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HOSPITALAR E L+M LANÇAM ÁREA EXCLUSIVA DE FACILITIES NA FEIRA

Setor movimenta aproximadamente R$ 240 milhões por ano

facilitiesAdministrar um hospital é uma tarefa complexa que requer atenção. Diante dessa necessidade, o setor de Facilities emergiu no mercado brasileiro com a missão de planejar e organizar o ambiente, reduzir e otimizar custos, prevenir acidentes e minimizar os riscos da operação, e desde então se tornou essencial para a dinâmica e gestão em hospitais, clínicas e laboratórios. De acordo com a ABRAFAC (Associação Brasileira de Facilities) o setor movimenta aproximadamente R$ 240 milhões por ano com a soma de todas as atividades que o integram.

Visando esse cenário, a Hospitalar, como plataforma global para geração de negócios e networking no mercado de saúde brasileiro e das Américas, focada em promover um leque com opções de serviços e tecnologias para melhorias na gestão de empreendimentos do setor, uniu-se à L+M, com o intuito de criar uma área exclusiva de Facilities dentro da Feira. Esse é um passo importante para suprir as necessidades do segmento no País.

A novidade disponibilizará serviços e produtos para construção, engenharia, arquitetura, recepção, manutenção, limpeza e gestão de resíduos, mobiliário, energia e climatização, jardinagem e paisagismo, estacionamento e segurança, catering e vending machines, automação, logística, lavanderia, entre outros. A área será subdivida pelo espaço Facilities Innovation, que apresentará experiências e simulações realísticas para empresas de Facilities e da cadeia da saúde. E ainda, o Facilities Education, que compreende o tradicional Hospital Contemporâneo, contará com exposições e realizações de workshops, conectando empresas de Facilities e o setor de saúde.

A Hospitalar é o único evento nas Américas a apresentar soluções completas para toda a cadeia da saúde desde o projeto de construção até o funcionamento e manutenção de hospitais, clínicas e laboratórios. “Quem já visitou as 21 edições do Hospital Contemporâneo da L+M na Hospitalar verá uma área animada, na qual a L+M e a Hospitalar aproximarão quem quer comprar de quem quer vender através de espaços de demonstrações e simulação realística, usados tanto pelas empresas de Facilities e da cadeia de valor da construção (vendedores), quanto pelos hospitais (compradores)”, pontua Lauro Miquelin, CEO da L+M, que ainda acrescenta: “Teremos ainda reuniões e workshops conectando compradores e vendedores para dialogar sobre temas das exposições, boas práticas em Facilities, design e construção”.

Chatbot: o seu médico de bolso!

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Imagine o seguinte diálogo de um paciente com uma app no smartphone:

App (A): Alô Peter como eu posso lhe ajudar?

Paciente (P): Eu estou com o nariz escorrendo e com dor de cabeça.

A: Ok Peter, eu entendo que você está com o nariz escorrendo e com dor de cabeça.

A: Quanto tempo você está com estes sintomas?

P: Há poucos dias.

A: Você tem alguns destes sintomas: (1) Tosse seca; (2) Febre; (3) Dor muscular; (4) Arrepio ou Tremedura. Marque o que sente.

Esse diálogo é baseado em uma app móvel chamada Chatbot (ou Chatterbot) [1]. Essa aplicação é um programa computacional que realiza uma conversa através de métodos auditivos ou textuais. Tais programas são frequentemente concebidos para simular de forma convincente como um ser humano (no caso acima um médico) iria se comportar como um parceiro de conversação. Os Chabots normalmente utilizam sistemas de diálogo para diversos fins práticos, incluindo atendimento ao cliente ou aquisição de informação (no caso acima tenta estabelecer um diagnóstico do paciente). Alguns utilizam sistemas sofisticados de Processamento de Linguagem Natural (NLP = Natural Language Processing [2]), mas outros sistemas mais simples procuram palavras-chave na entrada, em seguida, obtém uma resposta com as palavras-chave mais harmonizada com a pergunta, ou um padrão de texto similar, a partir de um banco de dados.

O Chabot é mais uma implementação da tão propalada Inteligência Artificial (IA) [3] e [3.1].

A economia dos “bots” está crescendo de forma bem mais rápida que a economia das “apps móveis” [4] em um momento que o mercado está “virando o rosto” para a aposta das “apps móveis” pois o este mercado está vivendo uma realidade de superpopulação e de difícil monetização [5] ... anote isso se você pensa que vai ganhar dinheiro com sua “maravilhosa” app de saúde!  

De todos as áreas que a IA vai provocar disrupção nos próximos anos, a de Saúde pode presenciar as maiores quebras de paradigmas. A influência da IA na indústria de saúde será profunda e ampla. Os algoritmos de reconhecimento de imagem utilizando a tecnologia de Deep Learning já auxiliam a detectar doenças em uma taxa surpreendente [6-8]. Atualmente, algumas “startups” estão usando máquinas inteligentes para redesenhar a parte clínica, redefinir o papel do médico, e reposicionar o paciente em relação à sua própria saúde. Conheça mais sobre a tecnologia de Deep Learning aqui em [8.1].

A mudança que IA vai trazer na Saúde será bem-vinda. À primeira vista, a IA vai trazer um bem-estar sem precedentes para as pessoas ao redor do mundo. Mas com o progresso deve-se também ter-se cautela com a infiltração das máquinas nas intimidades humanas e no acesso aos nossos mais íntimos “eus”.

A relação médico-paciente não mudou muito desde que Hipócrates escreveu pela primeira vez seu juramento médico há mais de dois mil anos atrás. Os pacientes se sentem doentes, vão para a clínica, e apontam o que dói e o que os afligem. Os médicos verificam os sinais vitais, sondam um pouco, fazem algumas perguntas, oferecem um diagnóstico, e em alguns casos escrevem uma receita. Existe um sofrimento do lado do paciente, a simpatia do médico, e uma luta conjunta contra a doença.

Por uma série de razões (associadas à saúde e ao desenvolvimento da tecnologia) estão surgindo as primeiras aplicações de diagnóstico baseadas em smartphone que colaboram na relação médico-paciente. Como vimos acima, essas aplicações móveis são chamadas Chatbots.

Os analistas de indústria apostam que eles serão uma forte tendência no mercado de IA nos próximos cinco anos [9] e, também, uma área atrativa a observar no mercado de saúde! [10-11].

As primeiras aplicações estão destacando-se no segmento de diagnósticos e nos relacionamentos com os médicos.

Como exemplos de Chatbots temos dois casos de “startups” britânicas: Your.MD [12] e Babylon Health [13]. Ambas as apps têm a mesma ambição: melhorar os precários serviços de saúde. Elas estão fazendo isso através da redução das consultas desnecessárias, criando um modelo avançado de dados médicos, e desenvolvendo uma app baseada IA que elas esperam que possa envolver os pacientes, assim como um médico.

A “startup” Your.MD afirma que já construiu o maior mapa médico “conectando” as probabilidades entre os sintomas e condições clínicas. Seu Chatbot utiliza algoritmos de aprendizado de máquina (“machine learning”) e processamento de linguagem natural (NLP) para entender e engajar os seus usuários. O aplicativo vem pré-instalado em todos os telefones Galaxy graças a parcerias vigentes com a Samsung, e a “startup” assegura que a sua app sempre estará disponível gratuitamente. É um sistema sofisticado, mas ainda é um trabalho em evolução, continuando a estimular o “crowdsourcing” das informação médicas  dos médicos.

Imagine que a tecnologia de IA da app Your.MD está em rede como a mente de um médico. Uma densa biblioteca de vocabulários médicos ajuda a identificar os sintomas do paciente. Dependendo de variáveis como idade, sexo, localização e época do ano, os algoritmos de IA personalizam suas perguntas para cada caso. O amplo mapa médico e o perfil do paciente ajudam a tecnologia de IA a determinar a probabilidade de que esses sintomas sinalizem esta ou aquela condição. Uma vez que um diagnóstico informal é feito, o sistema extrai dados do Serviço Nacional de Saúde (o NHS britânico) para oferecer sugestões e ajudar aos pacientes a se conectar com os médicos.

A app Your.MD responde às perguntas de um paciente como um médico pode responder. Com o suporte da tecnologia de aprendizado de máquina (“machine learninf”), o sistema pode aprender como um médico, assimilar e aplicar o conhecimento adquirido do caso de um paciente para um outro. Conheça mas sobre o Chabot Your.MD aqui em [14].

A equipe da “startup” Babylon Health está ocupada no desenvolvimento do que eles chamam de "inteligência artificial médica mais precisa do mundo." Eles planejam lançar o recurso como um complemento para a sua “freemium app” de mHealth em novembro desse ano.

Recentemente, o CEO da Babylon Health Ali Parsa mostrou o seu Chatbot em Londres, respondendo a perguntas a respeito de uma dor de cabeça que ele tinha relatado anteriormente. O Chabot seguiu como um médico bem treinado - ou talvez assistente de um médico. Ele levou Parsa através de perguntas e respostas, e, finalmente, aconselhou-o que sua dor de cabeça poderia ser irritante, mas não deveria causar preocupação. “Ele” se ofereceu para reservar uma consulta se Parsa desejasse. "Ele acabou de passar por milhares de milhões de variações de sintomas [para fazer essa sugestão]", disse Parsa.

Apesar de que a memória de um computador sempre vai ser melhor do que a de um médico, os computadores não podem se comunicar com pessoas de uma forma mais eficiente que os médicos. No mundo real, as pessoas descrevem seus sintomas de maneiras muito diferentes, dependendo das suas personalidades. Em outras palavras, há algo a ser dito para a intuição de um médico sobre o relacionamento humano com seu paciente [15].

Por estas razões, os Chatbots não têm a intenção de substituir os médicos com a tecnologia de IA. Ambas as apps Your.MD e Babylon buscam parcerias com os médicos para assegurar que as condições graves chamem a atenção profissional. Os Órgão Reguladores de Saúde não irão permitir – pelo menos a curto prazo – que as aplicações de IA façam diagnósticos oficiais. Os sistemas são concebidos para orientar aos pacientes, para sugerir se a gravidade dos sintomas justifica uma ida à clínica e, para ajudar aos profissionais médicos a fazer diagnósticos mais informados.

Mais uma novidade nessa seara ... recentemente, o “Google chinês” (Baidu) – que aposta muito em IA com o seu ex-Stanford Andrew Ng [16] - anunciou um Chatbot, chamado Melody, para ajudar aos médicos a diagnosticar os seus pacientes [17].

Veja como construir um Chabot inteligente aqui em [18] e tenha uma idéia de custo para fazê-lo aqui em [19].

Anote … o Chabot - baseado em tecnologia de Inteligência Artificial – vai trazer muitos serviços diferenciados para o segmento da Saúde ... ponha sua cabeça para trabalhar e vai descobrir o que fazer!

Referências:

[1] Chatterbot, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Chatterbot

[2] Natural Language Processing, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Natural_language_processing

[3] Artificial Intelligence, Wikipedia

https://en.wikipedia.org/wiki/Artificial_intelligence

[3.1] Preparing for the Future of Artificial Intelligence, White House, October 2016 [PDF]

https://www.whitehouse.gov/sites/default/files/whitehouse_files/microsites/ostp/NSTC/preparing_for_the_future_of_ai.pdf

[4] The Bot Economy Is Growing Even Faster Than the App Economy Did, Bloomberg, 15.sep.2016

http://www.bloomberg.com/news/articles/2016-09-15/the-bot-economy-is-growing-even-faster-than-the-app-economy-did

[5] Health and medical app landscape becoming crowded, harder to monetize, report finds, 11.OCT.2016

http://www.mobihealthnews.com/content/health-and-medical-app-landscape-becoming-crowded-harder-monetize-report-finds

[6] Deep Learning: como essa tecnologia pode transformar a medicina?, Saúde Business, 10.dez.2015

http://saudebusiness.com/deep-learning-como-essa-tecnologia-pode-transformar-a-medicina/

[7] Reconhecimento de imagens: Um novo aliado do diagnóstico Digital na Medicina, Convergência Digital, 01.mar.2016

http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?UserActiveTemplate=site&infoid=41782&sid=15

[8] Deep Learning in Healthcare: Challenges and Opportunities, The Medium, 11.aug.2016

https://medium.com/the-mission/deep-learning-in-healthcare-challenges-and-opportunities-d2eee7e2545#.jkt6slzgv

[8.1] Why Deep Learning is Suddenly Changing your Life, Fortune, 28.sep.2016

http://fortune.com/ai-artificial-intelligence-deep-machine-learning/?iid=leftrail

[9] Smart assistants and chatbots will be top consumer applications for AI over next 5 years, poll says, Venture Beat, 22.jun.2016

http://venturebeat.com/2016/06/22/smart-assistants-and-chatbots-will-be-top-consumer-applications-for-ai-over-next-5-years-poll-says/?utm_content=buffer919b7&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

[10] The Future of Healthcare Is Arriving - 8 Exciting Areas to Watch, Singularity Hub, 22.aug.2016

http://singularityhub.com/2016/08/22/exponential-medicine-2016-the-future-of-health-care-is-coming-faster-than-you-think/

[11] Chatbots made for Healthcare, Tincture, 19.apr.2016

https://tincture.io/chatbots-made-for-healthcare-fec631bc8462#.bd2ttt66k

[12] Your.MD

https://www.your.md/

[13] Babylon Health

http://www.babylonhealth.com/

[14] Your.MD Launches AI-Powered Doctor Diagnosis on Facebook Messenger Via Chatbot, HIT Consultant, 29.apr.2016

http://hitconsultant.net/2016/04/29/md-launches-ai-powered-doctor-diagnosis-facebook-messenger-via-chatbot/

[15] The Artificially Intelligent Doctor Will Hear You Now, MIT Technology Review, 09.mar.2016

https://www.technologyreview.com/s/600868/the-artificially-intelligent-doctor-will-hear-you-now/

[16] Referências do Google sobre “Andrew Ng”

https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=andrew%20ng

[17] Baidu launches medical chatbot to help Chinese doctors diagnose patients, The Verge, 11.oct.2016

http://www.theverge.com/2016/10/11/13240434/baidu-medical-chatbot-china-melody

[18] How to build smarter chatbots, Venture Beat, 11.oct.2016

http://venturebeat.com/2016/10/11/how-to-build-smarter-chatbots/

[19] Here’s how much it costs to make a chatbot, 10.oct.2016

http://venturebeat.com/2016/10/10/heres-how-much-it-costs-to-make-a-chatbot/?utm_content=buffer1a617&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

Emitido por Eduardo Prado

Data: 30.out.2016  

Eduardo Prado é consultor de mercado em novos negócios, inovação e tendências em Mobilidade e “Big Data” em Saúde.

E-mail: eprado.sc@gmail.com

Twitter: https://twitter.com/eprado_melo

Outras matérias do mesmo autor:

1.Blog Saúde 3.0

http://saudebusiness.com/blogs/saude-3-0/

3 pilares para o bom uso dos dados em Saúde

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Nada melhor do que exemplos de mortes por falhas médicas para engajar o corpo clínico e todos os profissionais envolvidos na assistência a coletar e usar corretamente os dados de Saúde. A orientação é de Aimar Lopes, docente em Gestão Hospitalar da Universidade São Camilo. Um estudo da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostra que, a cada três minutos, mais de dois brasileiros (2,47 exatamente) morrem em um hospital por consequência de um erro evitável. Essas falhas são chamadas de "eventos adversos", como a má dosagem de medicamentos ou uso incorreto de equipamentos.

Lopes explica que a adoção de tecnologias, como Prontuário Eletrônico (PEP), são essenciais para a segurança do paciente e para um diagnóstico preciso, porém, é necessário - em conjunto -, preparar os profissionais que fazem uso dessas informações. “Os dados, por exemplo, não podem ser usados individualmente, devem sempre englobar todas as informações do paciente”, explica. Segundo Lopes, outro erro é estimular algum tipo de bônus para o uso correto ou para que os médicos usem  (ou não) algum antibiótico. “Vincular algo tão importante com com dinheiro é inadmissível”, diz.

De acordo com ele, ética e confidencialidade na coleta e uso de dados do Prontuário Eletrônico do Paciente são pontos essenciais. Para isso, recomenda, como forma de engajamento, três pilares:

1.Reforce a cultura

A mudança para um ambiente digital demanda, além da adesão de tecnologias, mudança de mentalidade. É preciso investir em ações de conscientização sobre a importância de um ambiente informatizado e de como isso vai mudar processos e rotina de trabalho. “As pessoas têm de acreditar que a alteração é boa - tanto para os pacientes, quantos para o próprio trabalho”, diz Lopes. Segundo ele, a entidade pode apostar em conversas sobre o que vai mudar, abordando resultados na prática dos sistemas e casos bem sucedidos em outras instituições, que mostrem o impacto na segurança de diagnósticos.

2.Treine a equipe

A parte técnica é fundamental. O hospital deve investir em treinamentos para toda a equipe de como as soluções funcionam, que dados devem ser armazenados, como o registro deve ser feito e de que maneira coletar essas informações. “Esses treinamentos devem ser frequentes e não apenas no início do processo de digitalização”, afirma Lopes.

  1. Incentive a colaboração

O registro de todas as informações não pode substituir o diálogo. No ambiente digital, a troca de conhecimento é de suma importância e deve sempre prevalecer. “O engajamento está ligado, também, à valorização que o hospital dá aos profissionais”, afirma Lopes. Segundo ele, é essencial incentivar que as equipes conversem e troquem informação.

“A entidade precisa estimular a discussão, mostrar resultados e fornecer treinamento constante para incentivar o engajamento”, completa Lopes.

Hospital San Paolo: gestão hospitalar eficaz supre deficiências de atendimento

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Atrasos nas consultas e longas filas de espera fazem parte da rotina de boa parte dos hospitais, em especial de pequeno e médio porte. Nos últimos anos, entretanto, iniciou-se uma corrida pelo ganho de eficiência e melhoria da qualidade no atendimento, o que impulsionou uma modernização dessas entidades, que buscam estratégias de aprimoramento apoiadas em tecnologias de gestão hospitalar. Independentemente de quem faz a contratação, o objetivo é evitar ruídos de comunicação, indisponibilidade de informação sobre os usuários e ineficiência pela falta de protocolos.

A falta de histórico de procedimentos e exames, de ferramentas capazes de fazer uma melhor administração, controlando, por exemplo, o dia e o horário de maior movimentação de pacientes, são duas causas para a dificuldade de realização de um atendimento mais rápido e dinâmico.

Caso parecido ocorreu no o Hospital San Paolo, que sofria com problemas de administração e atendimento. José Carletti Junior, diretor da entidade afirma que com a adoção do sistema de gestão hospitalar Tasy, os problemas foram solucionados, já que ele permitiu a extração de relatórios e indicadores online, melhorando as tomadas de decisão. “Os controles paralelos deixaram de existir e o fluxo de atendimento torna-se mais assertivo e ágil”, completa.

Além da instalação das ferramentas de gestão hospitalar, Evandro Garcia, diretor de vendas, marketing e serviços da área de Tecnologia da Informação em Saúde para a América Latina da Philips, reforça que é preciso investir, também, em treinamento, fazendo com que toda a equipe se adeque às novas funcionalidades e elevem o hospital a um novo patamar de gestão. “Isso só é possível quando todos os processos estão integrados em soluções tecnológicas que conversem entre si, dependendo muito do envolvimento de todos os funcionários no projeto”, finaliza.

Prontuário Eletrônico do Paciente: 3 indícios de erro

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A implantação do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) é uma das primeiras etapas de transformação do hospital convencional em digital. Por essa razão, demanda atenção especial, já que ela pode ser determinante para o desenvolvimento de todo o resto do projeto. “Os indícios de que há alguma coisa errada na incorporação do PEP aparecem logo no início e estão relacionados, principalmente, à má escolha do sistema e falta de preparo da equipe” afirma Marcelo Lúcio da Silva, diretor executivo da Sociedade Brasileira de Informática em Saúde (Sbis). Entenda os três principais erros e evite-os:

  1. Implantação de um sistema não certificado

Existe uma gama muito grande de PEPs e, segundo Silva, a maioria não atende aos padrões de qualidade, não possuindo a Certificação Sbis/CFM. Dentre as principais exigências para obter essa certificação estão:

  • Registro Eletrônico em Saúde (RES): um repositório de informação a respeito da saúde de indivíduos, numa forma processável eletronicamente.  
  • Arquitetura: conjunto de artefatos de projeto ou representações que são relevantes para descrever um objeto de modo que ele possa ser produzido com base em requisitos (qualidade), como também mantido durante o período de sua vida útil (alteração).
  • Informação processável em computador: informação que pode ser programaticamente criada, armazenada, manipulada e recuperada de um computador eletrônico.  
  • Interoperabilidade: habilidade de dois ou mais sistemas trocarem informações entre si.

  1. Não fazer seleção adequada

Mesmo que o Prontuário Eletrônico do Paciente seja certificado, é preciso avaliar, dentre as diversas opções e modelo, aquele que se adequa melhor à sua estrutura, porte e áreas que pretende-se cobrir. “Não é interessante adotar um sistema que não comporta perfeitamente as funções necessárias. É ideal que o sistema se molde a equipe, não o contrário. Por essa razão, quanto menos customizações forem realizadas, melhor”, expõe Silva.

  1. Mau envolvimento da equipe no projeto

É preciso engajar e treinar a equipe para evitar que o vício da utilização do papel inviabilize a implantação plena do Prontuário Eletrônico do Paciente. “Os corpos clínico e administrativo podem se mostrar um pouco resistente a utilização do PEP, mas, ao entender as vantagens e benefícios participando ativamente do processo de incorporação desse sistema, a adaptação flui muito melhor”, finaliza Silva.

Diante do cenário de crise econômica, FENAESS aposta na qualificação profissional da população

DrBrenoMonteiroA FENAESS (Federação Nacional dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde) é uma das instituições apoiadoras da Hospitalar e de vários congressos que ocorrem paralelamente ao evento, entre eles o CISS (Congresso Internacional de Serviços de Saúde). Para o presidente da entidade, Dr. Breno de Figueiredo Monteiro, a FENAESS faz parte da história da Hospitalar, já que participa do evento desde o seu lançamento, há 24 edições.   Em entrevista exclusiva, ele ressalta ainda os principais projetos da FENAESS para o próximo ano, assim como a importância de investimentos em cursos de qualificação profissional para o desenvolvimento do país. Segundo Monteiro, a realização de atividades, com o objetivo de qualificação profissional, traz inúmeros benefícios ao setor da saúde.  Confira a entrevista:

Hospitalar.com: Quais são os projetos da instituição para 2017?

Dr. Breno Monteiro: Um dos principais projetos da FENAESS para 2017 é continuar a qualificação profissional por meio dos cursos que oferecemos pela ENAESS (Escola Nacional de Ensino em Serviços de Saúde). Este ano, os sindicatos membros da FENAESS promoveram diversos cursos em seus estados por meio da escola e tivemos uma receptividade muito boa. Com isso, decidimos ampliar ainda mais, em 2017, a oferta de cursos e atividades que tragam qualificação ao profissional. 

H: Fale um pouco sobre os projetos da instituição e o impacto deles para o setor?

Dr. Breno: No atual cenário de crise econômica em que vivemos, os gestores da saúde têm o desafio de sempre melhorar o desempenho de sua equipe. A realização de cursos e atividades, com o objetivo de qualificação profissional, traz inúmeros benefícios ao setor. Os profissionais ficam mais motivados por fazer parte de uma empresa ou instituição que acredita e investe no seu desenvolvimento. Profissionais motivados e qualificados no mercado tem como consequência direta a melhoria na qualidade do setor da saúde. 

H: Como a sua participação no evento ajuda no desenvolvimento dos seus projetos?

Dr. Breno: Participar de um evento como a Hospitalar, que possui grande reconhecimento entre autoridades e especialistas de diversos setores, faz com que tenhamos um círculo de relacionamento político e institucional fundamental que nos auxilia a melhorar o desenvolvimento dos nossos projetos de qualificação profissional. 

H: Há quantas edições participa da Hospitalar?

Dr. Breno: Na minha opinião, a FENAESS faz parte da história da Hospitalar, pois participamos do evento desde o seu lançamento há 24 edições.  

H: Como você a importância desse evento no setor da saúde como todo?

Dr. Breno: Ser reconhecida como o maior evento do setor saúde das Américas, faz com que a Feira + Fórum Hospitalar seja um grande encontro das principais entidades, lideranças, profissionais e pensadores do setor. O evento é de extrema importância para que possamos discutir os desafios, encontrar soluções e, principalmente, para trocar experiências que auxiliem na gestão da saúde. 

Varejo farmacêutico aumenta 12,4% no acumulado do ano

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As vendas em farmácias registraram aumento de 12,4% em setembro, considerando o acumulado do ano, em comparação ao mesmo período do ano passado. Assim, o faturamento de R$ 33 bilhões em 2015 passou para R$ 37 bilhões neste ano. Já o número de doses comercializadas saiu de 104 bilhões para 109 bilhões; crescimento de 4,9%.

Os dados acabam de ser divulgados pela IMS Health e foram compilados pela INTERFARMA (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa). “Em comparação com os demais setores, o farmacêutico consegue ser mais resistente às crises porque medicamentos são produtos de primeira necessidade”, afirma Antônio Britto, presidente-executivo da INTERFARMA.

Apesar do crescimento nominal elevado, é preciso descontar a inflação do período e considerar também o aumento de custos para chegar ao crescimento real do setor. A inflação apontada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para o acumulado do ano é de 5,51%, sendo que a indústria também tem sido impactada pelo custo elevado da energia e dos tributos.

O varejo representa cerca de 70% do mercado farmacêutico brasileiro, que hoje movimento em torno de R$ 65 bilhões por ano. O restante do mercado é formado por clínicas, hospitais e universidades, sendo que as compras do governo respondem por mais da metade do chamado mercado institucional.

Outro recorte

Índice semelhante é observado também nos 12 meses móveis encerrados em setembro (outubro do ano anterior a setembro): 11,9%. O faturamento pelo varejo passou de R$ 44 bilhões para R$ 49 bilhões, enquanto a doses comercializadas avançaram de 137 bilhões para 144 bilhões.

O que está por trás da transformação digital na Saúde

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Falhas médicas são a maior causa de morte no Brasil. É o que aponta um estudo feito pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Segundo o levantamento, estima-se que, só em 2015, 434,11 mil óbitos foram provocados por falhas no sistema de Saúde nacional - tanto público quanto privado. Dentro desse cenário, ainda há falta de profissionais da área, número que, de acordo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é deficitário em 7,2 milhões no mundo.

A transformação digital na Saúde oferece muitas oportunidades para reverter esse quadro. Isso porque abrange uma rede online que une aspectos genéticos com as ferramentas digitais, com o objetivo de reduzir as ineficiências na prestação de cuidados ao paciente, melhorar o acesso, reduzir custos, aumentar a qualidade, e tornar a medicina mais personalizada e precisa. O foco central é o paciente, e não a organização.

Para isso, a rede conta com soluções e uma plataforma aberta para comunicação e integração, que permite dados compartilhados, conectados e fluidos entre todos os participantes da rede. “A inovação digital já está ajudando a indústria de assistência médica a antecipar a demanda pela prestação de serviços, simplificar a prevenção e tratamento e oferecer aos pacientes mais controle e segurança de sua saúde”, diz Martin Kopp, global general manager for healthcare da SAP SE, ressaltando que ainda há um longo caminho pela frente. Segundo a SAP, apenas 25% dos provedores têm uma estratégia estruturada para alcançar a transformação digital na Saúde.

A seguir, saiba o que estará por trás de todos serviços com a transformação digital na Saúde:

- Assistência baseada em valores, estruturadas para obter resultados focados ao paciente, ao menor custo possível;

- Inteligência artificial: correlação das informações desconectadas do big data para obtenção de dados inteligentes, que auxiliem na tomada de decisões clínicas baseadas em fatos concretos;

- Equipamentos médicos avançados, wearable devices, ou sensores vestíveis, para monitoramento estendido e prevenções;

- Engajamento do paciente, encorajando-o a assumir um papel mais responsável no gerenciamento e prevenção de doenças;

- Medicina personalizada: insights inovadores para o corpo humano;

- Pesquisa participativa e testes clínicos, incluindo mais usuários e interessados;

- Demanda balanceada e suprimentos com ideias em tempo real e análise preditiva para otimizar a oferta de serviços, eliminando perdas.

Mais de 3 milhões de crianças menores de 5 anos morrerão de doenças infecciosas no próximo ano

LONDRES, 3 de novembro de 2016 /PRNewswire/ -- O Conselho Global de Higiene (Global Hygiene Council, CGH) lançou hoje seu relatório "Pequenos Passos para uma Grande Mudança (Small Steps for Big Change)", que estuda o efeito alarmante das doenças infecciosas preveníveis em crianças do mundo inteiro, e pede para famílias, comunidades e profissionais de saúde implementarem um plano simples de 5 passos para melhorar os hábitos diários de higiene e impedir que crianças morram devido a infecções preveníveis.

(Foto: http://photos.prnewswire.com/prnh/20161012/427744 )
(Foto: http://photos.prnewswire.com/prnh/20161012/427745-INFO )

O relatório destaca que mais de 3 milhões de crianças menores de 5 anos morrem de doenças infecciosas a cada ano [1], quase um milhão de crianças morrem de pneumonia a cada ano [1], e que mais de 700.000 crianças menores de 5 anos morrem em consequência de diarreia [2].

"É inaceitável que infecções facilmente preveníveis como a diarreia ainda sejam os maiores assassinos de crianças do mundo", diz o Professor John Oxford, um especialista em doenças infecciosas do Reino Unido e presidente do GHC. "Sabe-se que lavar as mãos com sabonete reduz o número de mortes por diarreia em 50%; e com a criação deste plano de 5 passos, queremos oferecer uma mensagem clara e consistente sobre como pequenas mudanças nos hábitos de higiene podem ter um grande impacto na saúde e no bem-estar das crianças do mundo inteiro".

O plano de 5 passos foi criado por especialistas do GHC, que inclui pediatras, especialistas em doenças infecciosas e especialistas em saúde pública do Reino Unido, França, EUA, Nigéria e África do Sul. O foco das 5 etapas está em fazer pequenas mudanças, como melhorar a limpeza das mãos e impedir a propagação de infecções em casa. Entre as possíveis grandes mudanças que podem surgir estão a redução pela metade dos casos de diarreia e a redução dos efeitos das infecções comuns da infância como resfriados e gripe.

"A falta de higiene pessoal e hábitos de higiene em casa são amplamente reconhecidas como as principais causas de transmissão de infecção em casos de resfriado, gripe e diarreia", disse o Professor de Oxford. "Famílias, comunidades e profissionais de saúde precisam reconhecer que a higiene melhorada é uma primeira linha de defesa eficaz, e que a adoção de hábitos de higiene melhores pode ter um impacto imenso e positivo na vida de crianças do mundo inteiro".

Vídeo "Cinco pequenos passo para melhorar os hábitos de higiene": https://www.youtube.com/watch?v=tN8Em-QYF50  

1. http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs178/en/

2. http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs330/en/

Para ler o relatório completo "Small Steps for Big Change", visite: http://www.hygienecouncil.org

Para obter mais informações de imprensa e entrevistas de mídia, entre em contato com: Catherine Major no +44-(0)-1444-811099 ou e-mail: Catherine@Spinkhealth.com (ou info@hygienecouncil.org)

FONTE The Global Hygiene Council

ONA conquista a certificação internacional da ISQua

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A ONA recebeu a mais alta honraria para acreditadoras em saúde: o reconhecimento da ISQua (Sociedade Internacional para a Qualidade do Cuidado em Saúde, na sigla em inglês). Parceira da OMS (Organização Mundial de Saúde), a ISQua é a única que certifica mundialmente organizações acreditadoras. O certificado internacional da ONA foi homologado no último dia 15 de outubro, em Tóquio, e apresentado oficialmente pela organização no dia 27, em jantar que reuniu a equipe da organização e seus convidados em São Paulo.

Ser uma organização reconhecida pela ISQua atesta que a ONA está entre as melhores acreditadoras mundiais, mesmo em comparação a países desenvolvidos. Desde 2013, o manual da ONA já era certificado pela entidade. “Esse é o fruto de muito trabalho e dedicação. Hoje podemos dizer que, além do nosso manual, a própria ONA é reconhecida internacionalmente”, destacou na ocasião o presidente da ONA, Dr. Arlindo de Almeida.

Em seu discurso durante o jantar, ele também citou as demais conquistas da organização neste ano, como as mais de 500 organizações certificadas e o número de alunos que concluíram os cursos online do ONA Educare, que chegaram a mais de 1.000 até outubro.

Para receber a certificação da ISQua, avaliadores internacionais fizeram uma imersão na ONA e avaliaram a organização a partir de 8 padrões: governança, gestão estratégica, operacional e financeira, gestão de risco e melhoria de performance, gestão de pessoas, gestão da informação, gestão de avaliações, pesquisa e gestão de clientes e certificados de acreditação.