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Unimed Juiz de Fora premia rede com Selo de Qualidade

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Em cerimônia prestigiada, a Unimed Juiz de Fora realizou no Trate Hotel a segunda entrega dos troféus do Programa de Qualificação com a Rede Credenciada. O programa reconhece os prestadores, clínicas, centros de diagnóstico por imagem e laboratórios, que proporcionam mais qualidade e mais segurança na assistência aos beneficiários da Unimed Juiz de Fora. Mais 37 serviços credenciados participaram desta edição e, agora, já são 85 prestadores avaliados e classificados como Ouro, Prata ou Bronze pela empresa terceirizada e IAG Saúde, que analisa critérios como segurança, resolutividade e conforto. A meta é avaliar toda a rede credenciada com 180 serviços, exceto os hospitais que exigem outros critérios.

“A adesão é voluntária e o engajamento da rede prestadora tem sido excepcional. O Programa de Relacionamento e Qualificação foi desenvolvido tanto para motivar a qualidade quanto fortalecer a parceria entre a Unimed Juiz de Fora e seus serviços credenciados. Mais do que analisar e reconhecer o desempenho dos nossos parceiros, o objetivo é valorizar de forma justa o trabalho das clínicas, laboratórios e centros de diagnóstico por imagem que se empenham mais na oferta de um atendimento que prioriza a segurança, a eficiência e a satisfação dos nossos clientes”, destaca Glauco Araújo, diretor de Relacionamento e Mercado da Unimed Juiz de Fora.

Além do troféu e selo Ouro, Prata e Bronze, os serviços também são premiados com percentual adicional na tabela paga pela cooperativa, de acordo com a performance na avaliação (ouro, prata ou bronze). “Importante é que o programa permite que o serviço que não alcançou o percentual máximo continue sendo acompanhado para que ele tenha a oportunidade de aprimoramento e melhor pontuação”, ressalta o diretor. Desta segunda fase participaram clínicas de Cardiologia, Dermatologia, Cirurgia Plástica, Fisioterapia, Neurologia, Nefrologia, Oftalmologia, Ortopedia, Oncologia, Otorrinolaringologia Pneumologia, Reumatologia, Urologia, Nefrologia, Medicina Nuclear e Oxigenoterapia e laboratório de Anatomia Patológica.

Johnson & Johnson lança desafio de inovação para startups

Pagamento por performance na saúde

Inscrições vão até dezembro e levarão projeto vencedor para incubação em um JLABS

Startups da área de saúde de toda a América Latina poderão inscrever seus projetos no Latin America Innovation Challenge 2019 da Johnson & Johnson Innovation. O vencedor do desafio receberá mentoria de especialistas da J&J para acelerar sua pesquisa e ganhará um período de incubação em uma das unidades dos JLABS, laboratórios de inovação externa da empresa.

Podem se inscrever pesquisadores, empreendedores e startups de saúde de toda a América Latina que tenham soluções inovadoras em qualquer estágio nas áreas de consumo, farmacêutica e de dispositivos médicos. A companhia está procurando ideias, pesquisas e tecnologias aplicadas altamente inovadoras para o desenvolvimento de soluções na área da saúde.

As inscrições vão até 10 de dezembro e podem ser feitas no site do 100 Open Startups. O anúncio do vencedor ainda não tem data definida, mas será feito no primeiro trimestre de 2020.

Vencedores brasileiros

Boas ideias podem vir de qualquer lugar. Pensando nisso, a Johnson & Johnson estimula e busca a inovação dentro e fora de casa. Na América Latina, essa já é a quarta edição do desafio de inovação realizado pela empresa, terceiro em parceria com a 100 Open Startups. E o Brasil levou o prêmio nos três desafios anteriores:

  • Em 2018, quem levou a melhor foi a Scheme Lab com um protótipo de teste genético para saúde bucal para atuar na prevenção de cáries dentárias e doenças periodontal. O teste diagnóstico da Scheme Lab é portátil e de simples uso dispensando qualquer equipamento para a análise da saliva. A startup responsável pelo projeto está desde junho deste ano no JLABS de Houston passando pela incubação.
  • Em 2017, a vencedora foi a startup HooBox, que ficou incubada no JLABS de Houston após desenvolver um software de reconhecimento facial para cadeiras de rodas motorizadas, que usa expressões faciais para movimentá-la. Durante o processo de incubação, a startup contou com o apoio da equipe do JLABS para o desenvolvimento de outras soluções como o monitoramento de pacientes em leitos hospitalares utilizando tecnologia de reconhecimento facial e de movimento do corpo. Atualmente, conta com um escritório fixo no JLABS de Houston, no Instituto de Inovação do Texas Medical Center, e está na terceira rodada de captação de investimentos.
  • Já em 2016, foi a vez de Leda Castilho, Ph.D., professora do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pesquisa e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Vencedora do Latin America QuickFire Challenge da Johnson & Johnson Innovation, teve acesso, durante seis meses, às modernas instalações do JLABS de Houston para avançar sua pesquisa sobre o vírus da Zika.

Inovação que vem de fora

O modelo de incubação dos JLABS, pioneiro no mundo, conecta pesquisadores e empreendedores, onde quer que estejam, a uma rede global para acelerar o desenvolvimento de soluções em saúde: do aperfeiçoamento da ideia até o desenvolvimento de um produto pronto para ir ao mercado. Nesses laboratórios, empreendedores do mundo inteiro têm a oportunidade de desenvolver habilidades e aprender estratégias corporativas, como marketing, atração de investimentos, desenvolvimento de plano de negócios e sobre regulações setoriais, entre outras, adquirindo um conhecimento fundamental para desenvolver seu negócio. Além disso, avançam a pesquisa e o desenvolvimento de seus projetos com mentoria dos próprios especialistas da Johnson & Johnson.

Em pouco mais de seis anos de existência, os JLABS já somam 13 unidades espalhadas pelo mundo. Até 2018, mais de 450 startups já haviam sido incubadas nesse programa e, juntas, capitalizaram cerca de 11 bilhões de dólares em investimentos externos. Tudo dentro de um modelo sem amarras que não se apropria de capital, patrimônio ou qualquer direito de propriedade intelectual da empresa incubada e não cria obrigatoriedade de negócios entre as partes.

Sobre a Johnson & Johnson Innovation LLC

A Johnson & Johnson Innovation LLC se concentra na aceleração de todas as etapas da inovação em todo o mundo, e na formação de colaborações entre os empreendedores e os negócios globais de saúde da Johnson & Johnson. A Johnson & Johnson Innovation LLC oferece aos cientistas, empresários e empresas emergentes um acesso completo a especialistas em ciência e tecnologia que podem facilitar as colaborações entre os produtos farmacêuticos, dispositivos médicos e empresas de consumo da Johnson & Johnson. Na Johnson & Johnson Innovation, nos conectamos com inovadores por meio de nossos Centros de Inovação regionais, JLABS, Johnson & Johnson Corporate Venture (JJDC), Inc. e nossas equipes de Desenvolvimento de Negócios (JBD) para gerar oportunidades de colaborações criativas e flexíveis que acelerem o desenvolvimento de soluções de saúde inovadoras para resolver necessidades dos pacientes ainda não atendidas.

O foco na saúde mental pela Care Plus

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A Care Plus é uma operadora de saúde corporativa brasileira que nasceu há 27 anos. Há 2 anos e meio foi comprada pela Bupa, empresa de saúde britânica, presente em mais de 190 países e, recentemente, lançou o programa Mental Health (saúde mental, em tradução literal). De acordo com o diretor médico, Ricardo Salem Ribeiro, a decisão de olhar para este aspecto da saúde nasceu de uma demanda dos próprios clientes. “Doença mental já é a principal causa de afastamento, isso sem contar os custos com absenteísmo, perda de produtividade, ou seja, sua relevância econômica e humana tem aumentado muito”, afirma.

A tratativa dada pelo rol de procedimentos às doenças mentais não segue a mesma lógica das doenças físicas. Ricardo compara, por exemplo, uma fratura de perna que desde o diagnóstico até a reabilitação, passando por tratamento cirúrgico se necessário, tem cobertura pelos planos. Já um paciente diagnosticado com depressão ou síndrome do pânico a mesma se restringe de 18 a 40 sessões. Ou seja, se o paciente não tiver concluído seu tratamento neste período, ele não estará mais coberto!

A ideia da operadora é garantir a integralidade do cuidado independente do número de consultas necessárias e até mesmo se a doença cronificar. “Um paciente diabético ou hipertenso não tem uma quantidade limite de atendimentos. Ele é acompanhado pra sempre”, relembra o médico.

A participação do programa é bastante desburocratizada. Após uma ampla divulgação, o beneficiário que se sentir confortável e achar que precisa de ajuda entra em contato com uma equipe de psicólogos que o acolhe e realiza sua inscrição. Não há convite ativo para não expor ou invadir a privacidade do paciente. Ricardo reforça a importância do profissional de saúde mental ter interação com esse paciente logo no início para evitar sub-diagnósticos ou postergar tratamentos medicamentosos, que podem ser essenciais em um primeiro momento.

O tabu é grande e alguns gestores ainda interpretam a doença mental como um mal menor que pode ser facilmente lidado pelos empregados, afirma o diretor. Não à toa, a primeira fase (não obrigatória, mas fortemente recomendada) do programa é a sensibilização da organização sobre o tema.

Pelo pouco tempo em funcionamento ainda não possuem resultados de impacto nas empresas, mas já conseguem dar uma prévia do engajamento. “Obtivemos mais de 100 inscritos nas primeiras 48h de lançamento do projeto. É um número extremamente alto considerando a base de clientes que nós temos”, afirma o médico. Hoje essa marca já ultrapassa 200 inscritos.

Hoje a Care Plus, por fazer parte da Bupa, é uma empresa altamente globalizada. “A troca de conhecimento e melhores práticas com todos os continentes em diferentes culturas e modelos de negócios nos coloca em vantagem competitiva muito grande no mercado”, diz Ricardo e finaliza “Nosso programa de saúde mental vem na linha de entregar um dos propósitos globais da Bupa que é contribuir para que nosso beneficiários tenham vidas mais longas, mais saudáveis e mais felizes”.

ANS disponibiliza ao consumidor consulta e emissão de comprovante de dados cadastrais

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- Shutterstock

Ferramenta Comprova é aprimorada para dar mais segurança e proteção a usuários de plano de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está disponibilizando aos beneficiários de planos de saúde uma nova versão do Comprova, ferramenta que permite a consulta e a emissão do comprovante de dados cadastrais do usuário junto à sua operadora. O sistema passou por ajustes e melhorias: além de alterações na tecnologia de busca e exposição dos dados, a ANS tomou medidas para preservar a segurança das informações dos beneficiários.

O Comprova reúne informações cadastrais do beneficiário, da operadora de plano de saúde ao qual está vinculado, além das características do plano de saúde, tais como o nome do plano e o registro na ANS, a data de contratação, a abrangência geográfica e segmentação assistencial e a presença ou não de fator moderador (coparticipação ou franquia). A ferramenta fica disponível no portal da ANS, no Espaço do Consumidor.

Clique aqui para acessar.

Principais novidades

No tocante à segurança, foram feitas atualizações para tornar o sistema mais protetivo para o usuário. Já em relação às mudanças efetuadas na entrada dos dados que vão gerar o comprovante para o beneficiário de plano de saúde, foi incluído um novo campo obrigatório: identificação da operadora. A pesquisa pode ser feita tanto pelo número de registro da operadora na ANS como pela razão social da empresa. Também passam a ser obrigatórios os seguintes campos: nome do beneficiário, nome da mãe, CPF e data de nascimento.

Outra novidade é que o sistema retornará uma pesquisa exata, com informações do consumidor exatamente iguais aos que foram cadastrados pela operadora.

Na apresentação dos dados do consumidor, os seguintes campos serão apresentados:

Nome

CPF

Data de nascimento

Nome da mãe

Data de contratação do plano

Data da primeira contratação

Característica do plano

Coparticipação ou franquia

Para que seja feita a validação do comprovante, o beneficiário deve preencher esse campo com os oito primeiros dígitos do Código do Controle de Comprovante e data de emissão (informações obtidas pelo próprio comprovante).

Hospital Alemão Oswaldo Cruz inaugura Centro de Inovação e Educação em Saúde

Hospital Alemão Oswaldo Cruz inaugura Centro de Inovação e Educação em Saúde

Localizado na Avenida Paulista, Centro vai abrigar startups, laboratório de ciência de dados e oferecerá soluções ao mercado de saúde

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz inaugurou na última quarta-feira (25/9) seu Centro de Inovação e Educação em Saúde, que irá abrigar uma incubadora e aceleradora de startups, laboratório de ciência de dados e uma ampla estrutura para treinamento de profissionais da saúde, com plataformas inovadoras e tecnologia de ponta. O projeto, que marca a celebração dos 122 anos da Instituição, comemorados no dia 26 de setembro, coloca o Hospital na disputa pelo mercado digital da saúde. Na área de gestão de dados, o projeto terá parceria da Oracle, que pela primeira vez na história se alia a um hospital nas Américas para desenvolver projetos de análise e modelagem de dados.

Com um time dedicado o laboratório contará com profissionais do Hospital, da Oracle, e de parceiros como a Phillips, Medtronic, Macrosul, Linet, faculdade de tecnologia FIAP, dentre outros, que irão elaborar estudos e modelagem de dados nas áreas de gestão de saúde populacional, pesquisa científica e gestão na área da saúde. A unidade vai atender a demandas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, planos de saúde e laboratórios farmacêuticos e outras organizações.

O projeto também vai abrigar startups na área da saúde, que inicialmente serão selecionadas a partir da participação do Hospital no programa Startups Connected, da Câmara Brasil-Alemanha, que tem como objetivo fomentar a conexão entre micro e grandes empresas, além da criação de novas soluções em conjunto. O Centro também irá acelerar startups de saúde que já estejam desenvolvendo projetos no mercado voltados ao setor. Dependendo do estágio de cada projeto, elas serão aceleradas no Centro ou poderão receber investimentos para alavancagem dos projetos.

O Hospital pretende auxiliar as startups na captação de recursos junto a instituições de fomento à pesquisa e poderá investir recursos próprios, considerando a fase de maturação e da solução apresentada. Projetos baseados em inteligência artificial também serão abrigados no Laboratório de Ciências de Dados em Saúde, que já está trabalhando em soluções para as áreas de radiologia e segurança do paciente.

Com investimentos de R$10 milhões em instalações físicas, infraestrutura, capacitação e contratação de pessoal, o Centro, localizado na Avenida Paulista, importante polo econômico do país, ocupa uma área de 800 m² e faz parte do ciclo de investimentos do planejamento estratégico da Instituição no pilar Inovação, Pesquisa e Educação, com o objetivo de incorporar novos conceitos e práticas, fomentar o desenvolvimento de soluções, criar novos produtos, além de contribuir para a formação e o aperfeiçoamento profissional de toda a cadeia do setor da saúde.

“Atuar de forma pioneira, estimulando o desenvolvimento da medicina e da saúde está no DNA do Hospital. O Centro de Inovação pretende ser protagonista neste mercado que passa por constantes transformações. Os projetos e soluções desenvolvidas pelo time de profissionais do Centro têm como principal objetivo contribuir para a melhoria da saúde da população”, afirma Paulo Vasconcellos Bastian, CEO do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Educação Digital

O Centro abriga ainda a Unidade de Educação Digital, espaço para a produção de conteúdo do próprio Hospital, para atender projetos desenvolvidos em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS) e também para suprir às necessidades do mercado na busca por conteúdos didáticos de qualidade na área da educação médica continuada. Os laboratórios de habilidades médicas e multidisciplinares do Centro irão possibilitar a conexão de médicos, pesquisadores e equipes assistenciais ao universo da inovação empreendedora. Estes laboratórios estão equipados com computadores com ampla capacidade de processamento gráfico e óculos de realidade virtual, leito de UTI modelo para treinamento de uso de equipamentos e bonecos de simulação.

Todo esse aparato é direcionado ao treinamento e desenvolvimento de soluções educacionais, permitindo ao Centro de Inovação e Educação em Saúde oferecer ao mercado de saúde pacotes de treinamentos em ambiente de realidade virtual para procedimentos como endoscopia, broncoscopia e radiologia, por exemplo. Desta forma é possível proporcionar uma intimidade maior do profissional com a metodologia e de forma rápida, segura, intuitiva e imersiva transmitir conhecimento àqueles que receberão os treinamentos.

“Entendemos que uma forma de ampliar a capilaridade de atuação do Hospital é compartilhar experiência que posiciona o Hospital como um dos melhores da América Latina. Com a inauguração do Centro ampliaremos a nossa capacidade de disseminar conteúdo educacional dinâmico, interativo, usando recursos de infografia, games, talk-shows e podcasts, para os diversos públicos internos e externos do Hospital”, afirma Kenneth Almeida, superintendente de Inovação, Pesquisa, Educação e Transformação Digital da Instituição.

Impressão 3D e educação médica

Ainda no ritmo dos investimentos em educação, o Centro contará com ilhas de impressão 3D de modelos médicos. São três impressoras focadas no treinamento prático da formação médica e no planejamento cirúrgico. Com essa tecnologia é possível criar modelos anatômicos para a educação continuada dos profissionais da saúde.

Com a abertura do Centro de Inovação e Educação em Saúde o Hospital Alemão Oswaldo Cruz dobra o número de pós-graduações e amplia o número de cursos de residência médica. A partir de 2020 serão ofertados mais 10 cursos de pós-graduação e quatro de Residência Médica, complementando as ofertas atuais do Hospital. “O braço educacional do Hospital já é muito forte e reconhecido. A ampliação desta fortaleza da Instituição permite promovermos o diálogo com nossos stakeholders, trocando e agregando conhecimento”, afirma Almeida.

Centro Internacional de Pesquisa

Completando o projeto de ampliação da atuação da Instituição no pilar Inovação, Pesquisa e Educação, o Hospital iniciou as atividades, no mês passado, do Centro Internacional de Pesquisa, comandado pelo cardiologista e pesquisador Dr. Álvaro Avezum, um dos especialistas mais renomados da área no mundo. Esse Centro tem como propósito fomentar pesquisas de relevância para a saúde da população brasileira e mundial, incluindo estudos mecanísticos, epidemiológicos, clínicos, de implementação do conhecimento, avaliação de tecnologias em saúde, avaliação econômica e revisões sistemáticas.

Também estão previstas iniciativas em colaboração com o Governo Federal por meio do Ministério da Saúde, além de parcerias com a indústria farmacêutica, agências de fomento e instituições acadêmicas internacionais, como o Instituto de Pesquisa em Saúde Populacional da Universidade de McMaster, no Canadá.

Sobre o Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Fundado por um grupo de imigrantes de língua alemã, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz é um dos maiores centros hospitalares da América Latina. Com atuação de referência em serviços de alta complexidade e ênfase nas especialidades de oncologia e doenças digestivas, em 2019 a Instituição completou 122 anos. Para que os pacientes tenham acesso aos mais altos padrões de qualidade e de segurança no atendimento, atestados pela certificação da Joint Commission International (JCI) -- principal agência mundial de acreditação em saúde --, o Hospital conta com um corpo clínico renomado, formado por mais de 3.900 médicos cadastrados ativos, e uma das mais qualificadas assistências do país. Sua capacidade total instalada é de 805 leitos, sendo 582 deles na saúde privada e 223 no âmbito público. Desde 2008, atua também na área pública como um dos cinco hospitais de excelência do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) do Ministério da Saúde.

ePharma implementa concierge da saúde por voz, chat e vídeo

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Serviço é destinado a funcionários de empresa e beneficiários de planos

Usuários de planos de saúde e funcionários de empresas atendidas pela ePharma passam a contar com uma ferramenta exclusiva de orientação clínica por voz, videoconferências e chat. O Concierge da Saúde reúne uma equipe multidisciplinar que esclarece dúvidas relacionadas à interação medicamentosa, hábitos nutricionais e atividades físicas, além de disponibilizar aconselhamento médico e psicológico. A plataforma é extensiva aos dependentes.

“O Concierge da Saúde é o primeiro contato entre o usuário e a nossa rede de cuidados, coordenados com mais de 30 mil estabelecimentos, inclusive consultórios, clínicas, laboratórios e farmácias. Entregamos uma experiência integrada para acolher, orientar e cuidar das pessoas, evitando o agravamento de doenças e até desperdícios no plano de saúde”, argumenta Leopoldo Veras da Rocha, gerente de desenvolvimento de negócios da ePharma.

Lançada em 2017, a plataforma já atendeu mais de 500 mil pessoas por atendimento telefônico. Está integrada aos programas de Gestão de Risco à Saúde (GRS) e de Check-Up, voltados para a gestão de saúde populacional. A ePharma ainda conta com tecnologia proprietária para integrar dados de diversas fontes, como planos de saúde, medicina do trabalho, programas de promoção e prevenção, consumo de medicamentos e atendimentos na rede credenciada. No mesmo ano de lançamento, a empresa conquistou a certificação SOC 2, o que assegura ao mercado o atendimento de todos os princípios de confiança estabelecidos pelo American Institute of Certified Public Accountants (AICPA), na TSP Seção 100.

As consultas em vídeo, assim que programadas pela equipe da ePharma, são acessadas por um link enviado via SMS ou por algum aplicativo gerenciado pela empresa. “Para alguns casos mais graves mantemos um trabalho proativo, com acompanhamento de consultas agendadas e até mesmo a retirada de exames, tarefa que, em média 30% dos usuários de planos deixam de cumprir por simples desestímulo ou por não desenvolverem sintomas de determinada doença”, acrescenta Rocha.

“Proporcionamos uma jornada completa e integrada dos serviços de saúde, tratando os beneficiários com dignidade, compaixão e respeito. Organizamos recursos de forma efetiva para que os profissionais se comprometam a trabalhar em parceria com os pacientes, estimulando sua participação nas decisões sobre o seu tratamento e cuidado”, conclui.

Sobre a ePharma

Fundada em 1999, a ePharma é referência no gerenciamento de programas de benefícios de medicamentos (PBM) no Brasil, estando conectada nacionalmente a 27.649 mil farmácias, 1.322 clínicas médicas e laboratórios de diagnóstico. É parceira do programa Aqui tem Farmácia Popular. Nos últimos anos, vem diversificando sua atuação ao trazer novas soluções em assistência farmacêutica, gestão de saúde populacional e acompanhamento de pacientes que utilizam medicamentos de uso contínuo e de alto custo. Tem como clientes a indústria farmacêutica, operadoras de saúde e empresas de variados portes.

Fujamos da tentação de tornar qualidade hospitalar uma profecia autorrealizável!

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Melhoria da qualidade, segurança dos sistemas de saúde / do paciente e gerenciamento de riscos (daqui para frente irei tratar tudo como qualidade para economizar espaço, reconhecendo segurança como uma dimensão dela) constam em Core Competences do currículo de hospitalistas. Esse texto é para aqueles hospitalistas que atuam direta ou indiretamente com qualidade, não sendo a segunda opção exatamente uma opção. Ou será a primeira? Faço propositalmente a confusão porque acredito que “centrais da qualidade” precisam mudar de protagonistas para facilitadoras de projetos, atuando em parceria estratégica com o pessoal assistencial. O texto serve também para operadores específicos da qualidade, e serve até mesmo para organizações sem hospitalistas, onde a parceria entre gabinetes de qualidade e corpo clínico é mais difícil, embora tangível.

Inúmeros vetores têm impulsionado o movimento da qualidade nos hospitais brasileiros. Centrais ou gabinetes dedicados inteiramente ao tema não existiam na absoluta maioria 5-10 anos atrás. A partir do Programa Nacional de Segurança do Paciente, instituído pela Portaria GM/MS nº 529/2013, tornou-se obrigatória a implantação dos Núcleos de Segurança do Paciente e a elaboração do Plano de Segurança do Paciente. Entretanto, assim como aconteceu com as Comissões de Controle de Infecção Hospitalar – CCIH’s, muitos ainda existem somente no papel.

Onde há fora do papel, não é incomum, muito pelo contrário, gabinetes “especializados”, ou mesmo iniciativas avulsas de melhoria da qualidade - cabendo destacar que boa parte delas já são desenvolvidas por hospitalistas brasileiros -, ainda favorecerem apenas organizações ou departamentos com uma anatomia de maior confiabilidade, mas não com a necessária fisiologia. As razões para isso são inúmeras e poderiam determinar várias postagens. Trarei aqui algumas delas apenas. Para começar, o fato de que estamos todos ainda aprendendo a fazer qualidade e segurança (sejamos mais humildes, por favor!), concomitante à necessidade de apresentar resultados (mil perdões, são simplesmente ações mesmo) que muitos pressionam para ontem - intensas forças ocultas inclusive, como as decorrentes dos apelos social e midiático e dos mercados ainda alimentados por adesões de instituições ou grupos, e não por resultados concretos. Há uma natural tentação, a partir disso e outros fatores, de favorecermos qualidade hospitalar como uma profecia autorrealizável, resolvendo o “problema” de vários personagens do sistema, não necessariamente pacientes.

Recentemente colaborei em iniciativa de melhoria da qualidade com vistas à redução de radiografias de rotina em UTI’s. Rodamos uma série de ações e acompanhamos através de um gráfico de tendência. Sob a ótica da metodologia utilizada inicialmente, alcançamos uma redução “real” de aproximadamente 20% em RX’s de tórax desnecessários. Ao rodarmos testes adicionais, percebe-se que o número de exames já vinha em descenso antes da iniciativa específica e que a inflexão da curva não foi suficiente para atribuir às nossas ações qualquer relação de causa-efeito.

Mas antes de chegar nestes testes estatísticos adicionais, muitos especialistas em melhoria da qualidade mandam parar a até esbravejam: “melhoria da qualidade não é ciência tradicional, não temos tempo para burocracia, precisamos de fluidez”.  Enviei o banco de dados para dois profissionais, um estatístico e um colega médico pós-graduando em Big Data e Data Science. Em menos de vinte e quatro horas, ambos retornaram com o [mesmo] resultado. Menos de 24hrs!! É burocracia ou uma espécie de conforto mental que nos faz gritar: “Páre! Até aqui está bom!”

Entendam que não estou propondo engessamento algum. É para seguir fazendo a roda do PDCA girar com a esperada fluidez, respeitando os cronogramas. Mas, quem sabe em intervalos maiores casar avaliações mais profundas e acuradas? Quem sabe ao menos nos locais e iniciativas onde recursos de isenção fiscal buscam disseminar nacionalmente melhores práticas???

Conversando com amigo hospitalista de renomada instituição norte-americana, descreveu que lá houve um interessante amadurecimento nos últimos anos, com melhor equilíbrio entre as diferentes maneiras e visões, tornando metodologia científica clássica e melhoria da qualidade menos concorrentes, mais complementares:

“it’s important to understand where improvements are actually occurring as a result of the intervention, so that scarce resources can be allocated appropriately. If we jump to claim there was improvement where there was really not, then resources could be wasted supporting activities that don’t really help.”

No hospital dele, uma análise como a que mencionei acima transformou uma recente publicação em negativa, enquanto as ferramentas típicas da qualidade sugeriam uma positividade ilusória. Entretanto, lá, não serviu para engavetarem a iniciativa, talvez porque convivam com gestores experimentados e já mais qualificados. Revisaram juntos o planejamento, partindo para um novo ciclo, com novas ações, e o budget foi inclusive renovado e ampliado. Sei que aqui ainda temos medo de gestores que não sabem que melhoria da qualidade não é nunca uma questão puramente técnica e unilateral, mas é também social e emocional, assumindo complexidade onde a maior probabilidade é falharmos mesmo. Lembra um pouco o que diz o fictício, mas nem tanto, e divertidíssimo personagem da internet, o @coachingdefracassos.

O movimento da qualidade ingressou, no mundo desenvolvido (já menos) e no Brasil, numa “corrida maluca”, e já fez com que o verdadeiro especialista Robert Wachter denunciasse: “como um pai atucanado para sair e chegar ao seu destino final, e que descobre somente no estacionamento da escola que deixou o filho em casa, arriscamos deixar para trás nosso movimento de qualidade e segurança, se falharmos em assegurar que todos estão a bordo enquanto nos apressamos em direção ao futuro”. A pressa tresloucada pode, ela própria, trazer outros riscos, sem que necessariamente solucionemos os originais. O intervencionismo ingênuo pode resultar numa pseudo-ordem apenas, parafraseando Nassim Nicholas Taleb, um dos pensadores mais importantes do nosso tempo. Pode resultar em ambientes de controle puramente artificial, cenários e pessoas supostamente domesticadas, coisa que a natureza humana adora, mesmo quando o fenômeno é eminentemente ilusório. Confortamo-nos. Amortizamos sociedade e mídia, até o próximo evento estourar, pelo menos. E confesso muito tranquilamente: eu estudo bastante e há tempos, e não saberia prever, para uma gama bastante impactante de eventos adversos característicos da dimensão da segurança do paciente, se acontecerão novamente nos renomados Albert Einstein e Sírio Libanês ou em algum pequeno hospital de periferia. Vejamos o que surge primeiro nos jornais...

A pressa e o excesso de informações e de ações prejudicam a relação ruído-sinal nos hospitais. Os ruídos são aquilo que deveríamos ignorar; os sinais são aquilo no que é preciso focar, cabendo ainda hierarquização entre eles. Na prática atual, somos levados a abordar tudo como iguais e praticamente juntos. Gastamos tempo e energia demais com acontecimentos raros e sabe-se lá se verdadeiramente remediáveis. Além do que, a realidade hospitalar é muito mais labiríntica do que as vozes suaves e as lineares narrativas dos comuns solucionadores simplórios: “Risco de queda, pessoal! Inaceitáaaaavel! Levantemos cabeceiras e desestimulemos o vô e a vó a sair do leito. Se preciso, ajudamos com fraldas, sondas vesicais, contenções mecânicas, e oferecemos o banho no leito”. E o idoso não cai, mas o transformamos numa caricatura do que era até um pouco antes de hospitalizar, favorecendo ativamente declínios cognitivo e funcional...

Taleb, em seus recentes livros, ajuda a entender como qualidade hospitalar pode facilmente tornar-se território de fantasia e de profecia autorrealizável. Em Antifrágil, escancara como, nos sistemas complexos, o conjunto se comporta de maneiras que pouco podem ser previstas pelos seus componentes. Segundo ele, “estudar formigas individuais quase nunca nos dará uma indicação clara de como funciona a colônia”. Hospitais são colônias!!! De vários tipos!!! Lendo Taleb, conclui-se que qualidade desconectada da ponta e de estratégia sistêmica e hierarquizada, além de vetores econômicos contraprodutivos, geram estímulos para que se pense praticamente em termos de ações, e não de interações e magnitude combinada de potenciais efeitos - sejam eles positivos ou decorrentes de consequências negativas não intencionais. Não colocando diretamente a pele em risco (do título de uma das obras: Arriscando a Própria Pele), transferem muito do preço pelas consequências das escolhas ao pessoal do ponta, sejam os pacientes ou os profissionais assistenciais. Exemplo é o que se tornou a Enfermagem contemporânea, absorvida por atos administrativos cheios de boa intenção e perigosamente distante dos doentes.

Isso é particularmente relevante para aquelas escolhas dotadas de aparente “bondade intrínseca”, onde qualquer questionamento é visto como obstaculização ou até “maldade oculta”. Segundo Taleb, o mecanismo de transferência de risco também atrapalha na diferenciação entre ceticismo científico e má vontade, e um cético com a razão “jamais convencerá completamente alguém que possui convicção e não está no caminho certo. Somente a realidade seria capaz disso; e se a pessoa não vive a realidade ou não se aproxima dela, não será possível”. Sob outra perspectiva, quando uma pessoa é recompensada por percepção, e não por resultados, ela precisa mostrar (apenas) sofisticação. Isso lembra e muito hospitais que conheço e seus mecanismos de “gestão”.

Sofisticação lembra cientificismo. Ciência mesmo, busca, sempre que possível, a simplicidade, e é única, não existem duas. Testes estatísticos mais sofisticados possuem suas indicações, assim como escalonamos intervenções médicas, usualmente iniciando pelas mais simples e recorrendo, se necessário, às mais agressivas. Como escreveu recentemente meu amigo Luis Claudio Correia em Science Must Speak Truth to Power (Journal of Evidence-based Healthcare, 2019): “ciência é o único caminho possível e que tem sido testado e (re)testado e ainda com isso tem se mostrado capaz de identificar fatos que permitem consensos, e aproximações à verdade. Não temos como fugir de evidências robustas para disseminar políticas públicas e que consomem vultuosos recursos, não apenas monetários”.

Um movimento tipo “Slow Quality Improvement” pode trazer resultados fantásticos e até mesmo contra-intuitivos. Ajudando a aproximar o mundo dos “corredores aloprados da qualidade” e dos “médicos paralisados”, fazendo com que os segundos se mexam mais rapidamente até. Impressionante como vejo médicos, ultimamente até hospitalistas, que, descontentes com os rumos das coisas, estão a se comportar como avestruzes, avessos a qualquer abordagem de gestão, incapazes de identificar uma única fragilidade assistencial em si ou no seu grupo. Questionados, só sabem falar da empatia que preservam e querem usar mais, e de uma saudosa relação médico-paciente. Aos extremistas, eu digo: equilíbrio é sim possível. E necessário! Aplica-se a quase todos os aspectos da vida!