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“Envelhecemos sem enriquecer” – repensando os cuidados de transição

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“As internações hospitalares somam aproximadamente 1% dos serviços da Saúde Suplementar, mas representam 60% dos gastos. Hoje, 13% dos brasileiros são idosos. Em 2034, serão 20%. Em 2050, 1 a cada 3!”, inicia contextualizando Arthur Hutzler, CEO da Humana Magna, instituição de reabilitação, longa permanência ou finitude, que há 19 meses iniciava as operações de sua primeira unidade. A Humana nasceu durante o processo de amadurecimento do setor de desospitalização no Brasil e em setembro já inauguravam sua segunda unidade.

“Envelhecemos sem enriquecer”, complementa Liv Soban, Head de Marketing e Relacionamento, ao explicar que nosso país está aprendendo a lidar com pacientes com sequelas e, portanto, ainda tem muita dificuldade na transição de uma instituição de alta complexidade, como um hospital, para uma de baixa complexidade, como sua própria casa.

Diferentemente das clínicas e hospitais de retaguarda e das instituições de longa permanência para idosos (ILPI), a Humana se posiciona como estrutura intermediária que auxilia na trajetória hospital – casa. “Nós buscamos a biografia do paciente, introduzimos um plano terapêutico a fim de resgatar o indivíduo e retorná-lo à sociedade com autonomia e segurança”, diz Liv. A marca se propõe a oferecer intensidade de cuidado, trazendo teoria à prática, o que chamam de call to action.

Com foco em performance, o investimento em um corpo clínico completo e em tecnologia de ponta foi alto. Possuem o maior centro de reabilitação da categoria nas duas unidades, uma “mini-casa” adaptada para treinamento de atividades básicas de vida diária, um solarium com jardim sensorial e uma média de permanência de 75 dias. São 72 leitos na nova unidade. Até agosto deste ano, já haviam realizado 142 internações, 63 altas sendo 20 antes do prazo. Além de monitorarem indicadores como número de decanulações, desfraldes, aquisição de marcha e desmame de outros dispositivos.

A instituição pretende se tornar uma high reliability organization (HRO), ou seja, uma organização de alta confiabilidade, acabando com a iatrogenia e o custo da desconfiança da saúde. Liv explica que hoje o modelo de pagamento normalmente proposto pelas operadoras de planos de saúde não incentiva a performance do prestador nem a melhoria do paciente, uma vez que são baseados na complexidade do cuidado. Por exemplo, um paciente com traqueostomia e gastrostomia (GTM) é considerado de alta complexidade, mas se o serviço consegue decanular e retirar a GTM desse mesmo paciente, ele passa a ser de baixa complexidade e o prestador passa então a receber menos por isso.

Para contornar este problema, a Humana organizou os pagamentos em pacotes baseados em diagnóstico. A partir do que o paciente tem, sabe-se qual cuidado ele vai precisar e estima-se um período para atingir os objetivos do plano terapêutico. “Nossos pacotes fechados são uma fração de uma diária hospitalar dos grandes hospitais. Estamos falando de 20 a 25% de uma diária para o mesmo tipo de paciente”, reforça Arthur que aposta na instituição como uma parte relevante da solução para o problema de desospitalização do país. A empresa não faz parte do rol de cobertura da ANS, sendo assim concentra esforços em ações junto às operadoras e à comunidade médica, trabalhando os novos conceitos que estão propondo à sociedade.

Segurança do paciente e dos medicamentos

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A rastreabilidade e o controle de medicamentos e produtos para saúde ganham cada vez mais importância em todo o mundo para garantir a segurança do paciente. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que um em cada 10 produtos médicos que circulam em países de baixa e média renda sejam de baixa qualidade ou falsificado, representando um grande risco à saúde e desperdício de recursos em toda a cadeia de healthcare. Engajada nessa discussão, a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil promoveu o Summit Saúde 2019 na sede da entidade, em São Paulo (SP).

Um debate produtivo contou com a participação de profissionais de indústrias farmacêuticas, hospitais, atacadistas, distribuidores, provedores de logística, fornecedores de soluções, órgãos reguladores e startups para refletirem sobre o tema e compartilhar experiências. O ponto central foi a efetividade do processo de rastreabilidade, que requer o uso de padrões e a colaboração entre toda a cadeia. Nesse sentido, a head de desenvolvimento setorial da GS1 Brasil, Ana Paula Maniero, destaca a importância do GS1 DataMatrix, padrão usado para identificação e rastreabilidade no setor da saúde mundialmente.

Geraldine Lissalde Bonnet, diretora de políticas públicas da GS1 Global, se apresentou por meio de um vídeo, quando reforçou a necessidade de aprender e discutir a segurança dos pacientes e eficiência de toda a cadeira. Também ratificou o empenho da entidade em âmbito global com a rastreabilidade de medicamentos, destacando o trabalho desenvolvido no Brasil, que apoia projetos importantes na área de healthcare

Novas soluções – Os participantes do evento conheceram o Centro de Inovação de Tecnologia (CIT) da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, onde os participantes conheceram o Espaço Saúde, que conta com três estações: farmácia hospitalar, leito hospitalar e farmácia varejo. Neste ambiente, são simulados o uso de diferentes tecnologias e padrões GS1.

Cristiano Gregis, especialista em regulação e vigilância sanitária da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mostrou a importância do trabalho da Anvisa e todos os avanços da rastreabilidade de medicamentos desde 2009, que têm impedido a falsificação e a entrada irregular desses produtos no Brasil. Um dos grandes avanços foi a Lei 13.410, que instituiu o Sistema Nacional de Controle de Medicamentos (SNCM), com o objetivo de acompanhar os medicamentos em toda a cadeia produtiva, desde a fabricação até o consumo pela população. Até abril de 2022, todas as empresas precisam atender à norma da Anvisa que prevê a rastreabilidade dos medicamentos, utilizando o código GS1 DataMatrix nas embalagens secundárias.

Os especialistas convidados para as palestras e painéis de debate apresentaram pontos de vista complementares sobre rastreabilidade e segurança do paciente. A plateia pôde fazer perguntas aos palestrantes e houve momentos para networking. A Zebra Technologies, patrocinadora do evento, aproveitou a ocasião para apresentar suas novas soluções para a área da saúde, como coletores de dados e leitores de código de barras de alta performance. O gerente geral da empresa, Vanderley Ferreira, apresentou dados de uma pesquisa realizada pela empresa em 2018, mostrando alguns gaps na área da saúde que colocam a vida de muitos pacientes em risco. Ferreira mencionou, por exemplo, que equívocos na identificação de pacientes levam a potenciais 13% de erros em cirurgias e 67% de transfusões de sangue.

Paulo Nico, consultor de investimentos da Eretz.bio, convidou três startups – Hoobox, Neoprospecta e SaveLivez – que participam com sucesso de um processo para coworking para contar sobre os trabalhos desenvolvidos. A Eretz.bio é a incubadora de startups do Hospital Albert Einstein que tem o objetivo de fomentar o ecossistema de empreendedores que acreditam na inovação para transformar a saúde. A incubadora oferece para as startups selecionadas, que passam por rigorosa avaliação técnica, espaço de coworking, laboratório de pesquisa e de inovação.

Outra atração do Summit 2019 foi a demonstração em vídeo de uma cadeira de rodas controlada por expressões faciais. A solução foi criada pela Hoobox, desenvolvedora de tecnologia de reconhecimento facial para detectar comportamentos humanos. Paulo Pinheiro, CEO da Hoobox, contou que, em 2019, a empresa lançou durante a CES – maior feira global de tecnologia. Há outras soluções em andamento na startup capazes de detectar a queda de pacientes em hospitais e riscos de úlceras de pressão em pacientes acamados.

A biocomputação – ciência que analisa, interpreta e processa dados biológicos – está sendo usada pela Neoprospecta, representada no encontro pelo CEO Luiz Felipe Valter de Oliveira. A Neoprospecta tem foco no desenvolvimento e comercialização de análises microbiológicas baseadas em sequenciamentos de DNA. O trabalho mostra como estudar as causas de infecções hospitalares, problema responsável por cerca de 70 a 100 mil mortes por ano, trazendo impactos sociais e custos para a saúde

A SaveLivez apresentou uma aplicação de data science que ajuda bancos de sangue e hospitais a diminuírem a falta de sangue e a otimizarem os estoques conforme a demanda. As decisões se baseiam em base em dados para fazer previsões confiáveis de demandas e captação. Segundo Rafael Oki, fundador e CEO da SaveLivez, 25% das pessoas, um dia, precisarão de transfusão de sangue, necessidade que só aumenta no Brasil diante do envelhecimento da população. Entretanto, a demanda por tipos de sangue é aleatória, bem como a oferta.

Fabiana Capilla, consultora de projetos, e José Neto, coordenador de automação e instrumentação da Boehringer Ingelheim, estão à frente do projeto de rastreabilidade de medicamentos da Boehringer, os executivos contaram como a empresa vem se preparando desde 2012 para implementar a serialização e atender à legislação. Eles compartilharam os aprendizados de todo este processo, que requer investimentos em tecnologia, equipe multidisciplinar e treinamento.

Os desafios para atender às novas demandas de rastreabilidade de medicamentos pelos operadores logísticos foram expostos por Kleber Fernandes, diretor de qualidade e gerenciamento técnico da AGV Healthcare & Nutrition. Com foco em produtos para saúde e nutrição humana e animal, um dos desafios da AGV é a necessidade de fracionar os produtos que recebe das indústrias farmacêuticas e que precisam de serialização para serem enviados aos hospitais e farmácias, uma operação bastante complexa.

O Hospital Sírio Libanês, um dos mais conceituados do País, vem aprimorando os procedimentos para rastreabilidade de medicamentos, desde o momento em que recebe dos fornecedores até a dispensação, sempre com foco na segurança do paciente. Aline Dourado, farmacêutica do Hospital Sírio-Libanês, mostrou algumas iniciativas nesse sentido, como a adoção do GS1 DataMatrix para substituir processos manuais de etiquetagem e gerar ganhos de tempo e qualidade. Hoje, 7% dos SKUs são rastreados a partir do GS1 DataMatrix, o que representa 66.490 unidades de medicamentos.

O Summit Saúde 2019 contou com o apoio das empresas: Bertucci Smart Uniforms, Magic Code, Itaueira, NürnbergMesse Brasil e Vegetais Saudáveis.

Evolução para o diagnóstico do câncer de mama

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Estamos no Outubro Rosa, o mês internacional de combate ao câncer de mama, o mais frequente entre as mulheres no mundo inteiro. No Brasil, mais de 59 mil pacientes devem ser diagnosticadas com a doença, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Dependendo o tipo de tumor, o câncer de mama pode ser bastante agressivo, aumentar de tamanho rapidamente e provocar metástases, ou seja, espalhar-se para outros órgãos. A boa notícia é que as chances de cura aumentam expressivamente quando a doença é descoberta em estágios iniciais. Estatísticas internacionais apontam que tumores diagnosticados com menos de um centímetro têm 95% de chance de serem curados, segundo dados da Femama (Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama).

A biópsia desempenha um papel fundamental no diagnóstico e estadiamento da doença. Se no passado o procedimento era feito por meio de cirurgias abertas e invasivas, atualmente o panorama mudou melhor. As pacientes contam hoje com a Core Biopsy, tipo de biópsia em que a agulha é guiada por uma tecnologia de imagem, como ultrassom ou mamografia estereotáxica. A escolha por um equipamento ou outro depende do tipo de lesão.

Na Core Biopsy, após localizar o nódulo mamário com o auxílio do equipamento de imagem, o médico anestesia a região e introduz a agulha, que está acoplada a pistola de punção, até alcançar os limites da lesão. O especialista que acompanha todo procedimento pela tela do equipamento, coleta um fragmento interno do nódulo em questão de segundos. Em seguida, a agulha é retirada e o material segue para análise patológica, que estabelecerá o diagnóstico e o estadiamento do tumor e trará mais informações para orientar o tratamento e o estabelecimento do prognóstico.

A principal vantagem da Core Biopsy é a rapidez com que é realizada e o baixo risco de intercorrências. Exige apenas anestesia local e promove uma incisão mínima, que não deixa cicatrizes. Pode ser utilizada, inclusive, na avaliação de pequenos nódulos, o que no passado requeria procedimentos mais invasivos. A paciente pode retomar suas atividades normalmente no mesmo dia.

A Core Biopsy representa uma grande evolução no estabelecimento do diagnóstico do câncer de mama. Em um momento extremamente delicado, o procedimento traz mais segurança para as mulheres, permitindo mais conforto e uma recuperação mais rápida e menos dolorosa. Sem dúvida, uma grande aliada da saúde feminina!

Sobre Hospital Certa

O Hospital Certa é um centro de referência em tratamentos avançados, que oferece uma moderna estrutura para realização de procedimentos ultra-especializados e minimamente invasivos. Se apoia nos modelos americanos de out-patient, em que o tratamento é realizado sem estadias desnecessárias, melhorando a qualidade de vida dos pacientes, diminuindo riscos e reduzindo os custos da assistência médica. Desde a fundação, o Certa registra um crescimento médio anual de 30% e tem índice zero de infecção hospitalar.

Soluções financeiras para o mercado da saúde

Female Doctor with Folded Arms Behind Piggy Bank Abstract.
Female Doctor with Folded Arms Behind Piggy Bank Abstract.

Conheça a Medicinae Solutions, uma das cinco startups selecionadas para o 2º batch do Programa de Aceleração Visa 2019

A Medicinae surgiu em meados de 2016, depois que Rafael Coda (CEO) detectou em uma conversa com amigos médicos uma dor em comum a todos, a dificuldade de administrar suas finanças. Tendo isso em mente, Rafael que é administrador por formação, decidiu conversar com outros profissionais da saúde para entender melhor o mercado. E foi aí que encontrou Luciana Lessa, cirurgiã geral, que se tornou sócia e cofundadora da Medicinae, e o ajudou no desenvolvimento do projeto.

A ideia inicial era criar um produto de crédito para a área da saúde, mas percebendo que muitos médicos não sabiam responder quanto tinham ganhado no último mês, eles decidiram mudar a estratégia e lançar uma plataforma de gestão de recebíveis, com o objetivo de trazer maior controle financeiro para a vida desses profissionais.  

Conforme foram desenvolvendo a primeira versão do software, lançaram o MVP no início de 2017. No entanto, o feedback dos médicos não foi o que esperavam, já que essa versão foi pensada para quem tinha uma experiência prévia com finanças. Levaram em conta então a experiência do usuário, e fizeram uma nova versão pautada no feedback que receberam dos primeiros clientes. A partir daí a plataforma deslanchou. Hoje a Medicinae está presente em praticamente todos os estados brasileiros (24 estados) e mais de mil médicos já aderiram.

Deu tão certo que a Medicinae decidiu lançar ainda uma maquininha de cartão (POS), para os médicos receberem o pagamento, tudo isso integrado ao aplicativo, onde eles conseguem ter total controle de suas finanças. Com o crescimento e expansão do negócio o objetivo agora é trazer 30 mil médicos ativos para a plataforma em dois anos – uma meta que esperam atingir com a mentoria da Visa.

“Enxergamos uma oportunidade de criar produtos financeiros customizados, que vão de encontro com dores do mercado da saúde. Para nós, que nunca fomos acelerados, participar do Programa de Aceleração Visa vai nos ajudar ainda mais nesse caminho de criar uma solução de pagamento completamente inovadora, que pode mudar a dinâmica financeira do setor”, explica Rafael Coda, CEO da Medicinae Solutions.

Sobre o Programa de Aceleração

O Programa de Aceleração Visa está em seu terceiro ano e em 2019 já selecionou a primeira turma de startups. Cinco foram escolhidas para o 1º batch de 2019, para passar por um processo de imersão, bootcamp, mentorias com executivos da Visa e duas semanas no Vale do Silício, nos Estados Unidos.  

 No total, o Programa de Aceleração Visa selecionou 58 startups ao longo destes anos. Só no ano passado, 43% das startups do 1º batch e 29% do 2º batch fecharam contratos com a Visa e/ou clientes e parceiros, totalizando 14 negócios fechados até o momento. Outras 15 oportunidades comerciais ainda estão em discussão e devem ser concretizadas nos próximos meses.

 Sobre a Visa Inc.

Visa Inc. (NYSE:V) é a empresa líder em pagamentos digitais no mundo. Nossa missão é conectar o mundo por meio do que há de mais inovador, confiável e seguro em meios de pagamentos – permitindo que pessoas, negócios e economias prosperem. Nossa avançada rede de processamento global, a VisaNet, oferece pagamentos seguros e confiáveis em todo o mundo e é capaz de processar mais de 65.000 transações por segundo. O foco implacável da empresa em inovação é um catalisador para o rápido crescimento do comércio conectado em qualquer dispositivo e uma força motriz por trás do sonho de um futuro sem dinheiro em papel para todos, em todos os lugares. À medida que o mundo passa do analógico para o digital, a Visa insere sua marca, produtos, pessoas, rede e escala para remodelar o futuro do comércio. 

Desigualdade prejudica o diagnóstico de câncer mama

Centro de Saúde da Ilha Verde

Uma grande bandeira da campanha Outubro Rosa é estimular o autoexame e a mamografia de rastreio, que são ações fundamentais para o diagnóstico precoce da doença, o que possibilita o tratamento na fase inicial do câncer e aumenta as chances de cura. Mas, além da conscientização, um estudo recente do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) mostrou que nem tudo é perfeito. A pesquisa aponta que a desigualdade de distribuição de equipamentos de mamografia e até mesmo radiologistas no Brasil é alarmante.

O estudo, de 2019, publicado pelo CBR, intitulado “O Perfil do Médico Especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem no Brasil”, realizado em parceria com pesquisadores do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP, teve como objetivo principal traçar as características e a distribuição dos médicos especialistas em radiologia e diagnóstico por imagem no Brasil, assim como descrever a oferta de equipamentos, serviços e exames de diagnóstico por imagem nos setores público e privado da saúde em cada região do Brasil, além de comparar dados e apontar disparidades.

“O objetivo do CBR é fornecer dados e provocar reflexão. Pois a evidência científica deve nortear as discussões e proposições para o futuro da especialidade e para a garantia da saúde da população. Esse estudo buscou responder quantos são e onde estão os médicos brasileiros que se dedicam ao diagnóstico por imagem e apresenta dados sobre a capacidade de formação de especialistas e o cenário da oferta de equipamentos e exames no sistema de saúde público e privado. Também chamamos a atenção para o acesso da população aos exames de imagem, que apresenta grande discrepância no território nacional”, esclareceu o presidente do CBR, dr. Alair Sarmet Santos.

Se considerarmos apenas a oferta no Sistema Único de Saúde (SUS), o número de mamógrafos disponíveis para atendimento na rede nacional é de 2.102 (1,3 aparelho para cada 100 mil habitantes). A região com a maior oferta de equipamentos é a Sudeste (847), enquanto a região Norte possui a menor oferta (145). São Paulo é o estado que conta com a maior disponibilidade de equipamentos do sistema público (402), enquanto o Amapá possui a menor (2).

Quanto aos equipamentos em relação ao número de usuários do SUS por unidade da federação, a menor densidade observada é no estado do Amapá (0,26), seguida dos estados do Acre (0,36) e do Maranhão (0,46). Já a Paraíba (2,28), o Rio Grande do Sul (1,96) e Santa Catarina (1,94) são os estados com a maior densidade.

A pesquisa também destaca que há desigualdade entre os setores público e privado, sendo o último mais favorecido proporcionalmente ao tamanho da população assistida pelo SUS e pelos planos e seguros de saúde. Com esses dados, os pesquisadores criaram um Indicador de Desigualdade Público-Privado, chamado de IDPP.

No caso dos mamógrafos, no Brasil como um todo, o IDPP é de 4,72, ou seja, usuários do setor privado (quem tem plano de saúde) têm à disposição 4,72 vezes mais mamógrafos do que a população que usa exclusivamente o SUS. Mato Grosso do Sul (81,09), Acre (60,61) e Paraíba (53,62) são os estados que possuem os maiores índices de desigualdade público-privada. Já Amazonas (1,38), Santa Catarina (2,53) e Paraná (3,19) têm as menores discrepâncias público-privadas.

Câncer gera custo anual de R$ 68 bilhões no Brasil

Câncer gera custo anual de R$ 68 bilhões no Brasil

O custo total do câncer no Brasil alcançou a marca de R$ 68,2 bilhões em 2017. Isso é o que revela um estudo inédito, idealizado pela INTERFARMA (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), que acaba de ser lançado no XXI Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica, no Rio de Janeiro. O trabalho foi realizado pela IQVIA, importante auditoria do setor, com avaliação técnica da SBOC (Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica) e apoio institucional da Oncoguia.

Com a proposta de investigar a jornada do paciente no Brasil, o estudo listou os gastos diretos com a doença, como medicamentos, hospitalizações e cirurgias, além dos custos indiretos, como morte prematura, absenteísmo e aposentadoria por invalidez, entre outros. O custo direto com câncer foi estimado em R$ 4,5 bilhões no SUS, com base em dados do DataSUS e informações de demandas de medicamentos auditadas pela IQVIA. Quimioterapia responde pela maior parte dessa despesa - 48% do total, o equivalente a R$ 2,2 bilhões. Radioterapia e hormonioterapia aparecem na sequência, com 10% e 7% do total, respectivamente. Já os procedimentos hospitalares, que incluem cirurgias oncológicas, internações e hospitalizações, somam R$ 1,1 bilhão, o que representa 25% dos gastos diretos com a doença.

Nos últimos cinco anos, o número de quimioterapias realizadas no SUS aumentou em 5%, passando de 1,1 milhão em 2014 para 1,32 milhão em 2018. As cirurgias oncológicas registraram um incremento semelhante, de 4%, chegando a 316 mil procedimentos por ano, enquanto as radioterapias registraram crescimento de 2%, alcançando 274 mil atendimentos por ano.

Já na saúde suplementar, as despesas diretas com tratamento do câncer chegaram a R$ 14,5 bilhões em 2017. Assim como no SUS, o maior custo foi o da quimioterapia, com R$ 5,6 bilhões, o equivalente a 39% do total. Procedimentos hospitalares (R$ 5,1 bi), procedimentos com finalidade diagnóstica (R$ 1,3 bi), radioterapia (R$ 0,9 bi) e hormonioterapia (R$ 0,7 bi) aparecem na sequência, respondendo por 35%, 9%, 6% e 5%, respectivamente.

Custos indiretos

No cálculo dos custos indiretos do câncer, o impacto mais expressivo diz respeito às mortes prematuras. Considerando a produtividade esperada de acordo com a expectativa de vida das vítimas fatais da doença, se chegou ao valor de R$ 47,8 bilhões em 2017.

O absenteísmo também resulta em perdas significativas, da ordem de R$ 1,3 bilhão, enquanto os benefícios por incapacidade, somando auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, chegaram a R$ 137 milhões em 2017.

A conta final é de R$ 49,2 bilhões em custos indiretos, o que representa 72% dos custos totais do câncer no País em 2017, e R$ 18,9 bilhões em custos diretos. Somados, chegam a R$ 68,2 bilhões.

Impacto social

Ao investigar a jornada do paciente, o estudo identifica dificuldades na busca por tratamento, questões ligadas ao diagnóstico precoce e ao tempo entre diagnóstico e início da terapia. Há diferenças expressivas entre as regiões do País, bem como entre as formas de acesso – SUS, planos de saúde e atendimento particular.

Com as revelações do trabalho, espera-se que os dados possam dar suporte a discussões e à elaboração de políticas públicas de saúde.

Confira o estudo completo.

Saúde 4.0 e as transformações no setor médico

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O uso de tecnologia tem provocado mudanças no atendimento oferecido por hospitais e modernizado a prática médica

Em uma realidade em que a única constante é a mudança, o cenário de saúde passa por transformações que são influenciadas pela globalização e pela tecnologia, as quais resultam em megatendências, como a digitalização do setor de saúde. No Brasil, de acordo com o relatório ConsumerLab, é previsto que até 2026 sejam investidos US$ 7,5 bilhões para digitalizar os serviços de saúde.

Por conta da necessidade de utilizar tecnologia, essa digitalização abre mercado para empresas que não são necessariamente da área de saúde ingressarem no setor, já que este oferece oportunidades de novos negócios. Profissionais que tenham conhecimento para desenvolver bancos de dados, algoritmos e novas tecnologia são fundamentais nesse novo modelo de saúde.

O uso de inteligência artificial, de ferramentas digitais e de dispositivos tecnológicos já é realidade em uma parcela dos hospitais ao redor do Brasil e o número de adeptos à tais transformações só tende a crescer. Um dos fatores que influencia essa mudança é o novo perfil do paciente, o qual quer ter experiências personalizadas, conveniência e dita os caminhos e o ritmo do atendimento que deseja receber.

Por estar cada vez mais informado e informatizado, o paciente espera que os hospitais ofereçam conectividade e atendimento de forma digital, fazendo com que a área médica seja reinventada através de plataformas conectoras de saúde, compartilhamento de dados, saúde integral e inovação na maneira como entrega essa saúde ao cliente.

Existem plataformas disponíveis no mercado que favorecem tanto os profissionais quanto os pacientes, uma vez que complementam o diagnóstico dos médicos e ajudam a antecipar decisões, fazendo com que ganhem tempo no tratamento e prevejam possíveis caminhos que podem ser seguidos para a cura.

Uma destas plataformas é o Order Sets da Elsevier, uma solução que fornece aos médicos acesso fácil a conjuntos predefinidos de protocolos e prescrições em formato de check-list com tarefas, solicitações e testes específicos para pacientes e cenários no ponto de assistência.

Os protocolos e prescrições são incorporados na prática clínica e integrados ao prontuário eletrônico, apresentando diretrizes e opções de tratamento baseadas em evidências, com base no diagnóstico do paciente fazendo com que o tempo médico-paciente seja dispendido da forma mais efetiva, ou seja: garantia do melhor cuidado.

Um sistema de gerenciamento permite que os hospitais criem, editem e aprovem facilmente conjuntos de protocolos e prescrições -- e inclui ferramentas modernas de colaboração para facilitar o uso e adoção mais rápida do usuário (reduzindo o tempo da equipe clínica com esta tarefa, agilizando o processo de publicação e revisão destes protocolos e/ou prescrições

“A solução é codificada com SNOMED-CT, LOINC, CID 9 e CID 10 e usa a terminologia adaptável com recursos de exportação e importação ideais, reduzindo o tempo da equipe de TI com a gestão. Além disso a Elsevier oferece serviços profissionais de implementação inicial e suporte contínuo para aumentar a utilização da solução, incluindo sessões de alinhamento de executivos e médicos/fornecedores. Tudo para tornar real a prática baseada em evidências e promover uma melhor experiência do paciente e melhor gestão de recursos da instituição”, explica Claudia Toledo, Diretora de Clinical Solutions da Elsevier.

Order Sets foi lançado no Brasil com uma base robusta de 140 protocolos em português e adaptados para a regulação e práticas brasileiras, e permite upload de protocolos já existentes no hospital que são imediatamente atualizados no prontuário eletrônico do paciente.

Oferecer conectividade e atendimento de forma digital é o que os profissionais do setor médico têm chamado de Saúde 4.0 e que promete ser o início de uma nova realidade do mercado, que dá os primeiros passos ruma à uma saúde reinventada.

Sobre a Elsevier

A Elsevier é uma empresa global de informação analítica que ajuda instituições e profissionais a progredir na ciência e cuidados avançados com saúde e melhorar a performance para benefício da humanidade. Elsevier fornece soluções digitais e ferramentas nas áreas de gestão de pesquisa estratégica, R&D (Research & Development), performance, suporte para decisão clínica e educação profissional, incluindo ScientDirect, Scopus, ClinicalKey e Order Sets. A empresa pública mais de 2.500 publicações digitais, incluindo The Lancet e Cell, mais de 35.000 e-books, títulos e muitos trabalhos de referência, como Gray’s Anatomy. Faz parte do RELX Group, um provedor mundial de informação e análise para profissionais e instituições de diversas áreas da indústria.

Projeto que monitora saúde de bombeiros durante serviço ganha Call For Code 2019

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Um projeto que usa inteligência artificial e Internet das Coisas para garantir a segurança dos bombeiros em atividades de risco, como combate a incêndios e resgates, foi o vencedor do desafio global Call For Code 2019, organizado em parceria entre a IBM e a David Clark Cause.

Com o nome de Prometeo, a solução foi desenvolvida por uma startup de Barcelona, cuja equipe inclui uma enfermeira, um bombeiro e desenvolvedores de software. O projeto combina hardware e software em vários serviços IBM Cloud. O dispositivo de saúde -- que é do tamanho de um smartphone e fixado no braço de um bombeiro -- possui vários sensores que medem variáveis-chave, incluindo temperatura, umidade e concentração de fumaça.

A partir disso, o aparelho emite sinais de luz, onde o verde significa que está tudo sob controle, e as cores amarelo ou vermelho indicam que o usuário está em perigo. Essas informações são coletadas e transmitidas para a plataforma Cloud IoT da IBM e, em seguida, para os centros de comando de incêndio, que podem monitorar a saúde de cada bombeiro em tempo real.

Como resultado, a equipe por trás do Prometeu ganhou o grande prêmio de US$ 200 mil, além da chance de ter o projeto desenvolvido e implementado por meio do Code and Response, programa com recursos para criar, fortalecer, testar e implementar em escala as soluções criadas para o desafio.

Saiba mais como o projeto Prometeo vem cuidando da saúde dos bombeiros.

Destaque na atuação em Experiência do Paciente, Einstein é escolhido o melhor da América Latina pelo 11º ano consecutivo

Relatório Anual 2015
Fachada do Hospital Israelita Albert Einstein - Unidade Morumbi

A diferença para o segundo colocado é de quase 10 pontos; o estudo é feito anualmente pela AméricaEconomía Intelligence e reconhece os melhores hospitais e clínicas da região

O Hospital Israelita Albert Einstein foi nomeado pelo 11º ano consecutivo como o melhor da América Latina. O ranking é organizado pela revista AméricaEconomía, que avalia entre os países da região a eficiência, o trabalho de assistência e o impacto das instituições de saúde em seus pacientes e colaboradores.

“A trajetória de bons serviços e de medicina de excelência, construída pelo Einstein desde a sua fundação, reflete o nosso compromisso com a experiência do paciente. Portanto, somos direcionados por uma agenda de valor focada na relação entre os desfechos que importam para o paciente e os custos adequados”, Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

Entre os principais pontos que servem como métricas para a avaliação da AméricaEconomía estão “capital humano” e “segurança e dignidade do paciente”, em que o Einstein atingiu 100% na avaliação. A segurança é um dos pilares de maior importância para a organização, que se certifica para que todos os seus colaboradores atuem para garantir a excelência nos serviços prestados. Entre os trabalhos que idealizou recentemente está o “Projeto Saúde em Nossas Mãos”, desenvolvido com o Ministério da Saúde, que visa reduzir infeções relacionadas à assistência em saúde (IRAS) no sistema público. Nos hospitais onde foi implantado, houve uma redução de 32% nos casos de tais infecções, no período de menos de 18 meses, em 119 hospitais participantes. Entre outras categorias avaliadas pela premiação estão “capacidade de atendimento”, “gestão do conhecimento” e “prestígio”, sendo que, em todas essas, o Einstein também alcançou a nota máxima da avaliação.

Desde que começou a ser eleito o melhor hospital da América Latina pela revista, 11 edições atrás, a instituição já cresceu de inúmeras formas. Em 2016, por exemplo, deu início ao trabalho de gestão de saúde populacional com os colaboradores e, em 2018, o modelo foi estendido para empresas com base no programa voltado para a promoção de saúde por meio da atenção primária com o atendimento do médico de família. Em linha com o compromisso de proporcionar mais qualidade de vida, realizar o manejo de doenças crônicas e ofertar educação para o autocuidado, o Einstein inaugurou três Clínicas Einstein, onde o paciente conta com uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, educadores físicos, nutricionistas e psicólogos que atuam fortemente na prevenção de doenças, além de atendimento de urgências de baixa complexidade para a população.

Em breve, também inaugurará o Centro de Ensino e Pesquisa Albert Einstein -- Campus Cecília e Abram Szajman, que contemplará a já existente Faculdade Israelita de Ciências da Saúde do grupo, além de um centro próprio para pesquisa. A gestão de conhecimento do hospital se espalha ainda entre cursos de atualização oferecidos a outros interessados, como empreendedores e membros da área de tecnologia e inovação. Todas as unidades, sendo de atendimento médico ou educação, seguem o padrão de qualidade Einstein.

No total, foram marcados 98,45 pontos no índice de qualidade, uma diferença de quase 10 pontos para o segundo colocado, que marcou 90,21. Dentro do top 5, o Einstein é o único nome brasileiro.

Sobre o estudo AméricaEconomía Intelligence -- Ranking Hospitais e Clínicas

Investiga os principais tópicos de interesse para executivos seniores e empreendedores da América Latina. A análise do segmento de hospitais e clínicas considera organizações de alta complexidade, que prestam serviços em ampla gama de especialidades médicas e que foram mencionadas como referência pelos Ministérios da Saúde dos respectivos países: Argentina, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Chile, Cuba, Equador, México, Panamá, Peru, Uruguai e Venezuela ou outras fontes relevantes -- podendo ser instituições do âmbito público, privado ou universitário.

Sobre a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein

A Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein é uma sociedade civil sem fins lucrativos. Tem mais de 60 anos de história e atua nas áreas de assistência à saúde, educação e ensino, pesquisa e inovação e responsabilidade social. Conta com 13,2 mil colaboradores, 9,4 mil médicos e está sediada em São Paulo. O Einstein possui o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS) e é qualificado como Organização Social da Saúde para atuar na prestação de serviços no Sistema Único de Saúde (SUS). Seu compromisso com o desenvolvimento amplo do sistema de saúde se traduz na oportunidade de melhoria e na construção de novos modelos de trabalho ajustados aos desafios atuais. O Einstein integra fóruns nacionais e internacionais de discussão e participa ativamente de iniciativas conjuntas com o poder público, órgãos reguladores, hospitais, operadoras de planos de saúde e entidades setoriais para o desenvolvimento do sistema de saúde brasileiro.

Gestão odontológica é dinamizada com uso de robôs de atendimento

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Diminuição no tempo de espera é um dos ganhos para o segmento

O setor odontológico também está se rendendo aos robôs.  A Dental Cremer, que atende uma média 1.430 demandas diárias de atendimento, vindas de cirurgiões-dentistas, clínicas odontológicas, técnicos de prótese, laboratórios e estudantes de odontologia, referentes à venda de 50 mil produtos e serviços voltados ao setor de odontologia, destaca os ganhos para o consumidor com o resultado da implementação do robô de atendimento – o chatbot.

O robô, implantado em menos de 1 ano pela Hi Platform para acompanhar o consumidor no passo a passo de compra, com autonomia para tirar dúvidas e dar acesso a boletos de pagamento, efetivar devolução ou troca de produtos, entre outras resoluções, é hoje responsável por atender mais de 70% das solicitações, um total de mil atendimentos por dia. A mudança provocou também uma melhora no tempo médio de atendimento ao consumidor.

Somente cerca de 2% das mensagens recebidas não são entendidas pelo robô, o que acontece geralmente por não compreender termos que ainda não foram ‘cadastrados’ na mente virtual. “Nesse caso, o cliente é transferido para um humano. Com isso, sempre o alimentamos com conteúdo do segmento para que fique cada que vez mais inteligente e cognitivo”, explica Jéssica Pereira, Supervisora de Comunicação e Marketing da Dental Cremer.

“Os consumidores estão se acostumando com o uso da plataforma e entendendo que ela pode facilitar, e muito, o seu dia a dia. Assim, a partir da primeira experiência que ele tem e vê que funciona, passa a retornar para o canal com mais frequência. Telefone e e-mail possuem sua funcionalidade. Há consumidores que preferem tirar suas dúvidas pelo telefone. Outros, por e-mail. Mas, para as demandas mais simples, falar com um robô de atendimento, que pode responder a qualquer hora, é significativo”, destaca a supervisora.

Jéssica pontua que a apresentação e o direcionamento para o novo canal são feitos pelos próprios atendimentos humanos. “A equipe está muito mais engajada, pegando para si os atendimentos mais complexos e, durante as chamadas feitas para o telefone ou por e-mail, quando o cliente solicita alguma informação que o chatbot já está preparado para resolver, apresentam o bot, mostrando que ele pode resolver. É uma mudança na cultura do atendimento, desafogando o volume e aperfeiçoando o modo de tratar o consumidor”, completa.

Saúde e serviços - mercados com grande demanda de solicitações de consumidores

Segundo Alexandre Bernardoni, diretor de produto da Hi Platform, o mercado de saúde é hoje um dos mais proeminentes para o uso da tecnologia do robô de atendimento. “Esses resultados expressam que a transformação digital está acontecendo em diferentes setores de produtos e serviços, sobretudo de saúde e bem-estar, que possuem acentuada demanda de atendimento, e estão conectando a inteligência artificial do robô com as habilidades humanas dos atendimentos já existentes“, explica.