registros de cirurgias era feito em nossos sistemas internos e a integração e comunicação dessas informações sempre foi um grande desafio. Nem sempre as solicitações e os status chegavam rapidamente aos médicos ou às equipes de agendamento”, diz Mônica Bezerra, Diretora Administrativa da Santa Casa da Bahia. “Por isso, nosso objetivo era encontrar uma ferramenta capaz de integrar o fluxo de informações existentes nesse processo, agilizando ao máximo a relação entre a operação do hospital e dos profissionais”.

O MEDT One integra e organiza todos os dados do processo cirúrgico, desde a solicitação até a liberação dos pedidos, e os apresenta em uma única interface. “As informações ficam disponíveis para visualização dos profissionais do hospital envolvidos no processo, dos cirurgiões e suas equipes via qualquer dispositivo conectado à internet, incluindo smartphones. A ferramenta reduz a necessidade de controles manuais, aumenta a visibilidade sobre o passo a passo de cada fase do agendamento cirúrgico, centraliza todas as fontes de informações e possibilita sua consulta, de forma simples e organizada, pelos médicos e gestores internos”, afirma Gustavo Perez, Diretor Executivo da MTM Tecnologia.

Automatizado, o sistema permite melhorar a governança das informações, agregando mais agilidade e segurança aos processos de agendamento cirúrgico. Com isso, é possível aumentar os índices de satisfação de pacientes e cirurgiões, melhorando ainda os resultados do hospital ao antecipar receitas e reduzindo a ociosidade do centro cirúrgico e riscos de glosas por parte dos planos de saúde. Com este projeto, a instituição, por meio de sua Diretoria Administrativa e do departamento de Tecnologia da Informação, consolida a estratégia de aplicar, prioritariamente, soluções inovadoras e de fácil manuseio para seus clientes e parceiros.

Além do ganho de tempo no processo, o MEDT One também reduziu em quase 60% o número de ligações telefônicas entre os médicos e o hospital. “Antes, tínhamos alguns processos em que era preciso telefonar para o médico, informando que havia algum tipo de documento ou requerimento a ser ajustado. Com a ferramenta, podemos notificá-los por meio do portal on-line e eles podem nos responder digitalmente. Esse recurso simplifica o trabalho e reduz consideravelmente o tempo necessário para darmos sequência ao fluxo de procedimentos para a realização das cirurgias”, explica Carine Orleans Albuquerque, Coordenadora de Internamentos, Pré-Internamento e Gestão de Leitos do Hospital Santa Izabel.

Com painéis e aplicativo móvel integrado, a solução extrai dados não estruturados de qualquer sistema de gestão hospitalar e analisa os processos de agendamento cirúrgico, identificando gargalos e possíveis problemas decorrentes da interação entre os agentes envolvidos. Com o uso de aprendizado de máquina e inteligência de dados de ponta, o MEDT One consegue sugerir melhorias e apresentar resultados concretos a partir do histórico de dados. “Dessa maneira, conseguimos reduzir o tempo entre cada uma das etapas necessárias para aprovação e execução da cirurgia”, explica Perez.

A expectativa é que nos próximos meses os índices positivos cresçam ainda mais. “Hoje, mais de 60% dos médicos já usam a ferramenta. Queremos aumentar esse número, pois sabemos

que o engajamento e a participação dos profissionais são essenciais para melhorarmos ainda mais nossos resultados”, afirma Mônica.

O sucesso da aplicação fez com que a solução fosse escolhida pela Prefeitura de Salvador através do Pitch Salvador para apoiar a automação do sistema público de saúde. Além da expansão no Brasil, no entanto, o MEDT One também tem ganhado presença internacional, com apresentações em eventos para investidores do Vale do Silício (Estados Unidos) e no Uruguai. Para 2019, a expectativa é que a solução seja levada para outros países da América Latina, sendo aplicado em operações médicas e hospitalares por toda a região.