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Funcional adota nova assinatura Funcional Health Tech

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Empresa acrescenta o binômio Tecnologia e Saúde à sua marca para um posicionamento assertivo no dinâmico mercado de saúde

A Funcional, empresa especializada em inteligência de dados e serviços de gestão de saúde para empresas e a cadeia especializada – operadoras, indústria farmacêutica, distribuidoras, classe médica e farmácias –, inicia o ano anunciando a mudança de sua logomarca e de sua assinatura para Funcional Health Tech, fazendo jus à utilização cada vez mais importante da tecnologia nos produtos e serviços que desenvolve e comercializa no mercado.

“Sempre fizemos e continuaremos a fazer gestão de saúde - Health Management é o que fazemos -, mas Health Tech é o que somos. E, por meio da utilização cada vez mais estratégica e integrada de Big Data, Inteligência Artificial e Machine Learning, buscamos a melhor relação entre tecnologia e saúde. Isso é o que somos, isso é o que nos define”, afirma Fábio Hansen, CEO da Funcional Health Tech.

Como Funcional Health Tech, a empresa alinha ainda mais a sua marca a uma série de inovações que tem apresentado ao mercado nos últimos meses, como a adoção do conceito Data Driven, levando informações cada vez mais aprofundadas aos usuários, a quem vende e a quem provê o acesso aos medicamentos, tudo de forma integrada. Hoje, a Funcional conecta atores da cadeia de saúde para melhorar os cuidados aos pacientes.

Além disso, o alinhamento se dá também com um mercado de saúde global e local que se apresenta cada vez mais dinâmico e desafiador: recente relatório da Frost & Sullivan conclui que o mercado global de Ciências da Vida deverá chegar a US$ 1,5 trilhão em 2022, enquanto no Brasil, a CB Insights afirma que desde 2013, as startups de heathcare focadas em tecnologia de Inteligência Artificial receberam mais de US$ 4,3 bilhões de aporte, superando todas as demais indústrias ligadas à tecnologia de Inteligência Artificial.

Startups brasileiras querem modernizar o setor da saúde

Startups brasileiras querem modernizar o setor da saúde

Conheça as empresas que têm ofertas para melhorar o atendimento médico ao incorporar tecnologias para acompanhar pacientes

Do transporte ao varejo o uso da tecnologia é uma realidade em diversos setores. Cada vez mais, plataformas e aplicativos são criados com a proposta de melhorar o acesso aos vários tipos de serviços que o mercado oferece. No caso da Saúde não é diferente. Em meio à crise dos convênios médicos, que praticam preços elevados e impõem uma série de regras ao consumidor, diversas startups têm surgido prometendo valores mais justos, além de modernizar o atendimento clínico.

Segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), os planos de saúde perderam mais de três milhões de clientes nos últimos quatro anos no País. Os números, apesar de preocupantes, podem significar o surgimento de soluções para esses problemas. E existem profissionais de tecnologia com propostas reais, como as startups brasileiras Cuidas, Teldoctor e Amparo Saúde, criadas com o objetivo de reinventar a saúde no Brasil.

Cuidas

Cuidas conecta empresas com médicos de família para atendimentos no próprio local de trabalho. Fundada este ano por Matheus Silva (CEO), João Henrique Vogel (CFOO) e Deborah Alves (CTO), a startup oferece um serviço de saúde por assinatura diretamente para o mundo corporativo, promovendo otimização de tempo e redução de custos para as empresas clientes e focando no tratamento integral de cada um dos colaboradores das empresas.

Por meio da plataforma da Cuidas, o paciente e o médico têm acesso ao agendamento de consultas, bem como aos dados de saúde e histórico do paciente. Tudo isso oferecido dentro do ambiente de trabalho, conectando os colaboradores aos melhores médicos de família do mercado, para um tratamento de cuidados primários personalizado, integral e focado nas individualidades do paciente e não na doença.

Teldoctor

Teldoctor é uma empresa de Telemedicina voltada, exclusivamente, para a medicina à distância. Por meio de Inteligência Artificial e médicos disponíveis 24h, a empresa consegue viabilizar até 150 mil atendimentos por mês. A proposta da plataforma é oferecer um primeiro atendimento aos pacientes que necessitam de prescrição de exames, conduta ou medicamento de baixo risco.

Por meio de um desktop ou um celular o usuário acessa o site da empresa e preenche uma ficha clínica. Essas informações são organizadas pela Inteligência Artificial, que direciona o paciente, em questão de minutos, ao médico responsável por aquela especialidade. Após a análise do médico, o paciente recebe as orientações e prescrições necessárias para o seu caso.

Amparo Saúde

Amparo Saúde é o primeiro centro de saúde por assinatura do País. A empresa investe em tecnologia para ocupar uma função cada vez mais importante na gestão de saúde. A empresa conta com prontuário eletrônico, equipamentos point of care e planeja construir uma extensa base de dados que, com ajuda de algoritmos, será usada para a medicina preditiva.

Outro ponto que vale destacar é o uso da tecnologia na comunicação entre paciente e médico. O profissional é responsável por acompanhar de perto a rotina do paciente e, junto a uma equipe de enfermagem, integra grupos em aplicativos de mensagem, à disposição do paciente em horário comercial. Ou seja, por meio da tecnologia, o paciente recebe acompanhamento de longo prazo, de um médico dedicado, como os tradicionais “médicos de família”.

 

Três tendências comportamentais na saúde para ficar de olho

Dizer que o perfil da sociedade brasileira está mudando já se tornou um clichê, contudo essa mudança acarreta para as diversas instituições que a atendem?  Como o setor de Saúde vai reagir a um mercado que durante muitos anos só viu o crescimento do número de jovens e que, lentamente, começa a mudar o seu perfil?

Esse artigo procura lançar alguma luz sobre essas mudanças, que deixaram de ser algo distante no horizonte e se tornam cada vez mais presentes em nossa realidade. O envelhecimento da população brasileira, somado a uma cultura do bem-estar resultarão na diminuição na taxa de natalidade, ditando o ritmo do mercado de saúde no Brasil nos próximos anos.

Junto a esse processo, a transformação digital continuará correndo em paralelo a essas mudanças e, neste cenário, é preciso mudar apostando não somente em equipamentos, mas na criação de uma cultura adequada para atender essa demanda. Reunimos neste artigo três tendências importantes para acompanharmos e que terão grande importância em espaço de tempo não tão distante quanto imaginávamos. Essas tendências fazem parte do guia de A Grande Contribuição da Tecnologia para a Saúde, produzido pela Hospitalar para apontar os caminhos interessantes que a inovação pode trilhar neste mercado.

Envelhecimento - Essa tendência talvez seja a que mais salte aos olhos de quem analisa a evolução da pirâmide etária brasileira. Embora as mudanças nela ainda sejam sutis, são consideráveis. Por volta da década de 1940, a expectativa de vida do brasileiro era de aproximadamente 45 anos. O avanço tecnológico e das políticas públicas de Saúde colaboraram para alavancar essa perspectiva, que hoje, chega a 75 anos.

Projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que por volta de 2060, 25,5% dos brasileiros tenham mais de 65 anos. Isso significa que, a cada quatro cidadãos, um será idoso. Baseando-se nessa premissa, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou o plano “Idoso Bem Cuidado”, um conjunto de medidas “360 graus” para a acompanhamento deste grupo etário.

Trata-se de uma nova forma de encarar o atendimento às pessoas em estado de envelhecimento, fornecendo tratamento contínuo e recorrente, não apenas em momentos críticos - quando a doença se instala. Dessa forma, o paciente fica menos retido no hospital (internações) e pode desfrutar de uma melhor qualidade de vida.

Comportamento de saúde - Diferente das gerações anteriores, os futuros idosos farão parte de um grupo de pessoas mais instruídas sobre os cuidados e manutenção da própria saúde. E muito desse conhecimento se deu por conta da popularização da internet como fonte de informação a respeito do tema. Em análise recente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em 2010, a televisão era apontada por 40% dos participantes do estudo como a fonte de conhecimento a respeito do tema vida saudável, enquanto a participação da internet era de 19%

Em menos de 10 anos, a situação mudou. No levantamento de 2017, o total de interessados em buscar na web informações sobre como viver melhor saltou para 40%, enquanto a TV viu sua participação despencar para 24%. Essas informações mostram que teremos consumidores - e pacientes - cada vez mais informados, críticos e questionadores quanto aos tratamentos e procedimentos. Caberá às instituições de saúde manter sua autoridade na área e trabalhar para entregar soluções customizadas - one to one - para as necessidades destes pacientes.

Diminuição da taxa de natalidade - Hoje, ainda segundo dados do IBGE, a taxa de fecundidade das brasileiras é de 1,77 filho por mulher e até 2060, a previsão é que caia para 1,66. Não só a entrada da mulher no mercado de trabalho foi responsável por diminuir essa taxa, mas também à decisão mais consciente da formação das famílias.

Atualmente, 14% delas declararam que não desejam engravidar e o número de casais sem filhos cresceu 33% no Brasil entre 2004 e 2013, de acordo com o IBGE. No mesmo período, o percentual de casal com filhos sofreu uma baixa  - de 50,9% para 43,9%. Essa configuração poderá levar as empresas de saúde a desenvolver soluções para um país de “meia-idade”, com muitos adultos no mercado de trabalho, que podem desenvolver diferentes tipos de doenças relacionadas às tarefas do dia e com baixa reposição de mão de obra jovem.

Essa tendência anda em conjunto à acima mencionada do envelhecimento populacional e gera oportunidades semelhantes, especialmente na esfera de atenção primária da saúde. Para conhecer as oportunidades que estas tendências apresentam, baixe o nosso guia gratuito e saiba como sua empresa poderá crescer acompanhando as mudanças do nosso país.

A jornada do compliance na saúde

Um dos conceitos do termo jornada refere-se a um caminho a ser percorrido dentro de um espaço de tempo. Por esta razão, este substantivo encaixa-se perfeitamente quando falamos em compliance na saúde. Ou seja, não estamos falando de algo que acontecerá instantaneamente, ainda que seja uma mudança desejada pela maioria e tão pouco deve-se supor que todas as instituições percorrerão este caminho no mesmo tempo. Estas considerações preliminares, aparentemente óbvias, são essenciais para a compreensão real do trabalho a ser feito para que um programa de compliance seja bem-sucedido neste setor.

Na busca pela integridade dos seus negócios e, especialmente, pela transparência das suas práticas, cada vez mais as instituições de saúde realizam investimentos em programas voltados para a área sem atingir o sucesso esperado. Isso ocorre, na maioria dos casos, pela ineficiência dos programas de compliance. Se optarmos simplesmente por copiar um modelo e nos conformarmos em montar um programa que se preocupe basicamente em seguir o passo a passo das cartilhas, não atingiremos os objetivos desejados, como acontece em grandes empresas de outros segmentos.

A efetividade do combate à má conduta sistematizada organizacional está diretamente ligada ao envolvimento de todos os funcionários no processo, desde a alta liderança até o nível operacional da empresa.

Apesar de o conceito antigo considerar estar em compliance apenas como atendimento regulatório, na atualidade o termo tem sido compreendido também no posicionamento ético das organizações. Esta diferença sutil traz a possibilidade de vivenciar o compliance de maneira prática no dia a dia das instituições e permite que ele permeie todos os níveis hierárquicos, atingindo inclusive a base da instituição.

Se para outros setores que tratam este tema há muito mais tempo tornar um programa de compliance eficiente é complexo, na área de saúde a situação é ainda mais sensível e complexa: o profissional da saúde vivencia no seu dia a dia  alguns dilemas éticos, como a pressão por resultados x assistência ao paciente (custo pela incorporação de novas tecnologias),  o livre exercício da medicina, levando em conta as regras dos planos de saúde aos quais deve se submeter, que impactam diretamente a vida humana. Em função disso, incorporar boas práticas de compliance nas instituições de saúde proporciona grandes benefícios ao setor.

Além da transparência médica, vivenciamos um momento em que a sociedade tem questionado mais de perto a ética na área da saúde tendo em vista, por exemplo, o escândalo envolvendo grandes instituições relacionado à máfia das próteses. A atividade médica assistencial, que desde os primórdios era tida como nobre e de posicionamento ético inquestionável, tem passado por questionamentos por parte da opinião pública, que encontra nas mídias sociais um meio mais acessível para externar suas opiniões.

O caminho parece sem volta. As instituições de saúde precisam estar preparadas para o empoderamento do paciente, estruturando uma cultura de compliance que tenha o mesmo peso que uma acreditação ou certificação de qualidade.

Devemos e queremos fazer com que a ética organizacional seja construída tendo como alicerce a ética individual, cabendo à organização criar um ambiente propício para que cada colaborador desenvolva o sentimento de pertencimento e exercite nas suas atividades diárias os valores éticos indispensáveis para tornar um programa de compliance efetivo.

Dra. Adriana Gasparian - Gerente de Controles Internos do Hospital Santa Paula

Sistema Hapvida Saúde completa 40 anos

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Uma trajetória traçada pela busca constante do melhor para seus pacientes. Esta é a premissa da atuação do Sistema Hapvida Saúde, que completa 40 anos no dia 15 de janeiro. A história de uma das maiores operadoras do País teve início em 1979, na cidade de Fortaleza (CE), quando o médico oncologista Candido Pinheiro de Lima inaugurou o Hospital Antonio Prudente, um dos mais modernos da cidade. A projeção veio quando Candido criou, em 1993, o Hapvida Saúde. A partir de então, a operadora seguiu passos importantes, expandindo sua rede por todo o Brasil.

Após esse trajeto de muito trabalho, hoje com mais de 3,8 milhões de clientes, o Sistema Hapvida se posiciona como uma das maiores operadoras de saúde do Brasil. Os números são resultado de uma estratégia baseada na gestão direta da operação e nos constantes investimentos. O Hapvida conta atualmente com 20 mil colaboradores diretos envolvidos na operação de 26 hospitais, 75 clínicas médicas, 19 prontos atendimentos, 84 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial (Vida&Imagem) distribuídos em 11 estados onde a operadora atua com rede própria. Para garantir um sorriso com mais saúde, a Operadora criou, em 2009, o Hapvida+Odonto.

Para o fundador do sistema Hapvida, Candido Pinheiro, o Hospital Antonio Prudente, que impulsionou a criação do Hapvida, nasceu com a vontade de servir à população. “Quando se faz alguma coisa e pensa nisso para as pessoas que vão usar, vai dá certo. Sempre buscamos entender esse desejo e necessidade das pessoas que nos cercavam, primeiro em Fortaleza, e depois no resto do Brasil. Quando conseguimos descobrir, deu certo”, ressalta.

Diferenciais

A aposta em uma estrutura vertical para crescer, com a rede própria, permite viabilizar a estratégia de custo baixo e qualidade aos beneficiários, dois dos pilares trabalhados pelo Sistema. E o acolhimento, outro pilar importante para o Hapvida, acontece pelo primor no atendimento eficiente aos pacientes, com os diferenciais tecnológicos e assistenciais, como:

Monitoramento da operação em tempo real – O investimento na área de Tecnologia de Informação (TI) é destaque. A empresa criou uma plataforma tecnológica que envolve a integração por sistema de todas as suas unidades em tempo real. Por meio dessa ferramenta e com o auxílio de câmeras de vídeo, o atendimento e o tempo de espera em todas as urgências e emergências são monitorados pelo Núcleo de Controle e Qualidade da empresa. Se a espera ultrapassa 15 minutos, um alarme é acionado e a sala de controle comunica-se com a unidade para agilizar a operação.

Biometria – O Hapvida é a primeira operadora do setor a utilizar a identificação biométrica de médicos e pacientes. Cada procedimento médico adotado em um paciente é registrado no sistema. Durante a consulta, o médico tem acesso ao prontuário médico, com todo o histórico do associado, como imagens de exames, resultados laboratoriais, conclusão de diagnósticos e outras informações médicas de relevância. Além do diagnóstico mais preciso, essa inovação dá agilidade ao atendimento, gerando mais conforto e segurança aos associados da operadora. Para os planos corporativos, o sistema evita ainda o absenteísmo dos colaboradores, oferecendo rapidez no atendimento e mais qualidade de vida.

Prontuário eletrônico – Ainda na área de tecnologia do Hapvida, o prontuário eletrônico é um grande diferencial. Com o sistema, obtemos as informações dos clientes da rede própria e sabemos o histórico do paciente. Esse mecanismo contribui para a redução de desperdícios e ajuda para o diagnóstico correto e tratamento dos clientes.

Medicina Preventiva – O Hapvida cuida da saúde de seus clientes desde a infância até a terceira idade. Nos núcleos de Medicina Preventiva são realizados projetos e ações que promovem a qualidade de vida de grupos especiais, como gestantes e da melhor idade, além de grupos de risco e portadores de doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e obesidade.

Programas

Duas iniciativas merecem destaque: o programa Viver Bem, em Fortaleza, identifica, cuida, orienta e incentiva pacientes que possuem diabetes tipo 2 a ter uma vida melhor e com mais saúde, inclusive com a prática regular de atividade física. Outro programa é o Nascer Bem, que orienta e cuida as gestantes a terem uma gestação acompanhada, com pré-natal realizado por uma equipe exclusiva e um parto adequado para a mãe e para o bebê, nas cidades de Fortaleza (CE), Recife (PE), Belém (PA) e Salvador (BA).

Além disso, o Hapvida consolidou projetos que trazem mais qualidade de vida para a população, como o Hapvida +1k, assessoria de corrida e caminhada presente nas cidades de Fortaleza (CE), Recife (PE), Salvador (BA), Maceió (AL) e Belém (PA); o VAMO, que são os carros elétricos compartilhados em Fortaleza, e o Bike Belém e ManôBike, projeto de bicicletas compartilhadas.

Crescimento

Como consequência desse processo de crescimento, em abril de 2018, o Sistema Hapvida chegou à B3 com a oferta pública inicial de ações (IPO) e o início da negociação de suas ações no segmento Novo Mercado com o ticker HAPV3. Esse movimento foi reflexo da solidez que a empresa adquiriu nessa história de 40 anos.

De acordo com Jorge Pinheiro, diretor-presidente do Hapvida, é uma consequência da expansão da operadora pelo Brasil. “É um tema de relevância no mundo inteiro. Sabemos que a empresa precisa dar um passo em suas operações. Ser consolidadora em um mercado em concentração. Foi uma decisão acertada, não só do ponto de vista de instituirmos uma melhor governança, mas também pela possibilidade de expandir com mais responsabilidade”.

Candido Pinheiro, fundador do Hapvida, destaca que o Hapvida nasceu com a proposta de levar mais saúde para as pessoas, e fez até hoje. Por isso, continuará contribuindo para a qualidade de vida da população. “Não se pode desistir de buscar fazer aquilo que é correto. Não para si mesmo, mas para aquilo a que você se presta”.

5 tendências em saúde para serem acompanhadas em 2019

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2018 foi um ano de transformação e crescimento para o setor de saúde. Para 2019, grandes mudanças nos bastidores das operações e no processo de tomada de decisões em hospitais e sistemas de saúde impactarão na forma como cuidaremos da saúde. Conversas recentes que tive com grandes executivos de saúde do setor para discutir as pressões tanto em âmbito público como privado, juntamente com o que pude observar no ano passado, foram cruciais para que eu pudesse desenvolver previsões para esse ano que acaba de começar e apontar as tendências em saúde para serem acompanhadas em 2019.

# 1 Mudando o papel do C-Level em hospitais

Com o aumento da adoção da inteligência artificial (IA) e do aprendizado de máquina para prever e tratar doença, esperamos que muitas organizações de saúde criem cargos de diretor de inovação e de diretor de análise de dados, papéis essenciais na medida em que crescem iniciativas tecnológicas baseadas em dados, para reduzir custos e melhorar a experiência dos pacientes. Também podemos citar o CNIO (Chief Nursing Informatics Officer), profissional que tem um papel de liderança fundamental na medição do impacto de tecnologias inovadoras sobre os pacientes e é ponto de intersecção da especialidade da enfermagem clínica e da tecnologia da informação, visando alcançar resultados de qualidade na saúde.

Outro papel emergente ao qual se deve atentar é o de diretor farmacêutico. Os farmacêuticos têm uma função muito específica no fluxo contínuo da saúde, relacionando-se diretamente com pacientes que recorrem a eles para saber sobre prescrições e medicamentos, por exemplo. Esse aspecto da coordenação dos cuidados, aliado a uma experiência especial em modelos de cuidados inovadores, serviços de medicação e gestão da rentabilidade do negócio os posiciona como um ativo crítico para o sucesso. Por estarem na linha de frente, apoiam o trabalho dos médicos na implementação de alternativas baseadas em evidências, que forneçam cuidados eficazes.

# 2 Os gastos com medicamentos serão cada vez mais direcionados para a redução de custos em hospitais

O setor de saúde consome atualmente cerca de 18% do produto interno bruto dos EUA, chegando a US$ 3,3 bilhões em gastos anuais. Desse montante, os medicamentos prescritos constituem aproximadamente 17% do total e continuam entre os itens de crescimento mais rápido nos gastos com saúde. Para os hospitais, a despesa com o setor de farmácia está entre 10 e 20% do orçamento operacional hospitalar, com 80% dessa despesa respondendo pelo custo dos medicamentos. Contudo, organizações de assistência médica orientadas a dados têm o poder de reduzir esses custos rastreando e conectando os gastos com medicamentos a resultados clínicos.

Para 2019, uma tendência em saúde é foco categórico dos executivos de saúde na gestão dos custos de prescrição. Podemos aguardar a formação de alianças entre equipes de TI, farmácia e qualidade clínica, à medida que elas unem forças para estabelecer processos integrados e automatizados, que podem identificar e alertar rapidamente os líderes clínicos quando os prescritores estiverem adotando medicamentos de marca em detrimento de medicamentos genéricos igualmente eficazes. Analise os benefícios em nível populacional. Por exemplo, ferramentas de monitoramento e a análise detalhada podem ajudar os líderes da equipe de cuidados, à medida que eles analisam, cada vez mais, tratamentos ineficazes e incentivam os médicos a pararem de prescrever antibióticos a pacientes que não precisam mais deles.

# 3 Intensificação da demanda por enfermeiros qualificados

Sabe-se que a projeção de escassez de enfermeiros se acentuará com o aumento do número de idosos. Isso significa que os hospitais precisarão encontrar soluções criativas para treinar com eficiência os novos enfermeiros e inseri-los na área e na prática o mais rápido possível. As tecnologias de aprendizado de última geração, uma das principais tendências em saúde, já disponíveis atualmente terão um papel de maior relevância nesse processo, oferecendo maneiras móveis, adaptáveis e escalonáveis de ensinar de forma rápida e eficaz os enfermeiros do futuro.

#4 IA transformará o cuidado com os pacientes

A inteligência artificial (IA) e o aprendizado de máquina tem sido a principal alternativa para identificar de maneira rápida e precisa superbactérias, por exemplo, e para melhorar a segurança dos pacientes. Essa tecnologia que está entre as tendências em saúde possibilita aos médicos analisarem padrões com base em dados de pacientes, seja para evitar epidemias antes que ocorram ou identificar os pacientes e populações em risco. Pacientes com doenças crônicas, por exemplo, podem ser inseridos em programas para ajudá-los a lidar com essa patologia e, com isso, ter um resultado mais eficaz no desfecho clínico, com custos menores para o sistema. A IA também é uma forma de evitar as reinternações, o que além de serem um problema para pacientes e suas famílias, são dispendiosas para hospitais.

Fora isso, o seu valor estará em aumentar o número de médicos e em otimizar seu tempo, e não em substituí-los. Além de inovações substanciais, como a cirurgia robótica assistida por IA, a tomada de decisões é aprimorada por meio da integração mais inteligente das evidências atuais e dos históricos do paciente.

#5 O engajamento do paciente acelerará a saúde da população

A interface do usuário baseada em voz mediada por telefone (VUI, na sigla em inglês), combinada com a educação baseada em evidências, torna-se uma parte central das estratégias do sistema de saúde para manter suas populações saudáveis. A VUI tem sido utilizada para manter os pacientes engajados com seus tratamentos depois que saem do hospital ou do consultório médico.

2019 isso surge como uma das tendências em saúde e traz boas oportunidades para esses projetos que ajudam o paciente a sentir-se capacitado a tomar decisões de saúde conscientes. Haverá um foco cada vez mais amplo no tom, na inflexão e nos demais elementos que imitam uma conversa natural. O intuito é fazer com que os pacientes sintam-se como se estivessem conversando com um ser humano do outro lado linha. A era das “ligações telefônicas por robôs ”, será substituída por chamadas mais personalizadas e dinâmicas, que criam um diálogo mais empático. Quer seja para alertar os pacientes a agendar consultas para exames essenciais, ajudá-los a se preparar para um procedimento para que se sintam mais informados e menos ansiosos ou garantir que estejam se recuperando bem após uma cirurgia, a VUI ajudará a envolver pacientes de fora do ambiente clínico a promover melhores resultados de saúde em uma escala que seria impossível com o pessoal clínico existente.

Por que empresas como Google e Microsoft levaram a neurociência para dentro de casa

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A neurociência veio para ficar e está presente em diversos ramos de negócios, afinal de contas o cérebro está envolvido em tudo que você faz, pensa, sente e como se relaciona com as outras pessoas.

Por trás disso, há questões importantes e estratégicas nas áreas de marketing, finanças, inteligência artificial e gestão de pessoas. Nos últimos anos, empresas globais como IBM, Microsoft, Google e Facebook decidiram entender o funcionamento dessa máquina tão poderosa do corpo humano para se desenvolver, inovar, engajar e performar melhor.

Hoje, ouvimos falar em neuroeducação, neuromarketing e neuroliderança. Segundo Joana Cortez, consultora em desenvolvimento humano da Fellipelli, os departamentos de Recursos Humanos das empresas já perceberam o quanto a neurociência pode promover o aprendizado, impactar no clima organizacional e nos resultados das empresas e, por isso, têm se dedicado a estudar e entender mais sobre o assunto.

“O conceito de liderança mudou muito nos últimos anos. Antes, o líder tinha resposta para tudo e ditava regras. Hoje, ele tem que estar preparado para ensinar a pensar e a desenvolver seus times”, afirma Joana Cortez.

Com um entendimento melhor sobre o funcionamento do cérebro e nosso sistema nervoso, conseguimos um líder mais atual, que é mais empático e consegue desenvolver conversas de qualidade mesmo nos momentos mais desafiadores”, acrescenta a consultora.

O cérebro tem participação fundamental na tomada de decisão. Quando um RH contrata, por exemplo, ele consegue identificar perfis mais adequados às necessidades das empresas. Ele consegue ser mais efetivo na resolução de conflitos, se comunica melhor e, portanto, torna-se mais estratégico dentro da organização.

No atual cenário corporativo, há uma cobrança e uma expectativa de que o departamento de RH seja cada vez mais estratégico e pró-ativo. O RH hoje tem o papel de antecipar movimentos internos, em vez de responder apenas. O RH é muito procurado quando um funcionário tem uma situação difícil para resolver na empresa.

Com base nos aprendizados da neurociência, o profissional de RH pode orientar seus clientes internos a usarem uma abordagem mais amigável ao funcionamento do cérebro dos colaboradores, como por exemplo no momento de dar um feedback negativo para um membro no time. Nesse contexto uma abordagem que foque nos aprendizados e na geração de novos insights vai impactar mais positivamente o cérebro do que focar em entender os problemas.

Walgreens e Microsoft desenvolvem "novos modelos de saúde"

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Segundo matéria da Forbes, em uma parceria potencialmente de grande sucesso, a Walgreens disse que formou uma aliança estratégica com a Microsoft para "desenvolver novos modelos de prestação de cuidados de saúde, tecnologia e inovações de varejo para avançar e melhorar o futuro em healthcare"

As empresas disseram que combinarão o poder do Microsoft Azure, a plataforma de nuvem e inteligência artificial da Microsoft com investimentos em saúde e novas soluções de varejo pelo alcance das mais de 8.000 lojas e pontos da Walgreens, nos EUA e no mundo

Chamada de "parceria estratégica" e sem termos financeiros apresentados, a Walgreens e a Microsoft dizem que cada uma fez um investimento de pesquisa e desenvolvimento a longo prazo para "construir soluções de cuidados, melhorar os resultados de saúde e reduzir custos". Como parte da parceria, a Walgreens lançará doze pilotos de saúde digital este ano voltados para o merchandising e a venda de hardware e dispositivos para assistência médica, disseram as empresas.

"Esse investimento incluirá financiamento, especialistas no assunto, tecnologia e ferramentas", reportaram em um comunicado conjunto. "As empresas também explorarão o potencial para estabelecer centros de inovação conjuntos nos principais mercados".

A medida acontece depois que a CVS Health concluiu no mês passado a aquisição da Aetna, a terceira maior seguradora de saúde do país, e do movimento da gigante do varejo on-line Amazon ter comprado uma farmácia on-line no ano passado. Os varejistas estão procurando aumentar rapidamente seus negócios na área de saúde como uma forma de oferecer serviços e tratamentos de baixo custo, pois os consumidores dos EUA - não diferente do sistema brasileiro - enfrentam o aumento dos custos com saúde.

O CEO da Walgreens diz que a parceria com a expertise digital da Microsoft ajudará a gigante das drogarias a atender as necessidades dos consumidores de saúde. “Nossa parceria estratégica com a Microsoft demonstra nosso forte compromisso com a criação de soluções de atendimento de saúde integradas, de última geração e digitalmente habilitadas para nossos clientes, transformando nossas lojas em pontos de saúde modernos e expandindo as ofertas dos clientes”, disse Stefano Pessina, Vice-Presidente Executivo e Diretor Executivo da Walgreens. “A Walgreens trabalhará com a Microsoft para aproveitar as informações existentes entre pagadores e prestadores de serviços de saúde para alavancar, no interesse dos pacientes e com seu consentimento, nossa extraordinária rede de locais acessíveis e convenientes para oferecer inovação, maior valor e melhores resultados de saúde nos sistemas de saúde em todo o mundo. ”

A Walgreens informou que vai trabalhar com a Microsoft para conectar as gigantes das lojas de drogarias e clínicas aos consumidores "onde quer que estejam", permitindo que os clientes acessem serviços digitais como atendimento virtual quando precisarem, disseram as empresas. "Melhorar os resultados de saúde e reduzir o custo dos cuidados é um desafio complexo que requer ampla colaboração e forte parceria entre os setores de saúde e tecnologia", disse o CEO da Microsoft, Satya Nadella, e completa: “junto com a Walgreens, nós almejamos entregar a proposta de colocar as pessoas no centro de sua saúde e bem-estar, combinando o poder da nuvem e da tecnologia AI do Azure, e da Microsoft 365, com a profunda especialização e compromisso da Walgreens em ajudar as comunidades ao redor do mundo a levar vidas mais saudáveis e felizes. ”

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