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CHN realiza técnica inédita em Niterói para redução do estômago sem cirurgia

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Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a projeção é que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos estejam com sobrepeso e mais de 700 milhões, obesos. No Brasil, isso não é diferente. De acordo com o Ministério da Saúde, uma em cada cinco pessoas está acima do peso – e o crescimento da obesidade pode acarretar a prevalência de doenças sérias, como hipertensão arterial e diabetes.

Porém, uma nova ferramenta terapêutica contra a obesidade, antes combatida basicamente por meio de medicamentos, dietas, balão gástrico e cirurgias bariátricas, está disponível no Complexo Hospitalar de Niterói (CHN). A Overstitch – uma técnica recente no Brasil, que significa “costura sobre” – é o nome do dispositivo que, após acoplado ao aparelho de endoscopia, permite realizar uma sutura endoscópica no estômago, reduzindo o órgão em até 80%, sem necessidade de cirurgia.

O procedimento apresenta baixos índices de complicação, é menos invasivo em relação às técnicas convencionais e pode ser realizado em menos de uma hora. Segundo o gastroenterologista do CHN dr. Leonardo Tavares, o único médico habilitado a realizar o procedimento na Região Leste Fluminense, a nova técnica usa sutura endoscópica para costurar o estômago por dentro e apresenta vários benefícios para os pacientes.

“A obesidade é uma doença crônica, progressiva e com custos biopsicossociais. Apenas 2% da população dos obesos consegue realizar a cirurgia bariátrica. Logo, há muitas pessoas que podem ser beneficiadas com os métodos disponíveis no mercado. A sutura endoscópica no estômago, por exemplo, é um procedimento sem incisões cirúrgicas que pode levar de 40 a 60 minutos para ser feito. Ele possibilita que o paciente receba alta hospitalar no mesmo dia e volte à sua rotina três dias depois. O índice de perda é de 20% a 25% do peso corporal”, explica o médico.

A técnica também é realizada para revisão e correção de cirurgias bariátricas ou complicações, como o reganho de peso. “A Overstitch é indicada para pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) de 30 a 40 que já tentaram, sem sucesso, tratamentos clínicos com medicamentos, diversas dietas alimentares e balões gástricos e pacientes que queiram um tratamento mais efetivo na sustentação do peso”, enfatiza o médico.

Instituto de Medicina e Cidadania registra 2.600 atendimentos médicos voluntários em 2018

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Instituto de Medicina e Cidadania registra cerca de 2.600 atendimentos médicos voluntários em 2018

O Instituto de Medicina e Cidadania (IMC), organização sem fins lucrativos que tem como objetivo o resgate da saúde pública, através de trabalhos com médicos voluntários em comunidades carentes, registrou em 2018 cerca de 2.600 atendimentos médicos voluntários realizados nas comunidades onde atua, além de clínicas médicas e consultórios ligados ao IMC . Esses atendimentos incluem as seguintes especialidades médicas:

. Clínica médica - 1494 atendimentos

. Pediatria - 494 atendimentos

. Psicologia - 333 atendimentos

. Consultórios e clínicas externas (ortopedia, ginecologia, cardiologia, cirurgia vascular, dermatologia, homeopatia, oftalmologia, proctologia e urologia) - 165 atendimentos

. Fisioterapia - 153 atendimentos

Criado há dois anos o IMC atua com serviços de médicos voluntários nas comunidades do Morro Azul, no Flamengo; Parque da Cidade, na Gávea e comunidade Tavares Bastos, no Catete, no Rio de Janeiro. Também conta com 15 médicos voluntários inscritos, de várias especialidades que também atendem gratuitamente em seus consultórios, com hora marcada. A prioridade é a prevenção e o acompanhamento periódico dos pacientes, que passam por uma avaliação social feita pelos médicos e pelas psicólogas do IMC.

No ano passado o IMC firmou uma parceria com a Clínica Galdino Campos que vem prestando atendimento médico voluntário em algumas especialidades, com hora marcada.

O trabalho realizado pelo IMC oferece atendimento médico gratuito e tem contribuído para uma melhor qualidade de vida dos moradores.  A estrutura administrativa montada pelo IMC coordena as marcações de consultas e atendimentos e envia mensalmente para o médico a estatística de atendimento e o encaminhamento de pacientes.

Com sede no Rio de Janeiro, o IMC é dirigido pelos médicos Luiz Roberto Londres e Márcio Meirelles.

Bionexo adquire participação na Intuitive Care

A Bionexo, uma das líderes em soluções digitais para gestão de processos na saúde, acaba de adquirir uma participação na Intuitive Care, uma empresa de gestão do ciclo de receita dos hospitais.

As negociações começaram há cerca de um ano, e a Bionexo identificou que o investimento na participação da Intuitive Care era uma oportunidade única de conquistar exposição em um segmento complementar ao seu de origem. "Nossa estratégia de investimento está focada em encontrar soluções críticas e disruptivas para os hospitais brasileiros, investindo em empresas que aumentem a entrega de valor para os nossos clientes", explica Maurício De Lázzari Barbosa, fundador e presidente do Conselho de Administração da Bionexo.

E os resultados desse novo momento já estão aparecendo. Por meio da Bionexo, a Intuitive Care foi selecionada no inédito programa TechEmerge do Banco Mundial. O programa foi concebido para estimular a criação de novas tecnologias que transformem o mercado de saúde brasileiro.

Percebendo a necessidade do mercado para um serviço que simplificasse os processos e tornasse a operação mais inteligente, a Intuitive Care iniciou sua atuação há cerca de 2 anos. Focada em criar um processo eficiente no relacionamento entre as instituições de saúde e as fontes pagadoras, a solução da empresa já conciliou mais de R$ 2 bilhões em pagamentos para seus clientes. E o objetivo é ambicioso: em um mercado com quase 6 mil hospitais, a meta é conquistar pelo menos 300 ao longo dos próximos 5 anos.


"É com muita satisfação que trazemos a Intuitive Care para o nosso ecossistema. Quando conhecemos a qualidade da solução e o perfil dos fundadores, tivemos a confiança no potencial do investimento. Como sócios, poderemos contribuir com apoio estratégico e ampliação do acesso ao mercado para impulsionar os negócios da Intuitive Care", conta Rodrigo Borer, CEO da Bionexo.

Os recursos investidos na Intuitive Care serão alocados para acelerar o crescimento da empresa. “Estamos muito entusiasmados com a sociedade. Ela vai permitir a evolução da nossa proposta de valor para clientes, com novos produtos e funcionalidades, além de gerar sinergias importantes." – avalia o cofundador e CEO da companhia, Paulo Leite Pinto.

Cremesp lança campanha de esclarecimento sobre o Mais Médicos

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O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) disponibiliza, a partir de agora, uma página que aborda o programa federal, no intuito de esclarecer profissionais e a sociedade a respeito de seus pontos controversos; apresentar um panorama atual; e expor as intervenções do Conselho para auxiliar a participação de profissionais devidamente registrados no Brasil no Mais Médicos.

Além disso, o Cremesp começou a veicular peças publicitárias com o mote “A postura do Cremesp é ajudar na solução”. Esse material chama a atenção para as medidas que foram tomadas pelo órgão, ainda no final do ano passado, no auxilio ao preenchimento das vagas deixadas após o desligamento do Governo de Cuba do programa.

Entre outras ações, o Conselho realizou uma força-tarefa para acelerar a emissão de registros aos recém-formados interessados em realizar inscrição. Em 15 dias de mutirão, foram emitidos 1.949 registros. Outro destaque foi a criação de um canal de denúncias sobre problemas encontrados pelos interessados em todas as fases do certame. Depois de reunidas e avaliadas, essas queixas subsidiaram a intervenção do Cremesp junto ao Ministério da Saúde e instituições como a Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM).

"O resultado dessas e outras iniciativas, inclusive as protagonizadas pelo Cremesp, é que em um mês e meio, mais de 7 mil vagas foram preenchidas do Mais Médicos em todo o país. Isso comprova a tese de que o programa foi criado utilizando a justificativa de falta ou desinteresse de médicos registrados no Brasil. E a pequena parcela de vagas ainda não preenchidas apenas confirma um antiga reivindicação: a necessidade de criação da carreira de estado para estimular a distribuição e fixação do médico em todas as regiões do país”, comenta o conselheiro do Cremesp Edoardo Vattimo.

Líder brasileira em software odontológico fornece inteligência para projeto social na Guiné-Bissau

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A Dentalis, líder brasileira em softwares odontológicos em nuvem, está fornecendo inteligência de dados para o Projeto Educando GB, que apadrinha crianças da segunda maior cidade de Guiné-Bissau, Gabú, para que elas recebam uma educação em saúde bucal de qualidade.

Recentemente, o dentista Marcelo de Albuqurque, da Odontologia Jardim, esteve no país para, em parceria com a ONG Projeto Educando, que promove a educação de crianças e jovens da Guiné Bissau, realizar mais de 200 atendimentos e procedimentos e distribuir cerca de 1500 escovas e pastas de dente.

O software da Dentalis foi utilizado para captar dados sobre esses procedimentos e possibilitar a análise de informações para que o progresso dos tratamentos possa ser acompanhado de forma eficaz e assertiva.

De acordo com o fundador e CEO da Dentalis, Sérgio Aronis, uma das filosofias da empresa é colaborar com projetos sociais ligados à odontologia e à saúde bucal, promovendo o bem-estar de pessoas em situações sociais frágeis.

Além de coletar informações importantes sobre a situação odontológica das crianças de Gabú, a Dentalis possibilita uma avaliação e comparação dos materiais. "Esses projetos têm um grande volume de atendimentos, e os dados precisam ser analisados estatisticamente para atestar a eficácia dos programas sociais", afirma Aronis.

Dessa forma, os resultados se transformarão em relatórios estatísticos para que aqueles que apoiam e patrocinam a iniciativa vejam os resultados reais de como conseguem mudar a vida das crianças que apadrinham.

O papel do farmacêutico no ambiente hospitalar

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A Pró-Saúde realiza, entre os dias 21 e 25 de janeiro, em todas as unidades gerenciadas no Brasil, a 1ª Semana de Farmácia Hospitalar. O tema central é a meta 3 do Desafio Global de Segurança do Paciente, da Organização Mundial de Saúde (OMS), que visa melhorar a “segurança na prescrição, no uso e na administração dos medicamentos”.

O evento vai promover um importante aprimoramento no papel do farmacêutico na assistência ao paciente. Outro desafio será o trabalho de conscientização e de orientação que os farmacêuticos deverão realizar junto aos pacientes, especialmente sobre a importância do uso racional — e correto — dos medicamentos, seguindo a prescrição feita pelo médico.

Na prática, o farmacêutico — mantendo a sua atribuição de armazenamento, dispensação e distribuição de medicamentos — passa a ser corresponsável pela assistência ao paciente durante seu tratamento na unidade de saúde.

Isso significa que, além de avaliar tecnicamente cada prescrição para evitar possíveis riscos de interações medicamentosas, o farmacêutico deve participar do diálogo com a equipe médica e de enfermagem sobre o atendimento realizado ao paciente.

Os profissionais da Farmácia devem ter contato direto com o paciente, explicando como os medicamentos indicados reagem no corpo, o horário e a forma correta de uso e possíveis reações adversas.

Essa diretriz já faz parte dos critérios de farmacovigilância praticados pela Pró-Saúde, em que o profissional farmacêutico visita periodicamente os pacientes internados para coletar — junto à equipe de Enfermagem — informações sobre as reações aos medicamentos utilizados no tratamento.

Refletir o papel dos profissionais da Farmácia na melhoria do atendimento realizado para os pacientes é um exercício permanente que a Pró-Saúde quer reforçar durante nesta primeira edição da Semana de Farmácia Hospitalar.

Atualmente, mais de 500 profissionais de Farmácia atuam nas unidades gerenciadas pela Associação. Quem ganha com a maior participação do farmacêutico é o paciente, que conta com serviço multidisciplinar em seu processo de tratamento e reabilitação.

Bradesco Saúde conquista a renovação do Selo de Acreditação da ANS

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A Bradesco Saúde renovou, mais uma vez, a certificação de Acreditação com nível máximo, após avaliação do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA). Com o anúncio da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o selo passa a valer até 2022 e ratifica o compromisso com a qualidade de gestão e atendimento aos seus segurados.

“A renovação da certificação é um importante reconhecimento da agência reguladora sobre a qualidade dos produtos e serviços oferecidos pela Bradesco Saúde, sendo relevante diferencial da operadora no setor de saúde suplementar”, destaca o diretor presidente da Bradesco Saúde e Mediservice, Manoel Peres. Segundo o diretor, tal resultado é fruto do comprometimento e engajamento de todos os funcionários de diversos setores da seguradora.

A Bradesco Saúde mantém a liderança no mercado e foi a primeira seguradora no Brasil a receber acreditação pela ANS com nível máximo de qualificação, o que vem mantendo desde 2011. A empresa adotou uma posição proativa em relação à qualidade e sustentabilidade no setor ao aderir voluntariamente ao Programa de Acreditação de Operadoras de Planos de Saúde, que prima pela adoção de boas práticas de gestão, com foco prioritário no segurado.

“Sempre fez parte da cultura da empresa a busca por melhores práticas em saúde e inovação. Algumas dessas práticas inclusive anteciparam normas estabelecidas pelo órgão regulador no mercado de saúde suplementar. A acreditação é um vetor de transformação dos processos operacionais”, afirma Manoel Peres.

Auditoria interna

Além dos comitês internos e programa de melhorias e integração setorial, um importante diferencial desse processo é a participação de funcionários selecionados das áreas médica e administrativa, que recebem capacitação para atuarem como auditores internos. Esse engajamento dos colaboradores trouxe melhorias ao processo de qualificação. A empresa conta ainda com a comissão operacional, que periodicamente debate os indicadores de qualidade, envolvendo a diretoria e o grupo executivo.

Entre as melhorias implantadas recentemente, destacam-se o aperfeiçoamento da autonomia para resolução de problemas e facilidades nos processos, como reembolso disponível nos canais digitais (site e aplicativo), além de melhora na comunicação aos beneficiários, com divulgação de cartilhas, manuais atualizados e informações úteis sobre serviços e produtos. Ao todo, foram avaliados 147 itens, contemplando desde gestão de serviços de saúde, satisfação dos segurados até programas de gerenciamento de doenças e promoção da saúde.

Sobre o Grupo Bradesco Seguros

O Grupo Bradesco Seguros, conglomerado segurador da Organização Bradesco, lidera o mercado de seguros brasileiro, com atuação multilinha em âmbito nacional nos segmentos de Seguros, Capitalização e Previdência Complementar Aberta. No terceiro trimestre de 2018, o Grupo Segurador apresentou lucro líquido de R$ 4,6 bilhões, evolução de 11,6% em relação ao registrado no mesmo período de 2017, refletindo a melhora dos seus principais indicadores de desempenho. As provisões técnicas ultrapassaram R$ 255 bilhões, correspondentes a cerca de 26% do total do mercado segurador, e os ativos financeiros alcançaram aproximadamente R$ 280 bilhões. O total pago em indenizações e benefícios atingiu R$ 44 bilhões, correspondentes a mais de R$ 230 milhões por dia útil.

O Grupo Segurador encerrou o semestre com cerca de 25% de market share. Há 17 anos consecutivos o Grupo é apontado como Top of Mind pelo Instituto Data Folha.

Projeto "Hospital Dia vai ao Teatro", da Casa de Saúde Saint Roman, leva pacientes a shows e musicais

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Projeto "Hospital Dia vai ao Teatro", da Casa de Saúde Saint Roman, leva pacientes a shows e musicais

No último dia 19 de janeiro, clientes e familiares do setor de Psiquiatria e Dependência Química do Hospital Dia (HD), da Casa de Saúde Saint Roman (CSSR), localizada em Santa Teresa, zona sul do Rio de Janeiro, assistiram a sessão do musical "O Frenético Dancin Days", no Teatro Bradesco, no shopping Village Mall, na Barra da Tijuca. O convite foi uma parceria do Hospital Dia (HD) e a ONG Rede Entretenimento.

Esse evento faz parte do tratamento dado aos pacientes psiquiátricos e de dependência química atendidos pelo Hospital Dia da CSSR, que desde abril do ano passado inaugurou o Projeto "HD vai ao Teatro". O projeto tem na programação atividades externas, sempre nos finais de semana e feriados. As atividades incluem a participação de clientes e familiares, além de funcionários e familiares.

O objetivo é ajudar aos clientes a vivenciarem novas experiências, propiciando uma melhora da autonomia, socialização, além de reforçar os vínculos familiares de todos.

A iniciativa do projeto é da psicóloga Sonária Martins, Coordenadora do Hospital Dia, que vem realizando um trabalho junto a instituições e ONGs das áreas de entretenimento, visando estabelecer uma parceria para inserir essas atividades na programação dos eventos externos do Programa HD.

" Através desses recursos, em parceria com empresas e ONGs, queremos estimular atividades culturais e de lazer que possam aproximar clientes e seus familiares na busca de momentos saudáveis e terapêuticos", diz Sonária.

Segundo ela, essas atividades têm sido muito importantes para a recuperação dos Clientes em todo o processo de convívio social e familiar.

O modelo de seguro não faz mais sentido para doenças crônicas

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“Há mais ou menos um ano, eu trabalhava na divisão de Cloud do Google, especialmente em produtos de inteligência artificial e machine learning, relacionados à tecnologias empresariais”, disse Andrew Toy, CTO da Clover Health. “Eu sou o responsável pela TI de uma empresa de seguros de saúde que está utilizando a tecnologia para maximizar a sua eficiência no pagamento de seus sinistros. A maioria das seguradoras não têm isso, de pesquisa e desenvolvimento interno. É isso que nos torna únicos!”

Nos Estados Unidos, a saúde não é fornecida no nível social, como é feita em outros países, inclusive o Brasil. Não há hospitais públicos, somente hospitais privados, que podem ou não ter fins lucrativos. O pagamento acontece com o desembolso próprio de cada um ou através de um seguro. Os médicos podem, em teoria, cobrar quanto quiserem por qualquer serviço, e as contas hospitalares não são claras para o usuário, e nem controláveis uma vez que o paciente realiza o check-in no sistema. As contas exorbitantes são uma das principais causas de falência e endividamento familiar nos EUA.

Outro modo de se conseguir assistência médica é através do seguro. São quatro modalidades mais comuns de seguro: Medicare, Medicaid, “Obamacare”, e o seguro através do empregador. Na última, funcionários são providos de assistência através de seu empregador, que compra serviços de seguradoras como a UnitedHealth Group, Cigna ou Humana, para citar. O Medicare e o Medicaid são dois tipos de seguros gratuitos fornecidos. O primeiro, pago pelo governo, para pessoas de mais de 65 anos ou com alguma invalidez. O segundo, pago pelos estados, para a população de baixa renda. Caso o residente não se encaixe em nenhuma das três opções acima, ele pode entrar no Affordable Care Act (ACA), mais conhecido como Obamacare, para que as pessoas comprem seus seguros de forma individual.

A Clover Health fornece serviços exclusivamente para o Medicare. Nesse modelo, os elegíveis se inscrevem na Clover, que passa a ser responsável por todo o seu cuidado. O governo é o segurador e pagador único, mas transfere essa “carteira” para o domínio da Clover, que passa a receber mensalmente para gerenciar esses indivíduos, em um plano chamado Medicare Advantage. “É uma parceria público-privada. A população apta para o Medicare pode escolher se quer ser gerenciada pelo governo, ou por empresas como a Clover. Nesse programa nós temos muita liberdade em termos que como conduzir o tratamento, otimizar a atenção. Nós temos que manter um padrão de qualidade estipulado, mas as formas de fazer isso são muito flexíveis”, explica Andrew.

Não há a possibilidade de recusa de uma pessoa nesse sistema. Todos aqueles que se inscrevem para receber cuidados da Clover, e se encaixam no perfil do Medicare, são aceitos. Diferentemente dos outros planos, a Clover só trabalha com o Medicare. Isso significa que não é possível espalhar o risco dos pacientes mais idosos entre a população mais jovem. Entretanto, ele diz que é um sistema justo: o governo paga mais por pessoas que estão mais doentes. Andrew comenta que eles avaliam o inscrito e com base em alguns parâmetros, calculam o quanto o governo os deve remunerar.

“Nós só temos pacientes acima de 65 anos ou com invalidez. Temos uma incidência inevitável de muitas doenças. O segredo é ser muito bom em dados e em criar planos de execução que reflitam os dados que eu tenho no manejo da doença”. Ele comenta que os segurados ficam muito surpresos quando recebem o contato da Clover preocupados com a sua saúde, porque no pensamento deles, a seguradora é uma empresa administrativa que paga os sinistros, somente.

Segundo ele, a atenção médica é fragmentada, a tecnologia não é padronizada, os dados não são estruturados, há vários formatos diferentes entre as práticas e alguns médicos ainda usam papel. “Temos que lidar com muitas camadas. Trabalhar na Clover é tentar unificar todas as diferenças encontradas no sistema e criar o melhor padrão de cuidado que pudermos para aqueles que se inscreveram. A nossa crença é que ao trabalhar em uma relação próxima com o médico, nós conseguimos agregar dados e dar uma visão holística do paciente que é muito difícil para qualquer médico individualmente”

Como pagador, a Clover possui uma visão centralizada sobre todos os serviços médicos que estão sendo prestados a um determinado membro. Mesmo que este passe em consultas em diferentes provedores, ou em diferentes níveis de atenção. As informações são reunidas em uma plataforma, e compartilhadas com o médico para aumentar a compreensão sobre aquele indivíduo e proporcionar uma melhor qualidade no cuidado.

“É muito simples, no final do dia nós queremos dar uma grande experiência para os nossos membros e coletar o máximo de informações personalizadas e integrada de diversas fontes de dados, de clínicos a sociológicos, então criamos insights através de aprendizado de máquina, e oferecemos como recomendação no ponto de tratamento para os médicos”, disse ele. Funciona assim: imagine que um paciente procure um médico com uma enxaqueca, sem mencionar nenhum histórico. Quando o médico abre o sistema da Clover, ele descobre que esta mesma pessoa caiu e bateu a cabeça 2 semanas atrás, e deu entrada no pronto socorro, e que também foi a um outro especialista na semana passada. O médico pode dizer: ‘ok, vamos tratar a sua enxaqueca, mas vamos conversar sobre a sua queda? Com que frequência isso ocorre?’

Há o benefício do melhor cuidado médico, mas também há o benefício financeiro para a seguradora. Se o médico investiga e tem todas os recursos para proporcionar a melhor qualidade assistencial, provavelmente o paciente não terá outro incidente agudo, como por exemplo, a entrada no pronto-socorro por queda, que pode custar US$ 10 mil a visita.

Outro exemplo de como a plataforma da Clover pode ser útil: existem muitas pessoas com doença renal crônica em estágio 2, mas nem tantas quanto o esperado em estágio 3. Eles perceberam que muitos médicos esperam até que os pacientes manifestem sintomas para solicitar exames que comprovem a evolução para o estágio 3. Os algoritmos da seguradora combinam dados como o tempo médio de progressão da doença com pesos personalizados e sugerem que o médico solicite exames para o diagnóstico. A Clover paga pelos exames preventivos porque entende que a evolução da doença pode ser muito mais custosa se diagnosticada tardiamente.

“Estamos observando as crescentes cargas que as doenças crônicas trazem ao custo de saúde, e o modelo de seguro não é algo que faça mais sentido no contexto das doenças crônicas”, provoca Andrew, “O seguro foi desenvolvido como uma ferramenta para divisão de risco de um evento catastrófico em uma população, para garantir que um indivíduo sobreviva financeiramente. Se você for um comerciante no século XIX com dois navios, e um deles afunda, você está falido. Então mercadores se reuniam e arrecadavam uma quantidade, em conjunto, para prevenir que um dos seus entrasse em falência, com a reposição do navio, através deste montante reserva.”

Doenças crônicas não são eventos catastróficos que acontecem com uma parcela da população. Pelo menos, não mais. Historicamente, se uma pessoa tivesse diabetes ela morria. Se ela tivesse câncer, não seria fornecido tratamento quimioterápico por 10 anos. Eram doenças agudas e terminais, eventos. Do ponto de vista de uma seguradora automotiva, é como se o seguro do carro não estivesse incluso somente a batida, mas também o consumo da gasolina, a manutenção do carro e todas as despesas relacionadas. As seguradoras de saúde estão pagando pelas doenças crônicas, o que é muito semelhante a pagar pela gasolina do carro.

“Não é surpreendente que o sistema esteja quebrado. Temos uma carga crescendo e cada vez é mais difícil pagar por esse risco populacional. Estamos muito mais em um serviço de assinatura, no qual paga-se mensalmente por um conjunto de serviços, do que no business de seguro. Quando percebemos esse modelo, foi algo muito poderoso! É um problema que envolve tecnologia, gestão e alocação de capital”. Nos Estados Unidos existem diversos orçamentos diferentes, e segundo ele, ninguém olha para isso de forma geral. Estão tentando sempre solucionar o custo crônico, sem uma política estruturada de atenção primária, por exemplo.

Entre as alternativas que a Clover está atuando, estão o cuidado domiciliar, a ampliação do espectro de cuidado de uma seguradora e a telemedicina. O cuidado domiciliar, quando aplicável, produz resultados excelentes em termos de redução de custos e experiência do paciente, muitas vezes proporcionando resultados clínicos melhores do que no ambiente tradicional hospitalar.

A Clover também equipou algumas casas com assistentes virtuais, como piloto. No caso de acontecer alguma situação médica, ou suspeita pelo sistema de predição, um profissional entra em contato para auxiliar na melhor orientação.

Na ampliação do espectro de cuidados de uma seguradora, a Clover investe em assuntos socioeconômicos, como moradia ou alimentação. “‘Se fizer sentido dar abrigo aos membros sem-teto, ou realizar reformas na arquitetura de sua casa para evitar quedas, nós vamos fazer! Nós vamos intervir no tabagismo ou na falta de uma alimentação equilibrada. Podemos enviar alimentos saudáveis na porta da casa deles, ou até refeições já prontas.”, e completa, “Não queremos estar restritos ao que é considerado tratamento médico. Não existe um código que eu coloque no sistema para essas ações. Não importa que isso não seja tradicional, no final do dia queremos um resultado de saúde melhor para os nossos membros.”, conta Andrew.

A Clover também possui um business B, a parceria na utilização de seus modelos preditivos por seguradoras de outros países. Andrew conta que passou muito tempo na Ásia, e eles estão fornecendo seus modelos de análise para que os asiáticos usem em sua própria base de dados, otimizando o algoritmo no cálculo de risco e proposta de insights. “Nesse cenário não somos mais uma seguradora, somos uma empresa de plataforma de tecnologia, que executa seus negócios de forma muito personalizada e direcionada”

“Esperamos criar formas de evitar que os custos explodam, e como seguradora, ampliar a perspectiva de negócios. Queremos criar progressivamente uma melhor experiência para os nossos clientes. Isso é uma forma de dizermos que o setor precisa se mover em direção ao futuro”, finaliza o executivo.

Johnson & Johnson anuncia Luly De Samper como presidente para a América Latina

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Em seus mais de 20 anos de carreira na Johnson & Johnson Medical Devices, De Samper construiu um forte histórico de sucesso no setor; ela será a primeira mulher a ocupar a posição na América Latina

A Johnson & Johnson Medical Devices anuncia atualização em sua equipe de liderança na América Latina: a executiva Luly Castellanos de Samper assume a presidência da companhia para a região, sendo a primeira mulher a ocupar a posição na América Latina. A partir de março, Luly substituirá Rodrigo San Martin, que deixa a empresa por motivos pessoais.

De Samper está na Johnson & Johnson Medical Devices (JJMD) desde 1997 e, em mais de 20 anos de carreira, vem construindo uma história de sucesso junto à divisão de dispositivos médicos, formada por três empresas: Ethicon, DePuy Synthes e CSS (Cardiovascular & Specialty Solutions).

Sob sua gestão, a Ethicon, principal marca da JJMD com foco em instrumentos cirúrgicos, acelerou seu crescimento na América Latina com a introdução de dezenas de novos produtos e atingiu sua maior participação de mercado, ampliando as possibilidades de tratamento cirúrgico de qualidade para um grande número de pacientes na América Latina.

Luly é uma defensora do desenvolvimento de talentos, da diversidade e da inclusão. À frente do comitê global de liderança feminina da Johnson & Johnson na América Latina, o Women’s Leadership & Inclusion (WLI), obteve forte engajamento em todos os níveis da organização, fazendo avançar as discussões e ações para valorizar o potencial das mulheres e atingir igualdade de gênero nos negócios.

Iniciou sua carreira na J&J como representante de vendas, e teve funções de responsabilidade crescente nas diversas áreas de negócios e posições de liderança em áreas funcionais. Antes de liderar a Ethicon, Luly foi vice-presidente regional do chamado Northern Cluster, que engloba a Colômbia e mais de 18 países da América Central e Caribe, onde acelerou o crescimento em mercados-chave e desenvolveu uma equipe apaixonada e focada no cliente.

“Sinto-me orgulhosa, honrada e entusiasmada com este novo desafio. Construí minha carreira na divisão de dispositivos médicos da Johnson & Johnson, motivada pelo impacto positivo que os nossos produtos e serviços têm na vida dos pacientes. Quero construir um forte legado para continuar melhorando os padrões de cuidados e ampliando o acesso para os pacientes em nossa região, com foco cada vez maior no cliente”, afirma a executiva Luly De Samper.

Antes de ingressar na Johnson & Johnson Medical Devices, Luly exerceu funções de gestão na SmithKline Beecham (atualmente GlaxoSmithKline), tendo passado pelos escritórios da empresa na Colômbia, México e Brasil. Tem graduação em Ciências pela Boston College (Universidade de Boston) e MBA executivo pela Universidad de los Andes (Universidade dos Andes), na Colômbia. Luly De Samper é casada e tem quatro filhos.

Sobre a Johnson & Johnson Medical Devices

Como a empresa de dispositivos médicos com uma ampla gama de produtos para saúde, nos baseamos em um século de experiência, alavancando a ciência e a tecnologia, para moldar o futuro da saúde e beneficiar ainda mais pessoas ao redor do mundo. Com amplitude, profundidade e alcance em cirurgia, ortopedia e soluções de intervenção, estamos trabalhando para mudar profundamente a maneira como os cuidados médicos são fornecidos. Estamos nisso pela vida.