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Casa de Saúde São José inaugura sala híbrida

Casa de Saúde São José inaugura sala híbrida

A Casa de Saúde São José, hospital tradicional do Rio de Janeiro, acaba de inaugurar uma sala híbrida em seu centro cirúrgico. O espaço, de 94 metros quadrados, conta com um moderno equipamento, o Discovery IGS7, que é o único disponível no Rio de Janeiro. De acordo com o cirurgião vascular Marcelo Ferreira, coordenador da unidade, a máquina é um sistema de angiografia móvel e tem uma tecnologia de ponta, que fornece imagens 3D em alta qualidade.

“A Casa de Saúde São José foi pioneira na aquisição desse equipamento. No Brasil, há apenas três, sendo esse o único no Rio de Janeiro. Esse é o principal diferencial da nossa sala híbrida, que é uma das mais completas do Brasil. Com a nova tecnologia, poderemos planejar, orientar e avaliar procedimentos cada vez mais sofisticados, com maior precisão”, explica Dr. Ferreira.

Segundo ele, o layout sem trilhos fixados ao teto permite que a máquina deslize pelo chão, oferecendo flexibilidade quanto à sua localização. Isso facilita o trabalho de equipes multidisciplinares, já que é possível colocar os monitores e outros acessórios no local mais cômodo para os profissionais. Outras vantagens são o braço em C de amplo diâmetro, que oferece a fusão de imagens 3D, e o uso mais eficiente do contraste, favorecido pela visualização de grandes áreas do corpo do paciente.

“O sistema conta com uma plataforma móvel, que carrega o braço em C. Quando em posição de imagem, ele gira em torno da mesa em um caminho pré-definido, com a orientação precisa do laser. Essa funcionalidade, combinada ao movimento da mesa, permite criar imagens da cabeça aos pés do paciente”, acrescenta.

Ainda de acordo com o médico, a sala híbrida da Casa de Saúde São José está apta para a realização de procedimentos como Cirurgia Endovascular, Neurointervenção e Radiologia e Cardiologia Intervencionistas. No novo espaço, os profissionais terão acesso ao que há de mais moderno em termos de imagem, por meio do Discovery, em um ambiente onde também é possível realizar cirurgias, permitindo que sejam feitos procedimentos minimamente invasivos.

ABIMED cria comitê sobre Valor em Saúde

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- Shutterstock

ABIMED cria comitê sobre Valor em Saúde para embasar posicionamento da indústria de dispositivos médicos sobre o tema

Entidade quer buscar também pontos de consenso no setor

A ABIMED (Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde) criou um comitê sobre Valor em Saúde para estudar e propor medidas a respeito de um dos temas que mais tem mobilizado a área da Saúde nos últimos tempos: Saúde Baseada em Valor.

O conceito envolve a entrega do melhor resultado para o paciente, evitando-se desperdícios de recursos e procedimentos desnecessários. Com a escalada dos custos da Saúde em todo o mundo, o tema ganhou relevância como alternativa ao atual modelo de pagamento baseado no serviço prestado. O objetivo das atuais discussões é buscar novas soluções que garantam a sustentabilidade financeira dos sistemas de saúde.

“Encontrar um caminho para prestar assistência de qualidade e, ao mesmo tempo, otimizar recursos se tornou prioridade diante do atual cenário que impacta o financiamento da área da saúde” ressalta Fernando Silveira Filho, presidente-executivo da ABIMED.

O executivo citou o envelhecimento da população, o aumento das doenças crônicas não transmissíveis, a oferta de novas tecnologias, a necessidade de se garantir acesso da população a elas e a disponibilidade de recursos públicos como as principais situações que desafiam gestores e demais agentes da saúde.

Embora o tema Saúde Baseada em Valor esteja sendo amplamente debatido na cadeia de saúde, não há consenso entre os diferentes segmentos e muitas questões ainda permanecem sem respostas - desde a mais básica, como definir o que é valor, às mais complexas, que envolvem a implementação de novos sistemas e a mensuração de resultados.

Para contribuir com o avanço dos debates, a ABIMED quer conhecer as expectativas dos stakeholders do setor (poder público, universidades, associações de pacientes, sociedades médicas, hospitais, planos de saúde, laboratórios clínicos, associações de classe e secretarias de saúde) para formar um consenso único e claro sobre o tema e seus possíveis impactos para o paciente e toda cadeia de saúde.

“O objetivo da ABIMED é reunir subsídios para definir o papel e a contribuição que a indústria de alta tecnologia médica pode dar para a adoção desses novos modelos”, diz Silveira Filho

Sobre a ABIMED

A ABIMED congrega 215 empresas de tecnologia avançada na área de equipamentos, produtos e suprimentos médico-hospitalares. Criada em 1996, é sócia-fundadora do Instituto Coalizão Saúde, membro do Conselho Consultivo do Instituto Ética Saúde e foi a primeira entidade da área da Saúde a criar e implementar um Código de Conduta para as empresas.

A associação coopera com a Anvisa e com órgãos públicos da Saúde, fomentando a implementação de políticas e regulamentações que proporcionem à população acesso rápido a novas tecnologias e a inovações, em um ambiente ético de negócios.

Importância da gestão dos pacientes crônicos

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Mesmo após 15 anos do surgimento de novos tratamentos para pacientes crônicos, falta de gestão e prevenção da evolução das doenças ainda fazem parte do setor

Com os avanços da tecnologia, novos tratamentos de alta complexidade foram incorporados para pacientes portadores de doenças crônicas. No entanto, mesmo após 15 anos do surgimento dessas medicações, o setor ainda carece de uma melhor gestão desses pacientes. Além disso, o tratamento de doenças crônicas e a sua não condução adequada contribuem de forma relevante para os custos assistenciais, impactando a sustentabilidade do setor. É essa discussão que os médicos João Paulo dos Reis Neto, presidente da Capesesp (Caixa de Previdência e Assistência dos Servidores da Fundação Nacional de Saúde), e Reno Martins Coelho, diretor Médico do CID Grupo, farão no 22º Congresso Internacional UNIDAS.

Para Reno Martins Coelho, o maior desafio é chamar a atenção dos gestores sobre o quanto as operadoras de saúde precisam se aprofundar na discussão sobre um modelo de gestão de pacientes crônicos. "O que estamos fazendo com esses pacientes em nível de prevenção da evolução da doença em seus estágios iniciais e na gestão dos tratamentos de alto custo? Precisamos fazer essa reflexão, pois a gestão de pacientes crônicos em uso de medicações imunobiológicas ainda é tratada de forma muito superficial", afirma.

De acordo com o médico, praticamente 100% dos pacientes que ingressam na terapia imunobiológica fazem o tratamento por tempo indeterminado, mas não há uma gestão disso. "Que paciente é esse? Ele fuma ou não? Qual o índice de massa corporal (IMC)? É diabético? Está aderindo ao tratamento? Qual o desfecho do tratamento? Todos esses aspectos estão diretamente ligados a custo-efetividade do tratamento proposto, impactando a sustentabilidade do setor", acrescenta.

Para o médico, é necessário criar um modelo de gestão "pré e pós início do uso de terapia imunobiológica", desenvolvida em parceria com os prestadores de serviços, seja no atendimento médico ambulatorial ou em centros de terapia assistida. "O conceito deve ser baseado principalmente na identificação de fatores de risco para doenças de pior prognóstico, respeito às etapas "pré imunobiológico", adesão, segurança e desfecho do tratamento proposto", finaliza.

Já para João Paulo, é necessário mudar algumas práticas na gestão de doenças crônicas: "A realização de um perfil epidemiológico da população, por exemplo, é fundamental para determinar a carga das doenças crônicas. Salvo poucas exceções, as operadoras de saúde não fazem isso".

Para o médico, as doenças crônicas têm um impacto muito relevante para a sustentabilidade do sistema, principalmente no caso das autogestões, que possuem o maior número de beneficiários idosos (25,9% contra 12% na média da saúde suplementar). "O maior desafio é identificar de que forma as operadoras podem contribuir para a redução do número de casos, apoiando o beneficiário na promoção da saúde e prevenção das complicações das doenças crônicas", acrescenta.

Sobre a UNIDAS

A UNIDAS - União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde é uma entidade associativa sem fins lucrativos, representante das operadoras de autogestão do Brasil. A autogestão em saúde é o segmento da saúde suplementar em que a própria instituição é a responsável pela administração do plano de assistência à saúde oferecido aos seus empregados, servidores ou associados e respectivos dependentes. É administrado pela área de Recursos Humanos das empresas ou por meio de uma Fundação, Associação ou Caixa de Assistência – e não tem fins lucrativos. Atualmente, a UNIDAS congrega cerca de 120 operadoras de autogestão responsáveis por prestar assistência a quase 5 milhões de beneficiários, que correspondem a 11% do total de vidas do setor de saúde suplementar. É entidade acreditadora chancelada pelo QUALISS, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio do programa UNIPLUS.

Compliance: por que ele é importante (também) na área de saúde?

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Um dia desses, soube do caso de um hospital que deixou de contratar de imediato um médico porque, dias antes, uma das pessoas que participavam do processo de seleção tinha visto a foto dele em uma matéria jornalística associada a escândalos na área de saúde. O processo, então, precisou ser paralisado para que se investigasse melhor a idoneidade daquele profissional. Esse retrabalho e risco teriam sido evitados se o hospital tivesse uma área de compliance estruturada.

O termo compliance, que significa conformidade, ganhou mais notoriedade no Brasil após frequentes escândalos de corrupção envolvendo empresas privadas e órgãos ou profissionais do Governo. Mas, o assunto vai além. Na área de saúde, por exemplo, quando um hospital possui boas práticas de compliance, ele cria meios para evitar integrar à sua equipe profissionais que tenham sido condenados por assédio a pacientes ou tenham praticado falhas graves de tratamento, procedimento ou conduta.

Ter compliance, ou seja, agir de acordo com regras, tende a gerar mais tranquilidade para a rotina de toda a cadeia de saúde, mas principalmente ao dono do hospital, diretor médico e gestor da indústria, que estão na linha de frente tanto quanto o compliance officer ou, na tradução para o português, diretor de conformidade. A necessidade se faz ainda mais necessária quando o estudo Demografia Médica no Brasil, produzido pela Faculdade de Medicina da USP, aponta que o número de médicos que chegam ao mercado aumenta ano a ano, com estimativa de que, até o final de 2020, o Brasil tenha ultrapassado a marca de meio milhão de profissionais. Isso não é pouca gente!

Vale ressaltar que para a justiça, um hospital, por exemplo, tem parcela de responsabilidade sobre as atitudes de todos os profissionais que circulam em suas dependências, sejam eles integrantes do corpo clínico fechado, que são os celetistas, ou aberto, caracterizado pelos profissionais que utilizam a estrutura hospitalar esporadicamente. Então, é fundamental que os líderes da área de saúde mantenham atenção redobrada para entender com quem se relacionam e qual é o perfil das pessoas que representam ou falam em nome da sua organização.

Se a sua organização de saúde ainda não possui práticas de compliance, sugiro começar formalizando todas as regras da empresa em políticas corporativas. Adote também um programa eficiente de treinamento e disponibilize a colaboradores de todos os níveis hierárquicos um canal eficiente para denúncias anônimas. É importante que essas e outras ferramentas e processos sejam implementadas por consultores que conheçam o mercado de saúde, pois cada área possui um mapa de risco específico. Do contrário, têm-se a chance de adotar práticas muito superficiais ou genéricas.

Em saúde, por exemplo, é preciso evitar a corrupção ativa e passiva que envolvam o favorecimento do registro de um produto, o repasse indevido de verba do Sistema Único de Saúde (SUS), o conflito de interesses, a promoção de medicamentos em benefício particular dos envolvidos, a contratação desvirtuada de Key Opinion Leaders (KOL) e o direcionamento de conteúdos ou opiniões por meio de gratificações em congressos científicos ou outros eventos da categoria, entre outros casos amplamente divulgado pela imprensa. Veja que esses são apenas alguns exemplos, pois a lista de riscos é bastante extensa, exigindo cuidado aos detalhes das interações nas relações da indústria com a classe médica.

Entenda que toda organização que compõe a cadeia da área de saúde interfere ou auxilia, de alguma forma, no bem mais precioso de uma pessoa, que é a vida. Então, cada vez mais é fundamental ter compliance para garantir boas práticas, preservando o bem-estar do paciente e a qualidade de trabalho dos seus colaboradores, enquanto zela pela imagem de credibilidade e reputação da organização e dos profissionais que a ela estão vinculados. Toda essa precaução evita que um ato seja caracterizado como propina ou influência indevida.

Due diligence é outra boa prática que deve permanecer no radar dos líderes da área de saúde, principalmente diante das constantes fusões e aquisições que temos acompanhado no setor. Mas, isso é assunto para o próximo post!

Sobre a autora

Camila Cortez, Chief Knowledge Officer (CKO) da Dr. Compliance

FalaFreud lança aplicativo de telemedicina FalaDoc

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Serviço exclusivo para empresas integrará atendimento com médicos de família, psicólogos, nutricionistas e personal trainers

A FalaFreud, pioneira em terapia online na América Latina, anuncia o lançamento do aplicativo de telemedicina FalaDoc . A plataforma oferece o conceito de medicina integrativa ao proporcionar atendimento online com médicos de família, psicólogos, nutricionistas e personal trainers. O serviço será exclusivo para planos corporativos e sua primeira versão já está sendo testada por companhias parceiras do FalaFreud.

O FalaDoc é ideal para empresas que não disponibilizam convênio médico para seus funcionários ou que querem complementar o atual. O principal foco está na melhora da qualidade de vida dos colaboradores, atendimento muito mais rápido e eficiente, diminuição do uso e espera em pronto-socorros, além de redução da sinistralidade dos planos de saúde.

O aplicativo é resultado de anos de experiência em teleatendimento adquiridos pela FalaFreud, uma plataforma sólida com mais de 1 milhão e meio de usuários. "Temos acompanhado a evolução do mercado ao longo dos últimos anos. Agora, queremos viabilizar benefícios que vão além do atendimento psicológico e que proporcionarão inúmeras vantagens para todas as pontas. De um lado temos os funcionários que ganham com um atendimento mais disponível e acessível sempre que necessário e, por outro, temos as empresas, que ganham com o aumento da qualidade de vida da equipe e com a redução do absenteísmo", explica Yonathan Faber, fundador do FalaDoc.

Nos Estados Unidos a telemedicina já funciona muito bem com diversas especialidades. Uma pesquisa da consultoria Accenture afirma que quase 30% dos entrevistados americanos usam alguma forma de atendimento virtual. De acordo com Renan Pupin, CTO do FalaDoc, a tecnologia vem para otimizar e facilitar o acesso ao serviço médico para a população. "É preciso pensar também nas unidades que mantém colaboradores afastados de grandes centros urbanos e com grandes distâncias até um hospital. Nosso serviço contempla o contato presencial do médico e vai além, pois ele pode acessar seu profissional de onde estiver, sempre que for necessário", comenta.

O serviço será oferecido exclusivamente para planos corporativos, com toda a praticidade das consultas online, mas também contará com visita presencial da equipe médica que será designado para cada empresa.

Sobre FalaDoc

Dos mesmos fundadores de FalaFreud, o primeiro aplicativo de terapia online da América Latina, Yonathan Faber e Renan Pupin criaram o aplicativo de telemedicina FalaDoc. A plataforma oferece o conceito de medicina integrativa ao proporcionar atendimento online com médicos de família, psicólogos, nutricionistas e personal trainers. O app é ideal para empresas que não disponibilizam convênio médico para seus funcionários ou que querem complementar o atual.

A.C.Camargo Cancer Center e Princess Margaret Cancer Centre assinam acordo de colaboração

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As instituições pretendem acelerar intercâmbio de informações e de profissionais, compartilhar inovação no ensino de especialistas e novos conhecimentos, fortalecer e ampliar projetos conjuntos em pesquisa sobre o câncer

O Princess Margaret Cancer Centre, maior e principal referência em oncologia do Canadá, e o A.C.Camargo Canter Center, principal referência do Brasil, assinaram acordo de colaboração e esperam compartilhar práticas assistenciais e indicadores clínicos, promover a melhoria de processos, implementar atividades de ensino inovadoras além de alavancar atividades de pesquisa translacional, clínica e de qualidade de vida.

"O câncer permanece um grande desafio para a medicina e para a ciência. Em 2018 foram estimados 18 milhões de novos casos, somente no Brasil 560 mil e no Canadá 249 mil. O modelo cancer center amplia a efetividade do tratamento, acelera a incorporação de novas e mais eficazes terapias, por meio da prática da medicina integrada, embasada nos avanços e disseminação do conhecimento cientifico. Felizmente cada vez mais pacientes se beneficiam, muitos superam a doença e com melhor qualidade de vida", diz Vivien Rosso, superintendente Geral do A.C.Camargo Cancer Center.

"O câncer é um problema mundial e requer colaboração na mesma escala para o avanço significativo de resultados. O A.C.Camargo Cancer Center é a principal referência em pesquisa da área no Brasil e na América do Sul e a parceria irá promover novas ideias, intercâmbio de informação e criar novas oportunidades em pesquisa e educação que irão beneficiar pacientes no Brasil, Canadá e ao redor do mundo", menciona a Dra. Mary Gospodarowicz, diretora Clínica do Programa no Princess Margaret Cancer Centre e membro do Scientific Advisory Board do A.C. Camargo Cancer Center.

O Princess Margaret Cancer Centre é afiliado à Universidade de Toronto, no Canadá, e almeja permanecer como um dos cinco principais centros de pesquisa em câncer do mundo. A instituição está comprometida em ampliar os patamares de excelência para o tratamento de pacientes, inovações terapêuticas, abrir caminhos para descobertas, fortalecer ensino e ampliar o acesso dos pacientes.

Referência internacional em oncologia, o A.C.Camargo Cancer Center é um dos maiores e mais importantes centros especializados no diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa sobre o câncer. Na instituição, médicos e cientistas atuam em conjunto no desenvolvimento de pesquisas que serão aplicadas no futuro da oncologia, para o aumento dos índices de cura e de sobrevida do paciente.

A parceria espera incrementar o acesso à maior oferta de novos estudos e terapias em desenvolvimento, assim como caminhos que abrirão novas áreas de investigação. De acordo com Dra. Vilma Martins, superintendente de Pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center, estudos de pesquisa clínica e translacional deverão crescer e ser incentivados pela colaboração. "Alguns estudos clínicos podem ser realizados em parceria e incluindo pacientes das duas instituições. Ampliaremos o número de pacientes, o que catalizará o poder analítico dos dados. Estudos translacionais também serão estimulados entre os cientistas. Poderemos intercambiar amostras, moléculas, entre outros recursos, e qualificar ainda mais a pesquisa colaborativa" reforça.

O A.C.Camargo é o principal centro formador de especialistas e pós-graduados em oncologia no Brasil, e por meio da colaboração pretende ofertar novos programas de desenvolvimento em oncologia. A informação sobre a doença e sua prevenção destinada a pacientes e cuidadores também será ampliada. O Princess Margaret Cancer Centre é reconhecido como excelência internacional em tratamento, seguimento e reabilitação dos pacientes. Também desenvolveu metodologias para capacitar as novas profissões necessárias atualmente em decorrência do avanço do tratamento oncológico. As duas instituições investem na disseminação da informação sobre o câncer e como preveni-lo, direcionada à sociedade e aos pacientes que superaram a doença, na busca de promover maior qualidade de vida dos pacientes após o tratamento.

Participam da cerimônia de assinatura do acordo a Dra. Mary Gospodarowicz, diretora Clínica do Programa no Princess Margaret Cancer Centre, e o Dr. Kevin Smith, presidente e CEO da University Health Network (UHN), rede dos hospitais da Universidade de Toronto, além de Marcos Cunha e Vivien Rosso, superintendentes do A.C.Camargo Cancer Center.

Iniciativas de projetos de pesquisa cientifica, colaboração e o intercâmbio de profissionais ocorrem há mais de seis anos.

Em 2013 pesquisadores das duas instituições publicaram em colaboração estudo preditivo para tumores de cabeça e pescoço, outros estudos na área da genética se seguiram e novas publicações foram realizadas. Estudos clínicos e translacionais estão ativos no momento.

Durante esse período, pesquisadores, médicos e profissionais da saúde das instituições participaram de programas de intercâmbio, fellowship e de ensino nos últimos anos.

A Dra. Mary Gospodarowicz também é membro do Scientific Advisory Board do A.C. Camargo, órgão independente que orienta e supervisiona a pesquisa científica da instituição e que é composto por renomados cientistas internacionais.

Sobre o A.C.Camargo Cancer Center

Referência internacional em oncologia, o A.C.Camargo Cancer Center é um dos maiores e mais importantes centros especializados no diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa sobre o câncer. Anualmente atende aproximadamente 18 mil novos pacientes, entre os 130 mil pacientes tratados. No mesmo período são realizadas 23mil cirurgias, 98 mil sessões, 2,3 mil ciclos de radioterapia e 110 transplantes de medula óssea. Disponibiliza 530 leitos hospitalares, centro de radioterapia, quimioterapia e imunoterapia, distribuídos entre 3 unidades hospitalares e 4 ambulatoriais. Reúne mais de 5 mil profissionais, incluindo um corpo clínico com 670 membros, mais de 150 pesquisadores, preceptores e orientadores de pós-graduação. Estes estão organizados em 11 centros de referência orientados por sitio tumoral e mais de 50 especialidades clínicas.

No A.C.Camargo médicos e cientistas atuam em conjunto no desenvolvimento de pesquisas que serão aplicadas no futuro da oncologia, resultando nas melhores alternativas terapêuticas e, consequentemente, no aumento dos índices de cura e de sobrevida do paciente. Possui o mais importante centro privado de Pesquisa sobre o Câncer do país, o CIPE, e conjunto médicos e cientistas publicam mais de 200 artigos científicos em periódicos indexados por ano, uma das maiores produções científicas da medicina no Brasil. No Ensino, é a principal Instituição formadora de especialistas, residentes, mestres e doutores em oncologia do país, são aproximadamente 500 profissionais em especialização, aptos a compartilhar o conhecimento e atuar no combate ao câncer em benefício de toda a sociedade.

Sobre o Princess Margaret Cancer Centre

O Princess Margaret Cancer Centre alcançou uma reputação internacional como líder global na luta contra o câncer e no fornecimento de medicamentos personalizados contra a doença. Através de pesquisas, educação e inovação contínuas, O Princess Margaret Cancer Centre continua nas fronteiras da oncologia médica, cirúrgica e de radiação e cuidados, adotando as mais recentes tecnologias e melhores práticas internacionais e estabelecendo padrões para o atendimento ao paciente.

O Princess Margaret Cancer Centre faz parte da University Health Network (UHN), o maior centro acadêmico de ciências da saúde do Canadá. A UHN inclui os hospitais Toronto General e Toronto Western, o Instituto de Reabilitação de Toronto e o Instituto de Educação Michener da UHN. O escopo da pesquisa e a complexidade dos casos na UHN a tornaram uma fonte nacional e internacional de descoberta, educação e atendimento ao paciente. Possui o maior programa de pesquisa hospitalar do Canadá, com importantes programas em câncer, cardiologia, transplante, neurociência, inovação cirúrgica, doenças infecciosas, medicina genômica e medicina de reabilitação.

Estabelecimentos hospitalares: Prevenção e treinamento para prevenir incêndios

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Edifícios hospitalares são de alta complexidade, não somente devido à natureza de sua criação, mas também por conta dos riscos que envolvem uma operação que funciona 24 horas por dia e que atende a um grande público todos os dias. Estes estabelecimentos dispõem de materiais inflamáveis e de equipamentos como geradores, sistemas de ar-condicionado, saídas de energia e até mesmo cozinha industrial que precisam operar na mais perfeita ordem, dentro dos padrões exigidos por lei e com manutenções periódicas para prevenir incêndios.

A dificuldade de locomoção interna dos pacientes, os diversos materiais inflamáveis e a existência de instalações de alto risco de incêndio, fazem com que todas as atenções sejam voltadas para esse risco iminente e que geralmente não recebe a devida importância. O caso do Hospital Badim, no Rio de Janeiro, traz à tona a discussão sobre esse tema e sobre como os gestores precisam estar atentos.

Os primeiros registros sobre prevenção contra incêndios em hospitais são dos anos 1930, mas o debate somente se intensificou nas últimas décadas, com a aceitação da criticidade deste assunto, a evolução da tecnologia, da legislação vigente e da incorporação do assunto pela arquitetura hospitalar.

A legislação existente é bastante ampla e configura uma grande ferramenta para os hospitais reduzirem ao máximo o risco de incêndio. Os principais problemas para sua aplicação são a dificuldade na formação da brigada de incêndio, que demanda a mobilização de um contingente muito grande de colaboradores para treinamento externo e o alto investimento para correção e adaptação de todas as exigências normativas, já que temos uma parcela muito grande de edifícios hospitalares antigos e desatualizados.

O Corpo de Bombeiros de cada Estado possui instruções técnicas próprias e tem contribuído muito para o assunto com uma maior frequência de vistorias aos hospitais e exigência das correções necessárias. Existem muitas empresas e especialistas que também oferecem consultorias e auditorias para os sistemas de combate a incêndio, mas deve se ficar muito atento às referências e qualidade desses profissionais. Tem-se também diversas metodologias para avaliação e implementação de um plano eficaz de combate a incêndio e cada hospital deve analisar qual a melhor opção de custo/benefício.

Um modelo baseado na metodologia PDCA, pode ser aplicado para esse processo, tendo em vista o caráter pedagógico do planejamento tanto para a alta direção do estabelecimento, como para os níveis operacionais de execução. O princípio de incêndio em uma edificação coloca em risco tanto a estrutura física como a vida de seus ocupantes. Isso indica a necessidade de se promover e reforçar práticas seguras de trabalho, de proporcionar ambientes livres de riscos, de controlar materiais e equipamentos contra a eventualidade de um princípio de incêndio e de sinalização clara das saídas de emergência.

A prevenção é a principal arma das instituições de saúde para evitar acidentes que colocam em risco a vida das pessoas. Aliado aos investimentos em manutenção preventiva e troca de equipamentos sempre que necessário, está a capacitação dos profissionais de saúde para aprenderem a usar os equipamentos de combate a incêndio e a adotarem as decisões corretas se for necessário a evacuação. De nada adianta equipamentos sofisticados de prevenção contra incêndio, se não houver pessoas treinadas e capacitadas, para agir de maneira rápida e segura. Cada atraso pode ser determinante no desfecho, pois a ação precoce é mais efetiva que as evacuações.

Sobre o autor

Maurício Almendro é diretor de operações da área de Saúde da Verzani&Sandrini

4°Fórum Abradilan aprofunda discussões sobre gestão entre associados de todo o país

4°Fórum Abradilan aprofunda discussões sobre gestão entre associados de todo o país

Para o presidente Vinicius Andrade, o fórum promove conhecimento e debates que proporcionam o desenvolvimento de toda a cadeia farmacêutica

Pelo quarto ano consecutivo, a Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan), entidade formada por 138 empresas distribuidoras de medicamentos e produtos de higiene, beleza e nutrição de todo o País, reuniu associados e sócios-colaboradores no 4º Fórum Abradilan de Desenvolvimento Empresarial em São Paulo, durante dois dias (9 e 10 de outubro).

Para o presidente da Abradilan, Vinicius Andrade, o Fórum promove conhecimento de alto nível e debates que proporcionam o desenvolvimento de toda a cadeia farma. “Reunimos representantes da indústria e os distribuidores. É o momento para que promovemos ideias conjuntas que elevem os padrões de produtos e serviços para o mercado”, afirma o executivo.

Na programação do fórum deste ano, no primeiro dia, ocorreram palestras com Jiovanni Coelho, da Center for Leadership (Pricing -- conceitos), Paulo Paiva, da Close Up Internacional (Diversificação de portfólio e oportunidades na distribuição, e Luís Amaral, da Fundação Dom Cabral (Inovação e mudança), além de apresentações dos patrocinadores do evento, Hypera Pharma/Neo Química.

Ainda no mesmo dia, tiveram palestras do Gregor Martins, da assessoria financeira Singular, Fernando Meira, da Pinheiro Neto Advocacia, falando sobre M&A e as fontes de financiamentos, incluindo um painel sobre o mesmo tema, com a participação do vice-presidente da Abradilan, Rogério Ferreira , do diretor da Althaia, Jairo Yamamoto, e CFO da Hypera, Adalmário Couto. No debate falaram sobre a importância de um bom modelo de governança e a relevância de profissionalizar a empresa.

Para o segundo dia, as palestras ficaram por conta de Patrícia Capelutto, da Fundação Dom Cabral (Gestão de pessoas e conflitos), novamente do Jiovanni Coelho (Pricing -processos) e Priscilah Plaça, da People and Sales (Venda de Valor). Houve ainda a palestra com o Rogério Rodrigues, do Serasa, com o título Momentos e perspectivas do crédito B2B. Acompanhado do painel sobre a Importância da Gestão de Crédito, com a participação de Ernani Rios -- Associado Abradilan, Marcelo Safadi -- Diretor da Prati Donaduzzi e Rogério Rodigues -- Serasa.

O segundo dia terminou com a presença do “mentor da reforma tributária”, Bernard Appy, do CCiF (Centro de Cidadania Fiscal) e ex-secretário de Política Econômica do ministério da Fazenda (2003 a 2009), que tem participação na criação da PEC 45/2019 (em andamento para aprovação), falando sobre Economia e Reforma Tributária.

O evento ocorreu das 9h às 18h nos dois dias e contou com aproximadamente 230 pessoas, entre associados, sócio colaboradores e entidades representativas como Abradimex, Abafarma e Abafarma. “É muito importante termos reuniões como essas para aprofundarmos os assuntos mais relevantes no mercado e assim, inovarmos na nossa forma de distribuição. Foram palestras interessantes e que agregaram conhecimento a todos”, conclui Ivan Coimbra, diretor executivo da Abradilan.

SOBRE A ABRADILAN

Constituída em 1998, a Abradilan -- Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos -- é formada por empresas distribuidoras de medicamentos, produtos para a saúde, artigos de higiene pessoal e cosméticos no mercado. Com 137 associados, tem como missão contribuir para o desenvolvimento e fortalecimento do mercado e de seus associados promovendo a melhoria contínua e eficaz de seus serviços.

Grupo Opty de Oftalmologia anuncia novos associados e entra no mercado do Rio de Janeiro

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Da esq. para a dir., os sócios da Lúmmen, os doutores Bruno Fontes, Paulo César Fontes e Mara Fontes, e o CEO do Grupo Opty, Amaury Guerrero

O Grupo Opty anuncia novos associados e, com isso, não somente segue com seus planos de expansão como entra em uma nova praça de atuação: o Rio de Janeiro. Chegam ao maior grupo de serviços em oftalmologia da América Latina os grupos de clínicas e hospitais de olhos formados pelas marcas Lúmmen Oftalmologia, Clinicas de Olhos Downtown, COSC, Hospital de Olhos do Meier, Hospital de Olhos da Barra e Eye Center Atualmente, com as novas associações, a Opty engloba 20 empresas associadas e 40 unidades de atendimento, com 1700 colaboradores e mais de 560 médicos oftalmologistas em seis estados e no Distrito Federal.

“Nossos novos associados, que detém excelente reputação no mercado local e nacional, serão a porta de entrada para a Opty no Rio de Janeiro, segunda maior praça em beneficiários de planos de saúde e idosos do Brasil, e com perspectivas de crescimento. Já iniciamos com 10 unidades e 5 Centros Cirúrgicos, proporcionando capilaridade geográfica para prestação de serviços e carteiras de clientes vastas e diversificadas, comenta Amaury Guerrero, CEO do Grupo.

Clínica de Olhos Downtown, COSC e Eye Center

Com cinco unidades, o grupo foi criado pelo Dr. Armando Guedes, sócio-fundador da Sociedade Brasileira de Cirurgia Refrativa e também um dos introdutores da cirurgia de miopia no País. Atualmente o grupo atua com três marcas: a Clínica de Olhos Downtown, com foco no atendimento particular e para beneficiários de convênios; o COSC Cirurgia Ocular, com serviços para o Sistema Único de Saúde (SUS) e convênios; e o Eye Center, centro cirúrgico neutro para médicos parceiros.

As clínicas e hospitais oferecem serviço completo em oftalmologia, com consultas, exames e cirurgias, além de atendimento de emergência 24 horas para particulares e convênios. São mais de 40 médicos especialistas nas diversas áreas. Também são credenciados para realização de residência médica pelo MEC e pós-graduação pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO).

“Esse é mais um passo para o nosso desenvolvimento, agora em um grupo que nos auxiliará com toda sua expertise do negócio, facilitando o acesso a uma melhor gestão de recursos, pessoas e alta tecnologia”, afirma o diretor médico Jaime Guedes. “Acreditamos que estamos no caminho certo para gerar mais oportunidades de negócios e oferecer infraestrutura e atendimento em níveis cada vez mais elevados a nossos pacientes”, complementa.

Lúmmen Oftalmologia, HOME e HOBA

Oferecendo estrutura completa e especialistas em todas as áreas da oftalmologia para a realização de consultas, cirurgias e exames, o Grupo Lúmmen Oftalmologia possui três marcas no Rio de Janeiro. Sua história tem início na década de 1970, quando um de seus fundadores, o Dr. Paulo César Silva Fontes, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), trouxe para o Brasil a inovadora técnica de facoemulsificação para cirurgia de catarata. A partir daí, para atender à crescente demanda de pacientes em diversas áreas da oftalmologia e regiões da cidade, o grupo foi crescendo e se espalhando pelo Rio de Janeiro.

São três unidades ambulatoriais Lúmmen, localizadas na Barra, no Leblon e no Meier, a mais antiga delas. Desde 1996, o Grupo conta também com o Hospital de Olhos do Méier (HOME), na época o segundo da especialidade na cidade do Rio de Janeiro, e hoje referência em cirurgia ocular. Com o mesmo conceito do HOME, em 2005, foi inaugurado o Hospital Oftalmológico da Barra (HOBA), hoje funcionando na Barra da Tijuca. O grupo é formado por mais de 30 médicos oftalmologistas, atuando em todas as subespecialidades.

“Novamente olhando para a frente e buscando ampliar horizontes, agora nos associamos ao Grupo Opty, na certeza que faremos um grande trabalho juntos, aprimorando nossa gestão e tendo acesso à inovação. As perspectivas realmente são promissoras para os negócios e também para o nosso intuito de levar atendimento de qualidade a cada vez mais pessoas”, diz o oftalmologista Bruno Fontes, diretor médico do Grupo Lúmmen.

“Esse início de atividades no Rio de Janeiro é um marco muito importante para o Grupo Opty, principalmente pelos renomados oftalmologistas que compõem nossa equipe. Nosso foco está no paciente e nos médicos parceiros, oferecendo resolutividade total em oftalmologia, tecnologia de ponta com a atendimento de qualidade que a população do Rio de Janeiro tanto precisa”, finaliza Amaury Guerrero.

Sobre o Opty

O Grupo Opty nasceu em abril de 2016, a partir da união de médicos oftalmologistas apoiados pelo Pátria Investimentos, que deu origem a um negócio pioneiro no setor oftalmológico do Brasil. O grupo aplica um novo modelo de gestão associativa que permite ampliar o poder de negociação, o ganho em escala e o acesso às tecnologias de alto custo, preservando a prática da oftalmologia humanizada e oferecendo tratamentos e serviços de última geração em diferentes regiões do País. No formato, o médico mantém sua participação nas decisões estratégicas, mantendo o foco no exercício da medicina. Atualmente, o Grupo Opty é o maior grupo de oftalmologia da América Latina, agregando 20 empresas oftalmológicas, 1700 colaboradores e mais de 560 médicos oftalmologistas.

Como levar os serviços de saúde para lugares remotos do país?

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Garantir atendimento de alta complexidade em regiões afastadas de grandes centros urbanos exige logística, gestão eficiente e uma compreensão das especificidades que envolvem a cultura de cada lugar

O Brasil é um dos maiores países do mundo, com dimensões territoriais semelhantes ao de quase toda a Europa. No norte do País, apenas o Estado do Pará supera o tamanho de países como França, Itália e Reino Unido, chegando bem próximo, inclusive, da Angola.

O território do Pará ainda abrange boa parte da floresta Amazônica, a maior floresta tropical do mundo. Neste contexto, além da grande variedade de culturas, climas e etnias, os desafios enfrentados na região envolvem o atendimento especializado em saúde à locais remotos, acessíveis em algumas ocasiões apenas por meios fluviais.

É exatamente neste campo que a Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, uma entidade filantrópica com mais de meio século de atuação na gestão em saúde, mostra sua expertise. Para superar a barreira da distância, uma estratégia é a descentralização dos atendimentos, levando para mais perto da população os profissionais e a estrutura necessária, evitando fluxos migratórios.

A entidade gerencia dez hospitais no estado do Pará, destes, apenas três estão localizados na região metropolitana de Belém. Nos últimos anos, o Governo do Estado construiu e implantou unidades em Marabá, Altamira, Santarém e Barcarena, todos administrados pela Pró-Saúde, sob contrato de gestão com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (SESPA).

A entidade gerencia as seguintes unidades: Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo e Hospital Público Estadual Galileu, ambos em Belém; o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, em Ananindeua; o Hospital de Porto Trombetas, em Oriximiná; O Hospital 5 de Outubro, em Canaã dos Carajás; Yutaka Takeda, em Parauapebas; Hospital Regional Público do Sudeste do Pará, em Marabá; Hospital Regional da Transamazônica, em Altamira; Hospital Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, e o Hospital Materno-Infantil Dra. Anna Turan, em Barcarena.

Essas unidades levaram atendimento de alta complexidade para o interior do Estado, evitando o fluxo migratório para a capital, dando mais agilidade aos atendimentos e desafogando a rede da região metropolitana. “O grande desafio foi, dentro da política estadual de saúde, descentralizar os atendimentos, que até então eram realizados, em maioria, na região metropolitana de Belém. O que nós conseguimos foi uma saúde muito mais resolutiva no interior do estado do Pará”, ressalta Rogério Kuntz, diretor Operacional da Pró-Saúde no Pará.

Porém, para garantir o pleno funcionamento dessas unidades, alguns desafios precisam ser superados. “Com a descentralização vieram grandes desafios, principalmente relacionados à questão da logística. Na Amazônia, as principais “rodovias” são os rios. Neste contexto, imagine hospitais de média e alta complexidade com apelo tecnológico alto e uma gama muito grande de materiais e medicamentos diferenciados. Para suprir essas necessidades, nós tivemos que criar uma logística eficiente”, ressalta Kuntz.

Com os desafios, surgem as soluções

Um dos desafios enfrentados pela Pró-Saúde está no estímulo contínuo do interesse dos profissionais em atuar em áreas remotas. Em busca de soluções, e que também pudessem se estratégicas para a entidade, a diretoria corporativa Médica atua no trabalho de captação e desenvolvimento de profissionais para atuação em todo o território, uma vez que a Pró-Saúde está presente em 23 cidades de 11 Estados brasileiros.

“Mais uma estratégia de destaque é trabalhar em parceria com prestadores de serviços médicos de atuação nacional, o que potencializa essa distribuição de profissionais em todo o país”, ressalta Miguel Paulo Duarte Neto, diretor Executivo-Geral da Pró-Saúde.

Outra dificuldade ocasionada pela localização remota na região amazônica é o abastecimento de produtos hospitalares. Porém, a questão vem sendo superada pela entidade com a implantação de uma central de compras localizada na sede da entidade, em São Paulo. O setor é responsável por realizar o abastecimento de toda a rede, proporcionando transparência aos processos, além da segurança de reposição dos insumos em todas as unidades.

O reconhecimento nacional de excelência

A Pró-Saúde possui seis hospitais no estado do Pará com certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA), a mais importante e respeitada entidade avaliadora da qualidade dos serviços de saúde do Brasil. Destes, três já alcançaram o nível máximo, acreditado com Excelência de nível 3 (ONA 3). São eles os hospitais Regional do Baixo Amazonas, em Santarém, e Regional Público da Transamazônica, em Altamira, e o Hospital Público Estadual Galileu, em Belém. Além disso, o Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, primeira unidade pública e especializada em câncer infantojuvenil na região amazônica, já recebeu neste mês a indicação para acreditação ONA 3.

Participação na Assembleia Sinodal

No mês de outubro está em andamento a Assembleia Sinodal com o tema “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. O Sínodo é uma instituição permanente da Igreja Católica e consiste em um encontro religioso na qual bispos, reunidos com o Papa, têm a oportunidade de trocarem informações e compartilhar experiências.

De acordo com o Papa Francisco, que convocou o Sínodo em 2017, “o objetivo principal desta convocação é identificar novos caminhos para a evangelização daquela porção do Povo de Deus, especialmente dos indígenas, frequentemente esquecidos e sem perspectivas de um futuro sereno, também por causa da crise da Floresta Amazônica, pulmão de capital importância para nosso planeta”. A Pró-Saúde, alinhada com essa preocupação e atenta à questão, apoia o tema e participará ativamente desta discussão.

Sobre a Pró-Saúde

A Pró-Saúde é uma entidade filantrópica que realiza a gestão de serviços de saúde e administração hospitalar há mais de 50 anos. Seu trabalho de inteligência visa a promoção da qualidade, humanização e sustentabilidade. Com 16 mil colaboradores e mais de 1 milhão de pacientes atendidos por mês, é uma das maiores do mercado em que atua no Brasil. Atualmente realiza a gestão de unidades de saúde presentes em 21 cidades de 11 Estados brasileiros — a maioria no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). Atua amparada por seus princípios organizacionais, governança corporativa, política de integridade e valores cristãos.

A criação da Pró-Saúde fez parte de um movimento que estava à frente de seu tempo: a profissionalização da ação beneficente na saúde, um passo necessário para a melhoria da qualidade do atendimento aos pacientes que não podiam pagar pelo serviço. O padre Niversindo Antônio Cherubin, defensor da gestão profissional da saúde e também pioneiro na criação de cursos de Administração Hospitalar no País, foi o primeiro presidente da instituição.