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Basta!: A arma do consumidor contra os abusos dos planos de saúde

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A cena acontece todos os dias no Brasil: no meio de uma emergência, quando mais precisa do seu plano de saúde, alguém tem o atendimento negado em um hospital, apesar de estar em dia com as mensalidades. Com mil outras providências para tomar, a pessoa, ou seus parentes, sente-se perdida e mal sabe como reagir: O plano de saúde pode fazer isso? Quais são os meus direitos? A quem posso recorrer? Para ajudar o consumidor a combater os abusos dos planos de saúde, o San Blas Studio está lançando o aplicativo Basta!, que é totalmente gratuito e já pode ser baixado na App Store Brasil da Apple.

Disponível para iPhones e iPads, o app traz, em linguagem clara e concisa e numa forma fácil de consultar, informações sobre os principais problemas enfrentados pelos clientes dos planos de saúde (reajustes, remédios de alto custo, reembolso, prazos de atendimento, recusas de tratamentos e procedimentos, entre outros). Ao usar o aplicativo, o usuário encontrará respostas para perguntas como: A operadora pode cancelar o plano unilateralmente? Pode se recusar a arcar com as despesas de "home care" (internação domiciliar)? Também tem responsabilidade quando há erro médico?

Além de fornecer a base essencial para enfrentar conflitos com os planos de saúde, o Basta! apresenta um passo a passo das medidas que se pode tomar e a quais órgãos e entidades recorrer para que os direitos do consumidor não sejam desrespeitados.

Para quem ainda não tem saúde privada, ou está insatisfeito e pensando em mudar, o aplicativo aponta questões importantes pare se levar em conta na hora de escolher a operadora e o tipo de plano mais adequado. Você sabe se a empresa que oferece atendimento médico está com dificuldades financeiras e encontra-se sob intervenção da ANS (Agência Nacional de Saúde Complementar, que regula o setor)? Quais são as diferenças entre plano individual e coletivo? E entre plano ambulatorial e plano hospitalar? A cobertura oferecida vale somente para a sua cidade, o seu estado ou todo o país?

Para facilitar essa escolha, o app tem um ranking, feito a partir das avaliações enviadas por outros usuários, para identificar as melhores operadoras do país. O app também inclui uma lista com as notas dadas pela ANS para o IDSS (Índice de Desempenho da Saúde Suplementar) das operadoras.

Na área sobre legislação, pode-se consultar a íntegra das principais leis que regem o tema: a Lei dos Planos de Saúde, a Lei da ANS e o Código de Defesa do Consumidor. Além dessas, há também uma listagem da longa série de leis, decretos, resoluções e normas suplementares que se relacionam com o assunto.

Docway leva a medicina brasileira para o futuro

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O aplicativo de saúde Docway trouxe um conceito inédito para o segmento da saúde, revolucionando o setor desde o seu lançamento em 2015. A startup, pioneira no país, idealizada pelo empresário Fabio Tiepolo, resgata os princípios da medicina humanizada e os alia a praticidade da tecnologia. Graças a esse projeto inovador, hoje é possível chamar o médico para uma visita onde quer que o paciente esteja, facilitando o dia a dia de quem precisa de cuidados médicos com um atendimento exclusivo e diferenciado.

Com mais de 55.000 downloads, a ferramenta é um sucesso e está presente em todas as regiões do país, em mais de 340 cidades brasileiras, entre elas grandes capitais como Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Salvador e Rio de Janeiro. O aplicativo conta ainda com mais de 4.000 médicos cadastrados no sistema, com diversas especialidades, como pediatria, ginecologia, cardiologia, psiquiatria e geriatria.

“Em pouco mais de três ano no mercado, conseguimos superar as expectativas de um público que buscava um atendimento médico premium, realizado de maneira extremamente profissional, rápida e humanizada onde o quer que o paciente esteja, garantindo conforto e segurança no momento em que as pessoas mais precisam de carinho e atenção. As pessoas entenderam nossa proposta e aprovaram um formato de trabalho até então inédito no país”, comenta Fabio Tiepolo, fundador e CEO do Docway.

Em 2017, a empresa ganhou seu primeiro prêmio nacional ao ser condecorada na quarta edição do prêmio “Líderes da Saúde”, evento que procura homenagear grandes players que se destacaram no setor da saúde durante o ano. Em setembro de 2018, participou do Healthcare Innovation Show (HIS), um grandioso evento nacional e internacional sobre inovação em saúde, que contou com diversos congressos, palestras e debates sobre tendências, soluções, serviços e tecnologias para o setor.

“De acordo com dados divulgados pelo do IBGE, 142,8 milhões de brasileiros consultam médicos anualmente. Segundo informações de relatórios produzidos por empresas privadas de saúde, 80% das consultas em prontos socorros poderiam ser realizadas no ambiente domiciliar, evitando que o paciente seja exposto a ambientes de alta contaminação, sem contar o conforto e a segurança no momento da consulta”, detalha Tiepolo.

Para trabalhar com a Docway, o médico tem que disponibilizar documentos pessoais e profissionais e passar por uma análise criteriosa. Após a liberação, o médico recebe um treinamento para melhor atender o paciente em domicílio, gerando mais confiança e segurança para o aplicativo e para quem será atendido por aquele profissional. “Com esse serviço, a gente consegue criar um vínculo médico-paciente, resgatando a prática que existia antigamente do médico de família”, completa Maria Emília Bei, médica pediatra da Docway.

Além das consultas tradicionais, o Docway propõe uma série de outras funcionalidades e serviços. Pelo aplicativo é possível, por exemplo, agendar coleta de exames, vacinação e exame de sangue. Para conhecer todos os detalhes sobre o Docway, que está disponível para os sistemas Android e iOS, acesse o site www.docway.co.

Dandelin oferece alternativa aos planos de saúde

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De olho em um cenário em que o Sistema Único de Saúde (SUS) parece insuficiente para atender a população e 70% dos brasileiros não possuem plano de saúde particular, segundo pesquisa do SPC Brasil e CNDL, a startup Dandelin desenvolveu um aplicativo que conecta pacientes a médicos, facilitando o agendamento de consultas e socializando os custos reais entre todos os membros de sua comunidade.

Idealizado pelo empreendedor Felipe Burattini e desenvolvido com base em princípios de economia compartilhada, o app tem a missão de oferecer acesso simples, justo e humano aos serviços médicos. Com o Dandelin, os usuários não pagam o preço da consulta, mas uma mensalidade variável, que é dividida igualitariamente entre todos os membros da comunidade e nunca ultrapassará de 100 reais. Esse foi o valor máximo que a startup estabeleceu.

"Cortamos as burocracias, deixando nossos membros livres para marcarem suas consultas médicas com rapidez, sem vínculos com empresas ou custos fixos", explica o CEO do Dandelin, Felipe Burattini, que busca disponibilizar uma alternativa ao seguro saúde, reduzindo a despesa dos membros, que terão acesso a consultas ilimitadas.

Como são realizadas nos consultórios dos profissionais cadastrados, o paciente pode procurá-los por localização, especialidade, disponibilidade de agenda, sintomas ou pelo nome do médico desejado. "Sem transações financeiras no ato da consulta, sem burocracias e mantendo seu histórico de agendamentos", enfatiza Burattini, que lembra que parte do lucro será destinado a ações sociais. "Levando saúde àqueles que não tem acesso", garante.

O empreendedor destaca ainda que a plataforma opera de maneira completamente transparente, permitindo que os membros acompanhem demonstrativos financeiros para entender como é composto o custo mensal de cada membro da comunidade e quais são ações sociais em andamento. "Ele pode acompanhar as próximas consultas e conferir, em tempo real, quanto será o valor debitado para cada membro da comunidade", diz.

Além de democratizar o acesso à saúde para o público geral, o Dandelin oferece aos médicos, gratuitamente, um software de agendamento de consulta e gerenciamento de operações do consultório e como forma de captação de clientes para os médicos, centralizando de maneira prática e econômica serviços que costumam pesar no orçamento dos estabelecimentos.

Os membros também se beneficiam da praticidade do cadastro, que exige apenas dados pessoais básicos e sem necessidade de pré-aprovação, e pode ser realizado no site da Dandelin.

Prudência e cuidado com o bem-estar para redução de acidentes

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Acidente de trabalho, doença profissional e enfermidade de trabalho são os três pilares que compõem os acidentes ocupacionais, de acordo a Lei 8.213/91. Números da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam que dos cerca de 2,34 milhões de acidentes fatais de trabalho que ocorrem globalmente a cada ano, mais de 2,02 milhões são causados diretamente pelas atividades realizadas sem proteção adequada ou de forma indevida, além de doenças relacionadas às funções dos trabalhadores. Ainda segundo dados da organização, o Brasil ocupa a quarta posição no ranking mundial de acidentes e doenças do trabalho, com média anual de 2.503 óbitos.

“Acidente de trabalho – de acordo com a Lei 8.213/91, art. 19 – é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do artigo 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”, explica Geraldo Bachega, diretor-médico da RHMED – empresa especializada em inteligência em saúde e em segurança do trabalho. “A classificação é feita em três modalidades distintas: acidente típico, doenças ocupacionais e acidentes por equiparação – compreendendo os acidentes ocorridos no ambiente e no horário de trabalho, bem como os acidentes ocorridos fora do ambiente e do horário de trabalho”, complementa.

Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) apontam que, somente no primeiro semestre de 2018, mais de R$ 1 bilhão já foram pagos em benefícios acidentários pela previdência brasileira. Para o especialista em medicina do trabalho, a redução do número acidentes de trabalho está estritamente ligada a políticas de prevenção implementadas pelas empresas e que abrangem também as condições de trabalho além do ambiente corporativo.

“É notória a confluência entre condições de saúde de forma geral, exposição ao risco e condições de trabalho, em que situações de saúde não relacionadas à função, como o surgimento de doenças crônicas como o diabetes, acabam sendo limitadores ou mesmo colaborando como concausa do acidente. Outro ponto importante que deve ser destacado é que é mito falar que Segurança e Saúde do Trabalho (SST) é custo e não investimento. Aplicar capital na SST é fundamental para prevenir acidentes de trabalho, adoecimentos, ausências e presenças no ambiente de trabalho”, diz.

Os cálculos feitos pelos especialistas apontam que, em média, para cada real investido em prevenção de acidentes e promoção da saúde do trabalhador, há um retorno de aproximadamente três reais, demonstrando, assim, que a ações de prevenção agregam ao negócio. “Também é importante lembrar que, além dos impactos sobre a saúde e segurança do trabalhador, as Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho estabelecem regras que, caso não sejam cumpridas, podem gerar pesadas multas ao empregador além de interdições parciais ou totais da empresa”, pondera Bachega.

eSocial é ferramenta aliada da Saúde Ocupacional

Tão importante quanto a implementação de ações de prevenção dentro das organizações é o advento do eSocial nesse processo. Para o médico, o sistema será também um aliado tanto para empresas quanto para trabalhadores. "O eSocial unificará em um único ambiente nacional as informações fiscais, previdenciárias e trabalhistas dos empregadores, contribuintes e órgãos públicos. Outro ponto relevante é que as ações de saúde e segurança exigidas pelo e-Social já eram regras estabelecidas na legislação, mas de difícil fiscalização. O e-Social trará mais transparência, o que tornará fundamental ter disciplina e operar de forma correta”, esclarece o médico.

Nesse contexto, a Saúde Ocupacional tem papel crucial. Dr. Geraldo Bachega ressalta que o cuidado com a saúde do colaborador divide o protagonismo com as ações de prevenção de acidentes de trabalho promovidas pelas corporações. “O gerenciamento das informações colhidas na anamnese do exame físico e ocupacionais são ferramentas efetivas na prevenção e não somente análise do acidente que já ocorreu" observa o médico.

"Doenças não relacionadas ao trabalho não são bem avaliadas pelas empresas, por julgarem um recurso assistencial. No entanto, as patologias não tratadas, além de gerar uma sinistralidade para o plano de saúde, hoje o segundo maior gasto das empresas, podem ser diretamente relacionadas à causa do acidente, como um diabético tipo II, não insulino dependente que, às vezes, não tem conhecimento da doença ou não trata de maneira adequada e, na hora de uma atividade crítica, ocorre o mal-estar ou síncope, levando ao acidente. Por isso, políticas de prevenção têm papel fundamental. Caso esse trabalhador estivesse em acompanhamento, aliado a uma boa instrução, o desfecho poderia ser positivo. Também por isso, o debate é mais amplo e prático do que o estrito cumprimento da legislação", avalia o diretor técnico da RHMED.

A única alternativa: Modelo de remuneração centrada no paciente

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As previsões para o setor de saúde não são animadoras. De um lado a saúde suplementar dependente do nível de emprego. Do outro, a persistente crise econômica que não alavanca a receita do Estado e, consequentemente, congela os níveis de gastos no sistema público, atualmente em 3,8% do PIB. Diante disso, a saída é buscar maior eficiência nos custos e despesas. E um dos mecanismos que devem receber mais atenção é a forma como pagamos – o Estado ou os cidadãos – pela saúde.

Nas infinitas discussões sobre modelo de remuneração, há apenas uma certeza: ninguém quer correr riscos financeiros. As opções são as mais variadas, sem dúvida algumas representam significativa evolução, mas em quase todas perpetua-se a remuneração a doença. A possibilidade de um modelo que agregue valor, que valorize a experiência do paciente e que incentive a efetividade clínica ainda é algo que fica mais no discurso do politicamente correto.

Ainda no dia-a-dia, o fee for service conta aberta ou conta fechada (pacote) reinam. Sabidamente o foco do primeiro é volume, na conta fechada o foco é custos. As opções de diária global e migração de margem de material e medicamento de uso no paciente para serviços (diárias), simplificam a operação e tornam mais justas a relação entre prestador e operadora, mas, de modo geral, quanto mais se consome no hospital, mais o hospital ganha. Desta forma, o foco , de novo, é o volume e não a entrega de valor ao paciente.

Outros modelos permeiam pela lógica do orçamento global (global budgets). Este princípio é praticado em operações, por exemplo, em que o governo concede a gestão de Unidades de Saúde a instituições privadas sem fins lucrativos, chamadas Organizações Sociais de Saúde (OSS). Por meio de um contrato de gestão com metas previamente definidas, o Estado remunera mensalmente as OSSs com um valor fixo, portanto, um método retrospectivo. Vale dizer que essa modalidade é uma alternativa para a desburocratização e melhoria de gestão dos serviços públicos, mas, apesar do mérito, não trabalha na lógica do “mais ou menos” em função de indicadores centrados na atenção do paciente e nem ajustados ao case mix ou complexidade do hospital.

Outros ainda entendem que um sistema de incentivo por Mérito (SIM) ao médico, seria uma alternativa definitiva para uma lógica mais saudável e uma oportunidade única de melhores resultados clínicos; será? O médico como protagonista? O desfecho clínico e a diminuição de condições adquiridas durante a permanência do paciente, muitas vezes ou na maioria delas não depende somente da vontade do médico. O erro assistencial é uma falha de processos, portanto, sistêmico e multidisciplinar. Assim, entendo que não é correto delegar o resultado clínico ou financeiro pelo episódio de internação a um determinado médico, uma vez que ele, normalmente, vê o paciente por quinze minutos por dia, não é isso?!

Existem ainda a opção do capitation que, sem dúvida, coloca o hospital como se fosse uma operadora de saúde, mas com carteira de cliente e capacidade reduzida para diluir os riscos. Penso que não é uma alternativa com grande possibilidade de avanço em hospitais, mas uma alternativa, já utilizada, na assistência primária.

Assim, entendo que não existe uma alternativa única, mas modelos que, como o DRG (diagnosis related groups), possam significar avanços importantes, remunerando o prestador com informações que priorizem a transparência e principalmente baseado na entrega de valor ao paciente. O DRG também pode nos ajudar a gerar ganhos de eficiência e que compartilhados (share saving) entre prestador e hospital, podem colaborar na sustentabilidade do setor, portanto, metodologia de pagamento prospectivo por procedimento.

De um modo geral, percebe-se tanto no Brasil, quanto em outros países, a utilização de sistemas mistos. Mas, em todos eles, a busca de mecanismos para alocação de recursos ajustada por desempenho e na entrega de valor ao paciente.

Indústria farmacêutica busca a transformação digital

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Enquanto muitas companhias farmacêuticas e de biotecnologia estão em busca das vantagens competitivas inerentes à transformação digital, poucos líderes dessas indústrias afirmam já terem feito as mudanças necessárias para se adequar a esse novo momento. No entanto, seu comprometimento com a transformação digital é forte, a experimentação está ocorrendo e muitos estão mudando sua cultura para se adaptarem a um mundo em rápida mudança. Esta é a principal análise da pesquisa Digital Business Global Executive Study da Deloitte, em parceria com o MIT Sloan Management Review.

“O quarto estudo anual descobriu que, enquanto muitas empresas biofarmacêuticas exploram uma variedade de oportunidades digitais – desde engajar consumidores com aplicativos até melhorar as operações com inteligência artificial –, apenas 20% dos líderes disseram que suas empresas estão amadurecendo digitalmente”, ressalta Enrico De Vettori, sócio-líder para Life Science e Healthcare da Deloitte.

A maioria dos líderes de biofarma aponta que suas empresas estão no início de sua jornada (25%) ou desenvolvendo suas capacidades (55%). Embora grande parte das empresas ainda esteja em fase de desenvolvimento, 58% afirmaram que o digital é uma prioridade da alta gerência, com 75% esperando alcançar o valor de suas iniciativas digitais nos próximos cinco anos.

A pesquisa revelou uma série de fatores, incluindo falta de uma visão clara, liderança inadequada e financiamento limitado para a transformação digital. Embora o digital seja uma prioridade para mais da metade das empresas entrevistadas, algumas dizem que suas organizações podem mudar o foco com base no que ouvem dos concorrentes.

Em comparação com outras indústrias que buscam a transformação digital, a biofarmacêutica encontra-se no meio de sua jornada, no que tange a sua maturidade digital. No entanto, o setor está ultrapassando a manufatura, o seguro financeiro e as organizações governamentais nesta jornada digital, mas ficando para trás das empresas de TI, entretenimento e telecomunicações.

Liderança e Desafios de Financiamento

Outro resultado é que muitos funcionários também anseiam por uma visão mais clara da liderança nos esforços digitais de sua organização. Mais de três quartos dos entrevistados (78%) disseram que sua organização precisa encontrar novos líderes para ter sucesso na era digital. Apenas 20% disseram que suas empresas estão desenvolvendo líderes que possuem os recursos necessários para implementar a transformação. Isso significa que as empresas talvez precisem procurar externamente seus líderes digitais. Algumas empresas estão contratando diretores digitais, muitas vezes de outros setores, para liderar este processo de transformação digital.

O estudo também descobriu que muitas empresas biofarmacêuticas não estão dispostas a financiar projetos digitais ou contratá-los com os recursos necessários. Do total de entrevistados, 54% concordaram que o financiamento adequado é um grande obstáculo para as iniciativas digitais.

"As oportunidades para as empresas biofarmacêuticas se transformarem digitalmente e com os diversos atores da cadeia, como pacientes, médicos, sistemas de saúde e pagadores, ou inovar novos produtos ou uma série de outras melhorias são diversas", avalia Enrico De Vettori. “Mas isso requer uma estratégia sólida, cultura colaborativa e liderança de apoio. Também envolve riscos, que são inerentes a todas as rupturas digitais. As empresas da indústria farmacêutica precisam enfrentar bravamente os riscos, em vez de deixar que as preocupações atrasem seus esforços de transformação”, finaliza.

Metodologia da pesquisa

O Digital Business Global Executive Study 2018 da Deloitte e do MIT Sloan Management Review entrevistou gerentes, executivos e analistas de vários setores e países para entender como as tecnologias digitais estão impactando a estratégia, a cultura, a liderança e o talento das empresas que compõem a indústria farmacêutica.

Realizada de setembro a dezembro de 2017, o MIT e a Deloitte entrevistaram líderes em 28 setores e 123 países. Foram coletados dados de 68 entrevistados de empresas de tamanhos variados da indústria farmacêutica (variando de menos de US $ 1 bilhão até mais de US $ 20 bilhões). Mais de dois terços dos entrevistados eram de fora dos Estados Unidos.

O compliance é parte do nosso DNA

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A Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde - ABRAIDI encerra mais um ano com o sentimento de dever cumprido. A entidade tem um longo histórico de lutas por negócios mais sustentáveis e transparentes, quando a temática sequer estava em pauta como nos dias de hoje. Um modismo, que diferente de tantos outros, pegou e esperamos que para sempre.

Juntamente com a Advanced Medical Technology Association – Advamed, entidade com sede em Washington, nos Estados Unidos, e que, assim como nós, tem uma série de iniciativas para promoção da ética na saúde em todo o continente, realizamos o 1° Workshop Compliance para Distribuidores. Foi um evento que reuniu mais de uma centena de executivos e teve inscrições esgotadas.

Os profissionais participaram de treinamentos e capacitação com apresentações do cenário atual do Compliance no Brasil, da Lei Anticorrupção e da importância sobre o assunto para o crescimento e desenvolvimento de negócios. O workshop ainda tratou de códigos de ética e promoção de Compliance para distribuidores, além de estudos analisados de casos concretos e debates sobre a relação dos distribuidores e fabricantes com profissionais de saúde e órgãos públicos.

Foi uma atividade com “casa cheia” e isso nos orgulha demais, por saber que a mensagem do compliance está sendo disseminada dentro das empresas e em toda a sociedade. Para encerrar o evento, convidamos o Procurador da República, Deltan Dallagnol, que proferiu a palestra “A Ética e a luta contra a corrupção”. Dallagnol trouxe, acima de tudo, experiências de vida que revelaram a importância de seguirmos os nossos princípios, mesmo quando a maioria não faz o mesmo.

Dallagnol afirmou que o que o motiva não é colocar gente na cadeia, mas lutar para diminuir a aflição dos mais carentes em filas de hospitais e a busca por justiça social. Ele disse que não se ilude e que, ao aceitar o desafio para comandar a Lava-Jato, sabia que não resolveria a corrupção no Brasil, mas destacou que isso não o exime da responsabilidade e do dever cívico de fazer a parte dele. Quantos de nós não nos deparamos com o mesmo dilema ético? A palestra do Procurador teve exatamente esse objetivo: provocar os presentes e revelar que eles não estavam sozinhos.

O Procurador também frisou que a equipe da Lava-Jato enfrenta pessoas poderosas que dominam máquinas de comunicação em seus estados e por isso adotaram uma política diferente e com enorme transparência, concedendo entrevistas coletivas para romper a impunidade, tendo apoio da sociedade. Novamente provocou os presentes a pensar. Quantas vezes nos sentimos fragilizados ao lutar com grandes corporações e instituições públicas contaminadas por corrupção?

É preciso romper com sistemas arcaicos e corruptos que não cabem mais no mundo de hoje. Já em 2006, a ABRAIDI foi uma das primeiras entidades do setor de saúde a lançar um Código de Ética e Conduta, agora em sua 3ª edição. Em 2015, em parceria com o Instituto Ethos, criamos o Ética Saúde - Acordo Setorial dos Importadores, Distribuidores e Fabricantes de Dispositivos Médicos, mecanismo de autorregulação de conduta dos signatários, que se tornou um Instituto independente. Em 2018, organizamos o I Fórum Brasileiro de Importadores e Distribuidores de Produtos para a Saúde onde, por meio de um robusto estudo, denunciamos as distorções do setor de saúde, com retenções de faturamento, glosas previamente autorizadas e inadimplência que traziam prejuízos calculados em R$ 1,3 bilhão.

Para dialogarmos com franqueza com “os grandes”, assim como tem feito o Procurador Dallagnol, buscamos respaldo internacional. A Advamed e as entidades coirmãs têm nos apoiado nessas iniciativas. O nosso único objetivo é dar sustentação ao associado que atua na ponta para que ele também tenha força para trabalhar de forma ética e buscar negócios que deem orgulho e não vergonha.

Cresce a prescrição digital de medicamentos no Brasil

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O uso da prescrição digital de medicamentos vem crescendo entre os médicos brasileiros. Em 2018, foram realizadas pela plataforma inteligente gratuita da Memed mais de três milhões de prescrições, número que vem sendo triplicado anualmente desde 2016, e o crescimento também aconteceu no volume de buscas por informações de medicamentos, que chegou a 60 milhões esse ano, o dobro em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume de drogas prescritas correspondeu a mais de R$ 600 milhões, o dobro em relação a 2017. A Memed é a maior e mais completa plataforma de prescrição digital do país, 100% brasileira e pioneira na digitalização de receitas médicas.

A plataforma, que conta hoje com 60 mil médicos inscritos, teve um salto de novos usuários em 2018: mais de 18 mil médicos, contra 12 mil no ano anterior. Nos hospitais, o uso também tem crescido, especialmente por já estar integrada com 54% dos principais prontuários eletrônicos usados no Brasil. Cerca de 80% das instituições que conheceram a Memed em 2018, já estão com projetos de implantação em andamento. Entre as oito especialidades que mais aderiram à ferramenta estão angiologia, clínica médica, dermatologia, endocrinologia, geriatria, medicina da família, nutrologia e psiquiatria.

"No Brasil, segundo dados recentes, temos quase 500 mil médicos ativos, o que significa que há muito potencial de crescimento no que diz respeito ao uso da plataforma. Por isso, nosso foco em 2018 foi apresentá-la aos decisores de hospitais, operadoras de saúde e fornecedores de prontuários eletrônicos do paciente, que tiveram uma receptividade incrível", explica Dr. Rafael Moraes, CMIO da Memed.

Expectativas para a prescrição digital de medicamentos em 2019

Segundo Moraes, para 2019, a migração do papel e caneta para uma plataforma eletrônica será inevitável. Um fator importante, de acordo com ele, que impactará na mudança do hábito prescritivo é o fato do próprio SUS (onde 50% dos médicos brasileiros atuam) estar cada vez mais informatizado. Além disso, a prescrição digital permite que o profissional tenha acesso a informações sobre interações medicamentosas e alerta de alergias em tempo real, consiga integrar-se facilmente ao prontuário eletrônico e realizar as prescrições diretamente do celular. Esses são pontos cruciais para ajudar a melhorar a qualidade no atendimento hospitalar, aumentar a segurança do paciente, obter um melhor desfecho clínico, aprimorar a gestão de recursos financeiros e trazer o paciente para o centro do cuidado.

A ferramenta

Atualmente, são mais de 60 mil drogas disponíveis para consulta na plataforma de prescrição inteligente da Memed. Esse volume cresceu 18% do último ano para cá. Aliás, um dos diferenciais da plataforma é a sua base de medicamentos proprietária, a maior e mais completa do país, única atualizada em tempo real por um time de médicos, enfermeiros e farmacêuticos.

Além da ampliação do banco de medicamentos, a Memed também investiu, em 2018, em melhorias técnicas, sendo a mais inovadora delas o lançamento da prescrição pelo celular. "No Brasil, quase 80% dos médicos atende em cerca de três a seis locais diferentes, mudando sempre de contexto e alternando entre lugares com muita ou nenhuma infraestrutura tecnológica. Nossa missão é oferecer uma plataforma completa e gratuita para o médico onde ele estiver, seja via web, celular ou integrada ao prontuário de sua preferência", finaliza Moraes.

Hospital de olhos Sadalla Amin Ghanem investe em tecnologia para agilizar o check-in dos pacientes

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O Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem, empresa do Grupo Opty localizada em Joinville (SC) que constantemente investe em tecnologia, inovou mais uma vez, com um projeto-piloto na área da saúde ocular e que posteriormente será aplicado nas demais unidades integrantes do grupo. O projeto valoriza o atendimento eficiente aos seus pacientes, diminuindo a burocracia da entrada no Hospital.

Ao chegar ao Hospital para consultas, exames e/ou cirurgias, os pacientes têm à disposição cinco guichês de autoatendimento. Semelhante ao sistema de confirmação de embarque em aeroportos ou de compra do ingresso no cinema, o próprio paciente realiza seu check-in, tornando o acesso ao andar de atendimento muito mais ágil e dinâmico.

“Desenvolvemos um projeto arrojado e automatizamos o processo visando a maior comodidade para os pacientes, assim como uma melhoria no fluxo dos processos, com a redução no tempo de espera para ser atendido na entrada do hospital. É mais um esforço em tecnologia em favor da excelência na prestação de serviços”, comenta Simone Souza, gerente de TI e Atendimento no Hospital de Olhos Sadalla Amin Ghanem.

O sistema implementado também disponibiliza o agendamento de consultas online, no qual a pessoa tem acesso à agenda de médicos, com os horários disponíveis para agendar a consulta. Um lembrete via e-mail e/ou SMS ajuda o paciente a lembrar do agendamento e também fazer a confirmação de presença. O alerta é enviado três dias antes e, uma vez confirmado, a pessoa recebe um QR Code que deverá ser utilizado no terminal de autoatendimento para a realização do seu check-in.

“Nessa fase de testes, com duração de 8 meses, a adesão ao autoatendimento dos pacientes de um convênio parceiro já chega a 40%. Está no escopo do projeto ampliarmos essa comodidade a outros pacientes, com a integração de outros planos de saúde ao sistema”, comenta a gerente.

Com a implementação da fase final do projeto, a automatização é total: o paciente tem rápido acesso em tela dos dados cadastrais para atualização. Já a integração do sistema às plataformas de convênio médico e de meios de pagamento possibilita a autorização dos procedimentos no próprio totem. Para facilitar essa transição, atendentes ficam à disposição para auxiliar os pacientes nesses processos.

Nova resolução impacta positivamente startups de Psicologia Online

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No último ano uma nova resolução, publicada pelo Conselho Federal de Psicologia, liberou a Psicoterapia online no Brasil. A regulamentação, esperada há tempos por muitos profissionais, pôs fim a uma série de restrições, abriu espaço para discussão e ampliou o acesso de serviços de psicologia a pessoas que vivem em locais remotos.

O que ainda parece novo e pouco familiar para alguns, já vinha sendo praticado há anos por outros. Não é de hoje que alguns psicólogos e pacientes utilizam a internet para suas consultas. Apesar a liberação em 2018, atendimentos psicológicos já ocorrem online desde o início dos anos 2000. Com o surgimento do Skype em 2003, algumas pessoas passaram a usar esse meio de comunicação para conversar com seus terapeutas quando estavam em viagem ou quando precisaram mudar de cidade ou país.

Um pouco de história

Desde o início dos tempos nós, seres humanos, tivemos que descobrir meios para nos comunicarmos à distância. Dos batuques de tambor e sinais de fumaça à criação do telégrafo e telefones, sempre alguma mente inquieta esteve engajada em desenvolver invenções que pudessem facilitar a comunicação. Com a chegada dos computadores, internet e, na última década, os smartphones, temos visto uma mudança não somente na forma de comunicação, como também no modo de contratarmos e recebermos serviços, como por exemplo o de saúde.

Telemedicina já é uma realidade mundial. Quando olhamos para a psicologia, os registros de atendimentos remotos e assíncronos datam da época de Freud, que costumava trocar cartas com seus pacientes. Uma das primeiras vezes que experimentaram uma consulta psicológica online foi em 1972, em uma conferência organizada pelas universidades de Stanford e UCLA, na Califórnia. Se considerarmos a terapia realizada através de ligações telefônicas, a história começa bem antes, por volta do início de 1960.

Em 1995 os primeiros sites e portais começaram a promover discussões sobre saúde mental, atraindo pessoas para salas de bate papo com psicólogos. A expansão do chat criado pelo psicólogo americano John Grohoh se transformou em um dos maiores portais de saúde mental do mundo, o Psych Central.

Terapia online no Brasil

No Brasil, os primeiros estudos sobre o tema começaram nos anos 2000, onde a psicoterapia online era realizada para fins de acadêmicos, inicialmente através de troca de e-mails. A primeira resolução que versou sobre o atendimento através de meios digitais é de 2005. Em 2012, anos depois do lançamento do primeiro iphone, essa resolução foi revisada, sendo publicada sob o nome de Resolução CFP 11/2012. Ela autorizava a prática de uma modalidade que ficou conhecida como orientação psicológica online. Já considerada defasada na época da sua publicação, o documento de 2012 possuía diversas restrições como um limite de 20 atendimentos por paciente, limitando o atendimento a consultas pontuais e para assuntos específicos. Ao limitar o número de sessões, esbarrava em um ponto ético bem importante, a negligência do atendimento de saúde a quem precisava.

Foi somente em 2016 que as primeiras startups do setor começaram a surgir por aqui. Utilizando-se de tecnologia, conhecimento de telemedicina e tendo como base benchmarks globais como a Talkspace, BetterHelp e Babylon Health, essas empresas ampliaram o acesso a esse tipo de serviço e provocaram debates importantes, que culminaram na liberação da Terapia Online no último dia 14 de novembro de 2018.

Regulamentar um serviço que amplia o acesso a cuidados de saúde mental era fundamental. Vivemos em um país considerado o mais ansioso do mundo pela Organização Mundial da Saúde. Temos o pior índice de depressão da América Latina, mas não só isso. O Brasil possui dimensões geográficas que dificultam o acesso aos mais diversos tipos de serviço, entre eles saúde de qualidade. Estima-se que 50% dos nossos municípios não possuam psicólogos disponíveis para o atendimento clínico.

O impacto da nova resolução é extremamente positivo para a população e também para as startups, em especial às que buscaram, desde o início, ter atenção a requisitos relacionados à segurança da informação. O Consultório Virtual Vittude foi desenvolvido em parceria com uma empresa do Vale do Silício, com o que há de mais moderno na Telemedicina Mundial, atendendo a protocolos internacionais de segurança como HIPAA Act e HITECH Act, protocolos americanos que regulamentam a segurança de dados em saúde.

Terapia online e segurança da informação

Um dos pontos altos da nova resolução é a exigência de um cadastro individual aos psicólogos, juntos aos conselhos regionais de psicologia. Os profissionais agora precisam se cadastrar no e-psi e receber uma autorização para atender online. No momento deste cadastro, o psicólogo é obrigado a informar qual plataforma irá utilizar para os atendimentos e explicar como ele vai garantir o sigilo e segurança dos dados de seus pacientes. Ferramentas de comunicação largamente utilizadas como Skype e WhatsApp, apesar de possuírem criptografia, não seguem protocolos de segurança HIPAA. A política de privacidade do Skype, por exemplo, declara que coleta o conteúdo de suas comunicações, incluindo gravações de vídeo, áudio e mensagens. Essa coleta de dados é autorizada por nós, usuários, ao concordarmos com os termos de uso da plataforma.

Além disso, as startups agregam muito valor ao exercício da própria profissão de psicologia, fornecendo não somente um consultório seguro, mas também funcionando como uma verdadeira ponte entre psicólogos e pacientes. Através de algoritmos, conseguimos promover uma escolha mais assertiva à população e também derrubamos barreiras geográficas. Psicólogos que antes ficavam limitados às indicações de amigos, pacientes e outros profissionais, agora podem ter acesso a pessoas de qualquer canto do mundo. Atualmente a Vittude já atende brasileiros em mais de 40 países, através da terapia online, oferecendo também funcionalidades como prontuário eletrônico e gestão financeira aos seus psicólogos.

Ao meu ver, o grande desafio é mais cultural do que tecnológico. É preciso não somente conectar psicólogos e pacientes, mas também educar toda uma população sobre a importância de cuidar da saúde mental. Infelizmente, a psicologia ainda é rodeada de estigma e preconceito que precisa ser vencido com muita educação. Para isso, estratégias eficientes de marketing de conteúdo serão fundamentais.