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Articles from 2016 In November


Terapia desenvolvida pela Bristol-Myers Squibb para melanoma é reconhecida como a descoberta da década no Prix Galien USA

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O primeiro medicamento imuno-oncológico da Bristol-Myers Squibb, o Yervoy (ipilimumabe), aprovado para o tratamento de melanoma metastático ou inoperável, foi premiado no Prix Galien USA como a descoberta da década em biotecnologia. Yervoy está aprovado em mais de 50 países, inclusive no Brasil.

Esta é a terceira vez que a biofarmacêutica Bristol-Myers Squibb conquista o prêmio. Em 2012 e 2015, a Bristol-Myers Squibb foi destaque na categoria Melhor Produto Biotecnológico, sendo a única empresa a obter o reconhecimento por duas terapias imuno-oncológicas: Yervoy e Opdivo, respectivamente.

Neste ano, em homenagem ao 10º aniversário do Prêmio Galien e destacando essa década como uma das mais produtivas da história para a pesquisa de terapias inovadoras, a Bristol-Myers Squibb recebeu uma premiação especial que a reconhece pela inovadora descoberta e desenvolvimento do medicamento Yervoy e atesta os esforços da empresa para estabelecer a imuno-oncologia como uma abordagem transformadora para o tratamento dos vários tipos de câncer.

Ação da Pfizer no Metrô mostra que paulistanos desconhecem informações básicas sobre câncer de mama

SÃO PAULO, 30 de novembro de 2016 /PRNewswire/ -- Embora muito se fale sobre o câncer de mama, o desconhecimento sobre a doença ainda predomina entre os paulistanos. É o que mostram os resultados de um quiz sobre o tema aplicado a passageiros do Metrô em outubro. Mais de 80% dos 270 entrevistados acreditam, por exemplo, que apenas as mulheres podem desenvolver a doença. Além disso, persistem mitos sobre os fatores de risco para o tumor, as formas de prevenção e as perspectivas para o paciente com metástase.

Na opinião da maioria dos entrevistados (72%), o câncer de mama raramente se espalha para outras partes do corpo, quando na verdade até 30% dessas pacientes evoluem com progressão da doença e metástases, mesmo que a enfermidade seja detectada precocemente, segundo estudo da publicação científica The Oncologist. Além disso, mais de 80% dos paulistanos ouvidos acreditam, erroneamente, que não existe possibilidade de tratamento para o paciente com câncer de mama metastático.

Quando o assunto é a prevenção do câncer de mama, mais uma vez o desconhecimento se destaca entre os paulistanos. A maioria (86%) não acredita que o consumo de bebida alcoólica pode contribuir para o desenvolvimento do tumor.  Mas, segundo a literatura médica, a ingestão frequente de álcool, mesmo em baixas quantidades, já interfere nesse processo. Quase oito em cada dez participantes (78%) também não reconhecem que estar acima do peso representa um importante fator de risco para a doença.

Apenas 3% dos paulistanos ouvidos reconhecem que a mamografia é um dos principais exames para identificar precocemente o câncer de mama. Na divisão por faixa etária, o desconhecimento chama a atenção na população com 60 anos ou mais, o que é preocupante, pois o risco de desenvolver a doença aumenta com o avançar da idade.

Realizadas com apoio da ONG Oncoguia, as ações no metrô são parte da campanha Cada Minuto Conta, uma parceria entre a Pfizer e a União Latino-americana Contra o Câncer da Mulher (Ulaccam) que tem o objetivo de aumentar o conhecimento sobre a doença. Com esse intuito, durante o Outubro Rosa deste ano, um promotor portando uma tela touch screen acoplada a seu corpo caminhou pelas estações para interagir com o público. A tela estava equipada com um quiz, por meio do qual o passageiro podia testar seus conhecimentos sobre a doença. Os terminais Sé, Luz e Paraíso receberam a iniciativa.

Contato:
(11) 3643-2907

FONTE Pfizer

ABRAMGE comemora seu 50 aniversario com jantar e convidados ilustres

Monica Araújo esteve presente representando a Hospitalar

abramgeA Abramge (Associação Brasileira de Planos de Saúde) realizou no último dia 24 de novembro, no hotel Unique, em São Paulo, o jantar comemorativo de seus 50 anos. Mônica Araújo, diretora da Hospitalar, esteve presente representando a Feira e prestigiando o evento. A história da Abramge se confunde com o desenvolvimento dos planos de saúde no Brasil. Fundada em 8 de agosto 1966, a entidade é pioneira do setor. Seu principal objetivo desde sua fundação é organizar, disciplinar e representar institucionalmente as empresas privadas de assistência à saúde em atuação no território nacional.

Em seu discurso, o presidente da Abramge, Reinaldo Scheibe, destacou o pioneirismo que marca a história da entidade, bem como os desafios que permearam as cinco décadas de sua história.

“É importante lembrarmos que a Abramge é anterior ao SUS e os planos de saúde se tornaram, naturalmente, parceiros privados do setor público de saúde, uma sinergia que antecedeu até mesmo a lei das PPPs, parceria que, inclusive, poderia ser melhor aproveitada na promoção de saúde no país”, assinalou Scheibe. “Em 50 anos, enfrentamos todos os desafios com determinação e disposição para a busca de soluções, sempre com esperança em um futuro melhor, ofertando serviços de qualidade e apoiando o desenvolvimento da assistência à saúde no Brasil, permitindo o seu crescimento, modernização e avanço tecnológico”. 

O embrião da medicina de grupo surgiu em São Paulo, quando alguns médicos se uniram para dar assistência aos funcionários e familiares de uma empresa em expansão, mediante um pré-pagamento fixo. E desenvolveu-se nos anos 60, basicamente para atender à classe trabalhadora por exigência do desenvolvimento industrial, quando se instalava na região Metropolitana de São Paulo – no ABC – a indústria automobilística e, com ela, o setor de autopeças.

A precariedade dos serviços públicos na região, de um lado, e, de outro, a medicina privada cara, levaram alguns médicos a se organizarem para atender à demanda crescente, provocada especialmente pelo boom industrial, criando uma opção intermediária e alternativa capaz de oferecer serviços de alto nível profissional e técnico, em sistema de pré-pagamento para o atendimento à saúde daquela população de trabalhadores.

De lá para cá, os planos de saúde continuaram a se desenvolver e atualmente são responsáveis pelo atendimento de importante parcela dos cidadãos – cerca de 25% – além de gastar mais de R$ 100 bilhões em despesas assistenciais, valor semelhante ao do Governo Federal para atender o conjunto da população brasileira.

O evento contou ainda com a presença do presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, José Carlos Abrahão e demais diretores do órgão, além de executivos das seguintes entidades do setor: ABIMED – Associação Brasileira da Indústria de Alta Tecnologia de Produtos para Saúde, ABIMO – Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios, ABRAMED – Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica, Anab – Associação Nacional das Administradoras de Benefícios, Anahp – Associação Nacional de Hospitais Privados, CMB – Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas, CNS – Confederação Nacional de Saúde, FBH – Federação Brasileira de Hospitais, ICOS – Instituto Coalizão Saúde, ONA – Organização Nacional de Acreditação, UNIDAS – União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde.

Hospital Sírio-Libanês é referência de sustentabilidade no setor de saúde

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Instituição obteve os melhores indicadores no Guia EXAME de Sustentabilidade

Em cerimônia realizada em 28 de novembro, em São Paulo, o Hospital Sírio-Libanês recebeu o prêmio de empresa mais sustentável da área da saúde, de acordo com pesquisa feita pelo Guia EXAME de Sustentabilidade 2016, uma das publicações mais tradicionais da área.

A homenagem foi recebida pela presidente da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês (SBSHSL), Sra. Marta Kehdi Schahin. Essa é a terceira vez que a instituição participa do levantamento publicado desde 2000 pela revista EXAME. Nas duas oportunidades anteriores, esteve sempre entre os destaques do setor, até chegar à colocação atual.

"É uma honra muito grande receber este prêmio no ano em que a nossa instituição completa 95 anos de fundação. Esse reconhecimento representa um importante incentivo para seguirmos em frente com o compromisso que temos com uma sociedade mais humana e sustentável", afirma a presidente da SBSHSL.

Tanto a metodologia da pesquisa quanto a análise dos dados estão sob a responsabilidade do Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getúlio Vargas (GVces). O Hospital Sírio-Libanês apresentou desempenho acima da média do setor em cinco dos dez indicadores considerados - gestão da água, da biodiversidade, de resíduos, governança da sustentabilidade e mudanças climáticas.

Merecem destaque os projetos para redução do consumo relativo de água e de energia elétrica, respectivamente, de 40% e 23%, entre 2014 e 2015, mesmo com a ampliação do número de leitos de internação. Além disso, no ano passado, o hospital reciclou 342 toneladas de plástico, vidro, papel e metal. Outras 1.238 toneladas de material orgânico foram encaminhadas para compostagem e transformadas em adubo.

O programa de ganho de eficiência, aplicado pelo hospital na área de Enfermagem, possibilitou reduzir em quase 12% o quadro desses profissionais e em 50% os gastos com hora extra, sem demissões e com a manutenção dos padrões de qualidade e segurança. O Programa Cuidando de Quem Cuida, destinado à promoção, prevenção e assistência em saúde de colaboradores e familiares, diminuiu os custos da instituição nesta área.

Rede de pesquisa global procura a relação entre a genética e fatores ambientais para descobrir os segredos de doenças globais como câncer e diabetes, para revolucionar os cuidados com a saúde

DOHA, Qatar, 29 de novembro de 2016 /PRNewswire/ -- Uma nova rede global que conecta os principais centros de pesquisa do mundo foi lançada hoje para enfrentar alguns dos desafios mais urgentes da área da saúde, como autismo, câncer, diabetes e demência. A International Phenome Centre Network (IPCN) aumentará bastante os recursos de pesquisa globais no campo da fenômica. Por meio de uma análise abrangente de fluídos biológicos ou amostras de tecidos, a fenômica analisa como nosso estilo de vida e o ambiente ao qual estamos expostos interagem com nossos genes. Isso pode ajudar a explicar por que algumas pessoas desenvolvem doenças e outras não. A rede foi lançada com uma apresentação especial na Cúpula Mundial de Inovação em Saúde (World Innovation Summit for Health – WISH) em Doha, Qatar.

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É de conhecimento geral que os genes das pessoas não são suficientes para explicar o desenvolvimento de doenças, e que a prevenção, detecção e tratamento de doenças podem ser melhorados ao entender as interações dinâmicas entre nossos genes, os ambientes, os microbiomas, as dietas e os estilos de vida e sua expressão em diferentes indivíduos e populações. A missão da IPCN é compreender melhor como a variação das interações entre os genes e os ambientes afetam as doenças e a expectativa de vida de diferentes populações. Ao utilizar conjuntos de dados robustos e harmonizados que representam as diversas populações do mundo, essa pesquisa será útil para as políticas globais de saúde pública e para o desenvolvimento de novos tratamentos.

"O mundo está diante de uma confluência sem precedentes de fatores ambientais e de estilo de vida que aumentam consideravelmente o risco de doenças crônicas e criam os maiores desafios na área de saúde pública da era moderna. A International Phenome Centre Network está criando centros de ciência analítica harmonizados internacionalmente com foco no entendimento das interações entre os genes e os ambientes que servem de base para analisar o risco de doenças e a biologia comparativa das principais doenças, além de abordar as necessidades não atendidas das áreas médica e de cuidados com a saúde", afirmou o professor Jeremy Nicholson, diretor do MRC-NIHR National Phenome Centre (NPC) e chefe do departamento de cirurgia e câncer do Imperial College London.

Iniciada pelo NPC do Imperial College London, a IPCN inclui mais de doze parceiros internacionais, como polos regionais multi-institucionais na Austrália, Canadá, China, Japão, Singapura, Taiwan, Estados Unidos e Reino Unido.

Desde 2012, o NPC estabeleceu metodologias de melhores práticas laboratoriais e de pesquisa em fenômica, e a nova IPCN compartilhará esse conhecimento com o mundo. Quando a pesquisa é realizada de maneira harmonizada, é mais fácil combinar conjuntos de dados e comparar os resultados. Isso significa que estudos maiores e mais complexos podem ser realizados, e que os estudos menos complexos podem ser concluídos com muito mais rapidez do que em um centro individual de maneira isolada.

"A pesquisa fenômica realmente é uma das próximas fronteiras médicas capazes de aprimorar nosso entendimento sobre um grande número de doenças e distúrbios", afirmou o professor Dame Sally Davies, diretor médico do Reino Unido. "A forma como tratamos o autismo, o câncer, a saúde mental, o derrame, a obesidade, as doenças metabólicas e a diabetes tipo 2 pode ser revolucionada pela pesquisa nessa área. Também é muito bom para o trabalho cruzar as fronteiras internacionais para encontrar maneiras de enfrentar os maiores desafios globais em saúde pública que nos são apresentados atualmente, cada vez mais rápido."

"Em Singapura, damos as boas-vindas ao lançamento da International Phenome Centre Network", afirmou o professor James Best, reitor da Faculdade de Medicina Lee Kong Chian da Universidade Tecnológica de Nanyang. "Por meio dessa parceria, o Singapore Phenome Centre da Universidade Tecnológica de Nanyang terá aumentado a oportunidade de colaborar internacionalmente. Ao combinar os dados obtidos com a metodologia harmonizada e compartilhar ideias, entenderemos melhor as anormalidades bioquímicas dos distúrbios metabólicos como o diabetes."

"O programa da WISH dedica-se ao entendimento e mapeamento das mudanças nas necessidades da saúde global e dos problemas emergentes nas áreas médica e de cuidados com a saúde", afirmou o professor Lord Ara Darzi de Denham, diretor do Institute of Global Health Innovation do Imperial College London. "O IPCN enfrentará muitos desses desafios de cuidados com a saúde, como obesidade, diabetes, câncer e autismo, e criará um modelo tecnológico para estudar a biologia comparativa das doenças em escala global."

Os fundadores da rede são o Imperial College London e seus parceiros corporativos Waters Corporation e Bruker Corporation. Waters e Bruker desenvolveram as tecnologias de espectroscopia de espectrometria de massa e ressonância magnética nuclear (RMN), que tornam possível a fenotipagem metabólica avançada, precisa e eficiente. A fenotipagem metabólica envolve a identificação de metabolitos presentes em fluidos corporais e amostras de tecidos que fornecem informações sobre o estado de saúde e a função fisiológica atuais de uma pessoa. Por sua vez, isso fornece informações sobre doenças e patologias metabólicas.

FONTE International Phenome Centre Network

Dia da Acessibilidade – Ótima oportunidade para Brasil debater políticas para promoção das tecnologias assistivas

Comemorado no dia 5 de dezembro, o Dia da Acessibilidade tem papel fundamental na sociedade que busca trazer mais qualidade de vida e inclusão a cerca de 45 milhões de brasileiros com deficiência

8.Acessibilidade Dentre os mais de 206 milhões de brasileiros, temos uma parcela significativa de pessoas com deficiência que enfrentam barreiras complicadíssimas no dia a dia em busca de qualidade de vida e inclusão. Segundo dados do Censo de 2010, existem cerca de 45 milhões de pessoas portadoras de necessidades especiais no país, o que representa mais de 20% da população.

Todos os anos, entre os dias 4 e 10 de dezembro, é comemorada a Semana Nacional de Acessibilidade e Valorização da Pessoa com Deficiência, tendo o dia 5 como o Dia da Acessibilidade. Discutir e promover este debate é fundamental para colocar em prática o que diz o Decreto Legislativo nº 186, na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. O texto, que diz que toda pessoa faz jus a todos os direitos e liberdades, sem distinção, reafirma a universalidade, a indivisibilidade, a interdependência e a inter-relação de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais, bem como a importância de garantir que todas as pessoas com deficiência os exerçam plenamente, sem qualquer discriminação.

Trabalhando em prol desta parcela da população, a indústria brasileira vem se destacando na criação de produtos e serviços no setor de tecnologias assistivas. Hoje, o Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial, atrás apenas da Alemanha, que o lidera, e dos EUA. A produção brasileira tem participação de 18% no mercado global de tecnologia assistiva, um dado motivador para quem está atuando neste mercado que tende a crescer nos próximos anos.

No primeiro semestre de 2016, a Hospitalar reincorporou a Reabilitação Feira + Fórum, evento dedicado ao setor de produtos, equipamentos, serviços e tecnologias para reabilitação, prevenção e inclusão que promove o debate sobre inovação, pesquisa e políticas públicas voltadas à qualidade de vida de pessoas com deficiência, mobilidade reduzida e idosos. E, durante a exposição, foi possível notar a criatividade da indústria na transformação e criação de um grande arsenal de recursos e serviços dedicados a este público.

Tendo como tecnologia assistiva todo e qualquer item, equipamento ou serviço criado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais e auxiliar as pessoas com deficiência, a produção nacional vem se desenvolvendo. A Ibramed, fabricante de aparelhos para reabilitação, é uma das expositoras da Hospitalar e conta com uma política interna na qual uma grande parte da porcentagem do faturamento da empresa é reinvestida para desenvolvimento de novos produtos. Hoje, o carro-chefe da Ibramed é o Sonopulse III, equipamento compacto de ultrassom de 1 e 3 MHz que realiza uma das terapias mais conhecidas na área da fisioterapia, sendo responsável pelo trabalho analgésico, anti-inflamatório e de regeneração de tecidos.

Atitudes como a da Ibramed impulsionam a produção que conta, também, com alguns programas nacionais e municipais de incentivo à indústria. Como exemplo, podemos destacar o Programa VAITEC, da Adesampa (Agência São Paulo de Desenvolvimento), que oferece subsídio a projetos que visam solucionar problemas e desafios do dia a dia da cidade. Na seleção, propostas com enfoque em acessibilidade e inclusão ganham pontos extras.

Ainda pensando em políticas públicas voltadas à tecnologias assistivas, destaque para o CNRTA – Centro Nacional de Referência em Tecnologia Assistiva que, criado em 2012 pelo CTI/MCTI – Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer / Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, contribui para o planejamento, elaboração e implementação da Política Nacional de Tecnologias Assistivas, promovendo serviços de informação, divulgação, assessoria, formação e apoio sobre produtos e serviços, além de incentivar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação.

Robô para crianças autistas – Os alunos da Fatec Carapicuíba Lucas Olímpio de Brito, do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, e Wendell Pereira Barreto da Silva, do curso de Jogos Digitais desenvolveram um robô que anda, fala e propõe desafios. Nomeado de Aria (Assistente Robótico de Inclusão ao Autista), o robô foi criado com o intuito de estimular a comunicação e a concentração de crianças com autismo.

Formado principalmente por filamentos plásticos e modelado em impressora 3D, o robô se movimenta e oferece seis jogos digitais educativos para que a criança possa interagir por meio de sensores e por uma tela de smartphone. Uma ótima iniciativa partindo da academia e que deve seguir para o mercado em breve.

Visibilidade da indústria nacional no mercado externo – Com o objetivo grandioso de contribuir com a ampliação das habilidades funcionais de pessoas com deficiência promovendo, inclusive, sua independência, a indústria nacional demonstra grande competência para o desenvolvimento dessas tecnologias. Trazendo ainda mais visibilidade a nossa produção de tecnologias assistivas, a ABIMO (Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos) em parceria com Apex-Brasil, oferece um projeto de organização e regulamentação do setor para preparação ao mercado internacional.

“A ABIMO visa fazer um trabalho de aproximação para troca de experiências, mantendo sempre a Apex-Brasil envolvida no processo”, comenta Clara Porto, gerente de marketing e exportação da entidade que afirma que pelo menos 30 grupos brasileiros têm potencial de exportação, sem considerar empresas menores que ainda esbarram em dificuldades como falta de budget para obtenção de certificações.

Como parte deste projeto, empresas associadas à ABIMO já estão participando de grandes eventos internacionais como, por exemplo, a Abilities Expo New York Metro, nos EUA, e a Rehacare, na Alemanha.

Paraíba recebe o primeiro acelerador linear do Plano de Expansão da Radioterapia

Novo equipamento vai dobrar o número de atendimentos no estado e deve atender 187 municípios da região

7.radioterapiaA população de Campina Grande (PB) e região recebeu o primeiro acelerador linear do Plano de Expansão da Radioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS). A estrutura onde foi instalado o novo aparelho foi inaugurada, na segunda-feira (28), pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, no Hospital da Fundação Assistencial da Paraíba (FAP). O acelerador, que é utilizado no tratamento de vários tipos de câncer, possibilitará dobrar o número de atendimentos por mês em 187 municípios da região. O Ministério da Saúde investiu R$ 4,9 milhões na compra do equipamento e construção do bunker (espaço destinado para instalação do aparelho).

“Os equipamentos que o Governo Federal está adquirindo vão facilitar a vida das pessoas, levarão o tratamento mais próximo dos brasileiros. Este exemplo de investimento público, que está acontecendo na Paraíba, irá replicar por todo país. Portanto, esta medida é de fundamental importância, principalmente para aqueles que sofrem de câncer e que precisam do tratamento. Vamos colocar os equipamentos mais perto das pessoas, interiorizar esses equipamentos, e permitir um atendimento mais humano”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Ele ressaltou que a implantação dos equipamentos vai possibilitar que as pessoas se desloquem menos para receber os tratamentos de radioterapia no Brasil.

O hospital foi escolhido após levantamento do Ministério da Saúde sobre os vazios assistenciais nos serviços de radioterapia. A região mais carente é o Nordeste, que possui déficit de 58 equipamentos, seguida do Sudeste, que precisa de mais 35 aceleradores.  Após a inauguração em Campina Grande, estão programadas as entregas de outros 20 equipamentos em 2017 nos demais estados do país. Ao todo, cerca de R$ 500 milhões foram investidos para a aquisição de 80 aceleradores lineares, além da realização de projetos e obras. “Entendemos como um importante avanço a iniciativa do Governo Federal em proporcionar, através do plano de expansão, a implantação de novos aceleradores lineares nas regiões mais carentes desses equipamentos na área de Radioterapia. Para a FAP, representa um aumento quantitativo e qualitativo em nossa capacidade assistencial, com vistas a consolidar nossa participação na rede de Oncologia do SUS, além de termos o orgulho em ser o primeiro hospital a receber uma das 80 máquinas no Brasil”, declarou o presidente da FAP, Helder Macedo.

O Ministério da Saúde estuda a aquisição de outros 20 equipamentos por meio de aditivo ao contrato firmado em 2014 para a compra dos 80 aparelhos. Serão priorizados novos serviços, desconcentrando a oferta. Antes, a prioridade era a ampliação de serviços, em geral, nos grandes centros urbanos, mantendo o atendimento longe de parte da população. Os novos equipamentos que serão adquiridos viabilizarão uma economia de aproximadamente R$ 25 milhões em relação ao que era realizado por meio de convênios.

Os projetos estão em andamento e serão executados dentro das atividades previstas do plano. Cabe ressaltar que os aceleradores lineares são equipamentos de altíssima complexidade tecnológica e não podem ser instalados sem os devidos cuidados com a proteção radiológica. As instalações exigem espaço físico com características peculiares e distintas das construções tradicionais de estabelecimentos e unidades de saúde, uma vez que envolve, por exemplo, sistemas de climatização específicos, refrigeração da água, sistema elétrico diferenciado e maior espessura das paredes.

ASSISTÊNCIA – Nos últimos anos, observou-se uma crescente oferta da radioterapia no país. Em 2010, foram realizados 97.359 procedimentos de tratamento para radioterapia. Em 2015 realizou-se 115.631, um aumento de 19%. Vale ressaltar que essa ampliação também é resultado do investimento realizado pelo Ministério da Saúde na compra de aceleradores lineares por meio de convênios. Consequentemente, a pasta ampliou em 68% os recursos para tratamentos oncológicos (cirurgias, radioterapias e quimioterapias), passando de R$ 2,1 bilhões, em 2010, para R$ 3,5 bilhões em 2015.

FÁBRICA - O Ministério da Saúde e a Varian Medical Systems lançaram em março deste ano, em Jundiaí (SP), a pedra fundamental da primeira fábrica de aceleradores lineares da América Latina. A construção da indústria é resultado de acordo de compensação tecnológica, promovido pelo Ministério para maior independência do mercado externo e expansão do tratamento de radioterapia no país. A previsão é que a construção seja finalizada até o final de 2017. “A Varian tem o compromisso em trazer a sociedade Brasileira o que existe mais moderno em tecnologia de radioterapia. Compromisso Varian é em salvar vidas. A fábrica no Brasil irá trazer acesso a tratamentos modernos, transferência de tecnologia, treinamento a profissionais de radioterapia para o Brasil e os países da América Latina”, afirmou Humberto Isidoro, Presidente Varian Brasil.

Quando estiver pronta, a indústria de aceleradores lineares aumentará o acesso e a qualidade do tratamento de radioterapia no Brasil. Isso porque atualmente, tanto os aparelhos, aceleradores lineares, como suas peças e softwares utilizados na programação das sessões de radioterapia no país são importados. Isso interfere diretamente nos custos e preços, que sofrem constantemente com flutuações cambiais e tornam o Brasil totalmente dependente do mercado externo.

Hospital Mãe de Deus recebe certificação em prevenção e tratamento de lesões por pressão

A certificação “Fazendo a diferença na vida das pessoas”será entregue dia 5 de dezembro de 2016

6.mae deusO envelhecimento é um processo dinâmico e gradual que tem afetado a população mundial. Com isto há o aumento de incidência de doenças crônicas, elevando o número de internações hospitalares e a complexidade dos motivos de internação. Dentre as possíveis complicações decorrentes de internação hospitalar, estão as lesões por pressão. Para melhorar ainda mais a abordagem desses casos, o Hospital Mãe de Deus vem buscando a certificação através do Programa de Tratamento e Prevenção de Lesões por Pressão, concedida pela Convatec. 

O programa de certificação teve duração de seis meses com várias etapas e o processo será concluído em 5 de dezembro de 2016. Dessa forma, o Hospital Mãe de Deus será o primeiro hospital em Porto Alegre com esse certificado. A Enfermeira Doutora em geriatria e gerontologia biomédica e responsável pelo grupo de lesões do hospital, Ana Karina S. Rocha Tanaka, explica que o programa de certificação trouxe muitos benefícios para a instituição, fazendo a diferença na vida das pessoas.  “A interação da equipe multidisciplinar com pacientes e familiares qualificou a assistência prestada e possibilita que o paciente participe ativamente do seu processo de tratamento e cura”, afirma.

Para realizar o cuidado de forma adequada e com alta qualidade assistencial, as equipes foram capacitadas não apenas em conhecimentos teóricos, mas também participaram de processos de metodologias ativas de treinamento, como as certificações e a utilização de protocolos baseados nas melhores práticas internacionais, melhorando os indicadores assistenciais. Como parte do processo de certificação, 167 colaboradores do Hospital Mãe de Deus entre enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionistas e farmacêuticos passaram por capacitação e prova teórica no período de junho a dezembro. Eles também receberão a certificação no evento marcado para o dia 5 de dezembro às 19h30 no auditório do hospital.

Hospital Santa Cruz homenageia a Fundação Kunito Miyasaka

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Em cerimônia, o Hospital apresentou os novos equipamentos adquiridos por meio de doações da Fundação Kunito Miyasaka.

Pela quarta vez consecutiva, a Fundação Kunito Miyasaka colaborou com o Hospital Santa Cruz (HSC) de São Paulo. A instituição doou R$ 310 mil para o Hospital, valor que foi investido na compra de novos equipamentos essenciais para o atendimento dos pacientes.

Um deles é o polígrafo TEB SP12, localizado no setor de Hemodinâmica, que monitora o paciente durante procedimentos como cateterismo, angioplastia e eletrocardiogramas. O aparelho é usado diariamente em pacientes de casos graves, como parada cardíaca, sendo extremamente importante para o HSC, referência na área de Cardiologia.

A doação também foi utilizada para adquirir dois carros térmicos para transporte de alimentos, disponíveis para o Serviço de Nutrição e Dietética. Eles reduziram o tempo de entrega da comida aos pacientes, mantendo de forma eficiente a temperatura adequada dos pratos. As novas máquinas são modernas, silenciosas e possuem uma direção automatizada, facilitando o deslocamento nos corredores do Hospital. As aquisições agregam ainda mais à segurança alimentar oferecida pelo HSC.

Como forma de agradecimento, o presidente do HSC, Renato Ishikawa, juntamente com a diretoria do Hospital, recebeu em 21 de novembro, segunda-feira, os diretores da Fundação Kunito Miyasaka para apresentar os novos equipamentos já instalados e entregar uma placa de homenagem.

A Fundação Kunito Miyasaka é considerada um dos maiores agentes de integração da comunidade japonesa no Brasil e abraçou a causa do Hospital Santa Cruz, contribuindo com a modernização dos aparelhos e o aumento da qualidade dos atendimentos.

“Essas doações são muito importantes, pois refletem no reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Hospital. E, principalmente, nos permite investir para melhorar e garantir a qualidade do serviço prestado à comunidade”, finaliza Sr. Ishikawa.

Pesquisa Datafolha mostra médico como profissional com maior credibilidade junto aos brasileiros

2.pesquisa medicoNo Brasil, o médico é o profissional em quem a população mais confia, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM), divulgada na última quarta-feira (23), em Brasília. Essa é a percepção de 26% dos brasileiros, que, em segundo lugar, colocam o professor (24% das menções) e o bombeiro (15%). No extremo oposto, aparecem os políticos (0,3%).

Para o presidente do CFM, Carlos Vital, os resultados revelam que a população “reconhece o mérito na rotina da prática médica, visualiza a perícia, a diligência, a prudência, a humildade e a compaixão nos esforços profissionais dispendidos”. Segundo ele, “apesar dos aviltamentos, das difamações da categoria médica e das deserções dos postulados morais por parte de poucos médicos, a população ainda preserva a outorga de crédito à imensa maioria da classe”.

O levantamento coloca ainda a medicina e a educação (escolas) como a instituição ou profissão com maior credibilidade junto aos brasileiros, ambas com 19% de citações. Na segunda posição, aparece o Corpo de Bombeiros, com 15%. O Congresso Nacional mereceu apenas 0,3% das menções. O questionário foi aplicado com 2.089 pessoas entre 31 de agosto a 3 de setembro, em todas as regiões do País, em áreas metropolitanas e no interior.

De acordo com as regiões, o médico conta com mais credibilidade e confiança junto às populações do Nordeste e do Sudeste, que apresentam índices de 31% e de 27%, respectivamente. Quando o dado é analisado em função de faixa etária, constata-se que o desempenho positivo dos médicos é melhor junto aos que têm mais de 60 anos confiam mais nos médicos (31%), entre as mulheres (27%), nos municípios do interior do país (29%) e entre os portadores de ensino fundamental (31%).

Ao mesmo tempo em que confia nos médicos, a população reconhece que esses profissionais têm sua atuação prejudicada devido à falta de condições estruturais. Para 94% dos entrevistados, a qualidade do trabalho do médico é afetada por problemas, como as precárias condições de trabalho (41%), pelos baixos salários e pela corrupção na área de saúde (33%, cada uma) e pela má gestão da saúde pública (28%).

Também foram apontados como fatores que impedem o pleno exercício da medicina: a falta de acesso a exames e tratamentos de complexidade (25%); a falta de fiscalização (24%), de clínicas e de hospitais; e a ausência de leitos para internação no SUS, entre outros problemas. As condições de trabalho foram apontadas como apontadas como os principais problemas para os moradores do Norte e Centro Oeste, de regiões metropolitanas, mulheres, entre 25 a 34 anos e com nível superior.

Os baixos salários foram indicados como principais problemas para os moradores da região sudeste, das regiões metropolitanas, do sexo masculino, com mais de 60 anos e com nível fundamental. Já a corrupção na área da saúde foi percebida como um principal problema pelos homens moradores de regiões metropolitanas do Norte e Centro Oeste, com idade de 16 a 44 anos e com nível superior.

Para brasileiros, a Saúde é o principal problema do País

A saúde é o principal problema do País na visão dos brasileiros. É o que mostra pesquisa do Instituto Datafolha, realizada a pedido do Conselho Federal de Medicina (CFM). O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (23), em Brasília (DF), aponta que essa é a opinião de 37% da população, que coloca suas preocupações com a corrupção (18%) e com o desemprego (15%) em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Os resultados mostram que o tema saúde é visto como um problema principalmente pelas mulheres (43%) e entre as pessoas que têm apenas o ensino fundamental (42%). Já a corrupção preocupa mais os homens (22%) e entre aqueles com maior escolaridade (26%). Neste ponto da pesquisa, a resposta era espontânea e o entrevistado só podia dar uma única resposta.

O trabalho aponta, ainda, que a percepção da qualidade dos serviços de saúde (públicos e privados) é negativa. Para 65% dos entrevistados, esta área merece os conceitos de ruim e péssimo. As regiões onde as críticas são maiores são o Sudeste (68%), o Norte e o Centro-Oeste (66%). O mesmo ocorre nas capitais e maiores municípios, onde as notas são baixas para 74% dos moradores. De forma geral, os mais jovens (de 16 a 24 anos) e as mulheres são os principais críticos da assistência.

Para mudar este cenário com respeito à saúde, a população cobra do governo um elenco de medidas. Entre elas, é vista como prioridade máxima o combate à corrupção (65%), o aumento no número de profissionais de saúde (58%) e a maior disponibilidade de leitos (50%). Outros pontos destacados são: destinar mais recursos para a saúde (47%), facilitar o acesso aos medicamentos (47%), qualificar os profissionais da saúde (46%), contratar mais médicos (45%) e melhorar a infraestrutura de hospitais e prontos-socorros (44%).

Subfinanciamento – Na avaliação do presidente do CFM, Carlos Vital, essa percepção da população sobre o setor está diretamente relacionada à má gestão dos recursos públicos na área. “Sucessivos levantamentos elaborados pelo CFM têm denunciado a situação do financiamento e da infraestrutura da saúde no País. O último deles revelou que, entre 2003 e 2015, cerca de R$ 136,7 bilhões do orçamento do Ministério da Saúde deixaram de ser efetivamente gastos”, comentou o presidente (clique aqui para conferir os últimos dados sobre o financiamento da saúde pública).

Nesta semana, segundo dados apurados pelo CFM no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), para este ano a dotação prevista para o Ministério da Saúde é de R$ 119 bilhões, dos quais 80% foram pagos até o último dia 18. No quesito investimento – gasto nobre da administração – dos R$ 6,7 bilhões, apenas R$ 3,2 bilhões (47%) foram efetivamente pagos até o momento. Se mantido este ritmo de dispensa média de aproximadamente R$ 302 milhões por mês, até o fim do ano terão sido investidos apenas R$ 3,6 bilhões do disponível, ou seja, 54%.

O secretário geral do CFM, Henrique Batista e Silva, também lembrou que o censo confirma o que os médicos já veem denunciando há muito tempo: a saúde não é uma prioridade de governo. “A população tem observado que não há um esforço para priorizar a Saúde. Sem estes recursos, por exemplo, os brasileiros certamente serão ainda mais prejudicados pela falta de infraestrutura e equipamentos fundamentais para a assistência”.

*Informações do CFM e Saúde Jur