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Hospital IGESP adquire tomógrafo de última geração

O Hospital IGESP, localizado no bairro da Bela Vista, em São Paulo, acaba de adquirir um novo e moderno aparelho de tomografia computadorizado para seu Centro de Diagnóstico por Imagem. O tomógrafo de modelo Aquilion PRIME™, produzido pela Canon Medical Systems do Brasil, é capaz de realizar tomografias de corpo inteiro e possui uma mesa de pacientes que suporta até 300 kg. Com imagens mais precisas e com qualidade excepcional, o novo equipamento realizará exames com mais rapidez e qualidade de imagem superior, além de diminuir a dose de radiação e de contrastes em pacientes e colaborar para diagnósticos mais precisos e para a segurança do paciente.

Segundo o CEO do Grupo Trasmontano, Dr. Júlio Cesar de Machado Lobato, a aquisição de um tomógrafo de última geração reforça ainda mais o compromisso do hospital em oferecer o que existe de melhor em tecnologia para os pacientes. “Lidamos com a maior preciosidade das pessoas, que é a vida e, por conta disso, nossa busca por inovações e modernizações é contínua”, ressalta.

 E o novo equipamento fica em uma nova sala construída seguindo os preceitos de um atendimento humanizado que visa trazer mais conforto e bem-estar aos pacientes no momento do exame. O atendimento humanizado é uma tendência global que visa unir a qualidade do tratamento técnico com a qualidade do relacionamento entre a equipe do hospital, o paciente e sua família. O investimento em tecnologia é fundamental, mas, junto com ele, é imprescindível que o atendimento leve em consideração a situação e o contexto emocional do paciente e seus familiares. Vale ressaltar que a Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como o estado de completo bem-estar físico, mental e social, por isso a importância de se implementar o atendimento humanizado.

A sala possui, também, câmeras de monitoramento para auxiliar a equipe de profissionais no gerenciamento do exame, captando qualquer tipo de expressão do paciente.

Para o médico radiologista e Coordenador do Centro de Diagnóstico por imagem do Hospital IGESP, Dr. Luis Augusto Sonoda, muitas outras especialidades irão se beneficiar com a chegada desta nova tecnologia que além de permitir menor uso de contraste, oferece imagens de altíssima resolução, auxiliando no diagnóstico mais preciso, especialmente para as áreas de ortopedia, cardiologia e vascular.

Wolters Kluwer e Mercy Ships firmam parceria para salvar vidas

A Wolters Kluwer Health, uma das líderes mundiais em fornecimento de informações para profissionais e estudantes da área da saúde, está engajada em um dos projetos da Mercy Ships, organização não governamental (ONG) que tem como propósito cuidar das populações mais vulneráveis do globo.

A ONG Mercy Ships transforma embarcações em verdadeiros hospitais flutuantes e está presente em diversas regiões carentes do mundo. O projeto leva tratamento gratuito e de alta qualidade às pessoas mais necessitadas. E para que os médicos tenham sempre as informações mais atualizadas sobre medicamentos e tratamentos, a Wolters Kluwer Health disponibilizou gratuitamente assinaturas do Lexicomp® para o maior navio-hospital para civis do mundo, o Africa Mercy, que está ancorado na Guiné.

O Lexicomp® proporciona aos médicos encontrar rapidamente respostas para perguntas relacionadas a medicamentos, como dosagem, administração, avisos e precauções, bem como conteúdo clínico, que incluem diretrizes práticas, compatibilidade IV, banco de dados farmacêuticos, informações sobre falta de medicamentos e outras funcionalidades. O conteúdo também fica disponível nos tablets do navio para acesso off-line.

"Como uma organização orientada por missões, é uma honra para nós apoiar seus esforços para ajudar as populações mais vulneráveis do mundo com cuidados médicos que estão transformando vidas para melhor.", afirma Denise Basow, CEO da Clinical Effectiveness, da Wolters Kluwer Health.

O Africa Mercy possui cinco salas de operação, recuperação, unidades de cuidados intensivos e alas de baixa dependência, totalizando 80 leitos. Nos próximos 10 meses, serão mais de dois mil procedimentos cirúrgicos gratuitos a bordo da embarcação, desde cirurgias vitais para tratar lábio leporino e palato, catarata, deformidades, tumores e muitos outros procedimentos abrangendo nove especialidades.

Investimento privado impulsiona crescimento do setor de saúde

Mesmo com os baixos investimentos públicos na saúde (3,8% PIB), a crise econômica que assolou o país e a insegurança política que paralisou mercados, o setor da saúde cresceu, muito em parte graças aos investimentos do setor privado, no período de janeiro a setembro de 2018 em comparação a dezembro de 2017, em números de estabelecimento, leitos e empregos. Esses são os dados do levantamento realizado pela FEHOESP- Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, em seu Boletim Econômico.

Durante o período analisado, o número de estabelecimentos de saúde no Brasil cresceu 4,5% com a abertura de 14.170 novos serviços de saúde, com destaque para a abertura de 6.943 consultórios, 1.197 empresas de serviços de apoio de diagnose e terapia e 3.474 novas clínicas e ambulatórios especializados.

O Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) apurou que o número de leitos Não SUS no país, a soma de leitos privados e filantrópicos, obteve um crescimento de 2,8% com a abertura de 4.472 novos leitos, enquanto o setor público teve uma redução de 0.5% de leitos, com o fechamento de 1.741 leitos do SUS.

E as contratações também foram destaque. O setor vem contratando e, segundo dados do CAGED, do Ministério do Trabalho, foram 73.731 vagas nas atividades do setor de hospitais, clínicas e laboratórios de janeiro a setembro deste ano. Um dado curioso foi a criação de 28.195 postos de trabalho na atividade “atendimento hospitalar”, e também a geração de 15.584 vagas de trabalho na atividade “médica ambulatorial”.

“Soma-se aos baixos investimentos do governo em saúde a falta de integração entre os dois setores. Funcionam como dois segmentos independentes, causando desperdício e duplicidade de ações", afirma o presidente da FEHOESP, Yussif Ali Mere Jr. Além disso, o setor privado está crescendo devido à deficiência crônica dos serviços de saúde oferecidos pelo Estado.

Para Yussif é necessário criar um sistema que seja integrado com parceria público-privada e melhor gestão e fiscalização.

Pagar por medicamentos: ”É um problema cultural”

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Durante um almoço, conversamos com Luiz Carlos Monteiro, Diretor-Presidente da ePharma e Marcos Inocencio, Diretor Corporativo, sobre o surgimento de sua PBM, da PPP com o governo federal ‘Aqui Tem Farmácia Popular’ e projeções para o futuro.

Logo no início da década de 90, as operadoras de saúde já colocavam em pauta a necessidade da identificação de soluções para a baixa adesão medicamentosa. O negócio da ePharma começou com a abertura de uma rede de farmácias próprias com o intuito de aumentar o acesso aos remédios para população. “Essa iniciativa foi um desastre! Farmácia é um business de varejo, 20 mil itens de estoque, totalmente diferente de serviços” diz Luiz Carlos.

Procurando uma alternativa para pivotar o negócio, ele conheceu o termo PBM (Programa de Benefício em Medicamentos) e percebeu que existia uma conexão com o varejo farmacêutico através de uma plataforma eletrônica que faria entre outras funcionalidades, a elegibilidade da prescrição do médico. Nos Estados Unidos, ao sair do consultório médico, o paciente pode ir diretamente à farmácia, onde se conecta com a PMB. Neste momento, o farmacêutico observa se o medicamento está coberto, se a quantidade está adequada ou se há elegibilidade por exemplo. E somente após essa verificação, uma autorização é enviada para o varejista realizar a entrega do remédio para o cliente. A conta é automaticamente enviada para o pagador, no caso, a seguradora de saúde. Enquanto no Brasil medicamentos são cobertos somente no ambiente hospitalar, nos Estados Unidos, e muitos outros países, essa cobertura se estende, quer seja um medicamento hospitalar ou ambulatorial.

Com este conhecimento aliado ao momento no qual a ANS estava sendo gestada e a lei que viria a regular os planos de saúde, Luiz decidiu fazer uma PBM no Brasil, em 1999. “Muito se falava na revisão das coberturas. Antigamente não se cobria próteses e órteses, por exemplo. A ideia era incluir nas coberturas mínimas obrigatórias a prescrição de medicamentos”, ele conta. O conceito foi lançado em sete redes de farmácia na época.

Ao todo, foram dois anos de incubação, somando a montagem do parque tecnológico, as conexões com as redes de varejo e as personalizações necessárias devido aos diferentes sistemas de operação. “Infelizmente a lei veio sem a cobertura de medicamentos. É um problema inclusive cultural: o brasileiro acha que pagar remédio na farmácia é mais uma das suas cruzes, e na verdade, se todos soubessem o que é a prática lá fora, talvez a pressão fosse maior para que isso acontecesse aqui no Brasil também”

Esse modelo de conexão com as redes acabou virando um trilho por onde passam diferentes trens. “Hoje a ePharma possui quase 2 milhões de usuários nos programas de PBM, fruto do conceito de benefício, um tema com crescente adesão entre os Recursos Humanos das empresas. Já na parceria com a indústria farmacêutica, na obtenção de uma lista de medicamentos com desconto através de um cartão de benefício, adicionam-se mais 16 milhões de usuários. Um exemplo de parceria para a obtenção destes preços diferenciada que pode ser citado, é a situação de um medicamento blockbuster que começou a ser atacado por um genérico. Neste caso, a indústria concede um desconto, e contrata a ePharma para realizar as necessidades de backoffice, da gestão da entrega da caixa até a sua reposição nas condições pré-estabelecidas. Outro formato é o Aqui Tem Farmácia Popular, um programa em parceria com o governo federal, a PBM do ministério da saúde, que atualmente reúne mais de 8 milhões de usuários atendidos por meio do sistema ePharma.

Segundo Marcos Inocêncio, diretor corporativo da empresa, em geral, o RH das empresas ainda não atingiu a maturidade desejada para a gestão de medicamentos. Depois da folha de pagamento, os custos de saúde são os mais pesados dentro do orçamento. E mesmo assim, ainda não é aplicada uma gestão eficiente sobre esse consumo. Luiz complementa dizendo que na PBM através do egresso de medicamentos, é possível identificar os funcionários crônicos e assim devolver informações valiosas para o RH que talvez eles não saibam. Algumas empresas até possuem programas para monitorar e melhorar a saúde dessas pessoas, evitando a ativação do sinistro, mas a maioria não sabe o que fazer com os dados. De forma geral isso ainda está bem longe de ser endereçado da forma correta.

As empresas ainda devem considerar que parte do custo de saúde é direto, como com o plano de saúde, porém existem ainda os custos indiretos relacionado ao absenteísmo e presenteísmo ligados a [falta de] saúde, ou seja, a não produção.

Em relação ao programa Aqui Tem Farmácia Popular, parceria entre a ePharma e o governo federal lançada em 2006, Luiz diz que foi convidado a propor uma solução devido à falta de sucesso do até então da iniciativa. Ele conta que, dos 5.500 municípios brasileiros, dos quais 5.400 reclamavam que não possuíam acesso à Farmácia Popular e 111, nos quais o programa estava presente, diziam não funcionar. “O governo descobriu que comprar, estocar e distribuir medicamentos em um país de tamanho continental é fria!” disse Luiz mencionando as questões de logística, perda de remédio e cálculo de demanda, por exemplo

“Uma alternativa na qual o usuário pega o remédio diretamente na farmácia, e que o governo paga direto para o varejista, sem a necessidade da operação e com segurança, foi implantada em 45 dias, com cobertura para hipertensão e diabetes em 2.105 farmácias. Hoje o número ultrapassa 40 mil unidades, mais de 17,5 mil remédios dispensados e presença em 496 municípios”

Para 2019 a empresa pretende investir R$12 milhões em algumas apostas. Um dos destaques é a célula de tecnologia, um mini aceleradora que já mentora quatro startups de saúde nas áreas de e-commerce, prescrição eletrônica, chatbot para pacientes crônicos e cupons. As startups recebem suporte tecnológico e podem executar seus pilotos com a rede, além claro, da possibilidade de terem ações adquiridas pela ePharma.

Ainda deste projeto, a empresa vê a PMB como grande integradora de tecnologias, e já está em andamento com delivery domiciliar, e outras iniciativas digitais, incluindo mobile, visando a melhor experiência do usuário em sua adesão medicamentosa.

No modelo de negócios, a novidade é a Plenus, uma opção de pré pagamento de medicamentos, tradicionalmente realizada por pós pagamento. A barreira de mercado foi superada graças ao modelo da empresa de precificação de riscos. Luiz finaliza a entrevista apostando no progresso de planos de saúde com medicamento incluso e revelando um planejamento agressivo de crescimento de 50% da empresa

Unimed Juiz de Fora lança APP exclusivo para clientes

Disposta a participar cada vez mais da vida do cliente, a Unimed Juiz de Fora lançou um aplicativo (APP) exclusivo para disponibilizar serviços e orientações de saúde importantes, que incentiva o autocuidado de seus 120 mil beneficiários. “Este é o jeito de Cuidar Unimed, que valoriza a integração, amparada na atenção e no cuidado contínuo. Nosso objetivo tem sido ressignificar o conceito de saúde", destaca a Diretora de Provimento de Saúde, Nathércia Abrão.

Com o novo APP da Unimed Juiz de Fora, o cliente agora tem acesso, 24 horas e na comodidade da palma da mão, a serviços como marcação de consultas, segunda via de boletos, um canal repleto de notícias e acesso a todos os acompanhamentos de exames e procedimentos solicitados. O acesso a todas as informações do plano é fácil, rápido e seguro. De acordo com Nathércia Abrão, este é outro diferencial da Unimed Juiz de Fora. “Somos o único plano de saúde em Juiz de Fora que oferece esta facilidade e com um canal exclusivo de promoção da saúde e bem-estar", pontua elencando a série de vantagens do aplicativo no dia a dia do beneficiário.

Gratuito, o APP Unimed Juiz de Fora está disponível na PlayStore e na Apple Store. E nesta primeira versão já traz o canal Mude 1Hábito, desenvolvido especialmente pela Unimed para ajudar na construção de melhores hábitos para a saúde.

Confira a seguir as principais funcionalidades do APP:

GUIA MÉDICO –

O aplicativo permite que você faça buscas por médicos, hospitais, clínicas e laboratórios da rede credenciada. Você também tem disponível um cartão virtual - e as principais informações do seu plano de saúde.

CONSULTA, 2ª VIA DE BOLETO e AUTORIZAÇÕES –

O app da Unimed Juiz de Fora foi desenvolvido para facilitar o seu dia a dia. Por isso, com a ferramenta você ainda consegue marcar consultas on-line, obter segunda via de boleto e acompanhar as autorizações de exames e procedimentos solicitados. Informações importantes para o seu Imposto de Renda também estão no aplicativo.

FALE COM A GENTE –

Com o APP Unimed Juiz de Fora você fala com a gente mais rápido, acessa as últimas notícias sobre o seu plano de saúde e todas as informações e orientações sobre nossos serviços e unidades, incluindo o Hospital Unimed.

SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA –

Seguimos trabalhando firme na construção de um futuro sustentável para promover saúde e qualidade de vida, e O APP Unimed Juiz de Fora.

OMS divulga prioridades de saúde para 2019

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou quais são as dez prioridades da saúde para 2019, que inclui, por exemplo, controle de doenças crônicas não transmissíveis; combate à pandemia de gripe; assistência em regiões de fragilidade e vulnerabilidade; e maior cobertura vacinal.

Melhoria da atenção primária também é um ponto de grande atenção pela OMS este ano. Primeira frente de atendimento, compreende-se que seus serviços devem fornecer cuidados integrados à comunidade – sobretudo visando cobertura universal da saúde. Para melhorar esse cenário globalmente, a Organização estará junto aos governos e instituições de saúde para assumir os compromissos especificados na Declaração de Astana, como empoderar pacientes e promoção de políticas para o setor.

Outra prioridade de destaque é a resistência antimicrobiana, que ocorre, principalmente, pelo uso excessivo e inadequado de antibióticos e pela automedicação. Um exemplo apresentado pela OMS é o impacto no tratamento da tuberculose. Doença que mata, anualmente, 1,6 milhão de pessoas em todo o mundo. De acordo com a instituição, em 2017, aproximadamente 600 mil diagnósticos apresentaram resistência à rifampicina, medicamento de primeira linha mais eficaz. O Brasil é responsável por um terço dos diagnósticos de tuberculose nas Américas.

O presidente da Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética (Anadem), o advogado Raul Canal, especialista em Direito Médico e Odontológico, coloca-se à disposição para comentar a lista de prioridades da saúde da OMS, trazendo um panorama sobre o atual cenário brasileiro diante de todos os desafios e as perspectivas para os próximos anos.

Startup de saúde digital diminui custos de empresas

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De acordo com dados da última pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), em 2018, foram concedidos mais de 196 mil benefícios a trabalhadores que precisaram ser afastados de suas atividades profissionais por problemas de saúde ocasionados diretamente pelo trabalho. Isso reflete um total de quase 540 afastamentos motivados pelo trabalho por dia no Brasil. Segundo a pesquisa, os principais fatores que causam esses afastamentos são acidentes que levam a lesões e fraturas das pernas, punhos e braços; doenças como Lesão por Esforço Repetitivo (LER); dores na coluna, causadas por má postura; e transtornos psicológicos como depressão, estresse, ansiedade, alcoolismo e esquizofrenia. Ainda de acordo com dados do INSS, foram registrados mais de 2300 afastamentos em 2017 por transtornos como depressão e ansiedade.

Segundo recomendação do Ministério da Saúde, uma das formas de prevenir e até tratar a esse tipo de transtorno, aliado a medicamentos quando necessário, é priorizar a qualidade de vida e o bem-estar, cuidando da mente e do corpo, e mantendo uma rotina de alimentação saudável e prática de atividades físicas.

Uma pesquisa realizada pela West Virginia Medical School identificou também que 12% do gasto das empresas no Brasil é com planos de saúde e que 86% desse custo decorre de pacientes crônicos, portadores de diabetes ou obesidade, por exemplo. Segundo a mesma pesquisa, 54% da população brasileira é portadora de obesidade; 57 milhões de pessoas possuem doenças crônicas; e 42% desses doentes crônicos desenvolveram seus problemas de saúde por conta do sobrepeso. Uma alternativa encontrada por algumas empresas para contornar estes problemas é a adoção de recursos de saúde digital. Esta possibilidade visa utilizar a tecnologia a favor das pessoas, auxiliando-as no entendimento de sua condição de saúde e na descoberta de maneiras para melhorar a cada dia. A plataforma de saúde digital GoGood, com foco na eficiência operacional das empresas, atua no sentido de melhorar a saúde dos colaboradores, reduzir seu peso e, consequentemente, diminuir suas chances de desenvolver doenças crônicas.

Alguns resultados da plataforma, que contava, no final de 2018, com 2547 usuários ativos, mostram o impacto desta tecnologia na vida das pessoas. No total, a plataforma registrou, ao longo do ano analisado, mais de 419 mil hábitos diários dos usuários, entre os quais: mais de 38 mil km de corrida, 56 mil km de pedalada e uma média de 6139 passos diários por usuário — 40% acima da média nacional. “Além disso, registramos um número de 200 usuários da plataforma que perderam dois ou mais quilos em sete meses de uso da tecnologia. Isso reflete uma mudança de comportamento e de hábitos que deve, sim, ser estimulada e até promovida pelas empresas. Colaboradores saudáveis e felizes representam menor taxa de adoecimento e consequente absenteísmo, melhorando os resultados, reduzindo os custos e aumentando o lucro das empresas”, finaliza Bruno.

Na plataforma da GoGood, são integradas informações sobre prática de atividades físicas, alimentação, estresse, gamification corporativo, recompensas de impacto social para os usuários que atingem metas e o protocolo médico Diabetes Prevention Program. “Por meio da pesquisa da West Virginia, descobrimos que este protocolo, voltado à mudança de comportamento com foco na perda de peso para doentes crônicos, é evidenciado cientificamente ser mais eficiente do que o uso de medicamentos para evitar doenças crônicas, em diversos casos”, afirma Bruno Rodrigues, CEO da GoGood. “O que nos fez despertar para este propósito foi a análise dos dados gerados na própria plataforma, que mostram que o acesso regular dos usuários - sete vezes por semana - promove maiores taxas de perda de peso, chegando a reduzir até 6% da massa corporal entre os usuários com perfil de risco, em seis meses de uso. Ou seja, o engajamento com a plataforma conduz a resultados diretos focados no nosso objetivo, que é a perda de peso para redução dos riscos de desenvolver doenças crônicas”, explica Bruno.

Sudeste cresce em exames de imagem, aponta estudo da Abramed

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A população brasileira está envelhecendo e atingiu padrões de longevidade semelhantes aos de países desenvolvidos. Em 2017, a expectativa de vida do brasileiro era de 75,8 anos. Com isso, o cenário atual é de aumento de demanda por serviços de serviços. Como forma de contribuir com o setor de medicina diagnóstica e traduzir as realidades e desafios das empresas atuantes do segmento, a Abramed (Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica) desenvolveu o Painel Abramed, estudo que traz um retrato da Medicina Diagnóstica no Brasil.

As despesas com a realização de exames pela Saúde Suplementar foram de cerca de R$ 30 bilhões em 2017, montante 7% maior que no ano anterior. A Saúde Suplementar no Brasil foi responsável pela realização de 816,9 milhões de exames no ano de 2017, crescimento de 3% em relação ano anterior, o que aponta uma desaceleração em comparação a 2016, cujo aumento foi de 7%. Essa quantidade corresponde a cerca de 40% do total de exames realizados no país no mesmo ano (considerando os realizados pelo SUS). As empresas da Abramed representam 50,2% dos exames na Saúde Suplementar e 21% no total do país.

Segundo o Painel Abramed, a região Norte foi a que teve o maior crescimento de 2016 para 2017 do número dos exames realizados, com 11,8%. Na sequência, aparecem Centro-Oeste (8,5%), Sul (7,9%) e Sudeste (7,6%). A região Nordeste foi a que teve o menor percentual, de 2,8%. Embora apareça em terceiro lugar na quantidade de exames, o Sudeste tem a maior representatividade entre as regiões do país (48%). Depois, aparecem Centro-Oeste (22%), Nordeste (18%), Sul (10%) e Norte (2%).

REGIÃO SUDESTE

Em 2017, segundo o Painel Abramed, a região Sudeste foi responsável por 48% dos exames realizados em empresas Abramed no país. Desses exames, observa-se um aumento em alguns exames de imagem como ressonância magnética (10,3%) e ultrassonografia (25,9%). A região também se destaca em análises clínicas (7,2%) e genética (12,7%).

Painel Abramed

As mulheres compõem a maioria dos pacientes atendidos em todas as faixas etárias. Em um universo de 29 milhões de atendimentos, elas representaram 67% do total de pacientes que passaram por exames diagnósticos em 2017. Além de maior cuidado com a saúde, o resultado revela uma rotina de acompanhamento da saúde feminina, buscando-se a prevenção. Entre os exames periódicos, a mamografia teve crescimento de 5% e a ressonância magnética, de 10,8%.

A principal faixa etária atendida foi de mulheres entre 40 a 64 anos, cuja participação foi de 37%. No entanto, as pacientes com idade superior a 64 anos foram as que se destacaram no levantamento (78%).

Impacto da internet

Os exames são responsáveis por mais de 70% das decisões médicas. Fazê-los e levá-los de volta ao médico, portanto, é primordial para obter-se o diagnóstico certo. O levantamento da Abramed aponta crescimento acelerado do número de acessos dos resultados pela internet, com taxa média anual de 23% entre 2015 e 2017. No último ano, 14,3 milhões de laudos não foram retirados, ou seja, 3,5% dos exames realizados.

De acordo com Cláudia Cohn, presidente da Abramed, é importante desmistificar uma falsa afirmação amplamente disseminada, inclusive por órgãos do Governo Federal. “O desperdício alardeado por lideranças da saúde, as quais apontam que cerca de 30% dos exames não são retirados pelos pacientes, é incabível.”

O mercado de medicina diagnóstica no Brasil gerou uma receita bruta de aproximadamente R$ 35,4 bilhões em 2017. Com mais de 23 mil estabelecimentos que realizam procedimentos de diagnose, laboratorial, de imagem e outros, o setor é responsável por 241.931 empregos formais, segundo levantamento da Abramed. Além da importância econômica da medicina diagnóstica tanto como geradora de renda e emprego como impulsionadora da inovação tecnológica.

Saúde 4.0: Uso da tecnologia torna o setor mais eficiente

O setor da saúde está passando por um novo processo e precisamos colaborar e engajar as pessoas para simplificar as regras e formas de fomentar esse segmento. Tecnologias como IoT (Internet das Coisas) e Big Data certamente poderão contribuir nesta transformação. Segundo a IDC, os projetos de IoT ganham força, fazendo com que o mercado total no Brasil seja superior a US$ 8 bilhões, neste ano. Para a consultoria, o avanço dessa tecnologia está conectado ao uso de ferramentas de análise, fundamentais para transformar dados em valor para os negócios.

A IDC também aponta a tendência de adoção de IoT em conjunto com outras tecnologias emergentes como Blockchain e Inteligência Artificial. Indica que no Brasil existe uma grande preocupação com Cyber Security, mas ainda muito distante dos padrões europeus ou norte-americanos.

Os usuários dos serviços de saúde buscam excelência no atendimento, seja na consulta, execução de exames ou realização de procedimentos. Da mesma forma, os profissionais da saúde precisam de ferramentas que possam apoiar as suas atividades administrativas, facilitando seu trabalho e entregando as melhores práticas de atendimento.

O cenário atual envolve uma cultura digital, verticalização dos serviços de saúde e adoção de tecnologias que, efetivamente, propõem uma transformação cultural e digital, podendo agregar e permitir uma jornada eficiente, com uma maior proximidade entre médicos e pacientes. É importante conhecer e acompanhar a jornada do paciente, antes mesmo dele chegar a uma unidade de atendimento, para que consiga acessar rapidamente as informações e prestar um atendimento de qualidade baseado em informações concisas.

A proposta é que os prontuários eletrônicos tenham maior visibilidade de todo o histórico, podendo acelerar a descoberta, trabalhar com hipóteses mais refinadas e recomendar o melhor tratamento ao paciente. Alguns hospitais estão investindo em tecnologia de ponta para que os prontuários sejam preenchidos de maneira adequada e mais completa possível, garantindo que todos os profissionais tenham total acesso às informações.

Já na saúde pública, o município de Manicoré, no interior do Amazonas, teve recentemente o sistema de saúde municipal digitalizado para facilitar o atendimento. A partir de agora, todo paciente será cadastrado na plataforma Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC).

Aos poucos, os profissionais estão se conscientizando de que a transformação digital no segmento pode trazer eficiência operacional, reduzir o excesso de papel, melhorar os indicadores de qualidade, além de aprimorar a jornada dos pacientes e profissionais da saúde.

Saúde preventiva: IoT mitiga riscos de acidentes em estradas

Woman sleeping in car
Woman sleeping in car

A internet das Coisas (IoT) está acontecendo com ou sem você. E não porque é uma tecnologia da moda...os clientes não se importam com a tecnologia dos fornecedores. A IoT está acontecendo pelo que ela proporciona de resultados. Os resultados que no final das contas, os clientes querem. Eles não estão interessados nem mesmo nos produtos, eles querem saber o que os produtos fazem para eles.

Deixando de lado os fetiches do produto, a maioria dos consumidores não quer ser dono do carro em si, eles querem ir de um lugar para o outro, com rapidez e segurança. Essa constatação levou a negócios do tipo “automóvel como serviço”, como 99 taxi e Uber, e a negócios de economia compartilhada, como Zipcar, que acabarão recorrendo a veículos autônomos, movidos a IoT.

Pesando em reduzir acidentes de estrada causados por sonolência em caminhoneiros, a nossa empresa Carenet em parceria com a Everis criaram uma solução de saúde móvel denominada Morpheus que monitora ondas cerebrais, gerando um alerta no caso de eventos de sonolência - atuação reativa, e permite a aplicação de analytics com dados coletados e combinados, gerando insights para a gestão do sono - atuação preventiva.

Por que precisamos nos preocupar com o SONO nas estradas segundo o Observatório Nacional De Segurança Viária?

* Sono e cansaço são reponsaveis por até 50% dos acidentes em roodovias.

* Os condutores de veículos comerciais são aqueles que mais se envolvem em acidentes cuja causa principal foi o sono.

* Uma pessoa que passa 19 horas sem dormir sofre uma diminuição dos reflexos equivalente ao observado em uma pessoa embriagada.

* Em 2017, a associação brasileira de neurologia e de medicina do tráfego, em parceria com a artesp e a antt, desenvolveram uma AMPLA campanha nacional de segurança viária com o tema: “não dê carona ao Sono”.

“Entender os fatores que influenciam o comportamento do sono dos motoristas e quais são as alternativas viáveis para lidar com esse problema é essencial para a segurança das pessoas e eficiência das operações de frotas”.- Dr. Moacyr

As conclusões se dividem em 2 grupos: Insights e Indícios, onde se destaca a tipologia. Perfil (fumo, bebida, sobrepeso) e Ambiente (condições de deslocamento, período do dia e tipos de rodovia).

Insight de gestão do SONO

FUMO (frequência diária)

Os que fumam todos os dias, mostram ter o triplo de chance de terem sono enquanto dirigem, comparados aos não-fumantes.

BEBIDA (frequência semanal)

Além do estigma sobre o consumo frequente, os usuários que assumiram beber mais de duas vezes por semana, apresentaram mais que o dobro de sonolência.

SOBREPESO (peso e altura)

Os que pesam mais de 100 Kg e são de baixa estatura, têm mais que o dobro de chance de um episódio de sonolência ao volante.

DESLOCAMENTO (casa-trabalho)

Existem duas vezes mais chance de que um motorista que usa ônibus para se deslocar ao trabalho, sinta sono na direção.

Indícios de gestão do Sono

PERÍODO DO DIA (manhã, tarde, noite...)

Houve uma taxa de quase 20% mais ocorrências de sonolência de manhã, impulsionada pelo nascer do Sol.

RODOVIA (tipo e qualidade)

Trechos de estrada duplicada chegaram a apresentar 17% de ocorrências de sonolência, enquanto trechos com mão dupla, pouquíssimo.

A solução de saúde móvel Morpheus, foi desenvolvida para mitigar riscos de acidente e contingenciar o estado de sonolência dos motoristas que sobrecarregam a jornada minimamente saudável para uma condução segura. Essa solução é composta por três componentes fundamentais:

Instalação => Configuração e instalação dos dispositivos contemplando monitoramento e emissão de alerta de sonolência. Adaptações necessárias para instalar os dispositivos nos caminhões da frota.

Monitoramento => Caracterização dos riscos de sonolência da operação, a partir de relatórios como:

* Dados pessoais x Sonolência

* Estilo de vida x Sonolência

* Itinerário x Sonolência

* Trecho de estradas com alto risco

* Planejamento de ações que endereçam os riscos encontrados

Relatórios & Insights => Painel com visão tempo real do monitoramento individual dos motoristas, painel gerencial da frota com visão em tempo real dos índices de sonolência.

Sobre o Autor:

Fernando Paiva, VP of Customer Success & Digital Sales Transformation da Carenet